.: Natal cai no ranking do saneamento

TRIBUNA DO NORTE – 03/jul/2009

Com um sistema de distribuição que desperdiça 45% da água tratada e não chega a 70 mil pessoas, além de uma rede de coleta de esgoto restrita a 32% da população, Natal ocupa o 50º lugar no ranking nacional do saneamento básico. Os números, divulgados ontem pelo Instituto Trata Brasil (ITB), tiveram como base o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS) de 79 cidades brasileiras como mais de 300 mil habitantes.

Levando-se em conta apenas o esgotamento sanitário, Natal cai para o 60º lugar, atrás de cidades como Aracaju, Salvador e Campina Grande. E no caso da distribuição de água tratada, ocupa o 47º lugar.

Os dados se referem a 2007, mas são os mais atualizados do momento, segundo o Trata Brasil.
[continua...]

Diário de Natal – 23/03/08 :: ENTREVISTA URBANO MEDEIROS || PRESIDENTE DA ARSBAN

‘‘A Caern deixou o planejamento em 2º plano’’

Repórter: Gabriela Freire
Foto: DLuca/DN

Em meio a comemoração pelo Dia Internacional da Água – comemorado ontem (22/3) – diretor presidente da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban), Urbano Medeiros, chama a atenção da população potiguar para questão simples e eficazes, como a economia da água enquanto se toma banho e sugere uma reflexão sobre a instalação do emissário submarino como solução para o esgoto da cidade.

A Arsban é uma agência reguladora e portanto, fiscaliza, normatiza e controla os serviços de saneamento básico no âmbito do município de Natal – concedidos à Caern. Urbano Medeiros está a frente da Arsban pelo segundo mandato consecutivo.

Entre os principais programas desenvolvidos pela agência, destaca o ProGesa (Programa de Educação Sanitária e Ambientação), que trabalha diretamente com a população no sentido de buscar a sensibilização em relação ao saneamento básico; o ProAssussa (Associações de Usuários do Saneamento Ambiental), que incentiva a comunidade a se apropriar do saber sanitário e ambiental e das informações pertinentes à regulação dos serviços; o monitoramento da qualidade da água; e a contabilidade regulatória, que desenvolve um trabalho permanente junto a Caern, no sentido de aferir o equilíbrio econômico da empresa e avaliar anualmente o pleito da concessionária em relação a tarifa.

Diário de Natal: Como trabalhar em uma cidade que tem praticamente 70% de seu território que não é saneado? Como regular esse território?

Urbano Medeiros: É um grande desafio. Mas não sabemos precisamente qual é esse percentual. A cidade cresceu bastante, a demanda aumentou e a Caern não acompanhou o crescimento da cidade. Por isso não temos como precisar esse número. Mas eu acho que a população está muito preocupada com o saneamento. Em pesquisas nacionais, aparece como a terceira preocupação. E com essa preocupação da população, os políticos vão atentar para esse problema.

Na próxima campanha eleitoral esse será um foco de discussão importantíssimo e a população precisa se envolver para saber quais as propostas de saneamento para a capital. Quanto a preocupação sobre os 70%, é muito grande. Tanto com o avanço do nitrato mas também em relação a quantidade de água. Pois a escassez passa a imperar. E a Caern fala em remanejamento e não em racionamento.

Como o senhor avalia a situação noticiada no Diário de Natal, que anuncia uma possível falta de água na cidade?

UM: Eu atribuo à precariedade dos investimentos nessa área ao longo do tempo e também ao descuido em relação ao planejamento. Então, com a palavra, a Caern, que detém a concessão exclusiva. Que tem por obrigação planejar, mesmo que em determinados anos, ainda não havia uma política nacional de saneamento, os investimentos ficaram muito aquém para o volume de recursos necessários, mas mesmo assim, quais os projetos que a Caern elaborou ao longo dos anos?

A partir do momento que assinou o contrato com o município de Natal, assumiu esse compromisso. Porque com o PAC (Plano de Aceleração do Cresccimento), os estados, municípios e intituições que tinham projetos e os encaminharam para o governo, estão vendo eles serem executados. Mas as intituições que não dispunham de projetos, ficararm para trás. Portanto, me arrisco a emitir juízo de valor e dizer que o planejamento ficou em segundo plano, diante da situação que estamos vivendo hoje.

Qual o nível de necessidade para acelerar o processo de saneamento sa cidade? Tendo em vista o problema do excesso de nitrato em alguns poços de abastecimento da cidade e uma possível falta de água em um futuro próximo?

UM: Acho que a mobilização da sociedade é prepoderante, assim como a vontade política dos governantes. Quanto a vontade política, tem havido gestos e também decisões de governo nesse sentido. Por exemplo, o Governo Federal assinou em julho do ano passado, vários convênios e contratos via Caixa Econômica para municípios como Parnamirim, com a própria Caern e com o Governo do Estado. Mas é necessário que haja uma certa agilidade por parte do estado, dos respectivos municípios e dos órgãos que operam o sistema.

