Matéria DN 22/3 :: Prefeitura promete cinco para cada árvore derrubada

Prefeitura promete cinco para cada árvore derrubada

FotoCarlos Santos/DN

Canteiro de obras da avenida Bernardo Vieira onde houve corte de árvores

Apesar da polêmica sobre a retirada de árvores na avenida Bernardo Vieira, um projeto vai garantir o plantio de novas mudas ao longo da via, tanto nos canteiros, quanto em áreas específicas. O secretário municipal de Obras e Viação (Semov), Damião Pita, disse que é praticamente impossível pensar na obra sem envolver a questão ambiental.

‘‘Os detalhes paisagísticos não foram deixados de lado. A questão das árvores é uma necessidade para a execução do projeto. Com o estreitamento dos canteiros, é preciso cortar raízes até para evitar acidentes, mas nós estamos trabalhando em parceria com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) para plantar, imediatamente, pelo menos cinco árvores para cada uma que for derrubada’’, diz o secretário.

Desde janeiro que a avenida Bernardo Vieira está passando por obras para o alargamento de suas vias, o que provocou a retirada de algumas árvores. Caberá a STTU fazer o estudo para identicar quais árvores serão replantadas e onde devem ser colocadas as novas mudas, que terão um tamanho mediano. Ainda esta semana, o material será encaminhado à Semurb, que vai iniciar uma nova etapa do projeto, verificando o tipo de solo presente nos locais e selecionando as espécies indicadas para o plantio. O objetivo é minimizar os danos causados ao meio ambiente durante a execução da obra.

Além do projeto paisagístico e do alargamento das vias de acesso, que vão permitir a disponibilização de três faixas de rolamento na avenida Bernardo Vieira, sendo uma exclusiva para ônibus, o trabalho conta ainda com o recapeamento asfáltico. ‘‘Essa é a parte mais rápida e deve ficar pronta em um mês. O asfaltamento vai evitar o surgimento de buracos por, aproximadamente, cinco anos’’, revela o secretário Damião Pita. A obra está orçada em R$ 4 milhões e a finalização está prevista para o final de junho, quando será inaugurada já com o projeto paisagistico pronto.

Matéria DN 22/3 :: Prefeitura promete cinco para cada árvore derrubada

Prefeitura promete cinco para cada árvore derrubada

FotoCarlos Santos/DN

Canteiro de obras da avenida Bernardo Vieira onde houve corte de árvores

Apesar da polêmica sobre a retirada de árvores na avenida Bernardo Vieira, um projeto vai garantir o plantio de novas mudas ao longo da via, tanto nos canteiros, quanto em áreas específicas. O secretário municipal de Obras e Viação (Semov), Damião Pita, disse que é praticamente impossível pensar na obra sem envolver a questão ambiental.

‘‘Os detalhes paisagísticos não foram deixados de lado. A questão das árvores é uma necessidade para a execução do projeto. Com o estreitamento dos canteiros, é preciso cortar raízes até para evitar acidentes, mas nós estamos trabalhando em parceria com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) para plantar, imediatamente, pelo menos cinco árvores para cada uma que for derrubada’’, diz o secretário.

Desde janeiro que a avenida Bernardo Vieira está passando por obras para o alargamento de suas vias, o que provocou a retirada de algumas árvores. Caberá a STTU fazer o estudo para identicar quais árvores serão replantadas e onde devem ser colocadas as novas mudas, que terão um tamanho mediano. Ainda esta semana, o material será encaminhado à Semurb, que vai iniciar uma nova etapa do projeto, verificando o tipo de solo presente nos locais e selecionando as espécies indicadas para o plantio. O objetivo é minimizar os danos causados ao meio ambiente durante a execução da obra.

Além do projeto paisagístico e do alargamento das vias de acesso, que vão permitir a disponibilização de três faixas de rolamento na avenida Bernardo Vieira, sendo uma exclusiva para ônibus, o trabalho conta ainda com o recapeamento asfáltico. ‘‘Essa é a parte mais rápida e deve ficar pronta em um mês. O asfaltamento vai evitar o surgimento de buracos por, aproximadamente, cinco anos’’, revela o secretário Damião Pita. A obra está orçada em R$ 4 milhões e a finalização está prevista para o final de junho, quando será inaugurada já com o projeto paisagistico pronto.

