Matéria publicada no Correio da Tarde (sábado, 23)

É errado, mas está permitido

Karla Larissa – Repórter
Foto: montagem Blog SOS Ponta Negra sobre imagem de Alex Fernandes

Prédios escondem a visão do cartão postal. População protesta

As belezas naturais, praias, o clima e a atmosfera de cidade pequena com o povo acolhedor fizeram de Natal um dos maiores destinos turísticos do País. A fama ganhou o mundo e a capital vivencia uma verdadeira “invasão” estrangeira. Ponta Negra é o mais expressivo retrato disso. Apesar de aspectos positivos, como a geração de empregos e renda, tem marcas negativas sociais, com o crescimento da criminalidade, drogas e prostituição.

Dessa vez, o alvo é a Vila, em uma área vizinha ao Morro do Careca, onde serão construídos cinco prédios com cerca de 14 andares cada, algo que será possível apenas porque a nova legislação, que poderia proibir a ação, só deve entrar em vigor no final do ano. “Peguei uma revista dessas de imóveis para folhear, quando me deparei com um anúncio de um grande prédio ao lado do Morro do Careca”, conta o jornalista Yuno Silva.

Ao descobrir que a obra foi autorizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), por estar condizente com a legislação atual, Yuno resolveu lutar pela causa criando o Blog SOS Ponta Negra, onde constam as informações sobre as construções. Para ele, isso é “um tiro no pé do turismo”. “Vai tirar a imagem de uma praia paradisíaca, além de ser voltado para os estrangeiros, que terão uma segunda casa, ao invés de se hospedarem em hotéis”, avalia.

O diretor da Bezerra Imóveis, uma das imobiliárias que está com empreendimentos no local, Vladimir Bezerra, explica que o Residencial Sinai – prédio que fica mais próximo do Morro – ainda está passando por aprovação, mas o Solares, mais distante, já está com as obras e vendas iniciadas. “O plano diretor, que é o instrumento máximo que define essas regras, com muito cuidado, principalmente em Ponta Negra, está sendo respeitado”, explica. Ele acrescenta que a área não é definida nem como Zona de Proteção Ambiental (ZPA), nem como Zona Especial Turística (ZET) e por isso não trará prejuízos.

Porém, segundo o assessor técnico da Semurb, Edílson Bezerra, construções desse tipo e nesta área não serão autorizadas pelo novo Plano Diretor. De acordo com ele, a autorização foi dada, mesmo estando próximo das mudanças, porque as liberações de obras são baseadas na legislação atual. “Os empreendimentos estão na chamada Zona Adensável, que com as novas normas não serão mais possíveis”, esclarece, mas justifica que eles não podem ir de encontro à lei.

Para Yuno, dar essa liberação, sabendo que daqui a pouco tempo não seria permitido, é um absurdo. De acordo com o representante da Semurb “O público alvo serão os estrangeiros que desejam ter uma segunda casa”. O secretário de Turismo de Natal, Fernando Bezerril, diz que estimular uma segunda residência para os estrangeiros é preocupante.

“Natal já tem 25 mil leitos e o dobro está em construção. Eu vejo os hoteleiros preocupados. Acredito que é preciso repensar sobre o assunto”, opina. Sobre a cobertura do Morro pelos edifícios, ele vai torcer para não dar certo. “É meio que irresponsável autorizar uma coisa que daqui a pouco vai ser proibida. Como secretário, procuraria uma solução no jurídico. Como natalense, penso no amanhã dos meus filhos e netos”.

Os moradores da Vila têm opinião unânime sobre as mudanças causadas com a presença do estrangeiro e das novas obras. Jailde Melo, moradora há 40 anos, conta que com a vinda dos turistas surgiram problemas como aumento da criminalidade, drogas e prostituição. “Até um prédio histórico, o Patrionato, que hospedou os americanos na 2ª Guerra mundial foi derrubado para se construir hotéis. A Vila esta se acabando”, lamenta. Já Etelvina Barbosa, moradora há 21 anos, declara: “Vai ter mais crescimento, mas a estrutura não acompanha. Teremos problemas de saneamento, por exemplo”, teme.

