Jornal de Hoje – 12/04/08 :: CANO ESTOURADO JORRA ÁGUA LIMPA NA RIBEIRA

Água acumulada preocupa população, que teme a transformação do local em um foco do aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue

Há quase uma semana, a Caern não toma providências em relação a um cano estourado na rua Silva Jardim, na Ribeira. A quantidade de água limpa que é jorrada já é suficiente para alagar parte da rua, causando sujeira e lama.

Moradores também alertam para o problema da dengue no local. Assustados, eles improvisaram uma espécie de barreira para evitar que carros caiam no buraco.

De acordo com o presidente da Associação de Práticos do RN, Sebastião Rodrigues, o problema teve início em fevereiro passado, depois que carretas e caminhões tocavam nos galhos de uma árvore (castanhola). Com isso, disse Sebastião, a raiz começou a afrouxar parte da calçada.

Moradores chamaram os funcionários da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), que providenciaram, imediatamente, a retirada da planta. Mesmo assim, a tubulação da Caern foi comprometida.

Desde o dia 3 de março, denunciou a comerciante Jane de Souza, o cano jorra água limpa durante todo o dia, aumentado as chances de proliferação do mosquito Aedes Aegipty, por conta das várias poças que se formam na rua. “O povo reclama tanto da falta de água e a Caern nem está aí para evitar o desperdício. Faz pena ver tanta água tratada ser jogada no esgoto”, criticou.

Segundo Sebastião, a água jorrada do cano estourado vem acumulando lama na frente dos estabelecimentos. A proliferação de insetos, disse o presidente, já aumentou na rua, por conta do problema. Técnicos da Caern estiveram no local, mas até o momento não providenciaram os reparos.

JOGUE O LIXO NO LIXO!!

Essa notícia está circulando na Internet e merece NOSSA atenção:

A partir de agora as Agências do Banco Real e as lojas do Extra estão com programa de reciclagem, de pilhas/baterias e óleo de cozinha respectivamente.

Sabe aquelas pilhas e baterias usadas que não sabemos o que fazer com elas? Pois é, agora está fácil!

Basta levá-las a qualquer agência do Banco Real e colocá-las no Papa-pilhas. As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto e relógios, contém materiais (cádmio, mercúrio, níquel e chumbo) que contaminam o solo e os lençóis freáticos deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde, como danos para os rins, fígado e pulmões.

Também já temos onde levar o óleo de cozinha usado para reciclar!

As lojas do Extra, que já reciclam outros tipos de resíduos como papel, vidro, plástico e metal, passam a receber óleo de cozinha para reciclagem!

Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida? E ainda provoca a impermeabilização do solo, contribuindo para a ocorrência de enchentes.

Como fazer: depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa PET – se possível transparente. Tampe bem e deposite-a no coletor de lixo de cor marrom da loja Extra. Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.

Se o Extra mais perto de sua casa ainda não tem o coletor apropriado, ligue para o SAC da empresa: 0800-7732732, e peça para que seja providenciado.

Independentemente disso, evite jogar óleo pelo esgoto. Armazene em garrafas e jogue no lixo reciclável.

Quer ajudar? Então divulgue essa notícia para todas as pessoas que assim como você se preocupa com NOSSO Planeta. Ajude a construir um Mundo melhor.

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A partir de agora as Agências do Banco Real e as lojas do Extra estão com programa de reciclagem, de pilhas/baterias e óleo de cozinha respectivamente.

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Basta levá-las a qualquer agência do Banco Real e colocá-las no Papa-pilhas. As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto e relógios, contém materiais (cádmio, mercúrio, níquel e chumbo) que contaminam o solo e os lençóis freáticos deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde, como danos para os rins, fígado e pulmões.

Também já temos onde levar o óleo de cozinha usado para reciclar!

As lojas do Extra, que já reciclam outros tipos de resíduos como papel, vidro, plástico e metal, passam a receber óleo de cozinha para reciclagem!

Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida? E ainda provoca a impermeabilização do solo, contribuindo para a ocorrência de enchentes.

Como fazer: depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa PET – se possível transparente. Tampe bem e deposite-a no coletor de lixo de cor marrom da loja Extra. Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.

Se o Extra mais perto de sua casa ainda não tem o coletor apropriado, ligue para o SAC da empresa: 0800-7732732, e peça para que seja providenciado.

Independentemente disso, evite jogar óleo pelo esgoto. Armazene em garrafas e jogue no lixo reciclável.