Matéria TN 22/3 :: Livro Águas Potiguares será lançado hoje

“Águas Potiguares” será lançado hoje

Após a apresentação da APA do Jiqui ocorrerá o lançamento do livro “Águas Potiguares”, que traça um mapa dos recursos hídricos do Estado. No mesmo local, haverá também eventos promovidos pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) e pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn).

A programação do Dia Mundial da Água se estende até o dia 30 com a distribuição de cartilhas e kits informativos nas escolas da rede estadual e a inauguração da primeira Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce Brasil, que contará com as presenças da governadora Wilma de Faria e da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, na Caatinga Grande, em São José do Seridó.

O Igarn também preparou um material didático educativo sobre o uso racional da água, saneamento básico, resíduos sólidos e meio ambiente. O material está disponível na página do órgão na internet (www.igarn.rn.gov.br) e destina-se a despertar a discussão pública a cerca do consumo consciente da água.

A Prefeitura de Natal realizará atividades em comemoração à data. A programação do município recebeu o nome de “Água é Vida, Saneamento é Saúde”. Na abertura oficial, haverá apresentação do grupo de dança Corpo e Vida. Depois haverá uma caminhada saindo da Escola Municipal Santos Reis até à Escola Municipal Henrique Castriciano, nas Rocas. O encerramento do evento ocorre com a apresentação do grupo teatral da Urbana e a distribuição de mudas de plantas nativas pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur).

Amanhã e no sábado (24), a Secretaria Especial de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) realizará um evento no Conjunto Panatis, Zona Norte, visitando todas as casas para conscientizar os moradores sobre a forma correta de usar a água, evitando desperdício.

O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, que estabeleceu a data 22 de março de cada ano como sendo um dia de reflexão e promoção da conscientização pública sobre a necessidade da preservação e do uso racional dos recursos hídricos no mundo.

Matéria TN 22/3 :: Idema lança estudo sobre área do Jiqui

Idema lança estudo sobre área do Jiqui

Foto: Emanuel Amaral

ÁGUA – No dia Mundial da Água, Idema lança estudo para criar área de proteção ao Rio Pitimbu

Uma série de eventos promovidos pelo poder público está programada para lembrar aos natalenses que hoje é o Dia Mundial da Água. O mais importante deles é o lançamento, a partir das 10h no Parque das Dunas, do estudo técnico da Parque Estadual do Jiqui, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema).

O Parque Estadual do Jiqui é vital para o sistema de abastecimento d´agua de Natal. Estão incluídas nela as principais fontes de abastecimento de água potável da capital (Lagoa do Jiqui e rios Pitimbu e Taborda). Como também abrange uma área de expansão urbana, submetida à intensa pressão de especuladores imobiliários (Nova Parnamirim), o Parque do Jiqui requer urgência no estabelecimento de mecanismos de proteção.

Localizado no município de Parnamirim, o Parque do Jiqui tem uma área de 395 hectares de proteção integral e 450 hectares de zona de amortecimento em seu entorno — tudo aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONEMA). Um dos objetivos é garantir a conservação da Lagoa do Jiqui e de parte do sistema de abastecimento da cidade de Natal; assegurar a preservação do trecho de Floresta Atlântica denominado Mata do Jiqui e que faz parte da fazenda da Emparn, além de garantir a conservação de trechos das várzeas e dos leitos dos rios Pitimbu e Taborda na área da Unidade de Conservação.

O Idema projeta que várias atividades, orientadas pelo Plano de Manejo, poderão ser exercidas na área: desenvolvimento de pesquisas científicas voltadas para a recuperação de áreas degradadas; promoção de atividades de educação e interpretação ambiental envolvendo a população do entorno e visitantes, alternativas de recreação e turismo ecologicamente orientados, como forma de aproximar a sociedade da natureza.