O SOS Ponta Negra vai realizar neste domingo o ato de protesto “Eu não sou palhaço”, distribuindo panfletos nos coletivos.

Opinião do Povo

Etelvina Barbosa
Moradora há 21 anos
Vai acabar com a imagem da Vila. O crescimento chega, mas a estrutura não acompanha.

Estevam Pascoal
Morador há 31 anos
Vai adiantar por uma parte e atrasar por outra. A segurança vai ser pior e vamos perder também a brisa.

Janilde Melo
Moradora há 40 anos
A Vila está acabando com a chegada dos estrangeiros. Vinheram os lucros, mas também problemas, com criminalidade, drogas e prostituição.

José Lúcio Santos
Morador há 30 anos
Os assassinatos também cresceram por causa do tráfico de drogas, foram onze, desde dezembro. Os prédios estão espremendo os nativos. Não vamos conseguir ver mais o Morro do Careca.

.: Matéria publicada no Correio da Tarde (sábado, 23)

É errado, mas está permitido

Karla Larissa – Repórter
Foto: montagem Blog SOS Ponta Negra sobre imagem de Alex Fernandes

Prédios escondem a visão do cartão postal. População protesta

As belezas naturais, praias, o clima e a atmosfera de cidade pequena com o povo acolhedor fizeram de Natal um dos maiores destinos turísticos do País. A fama ganhou o mundo e a capital vivencia uma verdadeira “invasão” estrangeira. Ponta Negra é o mais expressivo retrato disso. Apesar de aspectos positivos, como a geração de empregos e renda, tem marcas negativas sociais, com o crescimento da criminalidade, drogas e prostituição.

Dessa vez, o alvo é a Vila, em uma área vizinha ao Morro do Careca, onde serão construídos cinco prédios com cerca de 14 andares cada, algo que será possível apenas porque a nova legislação, que poderia proibir a ação, só deve entrar em vigor no final do ano. “Peguei uma revista dessas de imóveis para folhear, quando me deparei com um anúncio de um grande prédio ao lado do Morro do Careca”, conta o jornalista Yuno Silva.

Ao descobrir que a obra foi autorizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), por estar condizente com a legislação atual, Yuno resolveu lutar pela causa criando o Blog SOS Ponta Negra, onde constam as informações sobre as construções. Para ele, isso é “um tiro no pé do turismo”. “Vai tirar a imagem de uma praia paradisíaca, além de ser voltado para os estrangeiros, que terão uma segunda casa, ao invés de se hospedarem em hotéis”, avalia.

O diretor da Bezerra Imóveis, uma das imobiliárias que está com empreendimentos no local, Vladimir Bezerra, explica que o Residencial Sinai – prédio que fica mais próximo do Morro – ainda está passando por aprovação, mas o Solares, mais distante, já está com as obras e vendas iniciadas. “O plano diretor, que é o instrumento máximo que define essas regras, com muito cuidado, principalmente em Ponta Negra, está sendo respeitado”, explica. Ele acrescenta que a área não é definida nem como Zona de Proteção Ambiental (ZPA), nem como Zona Especial Turística (ZET) e por isso não trará prejuízos.

Porém, segundo o assessor técnico da Semurb, Edílson Bezerra, construções desse tipo e nesta área não serão autorizadas pelo novo Plano Diretor. De acordo com ele, a autorização foi dada, mesmo estando próximo das mudanças, porque as liberações de obras são baseadas na legislação atual. “Os empreendimentos estão na chamada Zona Adensável, que com as novas normas não serão mais possíveis”, esclarece, mas justifica que eles não podem ir de encontro à lei.

Para Yuno, dar essa liberação, sabendo que daqui a pouco tempo não seria permitido, é um absurdo. De acordo com o representante da Semurb “O público alvo serão os estrangeiros que desejam ter uma segunda casa”. O secretário de Turismo de Natal, Fernando Bezerril, diz que estimular uma segunda residência para os estrangeiros é preocupante.

