.: Temperatura sobe a 400ºC em região da Jordânia

UOL Notícias – 07/out/2009

Amã, 7 out (EFE) - As autoridades jordanianas investigam a partir de hoje o que motivou um repentino aumento da temperatura até 400ºC em um local próximo a Amã, informaram fontes oficiais.
O fenômeno ocorreu nesta terça-feira em uma área de quase dois mil metros quadrados na província de Balqa, 15 quilômetros ao oeste de Amã, segundo o governador dessa província, Abdul Khalil Sleimat.
“O fenômeno foi descoberto por acaso quando ovelhas entraram no terreno enquanto estavam pastando”, disse o governador.
Sleimat contou que, de acordo com os pastores que cuidavam das ovelhas, os animais “foram completamente queimados e desapareceram”.
As autoridades isolaram a área e retiraram os moradores do local, acrescentou o governador.
O Governo jordaniano deixou a investigação do fenômeno a cargo de um painel formado por diversos departamentos e instituições acadêmicas.
O chefe da associação jordaniana de geólogos, Bahjat Adwan, descartou a presença de qualquer atividade sísmica ou vulcânica na área.
O diretor do Conselho de Recursos Naturais da Jordânia, Maher Hijazin, informou que certos materiais orgânicos podem ter se juntado e reagido sob a superfície, gerando o inusitado aumento de temperatura.
Hijazin também destacou que há uma rede de água e esgoto que lança seus resíduos na região.

.: Música SOS Ponta Negra, por Orlando Bonelli

SOS PONTA NEGRA

Da varanda vejo um pedacinho do mar
Que me basta pra poder sonhar.

Da colina surge Ponta Negra,
Deslumbrante e linda ela se chega,
Para amamentar o filho teu.

E o teu filho maravilhosamente brilha.
Tua natureza compartilha.

Morro do Careca grão de areia
A teus pés se curva a maré cheia,
Para render graças louvores a Deus.

Deus senhor menino “help”,
Olhai a vila teus pescadores,
Condenai os predadores,

Cuidai da força desta gente.
Antes que o sol não amanheça
Ou a lua cheia desapareça.

Antes que eu não veja
O pedacinho do mar,
De Ponta Negra.
Cantador, violeiro, repentista

SOS clama Ponta Negra – bis

Autoria: Orlando Bonelli
Cantora: Lene Macedo
Arranjos: Eduardo Taufic
Gravação: Studio Promídia

.: Esgoto clandestino: sem solução

Repórter: Carla França
Foto: Rodrigo Sena
Com as ligações clandestinas, a praia de Ponta Negra acaba se prejudicando, apesar do bairro estar todo saneado. As “línguas pretas” na areia são constantes e prejudicam o ponto turístico
De janeiro a setembro de 2009, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) notificou mais de 200 imóveis por não estarem interligados à rede coletora da Companhia de Água e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern). Na realidade, esse número pode ser maior, mas o município, responsável pela fiscalização, não consegue chegar a todos os infratores.
“A Semurb realiza um trabalho constante de fiscalização, mas é apenas paliativo. Duzentos imóveis foram notificados, fechamos cerca de 50 ligações clandestinas de esgotos, mas a população volta a fazê-las. O problema só será resolvido quando for executado o plano gestor de drenagem e esgotamento de Natal”, disse o titular da Semurb, Kalazans Bezerra.