Matéria TN 22/3 :: Idema lança estudo sobre área do Jiqui

Idema lança estudo sobre área do Jiqui

Foto: Emanuel Amaral

ÁGUA – No dia Mundial da Água, Idema lança estudo para criar área de proteção ao Rio Pitimbu

Uma série de eventos promovidos pelo poder público está programada para lembrar aos natalenses que hoje é o Dia Mundial da Água. O mais importante deles é o lançamento, a partir das 10h no Parque das Dunas, do estudo técnico da Parque Estadual do Jiqui, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema).

O Parque Estadual do Jiqui é vital para o sistema de abastecimento d´agua de Natal. Estão incluídas nela as principais fontes de abastecimento de água potável da capital (Lagoa do Jiqui e rios Pitimbu e Taborda). Como também abrange uma área de expansão urbana, submetida à intensa pressão de especuladores imobiliários (Nova Parnamirim), o Parque do Jiqui requer urgência no estabelecimento de mecanismos de proteção.

Localizado no município de Parnamirim, o Parque do Jiqui tem uma área de 395 hectares de proteção integral e 450 hectares de zona de amortecimento em seu entorno — tudo aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONEMA). Um dos objetivos é garantir a conservação da Lagoa do Jiqui e de parte do sistema de abastecimento da cidade de Natal; assegurar a preservação do trecho de Floresta Atlântica denominado Mata do Jiqui e que faz parte da fazenda da Emparn, além de garantir a conservação de trechos das várzeas e dos leitos dos rios Pitimbu e Taborda na área da Unidade de Conservação.

O Idema projeta que várias atividades, orientadas pelo Plano de Manejo, poderão ser exercidas na área: desenvolvimento de pesquisas científicas voltadas para a recuperação de áreas degradadas; promoção de atividades de educação e interpretação ambiental envolvendo a população do entorno e visitantes, alternativas de recreação e turismo ecologicamente orientados, como forma de aproximar a sociedade da natureza.

Matéria TN 22/3 :: A morte lenta de um rio

A morte lenta de um rio

Repórter: Itaércio Porpino

Cidade de dunas, Natal já viveu uma situação ambiental privilegiada, com reservas d’água de boa qualidade em abundância. O crescimento desordenado e predatório, no entanto, deixou a capital potiguar numa posição bastante delicada e preocupante. Natal já vive a ameaça da escassez de água, provocada pela contaminação dos aqüíferos subterrâneos e dos reservatórios superficiais. O rio Pitimbu, que alimenta a lagoa do Jiqui e abastece grande parte da população, está morrendo aos poucos.

Edifícios ameaçam a bacia

O rio Pitimbu nasce e logo mais adiante morre, para depois renascer, voltar a morrer e renascer outras tantas vezes. Nessa teimosia, perfaz uma bacia de uns 128 km2, costurando um polígono irregular entre as cidades de Macaíba, Natal e Parnamirim. Até desaguar na lagoa do Jiqui, manancial usado desde 1960 para abastecimento público, topa em uma dúzia de barragens, enfrenta a resistência do matagal fechado, desaparece sob o asfalto, corre por trás de um cemitério, ao lado de um presídio e sob os trilhos do trem.

Nesse ponto, entre Natal e Parnamirim, morre mais uma vez. O cenário deixa triste o agricultor Cícero Sieba Félix, de 73 anos. Nascido e criado a vida inteira ali, ele lamenta ao ver como a água que um dia foi cristalina transformou-se em uma lama podre. “Deus me defenda de entrar aí. É capaz de cair o cabelo todinho da pessoa”, diz Cícero.

Tem gente que teima em tomar banho no local poluído; o Pitimbu teima em viver. Agonizando, mas vive. A pergunta é: até quando? Será por pouco tempo se não tiver um controle sobre a emissão de esgotos no rio e a ocupação de suas margens por construções. A principal ameaça, dizem os ambientalistas, são exatamente as edificações nas dunas às margens do Pitimbu, uma vez que o rio resulta da água da chuva que se acumula lentamente nos morros de areia e é liberada, continuamente, durante o ano inteiro.