“Natal já tem 25 mil leitos e o dobro está em construção. Eu vejo os hoteleiros preocupados. Acredito que é preciso repensar sobre o assunto”, opina. Sobre a cobertura do Morro pelos edifícios, ele vai torcer para não dar certo. “É meio que irresponsável autorizar uma coisa que daqui a pouco vai ser proibida. Como secretário, procuraria uma solução no jurídico. Como natalense, penso no amanhã dos meus filhos e netos”.

Os moradores da Vila têm opinião unânime sobre as mudanças causadas com a presença do estrangeiro e das novas obras. Jailde Melo, moradora há 40 anos, conta que com a vinda dos turistas surgiram problemas como aumento da criminalidade, drogas e prostituição. “Até um prédio histórico, o Patrionato, que hospedou os americanos na 2ª Guerra mundial foi derrubado para se construir hotéis. A Vila esta se acabando”, lamenta. Já Etelvina Barbosa, moradora há 21 anos, declara: “Vai ter mais crescimento, mas a estrutura não acompanha. Teremos problemas de saneamento, por exemplo”, teme.

O SOS Ponta Negra vai realizar neste domingo o ato de protesto “Eu não sou palhaço”, distribuindo panfletos nos coletivos.

Opinião do Povo

Etelvina Barbosa
Moradora há 21 anos
Vai acabar com a imagem da Vila. O crescimento chega, mas a estrutura não acompanha.

Estevam Pascoal
Morador há 31 anos
Vai adiantar por uma parte e atrasar por outra. A segurança vai ser pior e vamos perder também a brisa.

Janilde Melo
Moradora há 40 anos
A Vila está acabando com a chegada dos estrangeiros. Vinheram os lucros, mas também problemas, com criminalidade, drogas e prostituição.

José Lúcio Santos
Morador há 30 anos
Os assassinatos também cresceram por causa do tráfico de drogas, foram onze, desde dezembro. Os prédios estão espremendo os nativos. Não vamos conseguir ver mais o Morro do Careca.

.: Matéria publicada no Diário de Natal (sábado, 23)

Projeto de edifício ameaça Morro

Renato Lisboa – Repórter

Montagem sobre foto de Alex Fernandes, feita para blog SOS Ponta Negra, mostra impacto na paisagem

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) concedeu licença para a construção de um prédio de 15 andares que oferece um sério risco de comprometer a visualização do Morro do Careca. Ontem pela manhã promotora do Meio Ambiente Gilka da Mata foi visitar o local para conferir a informação publicada no blog SOS Ponta Negra (www.sospontanegra.blogspot.com), do jornalista Yuno Silva.

O edifício já está com um estande de vendas localizado na Rua José Bragança, transversal ao morro e é uma incorporação da Solaris Empreendimentos e de responsabilidade da construtora Ágora. A placa em frente ao estande indica um empreendimento já licenciado, com alvará de construção, registro de incorporação e licença ambiental. Durante a vistoria a promotora estava acompanhada por técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semurb) e do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema).

A localização fica numa região fronteiriça da Zona Especial de Interesse Turístico (ZET1), cuja altura do gabarito pode chegar até 7,5m de altura, medidos em qualquer ponto do terreno. Fora dessa área, o limite de altura de prédio é proporcional à área do terreno, com uma forma de cálculo específico conforme a finalidade do prédio, ou seja, residencial ou comercial.

‘‘Foi dada tanto a permissão ambiental quanto urbanística, portanto já solicito aqui à Semurb as duas licenças para ver os detalhes da obra. Quero saber como foi essa liberação sob a ótica do esgotamento sanitário e desejo que conste um parecer sobre o seu impacto visual na paisagem’’, disse a promotora Gilka da Mata ao representante da secretaria quando confirmou a placa com a licença.