Quer ajudar? Então divulgue essa notícia para todas as pessoas que assim como você se preocupa com NOSSO Planeta. Ajude a construir um Mundo melhor.

Matéria Correio da Tarde 23/3 :: Idema apresenta estudo técnico sobre a APA

Idema apresenta estudo técnico sobre a APA

Foto: Ivanízio Ramos

Governadora destacou o investimento de cerca de R$ 50 milhões na Estação do Tratamento do Baldo

O Governo do Estado vem realizando um trabalho sistemático para ampliar as áreas de preservação ambiental, visando a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável. Na manhã desta quinta-feira (21), durante as comemorações do Dia Mundial da Água, em solenidade realizada no Parque das Dunas, o Idema (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente) apresentou o estudo técnico da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jiqui, que vai ajudar a manter o potencial hídrico da Lagoa do Jiqui e dos rios Pitimbu e Taborda.

Situada numa área de intensa especulação imobiliária, no bairro de Nova Parnamirim, a APA do Jiqui está sendo criada para conter as ações predatórias e evitar o comprometimento do abastecimento abundante e de boa qualidade proporcionado por um sistema hídrico bastante explorado pela população da região.

Os estudos técnico-científicos foram encerrados esta semana, abrindo caminho para a efetiva proteção do local.

“Já duplicamos as áreas de preservação ambiental do Rio Grande do Norte com a criação das APAS de Tubarão, em Macau; dos Mangues, na Redinha; de Genipabu, em Extremoz; dos Corais, em Maracajaú; de Pipa, em Tibau do Sul; dos Rosado, na Costa Branca; e agora com a do Jiqui”, salientou a governadora Wilma de Faria. Ela aproveitou a oportunidade para convocar a população a se engajar no trabalho educativo do uso correto da água e da preservação do meio ambiente, garantindo um futuro saudável para o planeta.

Mais

A governadora citou ainda outras ações contempladas pela política de gestão dos recursos hídricos que vem desenvolvendo nos últimos quatro anos. “Estamos investindo cerca de R$ 50 milhões só numa única obra, que é a construção da Estação de Tratamento do Baldo, em Natal, que vai tratar todo o esgoto coletado da capital e ajudar a despoluir o rio Potengi”.

Além disso, também estão sendo realizadas obras que permitiram o acesso à água em áreas que sofrem com o problema de desabastecimento. O Governo do Estado já construiu quase 600 quilômetros de adutoras, mais de 8.700 cisternas e de 3.000 poços tubulares, levando água potável e de qualidade para centenas de comunidades rurais.

Matéria Correio da Tarde 23/3 :: Idema apresenta estudo técnico sobre a APA

Idema apresenta estudo técnico sobre a APA

Foto: Ivanízio Ramos

Governadora destacou o investimento de cerca de R$ 50 milhões na Estação do Tratamento do Baldo

O Governo do Estado vem realizando um trabalho sistemático para ampliar as áreas de preservação ambiental, visando a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável. Na manhã desta quinta-feira (21), durante as comemorações do Dia Mundial da Água, em solenidade realizada no Parque das Dunas, o Idema (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente) apresentou o estudo técnico da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jiqui, que vai ajudar a manter o potencial hídrico da Lagoa do Jiqui e dos rios Pitimbu e Taborda.

Situada numa área de intensa especulação imobiliária, no bairro de Nova Parnamirim, a APA do Jiqui está sendo criada para conter as ações predatórias e evitar o comprometimento do abastecimento abundante e de boa qualidade proporcionado por um sistema hídrico bastante explorado pela população da região.

Os estudos técnico-científicos foram encerrados esta semana, abrindo caminho para a efetiva proteção do local.

“Já duplicamos as áreas de preservação ambiental do Rio Grande do Norte com a criação das APAS de Tubarão, em Macau; dos Mangues, na Redinha; de Genipabu, em Extremoz; dos Corais, em Maracajaú; de Pipa, em Tibau do Sul; dos Rosado, na Costa Branca; e agora com a do Jiqui”, salientou a governadora Wilma de Faria. Ela aproveitou a oportunidade para convocar a população a se engajar no trabalho educativo do uso correto da água e da preservação do meio ambiente, garantindo um futuro saudável para o planeta.