Não existe apenas uma área da cidade que sofra com as ligações clandestinas, segundo Kalazans, o problema é generalizado, mas em alguns pontos como Mãe Luiza, a situação é mais complicada. Isso porque, apenas 10% do bairro é saneado e a população não tem nenhuma opção.
“A população do bairro não tem onde colocar seu esgoto. Agora é que está sendo feito o saneamento dos outros 90%. Até lá, a única solução – não que seja a correta – para os moradores de Mãe Luiza é despejar o esgoto no mar”, diz o professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e coordenador do projeto Água Azul – que analisa a qualidade das águas dos rios, mar e lagoas do RN, Ronaldo Diniz.
O resultado disso, é a poluição de uma das mais belas praias do litoral potiguar. Uma ‘língua preta’, formada por esgoto e restos de lixo desce através de galerias do bairro de Mãe Luiza para a Via Costeira, em frente ao final da rua João XXIII. Um verdadeiro crime, que apesar de ser do conhecimento de todos os órgãos ambientais, até agora nada foi feito para reverter a situação.
De acordo com o diretor de obras da Caern, Isaías Costa, o problema de Mãe Luiza será sanado quando a Companhia concluir as obras que estão sendo feitas, há mais de dois anos, no bairro. Apesar de já ter 90% da obra pronta, a rede não pode ser ligada porque depende de outra obra, a Estação de Tratamento do Baldo.
“Quando a Caern colocou a rede geral na rua, explicou a população que não poderia fazer as ligações com as casas porque ela não está pronta. Entretanto, muita gente já estava com suas fossas lotadas e fizeram as ligações clandestinas. Com isso, o esgoto vai direto para a rede coletora. Como ela não está funcionando, ele vai em direção ao mar”, explica o diretor de obras da Caern, Isaías Costa.
Até o momento, a Caern executou em Mãe Luiza 7.156 metros de rede coletora convencional e 12.856 metros da rede condominial – que passa pelo quintal das casas e são interligadas. “A previsão é que em seis meses esse problema esteja resolvido, tempo suficiente para a conclusão da obra em Mãe Luiza e da ETE do Baldo. Em janeiro, começaremos os testes e em março ou abril de 2010, deverá entrar em funcionamento. Ao todo, 18 mil habitantes de Mãe Luiza serão beneficiados com as obras de esgotos”, disse Isaías Costa.
Questionado sobre a participação dos hotéis da Via Costeira na questão das ligações clandestinas, Isaías Costa afirma que eles só recebem o habite-se se tiverem seus efluentes transportados para a rede coletora da Caern.
Ainda segundo ele, a Via Costeira é totalmente saneada, de Areia Preta até Ponta Negra. “Hoje não se fala em esgotamento sanitário sem pensar em coleta, transporte, tratamento e destinação final adequada e compatível com a as condições ambientais. E é nisso que a Caern está trabalhando”, diz Isaías.

Esgoto prejudica a praia de Ponta Negra e banhistas

Apesar de Mãe Luiza ser, atualmente, o único ponto de praia em Natal que tem água servida em abundância, outros locais, eventualmente, são incluídos no estudo de balneabilidade realizado pelo IFRN e Idema. Um desses é a Praia de Ponta Negra, mesmo o bairro sendo totalmente saneado. O problema acontece por causa das inúmeras ligações clandestinas de esgotos e galerias pluviais.
“Esta semana não tivemos problemas com Ponta Negra. Apesar de estarem com muito lixo, as bocas de lobo – por onde deveriam sair apenas água de chuva- estão secas. Mas, nos próximos meses, a tendência é que a situação seja outra, já que com a alta estação aumenta o movimento em hotéis e residências do bairro”, disse Ronaldo.
Segundo ele, há uma falta de consciência das pessoas, que ao invés de fazerem a ligação das suas casas com a rede coletora da Caern, preferem, para gastar menos, fazer as coisas de forma irregular. “A única maneira de resolver o problema é punir exemplarmente os responsáveis, mas isso não ocorre. Como nesse caso o ‘crime’ compensa, eles continuam a fazer”, afirmou Ronaldo.

Lagoa

Os bairros de Nova Descoberta e Morro Branco também sofrem com o problema das ligações clandestinas. A Lagoa do Jacaré, que deveria receber apenas água de chuva, virou um esgoto a céu aberto.
Os moradores das ruas da Saudade e Tarcísio Galvão, por exemplo, convivem diariamente com a fedentina da lagoa. Cansados de esperar alguma atitude do poder público, eles se uniram e entraram com uma ação na justiça. “Desde 1995 nós lutamos na justiça e agora saiu a sentença obrigando o município a pagar R$10 mil por dia pelo descaso”, disse o presidente da Associação em Defesa da Cidadania, Mário Emerenciano.
Segundo o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Kalazans Pinheiro, a prefeitura não vai fugir das suas responsabilidades e está realizando um projeto de drenagem, saneamento e urbanização para a área. “O projeto vai beneficiar as Lagoas do Jacaré, Preá, São Conrado, Centro Administrativo, Horto e Cidade da Esperança. É isso que vai resolver definitivamente a situação desses bairros. O recurso é da ordem de R$280 milhões e dentro de três estará concluído, já que faz parte das obras necessárias para a Copa de 2014”, diz o secretário.