Temos a estação Central de Tratamento de Esgotos (no Baldo), que há pelo menos dois anos recebeu alternativa de tratamento sugerida pelo Conselho Municipal e a obra está extremanente atrasada.

Qual a sua opinião sobre a instalação do emissário submarino?

UM: Recebemos o projeto há aproximadamente 10 dias e ainda estamos avaliando. Não tenho elementos para avaliar precisamente mas tenho uma grande preocupação. É fato que o nosso lençol freático está contaminado. Mas ele precisa continuar sendo alimentado. A questão da escassez de água, a Caern tem tido, que é justamente pelo fato de 26 postos terem sido fechados e por estarmos em uma época do ano que as pessoas usam mais água. Daí o emissário é para realizar um pré-tratamento dos esgotos e em seguida jogar no mar. Água no mar. É um efluente claro, mas ali tem água.

Fazendo um paralelo com o problema da contaminação por nitrato, até quem não é técnico no assunto, pode imaginar o que pode acontecer. Estamos descartando o que poderíamos infiltrar no lençol freático de forma tratada ou fazer o reuso de água, que me parece uma alternativa a ser analisada. Nesse ponto de vista, é preciso uma reflexão.

É imperativo que a população passe a utilizar melhor a água que tem hoje?

UM: Sim.

De que forma?

UM: Pequenos atos, como evitar banhos longos, fechar a torneira quando se está escovando os dentes, é escutar os conselhos dos mais antigos. Essa educação precisa ser trabalhada na escola. A água é imprescindível e precisamos economizá-la independente se há água suficiente ou não. Em grandes países do mundo, já está faltando. Cabe a cada um de nós economizar e adotar medidas educativas e não só esperar pelo poder público.

O natalense gasta muita água?

UM: Ainda há muito desperdício por parte da população. Mas tem um detalhe: o sistema da Caern desperdiça em torno de 45% de água tratada. É um dado em nível nacional que se reflete aqui. Em função do sistema deficiente, vazamentos, tubulações antigas, estrapolamento de adutoras. Praticamente a metade da água tratada é desperdiçada. E isso tem um impacto muito grande. É preciso que o sistema, muito antigo, seja substituído. Há um desperdiço porque a nossa cultura não nos permite estar 100% sintonizado.

Como o senhor avalia o desempenho da Caern ao longo desses cinco anos após a assinatura do contrato de concessão com o município?

UM: Estamos reavaliando pois é papel da Agência. A concessão é válida por 25 anos mas, analisando os primeiros cinco anos, vemos que eles não cumpriram a meta de 60% da cobertura de esgoto, coleta e tratamento. Os cinco anos expiraram em abril do ano passado. Por isso, desde dezembro, estamos analisando todos os dados, reavaliando e vamos repactuar ou revisar o contrato de concessão.

Se a Caern perder essa concessão, quem vai fazer esse serviço? A solução seria a privatização?

UM: É uma boa pergunta. Nós estamos fazendo o papel de agência reguladora no sentido de analisar. É preciso mostrar que não há o cumprimento do contrato por uma das partes que assinou o contrato. Mas não estou defendendo a privatização do sistema. Devemos ter um sistema público e eficiente operado pela Caern. Para isso ela precisa ser moderna, planejar de forma consistente, de recursos e investir em Natal. Atender a população com o saneamento público. Essa é a nossa defesa. Mas se a Caern continuar com a morosidade que existe hoje, eu não sei qual seria a solução.

Qual a solução para resolver o problema da água e do saneamento em Natal?

UM: O problema da água se resolve com tratamento. Com coleta e tratamento adequado de esgotos para não contaminar os lençóis freáticos. Temos um lençol abundante mas que precisa ser recuperado e isso demanda muito tempo. Alguns estudiosos falam em até 50 anos para reverter a atual situação, isso se tivéssemos a cidade 100% saneada hoje. É apenas uma tese, mas é muito mais grave do que imaginamos.

Diário de Natal – 23/03/08 :: ENTREVISTA URBANO MEDEIROS || PRESIDENTE DA ARSBAN

‘‘A Caern deixou o planejamento em 2º plano’’

Repórter: Gabriela Freire
Foto: DLuca/DN

Em meio a comemoração pelo Dia Internacional da Água – comemorado ontem (22/3) – diretor presidente da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban), Urbano Medeiros, chama a atenção da população potiguar para questão simples e eficazes, como a economia da água enquanto se toma banho e sugere uma reflexão sobre a instalação do emissário submarino como solução para o esgoto da cidade.

A Arsban é uma agência reguladora e portanto, fiscaliza, normatiza e controla os serviços de saneamento básico no âmbito do município de Natal – concedidos à Caern. Urbano Medeiros está a frente da Arsban pelo segundo mandato consecutivo.

Entre os principais programas desenvolvidos pela agência, destaca o ProGesa (Programa de Educação Sanitária e Ambientação), que trabalha diretamente com a população no sentido de buscar a sensibilização em relação ao saneamento básico; o ProAssussa (Associações de Usuários do Saneamento Ambiental), que incentiva a comunidade a se apropriar do saber sanitário e ambiental e das informações pertinentes à regulação dos serviços; o monitoramento da qualidade da água; e a contabilidade regulatória, que desenvolve um trabalho permanente junto a Caern, no sentido de aferir o equilíbrio econômico da empresa e avaliar anualmente o pleito da concessionária em relação a tarifa.