Ela se queixou de um problema de comunicação recorrente entre os órgãos públicos. ‘‘Preocupa-me a liberação sem a conclusão dos estudos relativos ao licenciamento ambiental do sistema do esgotamento sanitário de Ponta Negra, pois é uma área saturada e não tolera mais construções de grande porte. Esse sistema de esgotamento é licenciado pelo Idema. A Semurb não poderia ter dado a licença sem esse aval do Idema. É necessário existir uma rede de comunicação entre a Caern, o Idema e o Semurb. Isso foi muito falado em audiências na promotoria porque depois ocorre o velho problema de ter de paralisar a obra depois de iniciada, gerando um desgaste que não interessa a ninguém’’, disse.

Um outro empreendimento já anuncia a venda de unidades de uma edificação mais próxima ainda do morro, mas segundo o próprio representante da Semurb, ainda não tem licença, o que pode facilitar o impedimento de sua construção caso fira a legislação ambiental.

A promotora Gilka da Mata também vistoriou as obras da estação de tratamento de esgoto do Baldo e da estação elevatória de Ponta Negra. No Baldo, verificou-se se a obra estava de acordo com os condicionantes da licença de instauração conferida pelo Idema. Em Ponta Negra, pedras soltas atrapalharam o andamento da obra, que agora tem o prazo de 90 dias para ser concluída. Nenhuma licença de construção de hotel pode ser dada sem o funcionamento da estação.

SEMURB

O Diário de Natal procurou falar às 17h30 com a secretária municipal do Meio Ambiente, Ana Míriam Machado, mas sua assessoria disse que ela não poderia, pois estava com agenda ocupada. Isalúcia Cavalcanti, chefe do Departamento de Controle de Impacto Ambiental, confirmou que foram dadas as licenças embientais e informou que, se foram dadas, certamente o prédio da Solaris está fora da ZET1. E também disse que atenderá prontamento às solicitações da promotora Gilka da Mata.

Matéria publicada no Diário de Natal (sábado, 23)

Projeto de edifício ameaça Morro

Renato Lisboa – Repórter

Montagem sobre foto de Alex Fernandes, feita para blog SOS Ponta Negra, mostra impacto na paisagem

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) concedeu licença para a construção de um prédio de 15 andares que oferece um sério risco de comprometer a visualização do Morro do Careca. Ontem pela manhã promotora do Meio Ambiente Gilka da Mata foi visitar o local para conferir a informação publicada no blog SOS Ponta Negra (www.sospontanegra.blogspot.com), do jornalista Yuno Silva.

O edifício já está com um estande de vendas localizado na Rua José Bragança, transversal ao morro e é uma incorporação da Solaris Empreendimentos e de responsabilidade da construtora Ágora. A placa em frente ao estande indica um empreendimento já licenciado, com alvará de construção, registro de incorporação e licença ambiental. Durante a vistoria a promotora estava acompanhada por técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semurb) e do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema).

A localização fica numa região fronteiriça da Zona Especial de Interesse Turístico (ZET1), cuja altura do gabarito pode chegar até 7,5m de altura, medidos em qualquer ponto do terreno. Fora dessa área, o limite de altura de prédio é proporcional à área do terreno, com uma forma de cálculo específico conforme a finalidade do prédio, ou seja, residencial ou comercial.

‘‘Foi dada tanto a permissão ambiental quanto urbanística, portanto já solicito aqui à Semurb as duas licenças para ver os detalhes da obra. Quero saber como foi essa liberação sob a ótica do esgotamento sanitário e desejo que conste um parecer sobre o seu impacto visual na paisagem’’, disse a promotora Gilka da Mata ao representante da secretaria quando confirmou a placa com a licença.