Obras do Baldo estão com 70%concluídas

A Caern, através da sua assessoria jurídica, explicou que já está cumprindo a sentença e que, por isso, não pagará a multa determinada pelo titular da 4ª Vara da Fazenda Pública, juiz Cícero Martins de Medeiros Filho.
O engenheiro do setor de projetos da Caern, João Batista Marques, disse que faltam apenas 20% das ligações da rede de esgoto de Nova Descoberta e Morro Branco, mas só poderão ser executadas quando a Estação de Tratamento do Baldo estiver concluída. “A Caern está concluindo a implantação dos tubos e construção das estações elevatórias para bombeamento dos esgotos, mas ainda sim temos que esperar pela ETE do Baldo. Enquanto isso não acontecer, as pessoas deverão continuar lançando todos os dejetos em fossas sépticas e não fazendo ligações clandestinas”, explicou Marques.
A Caern, está investindo R$ 11 milhões para beneficiar 37 mil moradores de Morro Branco e Nova Descoberta.

.: Auxiliares fiscais denunciam distorção salarial na Semurb

TRIBUNA DO NORTE – 19/out/2009


Os auxiliares fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) reivindicaram em audiência pública na Câmara Municipal do Natal, na manhã desta segunda-feira (19), por iniciativa do vereador Raniere Barbosa (PRB), a correção da distorção salarial entre técnicos e auxiliares fiscais.
A distorção salarial entre algumas categorias do órgão foi gerada a partir da implantação da última reforma administrativa municipal. Segundo Raniere, a distorção na Semurb aconteceu porque a reforma administrativa contemplou com melhorias salariais apenas os auxiliares da área de arquitetura e de engenharia, deixando de fora desse benefício outros servidores da pasta, como biólogos e geólogos.
O cargo de fiscalização foi criado em 2002, sendo 35 auxiliares fiscais que ganham R$700,00 e 7 técnicos fiscais que hoje ganham em média R$ 3.900,00. O representante dos fiscais, Rosemberg Calazans, explica que o tratamento deveria ser dado de forma igualitária para a categoria. “Estamos pleiteando uma correção de 66%do salário. Temos uma distorção e um congelamento de salário desde 2002, além de não termos um plano de carreira”, afirma.

A presidente do Sindicato dos servidores de Natal (Sinsenat), Soraya Godeiro, declarou haver um erro quando houve o beneficiamento de uma categoria em detrimento da outra. “Não somos contra o aumento do salário dos arquitetos e engenheiros, mas é preciso que a administração pública reconheça a reivindicação e aplique uma proporcionalidade de salários. A categoria não vai aceitar essa desproporção”, declara.
O secretário da Semurb, Kalazans Bezerra, destacou os avanços na estrutura física e organizacional da secretaria que foram motivos de reivindicações anteriores por parte da categoria. Segundo o secretário, já foi feita justiça com a categoria de engenheiros e arquitetos. “O fato de uma categoria ter um benefício não é um erro, mas sim um acerto quando a administração pública reconheceu a deficiência que havia. Quanto aos auxiliares, avançamos em condições de trabalho, mas ainda não nos salários”, afirma. Segundo o secretário, a prefeitura somente terá condições de avanços salariais a partir de 2010 quando haverá um novo planejamento orçamentário.
Representando a prefeita Micarla de Souza, o secretário Roberto Lima, disse que no início de 2010 existe o compromisso de melhorar o salário da categoria. “Lamentavelmente o justo esbarra no legal. Este ano é difícil que saia o reajuste, mas vamos lutar pelo adicional noturno”, assegura.
Como finalização da discussão, a presidente do sindicato, sugeriu a implantação imediata do adicional noturno. Sobre a distorção salarial, alertou que seja enviado até primeiro de novembro um projeto de lei para garantir a proporcionalidade salarial entre auxiliares, engenheiros e arquitetos de Natal.
Participaram da audiência servidores da Semurb e sociedade interessada no debate. O vereador Hermano Morais (PMDB) esteve presente ao debate e os vereadores Ney Lopes Jr (DEM), Júlia Arruda (PSB), Sargento Regina (PDT), George Câmara (PC do B) e Chagas Catarino (PP) justificaram ausência por ofício lido em plenário pelo presidente da sessão.