Diário de Natal: Como trabalhar em uma cidade que tem praticamente 70% de seu território que não é saneado? Como regular esse território?

Urbano Medeiros: É um grande desafio. Mas não sabemos precisamente qual é esse percentual. A cidade cresceu bastante, a demanda aumentou e a Caern não acompanhou o crescimento da cidade. Por isso não temos como precisar esse número. Mas eu acho que a população está muito preocupada com o saneamento. Em pesquisas nacionais, aparece como a terceira preocupação. E com essa preocupação da população, os políticos vão atentar para esse problema.

Na próxima campanha eleitoral esse será um foco de discussão importantíssimo e a população precisa se envolver para saber quais as propostas de saneamento para a capital. Quanto a preocupação sobre os 70%, é muito grande. Tanto com o avanço do nitrato mas também em relação a quantidade de água. Pois a escassez passa a imperar. E a Caern fala em remanejamento e não em racionamento.

Como o senhor avalia a situação noticiada no Diário de Natal, que anuncia uma possível falta de água na cidade?

UM: Eu atribuo à precariedade dos investimentos nessa área ao longo do tempo e também ao descuido em relação ao planejamento. Então, com a palavra, a Caern, que detém a concessão exclusiva. Que tem por obrigação planejar, mesmo que em determinados anos, ainda não havia uma política nacional de saneamento, os investimentos ficaram muito aquém para o volume de recursos necessários, mas mesmo assim, quais os projetos que a Caern elaborou ao longo dos anos?

A partir do momento que assinou o contrato com o município de Natal, assumiu esse compromisso. Porque com o PAC (Plano de Aceleração do Cresccimento), os estados, municípios e intituições que tinham projetos e os encaminharam para o governo, estão vendo eles serem executados. Mas as intituições que não dispunham de projetos, ficararm para trás. Portanto, me arrisco a emitir juízo de valor e dizer que o planejamento ficou em segundo plano, diante da situação que estamos vivendo hoje.

Qual o nível de necessidade para acelerar o processo de saneamento sa cidade? Tendo em vista o problema do excesso de nitrato em alguns poços de abastecimento da cidade e uma possível falta de água em um futuro próximo?

UM: Acho que a mobilização da sociedade é prepoderante, assim como a vontade política dos governantes. Quanto a vontade política, tem havido gestos e também decisões de governo nesse sentido. Por exemplo, o Governo Federal assinou em julho do ano passado, vários convênios e contratos via Caixa Econômica para municípios como Parnamirim, com a própria Caern e com o Governo do Estado. Mas é necessário que haja uma certa agilidade por parte do estado, dos respectivos municípios e dos órgãos que operam o sistema.

Temos a estação Central de Tratamento de Esgotos (no Baldo), que há pelo menos dois anos recebeu alternativa de tratamento sugerida pelo Conselho Municipal e a obra está extremanente atrasada.

Qual a sua opinião sobre a instalação do emissário submarino?

UM: Recebemos o projeto há aproximadamente 10 dias e ainda estamos avaliando. Não tenho elementos para avaliar precisamente mas tenho uma grande preocupação. É fato que o nosso lençol freático está contaminado. Mas ele precisa continuar sendo alimentado. A questão da escassez de água, a Caern tem tido, que é justamente pelo fato de 26 postos terem sido fechados e por estarmos em uma época do ano que as pessoas usam mais água. Daí o emissário é para realizar um pré-tratamento dos esgotos e em seguida jogar no mar. Água no mar. É um efluente claro, mas ali tem água.

Fazendo um paralelo com o problema da contaminação por nitrato, até quem não é técnico no assunto, pode imaginar o que pode acontecer. Estamos descartando o que poderíamos infiltrar no lençol freático de forma tratada ou fazer o reuso de água, que me parece uma alternativa a ser analisada. Nesse ponto de vista, é preciso uma reflexão.

É imperativo que a população passe a utilizar melhor a água que tem hoje?

UM: Sim.

De que forma?

UM: Pequenos atos, como evitar banhos longos, fechar a torneira quando se está escovando os dentes, é escutar os conselhos dos mais antigos. Essa educação precisa ser trabalhada na escola. A água é imprescindível e precisamos economizá-la independente se há água suficiente ou não. Em grandes países do mundo, já está faltando. Cabe a cada um de nós economizar e adotar medidas educativas e não só esperar pelo poder público.

O natalense gasta muita água?

UM: Ainda há muito desperdício por parte da população. Mas tem um detalhe: o sistema da Caern desperdiça em torno de 45% de água tratada. É um dado em nível nacional que se reflete aqui. Em função do sistema deficiente, vazamentos, tubulações antigas, estrapolamento de adutoras. Praticamente a metade da água tratada é desperdiçada. E isso tem um impacto muito grande. É preciso que o sistema, muito antigo, seja substituído. Há um desperdiço porque a nossa cultura não nos permite estar 100% sintonizado.