Ela se queixou de um problema de comunicação recorrente entre os órgãos públicos. ‘‘Preocupa-me a liberação sem a conclusão dos estudos relativos ao licenciamento ambiental do sistema do esgotamento sanitário de Ponta Negra, pois é uma área saturada e não tolera mais construções de grande porte. Esse sistema de esgotamento é licenciado pelo Idema. A Semurb não poderia ter dado a licença sem esse aval do Idema. É necessário existir uma rede de comunicação entre a Caern, o Idema e o Semurb. Isso foi muito falado em audiências na promotoria porque depois ocorre o velho problema de ter de paralisar a obra depois de iniciada, gerando um desgaste que não interessa a ninguém’’, disse.

Um outro empreendimento já anuncia a venda de unidades de uma edificação mais próxima ainda do morro, mas segundo o próprio representante da Semurb, ainda não tem licença, o que pode facilitar o impedimento de sua construção caso fira a legislação ambiental.

A promotora Gilka da Mata também vistoriou as obras da estação de tratamento de esgoto do Baldo e da estação elevatória de Ponta Negra. No Baldo, verificou-se se a obra estava de acordo com os condicionantes da licença de instauração conferida pelo Idema. Em Ponta Negra, pedras soltas atrapalharam o andamento da obra, que agora tem o prazo de 90 dias para ser concluída. Nenhuma licença de construção de hotel pode ser dada sem o funcionamento da estação.

SEMURB

O Diário de Natal procurou falar às 17h30 com a secretária municipal do Meio Ambiente, Ana Míriam Machado, mas sua assessoria disse que ela não poderia, pois estava com agenda ocupada. Isalúcia Cavalcanti, chefe do Departamento de Controle de Impacto Ambiental, confirmou que foram dadas as licenças embientais e informou que, se foram dadas, certamente o prédio da Solaris está fora da ZET1. E também disse que atenderá prontamento às solicitações da promotora Gilka da Mata.

.: Cadê o PARAÍSO?? [projeção 2015]


Se o negócio deslanchar ninguém vai segurar mais!
O tiro no pé que Natal poderá dar no turismo vai infeccionar, e feio!!!
Lembrando que a faixa amarela representa o limite determinado pela Prefeitura: pra trás pode construir prédios de até 15 andares, pra frente… quem sabe onde vai parar!?

Como dizem: QUEM AMIGA AVISO É!!!!!
Não estou aqui de brincadeira, o lance é muito sério.

Leia atentamente todo o BLOG, tudo o que foi postado aqui está legalmente registrado na Prefeitura de Natal, então não é nenhuma novidade. Não é spam, não é corrente, não é hoax, não é piada, não tem links suspeitos, não estou contra imobiliárias nem construtoras, não estou contra empreiteiros nem turistas estrangeiros, também não quero mal aos corretores de imóveis nem aos donos de terrenos.

Sou a favor de um única coisa: nossa paisagem máxima: a praia de Ponta Negra com o Morro do Careca. É nosso simbolo maior, nosso orgulho, nosso cartão postal.

Nós moradores, os maiores interessados, fomos (eu pelo menos) os últimos a saber (vi o anúncio do prédio em uma revista local, no início de setembro) que, potencialmente, NADA está protegido pelo Plano Diretor da Cidade.

Porque ninguém divulga coisas do tipo: “se o tal Plano Piloto for aprovado assim ou assado a cidade pode crescer até aqui e tal”. Porque não há um debate franco sobre o assunto. Porque a grana não pode ceder pelo menos uma vez. Não houve isso, tudo foi feito na surdina, tudo carimbado, avaliado e rorulado por uma Lei ineficiente que não saber proteger o maior bem que a cidade possui: sua NATUREZA.

Empresários construtores, sejam vistos heróis com a sábia decisão de recuar. Construam prédios melhores com menos apartamentos, de alto luxo, em vez de ‘kitnets’ de um quarto e 50 metros quadrados de área útil. Uma aberração. Nos salvem com o bom senso de vocês.

Não nos façam sentir vergonha da cidade pelo resto de nossas vidas quando olharmos Ponta Negra ao longe. Que as pessoas que estão lendo essas linhas comprovem as informações e se mobilizem antes do início do fim. Agradeço de coração e a sorte está lançada.