.: Vamos APONTAR, por Genilson

Vamos APONTAR*

Não moro na Ponta
Mas me sinto da Ponta
Por isso pra Ponta
Preciso APONTAR

Minha Pontaria
De cidadania
Como garantia
Para desPontar

Nesse bairro de Ponta
De gente de Ponta
Que precisa pra Ponta
Valor resgatar

Com justiça de Ponta
Saúde de Ponta
Segurança de Ponta
Para lá formar

Cidadão de Ponta
Educação de Ponta
Cultura de Ponta
Vamos apoiar

Se não muito em breve
Só vai nos restar
Para estatística
Contabilizar

Que os filhos de Ponta
Só ficaram Noutra
E por falta de luta
Acabaram só sendo
O filho da Outra

Portanto, convido a todos para APONTAR também.

* Genilson, amigo dos Filhos de Ponta

.: CONVITE: Audiência Pública CONCIDADE nesta segunda (19), às 14h30 na CMN

CONVITE

O Vereador George Câmara tem a honra de convidá-lo(a) para participar de Audiência Pública, com o tema: “DIRETRIZES E COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DA CIDADE – CONCIDADE”, a ser realizada em 19 de outubro de 2009(segunda-feira), às 14:30 horas, no Plenário Erico Hackradt, desta Casa Legislativa, à rua Jundiaí, 546 – Tirol.
Contatos: (84) 3201-1336 / 9929-9729
Atenciosamente,
George Luiz Rocha da Câmara
Vereador – PCdoB
>>> Comentário pertinente: a questão aqui é bem simples: temos o dever de participar se queremos garantir um futuro melhor e mais humano para NÓS em NOSSA cidade. Portanto, o convite está estendido a todos os cidadãos e cidadãs interessados na garantia pela Qualidade de Vida!

.: FILHOS DE PONTA: Uma nova realidade em construção

Uma nova realidade.
No fundo ‘é só e apenas isso’ que queremos, todos NÓS!
Todos NÓS queremos menos pessoas pedindo esmolas
menos crianças se drogando nas esquinas
menos lixo espalhado nas ruas,
Todos NÓS queremos ver mais respeito ao meio ambiente
mais segurança
mais valorização do SER humano
Então qual o problema? Porque não nos entendemos? Porque nossos políticos não fazem o que precisam fazer: melhorar a vida da população? Onde e para quem perguntar? Em quem confiar? Só tínhamos a certeza de que não era o Chapolin Colorado que viria nos defender!!!
Alguns de NÓS, habitantes de Ponta Negra, resolvemos continuar girando a roda: veio o Movimento SOS Ponta Negra, a questão dos prédios ao lado do Morro do careca, as emendas ao Plano Diretor de Natal (Plano Setorial e Área de Interesse Social), o muro na Via Costeira, o Parque em Capim Macio, os questionamentos sobre emissário submarino, poluição nas praias, saneamento básico e adensamento demográfico, trânsito, falta de áreas públicas de lazer…
Tudo isso atrelado ao aumento da violência urbana, do turismo sexual, da prostituição infantil, do tráfico e consumo de drogas como o crack, degradação ambiental, mais trânsito e mais violência: o tempo está passando e as coisas estão piorando? Como assim? Com toda essa tecnologia, tempos de alta produtividade, homens e mulheres no espaço, carro elétrico e alface orgânica estamos andando para trás quando o assunto é convivência uns com os outros?
Tantos ‘porquês’ e poucas respostas satisfatórias?
Dessa inquietação surge o grupo Filhos de Ponta, um braço da comunidade dentro do programa de segurança pública comunitária que está sendo construído junto com o Gabinete de Gestão Integrada – GGI. Ligado à Secretaria Estadual de Segurança Pública, o GGI reúne instituições sólidas e de grande influência no bem estar público como Forças Armadas, Polícia, Justiça e Receita Federal, Polícias Civil e Militar, Defesa Social do Município, entre outras, e abre espaço para organizações religiosas, associações comunitárias e instituições de ensino como UFRN.
Pois bem, a Vila de Ponta Negra topou, NÓS topamos com o GGI e agora temos a oportunidade de materializar um projeto que possa abarcar todas as vertentes que precisam ser trabalhadas: educação, cultura, lazer, esporte, qualificação profissional, auxílio para recuperação de dependentes químicos, e outras ações que valorizam o SER humano, fortalecem a auto-estima e a identidade cultural. E o melhor, há recursos para tudo isso acontecer de verdade, basta uma boa proposta, como a criação de um Programa de Segurança Pública Comunitária economicamente viável, integrado com a comunidade e com apoio do poder público (Municipal e Estadual).
Um projeto piloto que pode muito bem se transformar em referência nacional…
Só uma ação (contínua) estruturada e estruturante, com força para iniciar a transformação social que precisamos, pode assegurar a possibilidade dessa nova realidade. Queremos comprovar que John Lennon estava errado: o sonho não acabou para quem está acordado!!
Bom, se você leu esta mensagem até aqui, é porque está realmente interessado/a, portanto sinta-se convidado para participar desse momento histórico: iremos apresentar à sociedade natalense nossas intenções para melhorar o coração e as artérias do bairro-praia cartão postal da cidade, e debater o Programa durante Audiência Pública na Câmara Municipal de Natal.
A Audiência, que acontecerá dia 9 de novembro, às 15h, na CMN, foi proposta pelo mandato popular do vereador George Câmara.
Curioso/a com o desafio lançado pelos Filhos e Filhas de Ponta???
>>>>> tome a pílula vermelha e entre em contato pela rede-web… vamos criar uma rede-real!
abraços
Yuno, bem acordado