Como o senhor avalia o desempenho da Caern ao longo desses cinco anos após a assinatura do contrato de concessão com o município?

UM: Estamos reavaliando pois é papel da Agência. A concessão é válida por 25 anos mas, analisando os primeiros cinco anos, vemos que eles não cumpriram a meta de 60% da cobertura de esgoto, coleta e tratamento. Os cinco anos expiraram em abril do ano passado. Por isso, desde dezembro, estamos analisando todos os dados, reavaliando e vamos repactuar ou revisar o contrato de concessão.

Se a Caern perder essa concessão, quem vai fazer esse serviço? A solução seria a privatização?

UM: É uma boa pergunta. Nós estamos fazendo o papel de agência reguladora no sentido de analisar. É preciso mostrar que não há o cumprimento do contrato por uma das partes que assinou o contrato. Mas não estou defendendo a privatização do sistema. Devemos ter um sistema público e eficiente operado pela Caern. Para isso ela precisa ser moderna, planejar de forma consistente, de recursos e investir em Natal. Atender a população com o saneamento público. Essa é a nossa defesa. Mas se a Caern continuar com a morosidade que existe hoje, eu não sei qual seria a solução.

Qual a solução para resolver o problema da água e do saneamento em Natal?

UM: O problema da água se resolve com tratamento. Com coleta e tratamento adequado de esgotos para não contaminar os lençóis freáticos. Temos um lençol abundante mas que precisa ser recuperado e isso demanda muito tempo. Alguns estudiosos falam em até 50 anos para reverter a atual situação, isso se tivéssemos a cidade 100% saneada hoje. É apenas uma tese, mas é muito mais grave do que imaginamos.

Jornal de Hoje :: MORADORES PROTESTAM CONTRA POLUIÇÃO EM EXTREMOZ NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Principal manancial de abastecimento da zona Norte de Natal está poluída. Moradores protestam e cobram maior compromisso com a preservação

da Redação

Foto: Eduardo Felipe

Moradores de Extremoz, distante 16 quilômetros de Natal, realizaram na manhã deste sábado, uma mobilização pela cidade, no intuito de conscientizar a população e governo para a preservação e descontaminação da lagoa de Extremoz, considerada principal manancial que garante o abastecimento de água potável à Zona Norte da capital. O protesto ocorreu, no dia em que se comemora o Dia Mundial da Água.

Na lagoa de Extremoz, a poluição é evidente. Nossa reportagem constatou uma grande quantidade de garrafas, copos e sacolas plásticas em volta de todo o manancial. A sujeira é tanta que chegou a formar uma espuma escura na própria água. Resto de alimentos e latas de conserva também foram encontrados nas margens. “Um crime contra o nosso maior patrimônio”, afirmou o morador Daniel Eduardo.

>>> O grito SOS ecoa pelos quatro cantos do Estado… estão fazendo ouvido de mercador!! Por isso repito: querem continuar deslumbrados com lucro alto e rápido? Então vamos pensar em uma maneira de crescer preservando.

Segundo ele, que já ficou internado por 21 dias, no hospital Giselda Trigueiro, por conta de uma bactéria contraída na água da lagoa, a população não colabora com a limpeza no local. “Já vi até absorvente íntimo usado na lagoa. É muita podridão que jogam aqui. Ano passado presenciei um rapaz defecando nas margens. Soube também de uma criança que sofreu um corte profundo no pé, depois que pisou em cima de uma garrafa de vidro”, lamentou Daniel.

O comerciante Roberto Luiz da Silva foi outro morador que constatou o alto índice de poluição na lagoa. Com a família reunida para se banhar, ele logo desistiu do lazer, quando percebeu a sujeira por todo canto. Preferiu seguir destino à praia de Pititinga. “Abandonaram a lagoa. Perdemos o lazer que tínhamos há quase 10 anos. Estou decepcionado com nossa classe política, totalmente descompromissada com a preservação do meio ambiente”, criticou Luiz.

Diante disso, membros do Voluntários em Defesa das Comunidades de Extremoz (Vedac) promoveram a mobilização em torno da lagoa, com a presença de moradores, comerciantes e lideranças comunitárias, objetivando pressionar os órgãos públicos a adotarem medidas emergenciais para conter a poluição que assola a lagoa de Extremoz. De acordo com o coordenador do Vedac, José Luiz Gomes Morais, a Caern precisaria entrar na campanha de preservação do manancial, juntamente com políticos locais e da capital.

Já o consultor ambiental da entidade, Pedro Júnior acredita que também será necessária a criação de um comitê de bacia hidrográfica do rio Doce, que recebe a água da Lagoa de Extremoz. A idéia do comitê, explicou Pedro, é fiscalizar as construções irregulares e desmatamento em volta da lagoa, assim como a preservação dos rios Guajiru e Mudo, que despejam na lagoa.