Mais

A governadora citou ainda outras ações contempladas pela política de gestão dos recursos hídricos que vem desenvolvendo nos últimos quatro anos. “Estamos investindo cerca de R$ 50 milhões só numa única obra, que é a construção da Estação de Tratamento do Baldo, em Natal, que vai tratar todo o esgoto coletado da capital e ajudar a despoluir o rio Potengi”.

Além disso, também estão sendo realizadas obras que permitiram o acesso à água em áreas que sofrem com o problema de desabastecimento. O Governo do Estado já construiu quase 600 quilômetros de adutoras, mais de 8.700 cisternas e de 3.000 poços tubulares, levando água potável e de qualidade para centenas de comunidades rurais.

Matéria DN 22/3 :: Muita gente em Natal consome água imprópria

‘‘Muita gente em Natal consome água imprópria’’

Repórter: Bruno Vasconcelos
Foto: Ana Amaral/DN

Conhecida e reconhecida por ter o ar mais puro das Américas, Natal também se orgulhou por muitos anos da qualidade de sua água, potencialmente potável. Mas na última década, o crescimento imobiliário desordenado, somado à falta de esgotamento sanitário, causaram a contaminação do aquífero – principal fonte de abastecimento da cidade – por nitrato, o que está fazendo com que muitos natalenses tenham que beber água imprópria para o consumo humano.

A promotora Gilka da Mata (foto) classifica a contaminação da água de Natal como sendo o maior desafio para a sociedade e para o Ministério Público, que já enfrentou várias lutas para defender uma água de qualidade para a ‘Cidade do Sol’.

Uma das novidades sobre o assunto, segundo a promotora, é a denuncia de que o Hospital Giselda Trigueiro, que é administrado pelo estado, estaria jogando resíduos hospitalares em uma fossa, o que é proibido e pode contaminar o lençol freático. ‘‘Existe uma regulamentação própria para o destino de resíduos hospitalares’’, ressalta Gilka da Mata, que já pediu uma vistoria no hospital para constatar possíveis irregularidades.

Diário de Natal: Qual o principal problema hoje relacionado a água de Natal?

Gilka da Mata: Hoje temos um fator que influencia diretamente a população, que é a questão da contaminação da água. Em razão disso, a água que é distribuída para a população deixa de ser potável, o que afeta diretamente a saúde da população. A causa da contaminação é basicamente a falta de infra-estrutura de saneamento na cidade. Esse é o nosso maior problema.

Esse seria também o maior desafio?

O grande desafio é saber de onde a gente vai tirar a água para abastecer a população da cidade. Hoje, o abastecimento é predominantemente realizado através de aquíferos (lençóis freáticos). A solução encontrada pela Caern foi fazer a diluição da água contaminada do aquífero com água de manancial superficial. Na Zona Sul, da Lagoa do Jiqui e na Zona Norte, da Lagoa de Extremoz. Mas temos um grave problema porque a cada dia, com o crescimento da cidade, a demanda aumenta e as duas lagoas já estão no máximo de suas capacidades. Com isso, a água das lagoas não está chegando mais em quantidade suficiente para garantir a diluição. Então essa água está chegando em vários pontos da cidade, contaminada, imprópria para o consumo humano.

A situação é ruim em toda a cidade?

Dos oito reservatórios de abastecimento de água da Caern, três estão contaminados e os outros estão próximos ao nível de contaminação. O que é muito grave. E estes reservatórios abastecem os bairros mais populosos de Natal, como Lagoa Nova, Quintas e Felipe Camarão. Além disso temos problemas sérios de contaminação nos poços nos bairros de Pirangí, Gramoré e Pajuçara, onde a água vai para os reservatórios e não é diluída. Com isso, a contaminação chega à níveis altíssimos e a água deixa de ser potável, imprópria para o consumo humano. E muita gente em Natal consome água imprópria.

O que o Ministério Público está fazendo em relação a esse problema da contaminação?

As soluções a longo prazo e médio prazo envolvem necessariamente um sistema de esgotamento sanitário. Mas enquanto esse sistema não vem, nós não podemos deixar que a população continue tomando água imprópria para consumo. Aí vem aquele questão: ‘De onde vamos captar água?’. Tem que ser de mananciais que tenham qualidade e quantidade. Para Zona Norte, a Caern pensa na região do Rio Doce, onde já foram perfurados alguns poços e foi constatado que tem condições para abastecer a região. Na Zona Sul, a região da Lagoa do Jique também tem potencial de abastecimento por poços. Só que nestes casos é preciso construir adutoras. O que o Ministério Público fez foi entrar no ano passado com uma ação judicial contra a Caern exigindo essas medidas emergenciais, mas que ainda não foi apreciado pelo juizo.