.: Emissário Submarino: Decisão de Governo – Agnelo Alves

Agnelo Alves – o repórter | 11/out/2009

Notas…

DECISÃO DE GOVERNO

A decisão para a construção do emissário em Ponta Negra deve ser do Governo do Estado. Da própria governadora Wilma de Faria. A Caixa Econômica examina se o projeto está em conformidade com os preceitos do meio ambiente, dentro da verba disponibilizada. Ao Ministério das Cidades, não cabe decidir se a destinação final dos dejetos será pelo emissário submarino de Ponta Negra ou pela construção de uma estação de tratamento. Ciosa dos seus deveres, a governadora deve assumir os ônus ou bônus da decisão.

.: Praias não dispõem de equipamentos esportivos

TRIBUNA DO NORTE – 13/out/2009
Foto: Marcelo Barroso


Faltam opções para a prática de atividades esportivas

Caminhar. Essa é a única alternativa para os frequentadores das praias urbanas de Natal. Ao contrário de outras capitais do Nordeste, Natal não mantém espaços dedicados ao lazer e para se praticar exercícios físicos em suas praias, o que incomoda a população. A praia do Forte é o único local que conta com quadra, campo de futebol e etc, construídos pelo poder público.

A urbanização da orla da praia do Forte data do ano 2000 e embora alguns dos equipamentos estejam em mau estado de conservação, ainda são largamente utilizados pela população, principalmente pelas pessoas que moram nos arredores. “Eu sempre venho aqui porque a minha academia não funciona no domingo e é um bom espaço para fazer exercícios. O pessoal dos bairros aqui, como Brasília Teimosa e Mãe Luiza, também sempre vem praticar esporte”, diz Roberto Alves, de 18 anos, que é atleta profissional. Aquele trecho da praia, que vai desde a entrada da Ponte de Todos até o Forte dos Reis Magos, tem uma quadra poliesportiva, um campo de futebol e alguns equipamentos para exercícios físicos, para se praticar barras e paralelas.

O mesmo equipamento já esteve presente na Praia de Ponta Negra, mas era mantido por donos de quiosques que tentavam cativar os seus fregueses. Como não eram oficiais, foram retirados pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), de acordo com o presidente da Associação de Trabalhadores Informais de Ponta Negra, Marcos Martins. “O pessoal da iniciativa privada mantinha alguns equipamentos que foram retirados pela Semsur já faz alguns anos”, diz Marcos. O atleta Roberto Lima afirma que a retirada foi positiva. “O equipamento que tinha lá em Ponta Negra era inadequado anatomicamente. Esse que tem aqui na Praia do Forte é mais indicado”, avalia.

Da mesma forma, um dos pontos da praia, próximo ao Morro do Careca, conta com redes e marcações do que seria uma quadra de volei de praia. Contudo, o equipamento não é da Prefeitura e sim de alguns donos de quiosques. “É a própria sociedade que mantém a rede e as marcações da quadra. A Prefeitura mesmo não faz nada por aqui em termos de esporte. A única alternativa para quem frequenta Ponta Negra é tomar banho no mar ou caminhar no calçadão”, diz Marcos Martins.