Por fim, ele avisou que pretende solicitar, em breve, uma audiência pública ao presidente da Câmara de Vereadores de Extremoz, como também na Assembléia Legislativa. “Há falta de interesse de muita gente em manter preservada essa lagoa que abastece milhares de pessoas. Estamos chamando a população para abraçar essa causa”, finalizou.

Jornal de Hoje :: MORADORES PROTESTAM CONTRA POLUIÇÃO EM EXTREMOZ NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Principal manancial de abastecimento da zona Norte de Natal está poluída. Moradores protestam e cobram maior compromisso com a preservação

da Redação

Foto: Eduardo Felipe

Moradores de Extremoz, distante 16 quilômetros de Natal, realizaram na manhã deste sábado, uma mobilização pela cidade, no intuito de conscientizar a população e governo para a preservação e descontaminação da lagoa de Extremoz, considerada principal manancial que garante o abastecimento de água potável à Zona Norte da capital. O protesto ocorreu, no dia em que se comemora o Dia Mundial da Água.

Na lagoa de Extremoz, a poluição é evidente. Nossa reportagem constatou uma grande quantidade de garrafas, copos e sacolas plásticas em volta de todo o manancial. A sujeira é tanta que chegou a formar uma espuma escura na própria água. Resto de alimentos e latas de conserva também foram encontrados nas margens. “Um crime contra o nosso maior patrimônio”, afirmou o morador Daniel Eduardo.

>>> O grito SOS ecoa pelos quatro cantos do Estado… estão fazendo ouvido de mercador!! Por isso repito: querem continuar deslumbrados com lucro alto e rápido? Então vamos pensar em uma maneira de crescer preservando.

Segundo ele, que já ficou internado por 21 dias, no hospital Giselda Trigueiro, por conta de uma bactéria contraída na água da lagoa, a população não colabora com a limpeza no local. “Já vi até absorvente íntimo usado na lagoa. É muita podridão que jogam aqui. Ano passado presenciei um rapaz defecando nas margens. Soube também de uma criança que sofreu um corte profundo no pé, depois que pisou em cima de uma garrafa de vidro”, lamentou Daniel.

O comerciante Roberto Luiz da Silva foi outro morador que constatou o alto índice de poluição na lagoa. Com a família reunida para se banhar, ele logo desistiu do lazer, quando percebeu a sujeira por todo canto. Preferiu seguir destino à praia de Pititinga. “Abandonaram a lagoa. Perdemos o lazer que tínhamos há quase 10 anos. Estou decepcionado com nossa classe política, totalmente descompromissada com a preservação do meio ambiente”, criticou Luiz.

Diante disso, membros do Voluntários em Defesa das Comunidades de Extremoz (Vedac) promoveram a mobilização em torno da lagoa, com a presença de moradores, comerciantes e lideranças comunitárias, objetivando pressionar os órgãos públicos a adotarem medidas emergenciais para conter a poluição que assola a lagoa de Extremoz. De acordo com o coordenador do Vedac, José Luiz Gomes Morais, a Caern precisaria entrar na campanha de preservação do manancial, juntamente com políticos locais e da capital.

Já o consultor ambiental da entidade, Pedro Júnior acredita que também será necessária a criação de um comitê de bacia hidrográfica do rio Doce, que recebe a água da Lagoa de Extremoz. A idéia do comitê, explicou Pedro, é fiscalizar as construções irregulares e desmatamento em volta da lagoa, assim como a preservação dos rios Guajiru e Mudo, que despejam na lagoa.

Por fim, ele avisou que pretende solicitar, em breve, uma audiência pública ao presidente da Câmara de Vereadores de Extremoz, como também na Assembléia Legislativa. “Há falta de interesse de muita gente em manter preservada essa lagoa que abastece milhares de pessoas. Estamos chamando a população para abraçar essa causa”, finalizou.

Correio da Tarde – 20/03/08 :: DIA MUNDIAL DA ÁGUA || COMEMORAR O QUÊ?

Estado lança programa durante comemorações

Foto: Alberto Leandro

Vice-governador destaca importância da data para a maior conscientização

O Governo do Estado, através da Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, comemora o “Dia Mundial da Água” com uma programação que se estende entre os dias 25 e 27 de março. A abertura vai ocorrer às 16h na Estação de Tratamento de Esgoto do Baldo com o lançamento do Programa de Monitoramento das Águas do RN.

O evento contará com a presença da governadora Wilma de Faria e do secretário estadual e vice-governador Iberê Ferreira de Souza. A programação foi definida em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Idema), Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn) e Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern).

>>> Está na hora dos políticos pararem com a preocupação de aparecerem em eventos. O POVO, NÓS, eleitores, queremos ver ação concreta para estancar o problema da constante e crescente contaminação das águas natalenses. Até quando tentar remediar? Melhor prevenir com educação.

Na ocasião do lançamento será assinado convênio para a concretização do programa de monitoramento. Realizado com o apoio técnico e científico da UFRN, UERN, UFERSA e Cefet, o projeto tem como objetivo desempenhar um levantamento sobre a situação atual das águas no Estado, através da análise de coletas de todos os recursos hídricos do Rio Grande do Norte.