O Poder Judiciário tem dado a mesma importância ao assunto ‘‘água’’, como é dado pelo Ministério Público?

Nós enfrentamos um problema com o Poder Judiciário, principalmente nas demandas que envolvem estado e municípios, porque entram na mesma vala comum da Vara da Fazenda Pública. E os juizes não são especializados na matéria. Hoje em dia, a questão ambiental tem que ser priorizada em todas as esferas: Nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Hoje, o Ministério Público em Natal tem uma promotoria específica do Meio Ambiente, com quatro promotores. Já o judiciário tem uma vara que não é totalmente especializada, que é a 18ªVara Cível, mas que envolve falências e meio ambiente, duas coisas que não têm nenhuma relação. A gente precisaria ter uma vara especializada na questão ambiental.

E como a população pode contribuir para garantir uma água de qualidade em Natal?

A sociedade precisa se conscientizar que também pode e deve ajudar. Coisas simples, como o racionamento de água e cuidados com a limpeza da fossa de casa são fundamentais para garantir que Natal possa ter sempre uma água potável de qualidade. O Ministério Público lança amanhã (hoje) uma cartilha (encartada hoje no Diário de Natal) que traz dicas de como proceder em relação ao esgoto de casa e a importância desses cuidados para a saúde da família.

Matéria DN 22/3 :: Muita gente em Natal consome água imprópria

‘‘Muita gente em Natal consome água imprópria’’

Repórter: Bruno Vasconcelos
Foto: Ana Amaral/DN

Conhecida e reconhecida por ter o ar mais puro das Américas, Natal também se orgulhou por muitos anos da qualidade de sua água, potencialmente potável. Mas na última década, o crescimento imobiliário desordenado, somado à falta de esgotamento sanitário, causaram a contaminação do aquífero – principal fonte de abastecimento da cidade – por nitrato, o que está fazendo com que muitos natalenses tenham que beber água imprópria para o consumo humano.

A promotora Gilka da Mata (foto) classifica a contaminação da água de Natal como sendo o maior desafio para a sociedade e para o Ministério Público, que já enfrentou várias lutas para defender uma água de qualidade para a ‘Cidade do Sol’.

Uma das novidades sobre o assunto, segundo a promotora, é a denuncia de que o Hospital Giselda Trigueiro, que é administrado pelo estado, estaria jogando resíduos hospitalares em uma fossa, o que é proibido e pode contaminar o lençol freático. ‘‘Existe uma regulamentação própria para o destino de resíduos hospitalares’’, ressalta Gilka da Mata, que já pediu uma vistoria no hospital para constatar possíveis irregularidades.

Diário de Natal: Qual o principal problema hoje relacionado a água de Natal?

Gilka da Mata: Hoje temos um fator que influencia diretamente a população, que é a questão da contaminação da água. Em razão disso, a água que é distribuída para a população deixa de ser potável, o que afeta diretamente a saúde da população. A causa da contaminação é basicamente a falta de infra-estrutura de saneamento na cidade. Esse é o nosso maior problema.

Esse seria também o maior desafio?

O grande desafio é saber de onde a gente vai tirar a água para abastecer a população da cidade. Hoje, o abastecimento é predominantemente realizado através de aquíferos (lençóis freáticos). A solução encontrada pela Caern foi fazer a diluição da água contaminada do aquífero com água de manancial superficial. Na Zona Sul, da Lagoa do Jiqui e na Zona Norte, da Lagoa de Extremoz. Mas temos um grave problema porque a cada dia, com o crescimento da cidade, a demanda aumenta e as duas lagoas já estão no máximo de suas capacidades. Com isso, a água das lagoas não está chegando mais em quantidade suficiente para garantir a diluição. Então essa água está chegando em vários pontos da cidade, contaminada, imprópria para o consumo humano.

A situação é ruim em toda a cidade?

Dos oito reservatórios de abastecimento de água da Caern, três estão contaminados e os outros estão próximos ao nível de contaminação. O que é muito grave. E estes reservatórios abastecem os bairros mais populosos de Natal, como Lagoa Nova, Quintas e Felipe Camarão. Além disso temos problemas sérios de contaminação nos poços nos bairros de Pirangí, Gramoré e Pajuçara, onde a água vai para os reservatórios e não é diluída. Com isso, a contaminação chega à níveis altíssimos e a água deixa de ser potável, imprópria para o consumo humano. E muita gente em Natal consome água imprópria.