A ocupação predatória das margens leva à impermeabilização do solo. Assim, no período chuvoso a água vinda do céu escorre com grande velocidade e cria voçorocas (grandes buracos que, por sua vez, provocam o assoreamento do rio). Já no período de estiagem, a vazão é quase nenhuma, pois a água, que era para ficar retida nas dunas, já se foi. Cortando a selva de concreto que tomou o lugar dos morros, o Pitimbu hoje não passa de uma lâmina d’água. Reza a correnteza devagar e o rio vai morrendo… Também aos poucos.

Pitimbu abastece população

Embora muito debilitado, o Pitimbu ainda dá peixe, serve de lazer e mata a sede de animais. A importância maior dele, no entanto, é para o abastecimento da população de Natal.

O rio nasce na comunidade de Lagoa Seca, em Macaíba, e segue por Natal e Parnamirim cerca de 32 km até desaguar na lagoa do Jiqui, reservatório que garante quase toda a água fornecida às residências das regiões Sul, Leste e Oeste da cidade.

A lagoa é responsável por 30% do abastecimento, mas na verdade acaba tendo um peso muito maior porque sua água é usada para diminuir o alto índice de nitrato dos poços subterrâneos que fornecem os outros 70% da água.

“Se não fosse a lagoa do Jiqui para diluir a água dos poços, não daria para diminuir a concentração de nitrato”, diz o ambientalista Kalazans Bezerra, coordenador do Movimento Pró-Pitimbu.

Kalazans foi um dos primeiros a chamar a atenção para a preservação do Pitimbu pelo fato de se tratar de uma reserva de água imprescindível para o abastecimento da população. Em 2002, uma equipe multidisciplinar, formada por 12 profissionais de várias áreas, percorreu todo o curso do rio. Os resultados da expedição, que durou 12 dias, foram traduzidos em linguagem acessível e, assim, o problema chegou ao conhecimento dos natalenses.

“Antes, ninguém sabia que o Pitimbu abastecia a população e que estava ameaçado. Só quem detinha as informações eram estudiosos e alguns órgãos públicos. Nós levamos o caso à sociedade e se iniciou uma mobilização pela preservação do rio. Essa luta não pode parar, pois a situação não é boa. O Pitimbu está caminhando para a morte e o sistema de tratamento da lagoa do jiqui, da década de 60, está obsoleto”, alerta Kalazans.

A luta pela vida sob a ponte

O peixe cascudo salta para escapar de ser devorado pela traíra – é cada pinote! E o pescador Valdeci Oliveira da Silva, 23 anos, joga a linha disposto a fisgar a traíra, mas não marca bobeira enquanto anda dentro do rio com as canelas mergulhadas em dois palmos d’água. O medo é de aparecer jacaré. Valdeci escutou da boca de umas tantas pessoas que tem jacaré no Pitimbu. Mais de um.

A luta pela sobrevivência é travada sob o asfalto, embaixo da ponte de concreto que divide Macaíba de Parnamirim, na movimentada BR-101. Vidas se escondem e se reproduzem ali graças ao rio Pitimbu. “Dá traíra, muçu, bebeu, bagre, caçote. Eu pego os caçotes pequenos e levo pra casa para criar. Não tem isca melhor. O anzol não bate nem no fundo e o peixe já morde”, diz Valdeci.

Sem trabalho, ele vai quase sempre ao local pescar. À tarde, se escancha na bicicleta vermelha e pedala da comunidade Passagem de Areia, em Parnamirim, até a ponte. Leva duas varas de pescaria, uma velha bruaca a tiracolo e uma mochila abarrotada de utensílios. Lanterna e pilhas são indispensáveis, pois Valdeci só vai embora quando escurece. À noite é melhor para pescar porque diminui o movimento de carros na BR.

Manancial agoniza devido à poluição

Rente à linha do trem, passando pelo bairro Planalto em direção a Parnamirim, chega-se à “ponte velha” sob a qual passa o rio Pitimbu. Algumas décadas atrás, o local atraia muitos natalenses em busca de lazer. Foi num tempo em que a água era limpa e, segundo seu Cícero Félix, dava até para beber.

Hoje, Cícero olha com tristeza para o rio embaixo da linha férrea. “Está quase morto”, diz. Mesmo com a poluição visível, tem quem se arrisque a entrar na água. “Todo dia tem gente tomando banho aí. É a praia dos pobres”, fala José de Arimatéia, 28, morador do bairro Planalto.