A iniciativa também auxiliará na investigação do processo de contaminação do aqüífero da cidade de Natal. No local, o laboratório móvel do Igarn fará uma demonstração das análises.

Participantes da solenidade e autoridades visitarão ainda as obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Baldo, que vai proporcionar a melhoria na qualidade de vida de mais de 225 mil habitantes em 22 bairros de Natal. O investimento do Governo no local é da ordem de R$ 54,7 milhões e concretiza importante passo na realização do esgotamento sanitário da cidade.

No dia 26 haverá a implantação da segunda unidade do programa Água Doce no assentamento Ararau, no município de Santa Cruz. O encerramento das comemorações do “Dia Mundial da Água”, no dia 27 de março, será marcado pelo seminário de participação social na gestão dos recursos hídricos, com o tema “O papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas”. O evento será realizado no Hotel Praiamar, a partir das 9h.

De acordo com o vice-governador, o dia será importante momento para que a sociedade e os meios de comunicação percebam a importância da discussão do tema como forma de conscientizá-los acerca da preservação do recurso natural. “O nosso objetivo é promover um debate sobre os recursos hídricos e apresentar à sociedade os projetos que têm sido desenvolvidos pelo Governo do Estado”, explicou.

História

O Dia Mundial da Água foi criado pela Organização das nações Unidas (ONU), a, no dia 22 de março de 1992. A data é destinada à discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural. O dia foi instituído com o objetivo principal de criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver a questão. Como a data este ano coincide com a Semana Santa, o Governo do Estado optou por retardar as comemorações, dando início à programação no dia 25.

Programação das comemorações do “Dia Mundial da Água”:

. Dia 25/03: Lançamento do Programa de Monitoramento de Águas
Local: Estação de Tratamento de esgoto do Baldo.

. Dia 26/03: Implantação da segunda unidade do programa Água Doce no assentamento Ararau.
Local: Município de Santa Cruz.

. Dia 27/03: Seminário de participação social na gestão dos recursos hídricos, com o tema “O papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas”.

Correio da Tarde – 20/03/08 :: DIA MUNDIAL DA ÁGUA || COMEMORAR O QUÊ?

Estado lança programa durante comemorações

Foto: Alberto Leandro

Vice-governador destaca importância da data para a maior conscientização

O Governo do Estado, através da Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, comemora o “Dia Mundial da Água” com uma programação que se estende entre os dias 25 e 27 de março. A abertura vai ocorrer às 16h na Estação de Tratamento de Esgoto do Baldo com o lançamento do Programa de Monitoramento das Águas do RN.

O evento contará com a presença da governadora Wilma de Faria e do secretário estadual e vice-governador Iberê Ferreira de Souza. A programação foi definida em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Idema), Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn) e Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern).

>>> Está na hora dos políticos pararem com a preocupação de aparecerem em eventos. O POVO, NÓS, eleitores, queremos ver ação concreta para estancar o problema da constante e crescente contaminação das águas natalenses. Até quando tentar remediar? Melhor prevenir com educação.

Na ocasião do lançamento será assinado convênio para a concretização do programa de monitoramento. Realizado com o apoio técnico e científico da UFRN, UERN, UFERSA e Cefet, o projeto tem como objetivo desempenhar um levantamento sobre a situação atual das águas no Estado, através da análise de coletas de todos os recursos hídricos do Rio Grande do Norte.

A iniciativa também auxiliará na investigação do processo de contaminação do aqüífero da cidade de Natal. No local, o laboratório móvel do Igarn fará uma demonstração das análises.

Participantes da solenidade e autoridades visitarão ainda as obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Baldo, que vai proporcionar a melhoria na qualidade de vida de mais de 225 mil habitantes em 22 bairros de Natal. O investimento do Governo no local é da ordem de R$ 54,7 milhões e concretiza importante passo na realização do esgotamento sanitário da cidade.

No dia 26 haverá a implantação da segunda unidade do programa Água Doce no assentamento Ararau, no município de Santa Cruz. O encerramento das comemorações do “Dia Mundial da Água”, no dia 27 de março, será marcado pelo seminário de participação social na gestão dos recursos hídricos, com o tema “O papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas”. O evento será realizado no Hotel Praiamar, a partir das 9h.

De acordo com o vice-governador, o dia será importante momento para que a sociedade e os meios de comunicação percebam a importância da discussão do tema como forma de conscientizá-los acerca da preservação do recurso natural. “O nosso objetivo é promover um debate sobre os recursos hídricos e apresentar à sociedade os projetos que têm sido desenvolvidos pelo Governo do Estado”, explicou.

História

O Dia Mundial da Água foi criado pela Organização das nações Unidas (ONU), a, no dia 22 de março de 1992. A data é destinada à discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural. O dia foi instituído com o objetivo principal de criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver a questão. Como a data este ano coincide com a Semana Santa, o Governo do Estado optou por retardar as comemorações, dando início à programação no dia 25.

Programação das comemorações do “Dia Mundial da Água”:

. Dia 25/03: Lançamento do Programa de Monitoramento de Águas
Local: Estação de Tratamento de esgoto do Baldo.