O que o Ministério Público está fazendo em relação a esse problema da contaminação?

As soluções a longo prazo e médio prazo envolvem necessariamente um sistema de esgotamento sanitário. Mas enquanto esse sistema não vem, nós não podemos deixar que a população continue tomando água imprópria para consumo. Aí vem aquele questão: ‘De onde vamos captar água?’. Tem que ser de mananciais que tenham qualidade e quantidade. Para Zona Norte, a Caern pensa na região do Rio Doce, onde já foram perfurados alguns poços e foi constatado que tem condições para abastecer a região. Na Zona Sul, a região da Lagoa do Jique também tem potencial de abastecimento por poços. Só que nestes casos é preciso construir adutoras. O que o Ministério Público fez foi entrar no ano passado com uma ação judicial contra a Caern exigindo essas medidas emergenciais, mas que ainda não foi apreciado pelo juizo.

O Poder Judiciário tem dado a mesma importância ao assunto ‘‘água’’, como é dado pelo Ministério Público?

Nós enfrentamos um problema com o Poder Judiciário, principalmente nas demandas que envolvem estado e municípios, porque entram na mesma vala comum da Vara da Fazenda Pública. E os juizes não são especializados na matéria. Hoje em dia, a questão ambiental tem que ser priorizada em todas as esferas: Nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Hoje, o Ministério Público em Natal tem uma promotoria específica do Meio Ambiente, com quatro promotores. Já o judiciário tem uma vara que não é totalmente especializada, que é a 18ªVara Cível, mas que envolve falências e meio ambiente, duas coisas que não têm nenhuma relação. A gente precisaria ter uma vara especializada na questão ambiental.

E como a população pode contribuir para garantir uma água de qualidade em Natal?

A sociedade precisa se conscientizar que também pode e deve ajudar. Coisas simples, como o racionamento de água e cuidados com a limpeza da fossa de casa são fundamentais para garantir que Natal possa ter sempre uma água potável de qualidade. O Ministério Público lança amanhã (hoje) uma cartilha (encartada hoje no Diário de Natal) que traz dicas de como proceder em relação ao esgoto de casa e a importância desses cuidados para a saúde da família.

Matéria DN 22/3 :: Natalense destrói aqüífero

Natalense destrói aqüífero

Repórter: Ana Paula Costa
Foto:
Divulgação

Gerente de hidrogeologiae perfuração de poços da Caern, Marcelo Queiroz

São 18,66% dos 150 poços gerenciados pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), em Natal, que já foram fechados por terem atingido índices muito elevados de contaminação por nitrato. E 45% dos poços em funcionamento já estão contaminados, ou seja, com mais de 10 miligramas de nitrato por litro de água, mas mesmo assim continuam sendo usados para abastecimento da população através da diluição desses teores em águas não contaminadas.

A situação do aqüífero da capital há muito é tema de diversos alertas por parte de especialistas mas segundo o gerente de hidrogeologia e perfuração de poços da Caern, Marcelo Augusto Queiroz, a qualidade da água servida à população ainda é considerada muito boa. De acordo com ele, a concessionária vem tomando todas as medidas necessárias para garantir essa qualidade.

Caern busca água não contaminada

Como a diluição é a principal delas, o foco agora é encontrar novas áreas que possam ser usadas como água não contaminada nesse processo. Hoje três já são usadas: os oito poços existentes na região do San Vale, a Lagoa do Jiqui e a Lagoa de Extremoz, no entanto eles já enfrentam outros problemas, como a ocupação urbana que pode vir a contaminá-los e o assoreamento dos rios que os servem. As opções agora a margem esquerda do rio Doce, próximo a Extremoz, a perfuração de poços nas margens da Lagoa do Jiqui e de novos poços no San Vale.

A perfuração de novos poços ao redor da Lagoa do Jiqui possibilitará ainda uma modernização no sistema de abastecimento, já que será possível enfim trocar as duas adutoras que levam a água captada lá aos reservatórios. O novo cano utilizado terá quase um metro de diâmetro e modernizará o abastecimento.