Um trecho da estrada de areia que liga o Planalto a Parnamirim é coberta pela água do Pitimbu, e como uma reta é o caminho mais rápido entre dois pontos, dezenas de famílias passam diariamente com suas carroças pela via. É o caso de Cícero Vieira de Souza, 42, que sai dos Guarapes para catar garrafa plástica e outros materiais recicláveis em Parnamirim.

A travessia por cima da “ponte velha” é intensa. Nos instantes em que passam por sobre o rio, indo a Parnamirim e voltando, os moradores das comunidades próximas testemunham, a cada dia, mais um pouco da morte do Pitimbu. É o fim da linha?

Matéria TN 22/3 :: Audiência alerta para problemas da água em Natal

Audiência alerta para problemas da água em Natal

TN Online
Foto: Emanuel Amaral

PERIGO – Audiência alerta para os altos índices de nitrato na água de Natal

O vereador Hermano Morais (PMDB), a promotora de defesa do Meio Ambiente Gilka da Mata e autoridades da área do meio ambiente debateram em uma audiência na Câmara dos Vereadores do Natal, hoje pela manhã, a situação da contaminação das água da Capital. A audiência, convocada pelo vereador, foi uma forma de lembrar as comemorações do Dia Mundial da Água. Ficou sugerida a elaboração de um documento apontando soluções para a questão da água, que será entregue à governadora Wilma de Faria, ao prefeito Carlos Eduardo Alves e ao presidente da Assembléia Legislativa, Robinson Faria.

De acordo com Hermano Morais, o objetivo da audiência foi a de alertar as autoridades relacionadas ao meio ambiente para a necessidade de preservação da água e tratamento de esgoto, devido ao crescente índice de contaminação dos aquíferos de Natal. A Organização Mundial de Saúde considera aceitável a existência de nitrato na água, em até 10mg por litro. No caso de alguns poços de Natal, o nitrato já alcança 20 mg por litro.

Segundo a promotora de defesa do Meio Ambiente, Gilka da Mata, dos 134 poços de bastecimento utilizados pela Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), 69 estão contaminados com altos índices de nitrato e outros 37 já foram desativados pelo mesmo motivo. O Ministério Público realizou um estudo a respeito das condições dos poços de atendimento em Natal e orçou as soluções emergenciais em R$4 milhões e 300 mil.

Matéria TN 22/3 :: Audiência alerta para problemas da água em Natal

Audiência alerta para problemas da água em Natal

TN Online
Foto: Emanuel Amaral

PERIGO – Audiência alerta para os altos índices de nitrato na água de Natal

O vereador Hermano Morais (PMDB), a promotora de defesa do Meio Ambiente Gilka da Mata e autoridades da área do meio ambiente debateram em uma audiência na Câmara dos Vereadores do Natal, hoje pela manhã, a situação da contaminação das água da Capital. A audiência, convocada pelo vereador, foi uma forma de lembrar as comemorações do Dia Mundial da Água. Ficou sugerida a elaboração de um documento apontando soluções para a questão da água, que será entregue à governadora Wilma de Faria, ao prefeito Carlos Eduardo Alves e ao presidente da Assembléia Legislativa, Robinson Faria.

De acordo com Hermano Morais, o objetivo da audiência foi a de alertar as autoridades relacionadas ao meio ambiente para a necessidade de preservação da água e tratamento de esgoto, devido ao crescente índice de contaminação dos aquíferos de Natal. A Organização Mundial de Saúde considera aceitável a existência de nitrato na água, em até 10mg por litro. No caso de alguns poços de Natal, o nitrato já alcança 20 mg por litro.

Segundo a promotora de defesa do Meio Ambiente, Gilka da Mata, dos 134 poços de bastecimento utilizados pela Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), 69 estão contaminados com altos índices de nitrato e outros 37 já foram desativados pelo mesmo motivo. O Ministério Público realizou um estudo a respeito das condições dos poços de atendimento em Natal e orçou as soluções emergenciais em R$4 milhões e 300 mil.