. Dia 26/03: Implantação da segunda unidade do programa Água Doce no assentamento Ararau.
Local: Município de Santa Cruz.

. Dia 27/03: Seminário de participação social na gestão dos recursos hídricos, com o tema “O papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas”.

Correio da Tarde – 20/03/08 :: MORADORES DE CAPIM MACIO PREISAM CONTRATAR TRATORISTA

Repórter: Allan Darlyson
Foto: Katarina das Vitórias

Tratorista tentava amenizar transtornos causados pela chuva nesta manhã

Moradores do bairro de Capim Macio, Zona Sul de Natal, foram obrigados a contratar um trator para amenizar os problemas deixados pela chuva da manhã de hoje, por causa da omissão do poder público em resolver os problemas causados pela chuva e falta de drenagem, pavimentação e saneamento. Segundo populares, o mesmo transtorno repete-se há quatro anos, sem que nenhum órgão público tome providências.

O tratorista Antônio Alves, que foi contratado pela comunidade para colocar metralhas e tentar acabar com os buracos e as lagoas deixadas pela chuva, informou que os habitantes daquela região não conseguiram nenhuma ação da prefeitura em benefício do bairro. “Eu vou tentar espalhar o barro e colocar metralhas para diminuir os transtornos, mas com a chuva o dia inteiro ficará até meio difícil”, comentou.

>>> Já repararam que um chuvisco de 10 minutos é suficiente para entupir bueiros e alagar ruas? Nunca vi a cidade tão despreparada para escoar águas pluviais como esse ano. Apesar das obras, a impressão que temos é que falta planejamento para aplicar os recursos do Governo Federal com competência. Só resta uma chance para não assistirmos uma epidemia de dengue nesses próximos meses: comunidade, poder público e iniciativa privada, mais Caern, Semov, Sttu, Semurb, Semsur e Urbana devem trabalhar em conjunto para encontrar as soluções.

Segundo o comerciante Osório Pinheiro, que mora há 18 anos no local, a situação é de estrema gravidade e a população sofre com os mesmos transtornos. “Sempre que chove é a mesma coisa: ruas alagadas, carros quebrados, gente sem conseguir sair de casa e até agora só promessas da prefeitura, mas ações são poucas”, reclamou.

Osório ainda denunciou que as ruas que enfrentam mais problemas não estão incluídas na primeira etapa do saneamento que o governo começou a realizar no bairro. “A Rua Joaquim Quirino da Silva e a Francisco Pignataro são as que estão em situação mais críticas e não foram incluídas nas obras de saneamento dessa etapa e na rua Valter Fernandes a coisa ainda piora, veículos de pequeno porte não conseguem passar por lá”, informou o comerciante.

Próximo trimestre será de chuvas no RN

Após discussões, durante a quarta Reunião de Análises Climáticas para o Nordeste do Brasil, ontem em Recife, Pernambuco, os meteorologistas de toda a região apresentaram as análises técnicas dos parâmetros oceânicos e atmosféricos atuantes, para a previsão e chegaram à conclusão de que o inverno para o Litoral e Agreste do Estado, deverá ser com chuvas na média ou acima da média para os próximos três meses (de abril a junho). A média de chuvas para o Litoral Leste deve ser de 1.250 milímetros e para a região agreste, 640 milímetros.

Os pesquisadores também avaliaram o comportamento das chuvas no semi-árido Nordestino, onde o período de inverno já começou. Segundo a análise dos especialistas, no mês de fevereiro as chuvas no semi-árido ficaram abaixo da média em quase todos os estados da região, mas houve uma melhora no quadro na primeira quinzena de março, quando as chuvas se intensificaram e estão dentro do normal para esse período.

A previsão feita no final de fevereiro deste ano, de que as chuvas no semi-árdo do nordeste, ficariam na média ou acima da média, continua valendo, dessa maneira.

Correio da Tarde – 20/03/08 :: MORADORES DE CAPIM MACIO PREISAM CONTRATAR TRATORISTA

Repórter: Allan Darlyson
Foto: Katarina das Vitórias

Tratorista tentava amenizar transtornos causados pela chuva nesta manhã

Moradores do bairro de Capim Macio, Zona Sul de Natal, foram obrigados a contratar um trator para amenizar os problemas deixados pela chuva da manhã de hoje, por causa da omissão do poder público em resolver os problemas causados pela chuva e falta de drenagem, pavimentação e saneamento. Segundo populares, o mesmo transtorno repete-se há quatro anos, sem que nenhum órgão público tome providências.

O tratorista Antônio Alves, que foi contratado pela comunidade para colocar metralhas e tentar acabar com os buracos e as lagoas deixadas pela chuva, informou que os habitantes daquela região não conseguiram nenhuma ação da prefeitura em benefício do bairro. “Eu vou tentar espalhar o barro e colocar metralhas para diminuir os transtornos, mas com a chuva o dia inteiro ficará até meio difícil”, comentou.

