SOS PONTA NEGRA
Da varanda vejo um pedacinho do mar
Que me basta pra poder sonhar.
Autoria: Orlando Bonelli
Cantora: Lene Macedo
Arranjos: Eduardo Taufic
Gravação: Studio Promídia
TRIBUNA DO NORTE – 19/out/2009
Vamos APONTAR*
Não moro na Ponta
Mas me sinto da Ponta
Por isso pra Ponta
Preciso APONTAR
Minha Pontaria
De cidadania
Como garantia
Para desPontar
Nesse bairro de Ponta
De gente de Ponta
Que precisa pra Ponta
Valor resgatar
Com justiça de Ponta
Saúde de Ponta
Segurança de Ponta
Para lá formar
Cidadão de Ponta
Educação de Ponta
Cultura de Ponta
Vamos apoiar
Se não muito em breve
Só vai nos restar
Para estatística
Contabilizar
Que os filhos de Ponta
Só ficaram Noutra
E por falta de luta
Acabaram só sendo
O filho da Outra
Portanto, convido a todos para APONTAR também.

Agnelo Alves – o repórter | 11/out/2009
Notas…
DECISÃO DE GOVERNO
TRIBUNA DO NORTE – 13/out/2009
Foto: Marcelo Barroso
Faltam opções para a prática de atividades esportivas
A urbanização da orla da praia do Forte data do ano 2000 e embora alguns dos equipamentos estejam em mau estado de conservação, ainda são largamente utilizados pela população, principalmente pelas pessoas que moram nos arredores. “Eu sempre venho aqui porque a minha academia não funciona no domingo e é um bom espaço para fazer exercícios. O pessoal dos bairros aqui, como Brasília Teimosa e Mãe Luiza, também sempre vem praticar esporte”, diz Roberto Alves, de 18 anos, que é atleta profissional. Aquele trecho da praia, que vai desde a entrada da Ponte de Todos até o Forte dos Reis Magos, tem uma quadra poliesportiva, um campo de futebol e alguns equipamentos para exercícios físicos, para se praticar barras e paralelas.
O mesmo equipamento já esteve presente na Praia de Ponta Negra, mas era mantido por donos de quiosques que tentavam cativar os seus fregueses. Como não eram oficiais, foram retirados pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), de acordo com o presidente da Associação de Trabalhadores Informais de Ponta Negra, Marcos Martins. “O pessoal da iniciativa privada mantinha alguns equipamentos que foram retirados pela Semsur já faz alguns anos”, diz Marcos. O atleta Roberto Lima afirma que a retirada foi positiva. “O equipamento que tinha lá em Ponta Negra era inadequado anatomicamente. Esse que tem aqui na Praia do Forte é mais indicado”, avalia.
Da mesma forma, um dos pontos da praia, próximo ao Morro do Careca, conta com redes e marcações do que seria uma quadra de volei de praia. Contudo, o equipamento não é da Prefeitura e sim de alguns donos de quiosques. “É a própria sociedade que mantém a rede e as marcações da quadra. A Prefeitura mesmo não faz nada por aqui em termos de esporte. A única alternativa para quem frequenta Ponta Negra é tomar banho no mar ou caminhar no calçadão”, diz Marcos Martins.
O casal Werner Bezerra e Luciana Oliveira desfrutava do clima da praia na manhã de ontem, dia das Crianças, com seus dois filhos, Mateus e Daniel, de 11 e dois anos, respectivamente. Werner concorda que faltam opções de lazer nas praias da cidade. “Poderia ter um parquinho, ou um local específico para crianças. Seria realmente muito bom, faz falta”, diz Werner. O advogado Sidcley Barros, que curtia o feriado da segunda ao lado da mulher, Larissa, e da filha de dois anos, Maria Laura, também reclama das poucas alternativas da Praia de Ponta Negra. “Nós frequentamos a praia e realmente existe uma carência de opções mais diversificadas de lazer aqui”, encerra.
TRIBUNA DO NORTE – 25/jul/2008
Foto: João Maria Alves
A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov) vai realizar estudos complementares sobre os impactos ambientais que serão gerados pela construção de um emissário submarino na praia de Ponta Negra. O sistema é a última etapa do projeto de drenagem nos bairros de Ponta Negra e Capim Macio, e necessita de um licenciamento do Idema para ser construído.
O EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) que foi apresentado pela Semov ao Idema e disponibilizado para consulta pública por 45 dias, gerou questionamentos por parte dos moradores de Ponta Negra, em audiência pública realizada na quarta-feira. Eles pediram mais detalhes sobre o funcionamento do emissário, que vai desaguar água da chuva a 540 metros da orla, dentro do mar, em épocas de inverno intenso.
“O emissário é, na realidade, um extravasor, porque vai funcionar apenas quando as lagoas de captação atingirem o limite de armazenamento de água da chuva, e isso só acontece a cada dez anos, em média” explicou o secretário da Semov, Damião Pita. “Os representantes de Capim Macio aprovaram o projeto, mas os moradores de Ponta Negra querem entendê-lo melhor, e eles serão atendidos”, acrescentou.
Ainda segundo Pita, o Idema está reunindo os documentos necessários para iniciar a análise do projeto do emissário, cujos estudos ambientais foram realizados pela empresa licitada do Ceará, Aquatur. As proposições apresentadas pela comunidade e ambientalistas durante a reunião também serão consideradas pelo órgão. Uma segunda audiência foi marcada para o dia 13 de agosto, às 19h, na sede da Associação dos Moradores de Ponta Negra. “Levaremos os estudos solicitados, mas isso não significa que o assunto será totalmente resolvido no próximo encontro”, lembrou Pita.
As lagoas de captação de águas pluviais e galerias previstas no projeto de drenagem dos bairros foram licenciadas pela Semurb, mas uma vez que o emissário vai trabalhar em território federal – o mar, o sinal verde deverá ser dado pela União. “Primeiramente enviamos o projeto para o Ibama, que delegou a autorização ao Idema”, explicou o secretário adjunto de Planejamento de Semov, Tomás Araújo.
De acordo com o vice-presidente da Associação dos Moradores de Ponta Negra e conjunto Alagamar (AMPA), José Crives, os questionamentos surgiram porque parte dos moradores ainda não conhece com segurança o projeto. “Eles foram pegos de surpresa quando iniciaram a construção da lagoa de captação no antigo Centro de Tradições Gaúchas. Apóio a idéia de querer participar do processo de discussão da obra, e entender melhor o projeto”.
>>> Comentário pertinente: Até agora nada! Os recursos estão para serem devolvidos por falta de continuidade e andamento no processo. Lembro bem quando estava tudo pronto para uma audiência pública sobre o assunto lá na Associação de Moradores do Conjunto Ponta Negra, caiu uma chuva tremenda e acabou a luz… todo mundo lá reunido, esperando por mais de uma hora a volta da energia elétrica e nada. Por fim não aconteceu e a Caern considerou a audiência como realizada. Hoje não ouvimos nem falar, e isso é perigoso: podemos ser surpreendidos com alguma aberração ambiental!