O casal Werner Bezerra e Luciana Oliveira desfrutava do clima da praia na manhã de ontem, dia das Crianças, com seus dois filhos, Mateus e Daniel, de 11 e dois anos, respectivamente. Werner concorda que faltam opções de lazer nas praias da cidade. “Poderia ter um parquinho, ou um local específico para crianças. Seria realmente muito bom, faz falta”, diz Werner. O advogado Sidcley Barros, que curtia o feriado da segunda ao lado da mulher, Larissa, e da filha de dois anos, Maria Laura, também reclama das poucas alternativas da Praia de Ponta Negra. “Nós frequentamos a praia e realmente existe uma carência de opções mais diversificadas de lazer aqui”, encerra.

.: Moradores de Ponta Negra exigem mais estudos sobre o emissário submarino

TRIBUNA DO NORTE – 25/jul/2008
Foto: João Maria Alves


PONTA NEGRA – Moradores do bairro estão apreensivos com a obra do emissário

A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov) vai realizar estudos complementares sobre os impactos ambientais que serão gerados pela construção de um emissário submarino na praia de Ponta Negra. O sistema é a última etapa do projeto de drenagem nos bairros de Ponta Negra e Capim Macio, e necessita de um licenciamento do Idema para ser construído.

O EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) que foi apresentado pela Semov ao Idema e disponibilizado para consulta pública por 45 dias, gerou questionamentos por parte dos moradores de Ponta Negra, em audiência pública realizada na quarta-feira. Eles pediram mais detalhes sobre o funcionamento do emissário, que vai desaguar água da chuva a 540 metros da orla, dentro do mar, em épocas de inverno intenso.

“O emissário é, na realidade, um extravasor, porque vai funcionar apenas quando as lagoas de captação atingirem o limite de armazenamento de água da chuva, e isso só acontece a cada dez anos, em média” explicou o secretário da Semov, Damião Pita. “Os representantes de Capim Macio aprovaram o projeto, mas os moradores de Ponta Negra querem entendê-lo melhor, e eles serão atendidos”, acrescentou.

Ainda segundo Pita, o Idema está reunindo os documentos necessários para iniciar a análise do projeto do emissário, cujos estudos ambientais foram realizados pela empresa licitada do Ceará, Aquatur. As proposições apresentadas pela comunidade e ambientalistas durante a reunião também serão consideradas pelo órgão. Uma segunda audiência foi marcada para o dia 13 de agosto, às 19h, na sede da Associação dos Moradores de Ponta Negra. “Levaremos os estudos solicitados, mas isso não significa que o assunto será totalmente resolvido no próximo encontro”, lembrou Pita.

As lagoas de captação de águas pluviais e galerias previstas no projeto de drenagem dos bairros foram licenciadas pela Semurb, mas uma vez que o emissário vai trabalhar em território federal – o mar, o sinal verde deverá ser dado pela União. “Primeiramente enviamos o projeto para o Ibama, que delegou a autorização ao Idema”, explicou o secretário adjunto de Planejamento de Semov, Tomás Araújo.

De acordo com o vice-presidente da Associação dos Moradores de Ponta Negra e conjunto Alagamar (AMPA), José Crives, os questionamentos surgiram porque parte dos moradores ainda não conhece com segurança o projeto. “Eles foram pegos de surpresa quando iniciaram a construção da lagoa de captação no antigo Centro de Tradições Gaúchas. Apóio a idéia de querer participar do processo de discussão da obra, e entender melhor o projeto”.

>>> Comentário pertinente: Até agora nada! Os recursos estão para serem devolvidos por falta de continuidade e andamento no processo. Lembro bem quando estava tudo pronto para uma audiência pública sobre o assunto lá na Associação de Moradores do Conjunto Ponta Negra, caiu uma chuva tremenda e acabou a luz… todo mundo lá reunido, esperando por mais de uma hora a volta da energia elétrica e nada. Por fim não aconteceu e a Caern considerou a audiência como realizada. Hoje não ouvimos nem falar, e isso é perigoso: podemos ser surpreendidos com alguma aberração ambiental!