>>> Já repararam que um chuvisco de 10 minutos é suficiente para entupir bueiros e alagar ruas? Nunca vi a cidade tão despreparada para escoar águas pluviais como esse ano. Apesar das obras, a impressão que temos é que falta planejamento para aplicar os recursos do Governo Federal com competência. Só resta uma chance para não assistirmos uma epidemia de dengue nesses próximos meses: comunidade, poder público e iniciativa privada, mais Caern, Semov, Sttu, Semurb, Semsur e Urbana devem trabalhar em conjunto para encontrar as soluções.

Segundo o comerciante Osório Pinheiro, que mora há 18 anos no local, a situação é de estrema gravidade e a população sofre com os mesmos transtornos. “Sempre que chove é a mesma coisa: ruas alagadas, carros quebrados, gente sem conseguir sair de casa e até agora só promessas da prefeitura, mas ações são poucas”, reclamou.

Osório ainda denunciou que as ruas que enfrentam mais problemas não estão incluídas na primeira etapa do saneamento que o governo começou a realizar no bairro. “A Rua Joaquim Quirino da Silva e a Francisco Pignataro são as que estão em situação mais críticas e não foram incluídas nas obras de saneamento dessa etapa e na rua Valter Fernandes a coisa ainda piora, veículos de pequeno porte não conseguem passar por lá”, informou o comerciante.

Próximo trimestre será de chuvas no RN

Após discussões, durante a quarta Reunião de Análises Climáticas para o Nordeste do Brasil, ontem em Recife, Pernambuco, os meteorologistas de toda a região apresentaram as análises técnicas dos parâmetros oceânicos e atmosféricos atuantes, para a previsão e chegaram à conclusão de que o inverno para o Litoral e Agreste do Estado, deverá ser com chuvas na média ou acima da média para os próximos três meses (de abril a junho). A média de chuvas para o Litoral Leste deve ser de 1.250 milímetros e para a região agreste, 640 milímetros.

Os pesquisadores também avaliaram o comportamento das chuvas no semi-árido Nordestino, onde o período de inverno já começou. Segundo a análise dos especialistas, no mês de fevereiro as chuvas no semi-árido ficaram abaixo da média em quase todos os estados da região, mas houve uma melhora no quadro na primeira quinzena de março, quando as chuvas se intensificaram e estão dentro do normal para esse período.

A previsão feita no final de fevereiro deste ano, de que as chuvas no semi-árdo do nordeste, ficariam na média ou acima da média, continua valendo, dessa maneira.

Nominuto – 19/03/08 :: DEPUTADO JOSÉ DIAS DEFENDE PRIVATIZAÇÃO DA CAERN

Deputado acredita que os problemas de abastecimento de água em Natal são frutos da má gestão da companhia.

Texto e foto: Júlio Pinheiro

José Dias acredita que Caern deveria seguir exemplo da Cosern.

Em pronunciamento na tarde desta quarta-feira (19), o deputado estadual José Dias (PMDB) julgou necessário um processo de privatização da Caern para que o abastecimento de água em Natal seja solucionado. A má gestão da companhia é, no entendimento do parlamentar, a causa dos problemas na distribuição de água na cidade.

Apontando matérias veiculadas em jornais da cidade, em que a Caern teria admitido uma acentuada diminuição na capacidade de abastecimento em Natal – com um déficit de 40% para atender toda a população –, José Dias disse que as medidas de remanejamento de água que podem ser tomadas pela companhia escondem o que realmente deverá ser feito.

“Eles dizem que fazem um remanejamento, mas o que estão fazendo é um racionamento. Eles estão usando esse eufemismo para maquiar a realidade, que é a falta de água para a população”, disparou o deputado.

A privatização, na opinião do deputado, seria o melhor caminho para que os serviços da companhia tivessem uma melhora, já que o parlamentar não acredita que a Caern possa modificar a atual situação de abastecimento através de uma administração pública.

“Podem questionar se não é possível que uma gestão pública possa melhorar a situação de abastecimento de água em Natal, mas a gestão pública sempre terá os entraves políticos, o administrador estará sempre ‘dentro de uma garrafa’”, declarou.

Um exemplo que a Caern poderia seguir, segundo Dias, é o da Cosern, que foi privatizada e que hoje oferece melhores serviços do que no tempo em que era uma empresa estatal.

“Deixamos de ser um ‘importador’ de energia para sermos fornecedores. E isso é fruto da gestão privada que foi implantada na Cosern. Se não tivesse ocorrido a privatização, a situação estaria igual à da Caern”, analisou José Dias, ressaltando a geração de empregos que a Termoaçu será responsável no estado.

Com relação à possibilidade de que a privatização da Caern elevasse os custos da água para a população, José Dias acredita que os contratos de privatização prevêem o controle sobre os preços para a água fornecida.

Contudo, o deputado entende que o acesso à água de qualidade já é exclusividade da população “rica”, e que os pobres não têm água mesmo que possam pagar.

“Só temos água para os ricos. Com a privatização, os pobre poderão cobrar eficiência do abastecimento e terão a oportunidade de ter um abastecimento de água de qualidade”, disse o deputado.