Os 28 poços fechados (18,66%) não se encontram em nenhuma região específica da cidade. De acordo com Marcelo, essa contaminação já está bastante espalhada por toda a cidade. O que causou o fechamento de tantos poços foi o monitoramento que está sendo feito do ano 2000. A cada três meses, a água de todos os poços de Natal, Parnamirim e Macaíba é coletada e passa por testes físico-químicos.

Matéria DN 22/3 :: Natalense destrói aqüífero

Natalense destrói aqüífero

Repórter: Ana Paula Costa
Foto:
Divulgação

Gerente de hidrogeologiae perfuração de poços da Caern, Marcelo Queiroz

São 18,66% dos 150 poços gerenciados pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), em Natal, que já foram fechados por terem atingido índices muito elevados de contaminação por nitrato. E 45% dos poços em funcionamento já estão contaminados, ou seja, com mais de 10 miligramas de nitrato por litro de água, mas mesmo assim continuam sendo usados para abastecimento da população através da diluição desses teores em águas não contaminadas.

A situação do aqüífero da capital há muito é tema de diversos alertas por parte de especialistas mas segundo o gerente de hidrogeologia e perfuração de poços da Caern, Marcelo Augusto Queiroz, a qualidade da água servida à população ainda é considerada muito boa. De acordo com ele, a concessionária vem tomando todas as medidas necessárias para garantir essa qualidade.

Caern busca água não contaminada

Como a diluição é a principal delas, o foco agora é encontrar novas áreas que possam ser usadas como água não contaminada nesse processo. Hoje três já são usadas: os oito poços existentes na região do San Vale, a Lagoa do Jiqui e a Lagoa de Extremoz, no entanto eles já enfrentam outros problemas, como a ocupação urbana que pode vir a contaminá-los e o assoreamento dos rios que os servem. As opções agora a margem esquerda do rio Doce, próximo a Extremoz, a perfuração de poços nas margens da Lagoa do Jiqui e de novos poços no San Vale.

A perfuração de novos poços ao redor da Lagoa do Jiqui possibilitará ainda uma modernização no sistema de abastecimento, já que será possível enfim trocar as duas adutoras que levam a água captada lá aos reservatórios. O novo cano utilizado terá quase um metro de diâmetro e modernizará o abastecimento.

Os 28 poços fechados (18,66%) não se encontram em nenhuma região específica da cidade. De acordo com Marcelo, essa contaminação já está bastante espalhada por toda a cidade. O que causou o fechamento de tantos poços foi o monitoramento que está sendo feito do ano 2000. A cada três meses, a água de todos os poços de Natal, Parnamirim e Macaíba é coletada e passa por testes físico-químicos.

Matéria TN 22/3 :: Livro Águas Potiguares será lançado hoje

“Águas Potiguares” será lançado hoje

Após a apresentação da APA do Jiqui ocorrerá o lançamento do livro “Águas Potiguares”, que traça um mapa dos recursos hídricos do Estado. No mesmo local, haverá também eventos promovidos pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) e pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn).

A programação do Dia Mundial da Água se estende até o dia 30 com a distribuição de cartilhas e kits informativos nas escolas da rede estadual e a inauguração da primeira Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce Brasil, que contará com as presenças da governadora Wilma de Faria e da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, na Caatinga Grande, em São José do Seridó.

O Igarn também preparou um material didático educativo sobre o uso racional da água, saneamento básico, resíduos sólidos e meio ambiente. O material está disponível na página do órgão na internet (www.igarn.rn.gov.br) e destina-se a despertar a discussão pública a cerca do consumo consciente da água.

A Prefeitura de Natal realizará atividades em comemoração à data. A programação do município recebeu o nome de “Água é Vida, Saneamento é Saúde”. Na abertura oficial, haverá apresentação do grupo de dança Corpo e Vida. Depois haverá uma caminhada saindo da Escola Municipal Santos Reis até à Escola Municipal Henrique Castriciano, nas Rocas. O encerramento do evento ocorre com a apresentação do grupo teatral da Urbana e a distribuição de mudas de plantas nativas pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur).

Amanhã e no sábado (24), a Secretaria Especial de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) realizará um evento no Conjunto Panatis, Zona Norte, visitando todas as casas para conscientizar os moradores sobre a forma correta de usar a água, evitando desperdício.

O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, que estabeleceu a data 22 de março de cada ano como sendo um dia de reflexão e promoção da conscientização pública sobre a necessidade da preservação e do uso racional dos recursos hídricos no mundo.