Montagem ilustrativa sobre foto de Alex Fernandes

Cadê o PARAÍSO?? [projeção 2015]


Se o negócio deslanchar ninguém vai segurar mais!
O tiro no pé que Natal poderá dar no turismo vai infeccionar, e feio!!!
Lembrando que a faixa amarela representa o limite determinado pela Prefeitura: pra trás pode construir prédios de até 15 andares, pra frente… quem sabe onde vai parar!?

Como dizem: QUEM AMIGA AVISO É!!!!!
Não estou aqui de brincadeira, o lance é muito sério.

Leia atentamente todo o BLOG, tudo o que foi postado aqui está legalmente registrado na Prefeitura de Natal, então não é nenhuma novidade. Não é spam, não é corrente, não é hoax, não é piada, não tem links suspeitos, não estou contra imobiliárias nem construtoras, não estou contra empreiteiros nem turistas estrangeiros, também não quero mal aos corretores de imóveis nem aos donos de terrenos.

Sou a favor de um única coisa: nossa paisagem máxima: a praia de Ponta Negra com o Morro do Careca. É nosso simbolo maior, nosso orgulho, nosso cartão postal.

Nós moradores, os maiores interessados, fomos (eu pelo menos) os últimos a saber (vi o anúncio do prédio em uma revista local, no início de setembro) que, potencialmente, NADA está protegido pelo Plano Diretor da Cidade.

Porque ninguém divulga coisas do tipo: “se o tal Plano Piloto for aprovado assim ou assado a cidade pode crescer até aqui e tal”. Porque não há um debate franco sobre o assunto. Porque a grana não pode ceder pelo menos uma vez. Não houve isso, tudo foi feito na surdina, tudo carimbado, avaliado e rorulado por uma Lei ineficiente que não saber proteger o maior bem que a cidade possui: sua NATUREZA.

Empresários construtores, sejam vistos heróis com a sábia decisão de recuar. Construam prédios melhores com menos apartamentos, de alto luxo, em vez de ‘kitnets’ de um quarto e 50 metros quadrados de área útil. Uma aberração. Nos salvem com o bom senso de vocês.

Não nos façam sentir vergonha da cidade pelo resto de nossas vidas quando olharmos Ponta Negra ao longe. Que as pessoas que estão lendo essas linhas comprovem as informações e se mobilizem antes do início do fim. Agradeço de coração e a sorte está lançada.

Montagem ilustrativa sobre foto de Alex Fernandes

.: Queremos proteção real e imediata!

Outra visão da linha (AMARELA) imaginária determinada pela Lei Estadual de 1987, a linha da SEMURB (ROXA, após alteração da Lei em 1994), e NOSSA HUMILDE PROPOSTA para garantir a proteção efetiva da área (linha VERDE).

Algumas pessoas que visitaram o BLOG acharam que tudo não passa de brincadeira. Eu até entendo, pois parece mais uma piada de mal gosto – e é! – só que é verdadeira e não tem graça nenhuma.

Seria uma tremenda falta de respeito e uma perda de tempo (meu e de vocês) criar um espaço para debater esse assunto gravíssimo. Quem quiser mais informações e documentos que comprovem a construção é só entrar em contato que terei prazer em multiplicar essa indignação que deve ser de todos os natalenses. Deixe um comentário e, se for conveniente, participe do abaixo assinado.

Minha humilde proposta para o Plano Diretor de Natal, é que a linha amarela faça uma curva de segurança (NO MÍNIMO) para garantir a preservação do principal cartão postal da cidade.

É a tal área de gradação, que deveria existir próxima de Áreas de Preservação Ambiental – realidade vista em capitais como João Pessoa.

É uma afronta às minhas heranças sapiens aceitar o argumento de muitos que dizem que a construção está está dentro da lei. É mais que óbvio que a lei está equivocada e que ainda há tempo de reverter enquanto o prédio não sobe. Não é preciso ser ESPECIALISTA em NADA para saber que a linha original não pode bater no Morro do Careca por questões, no mínimo, estéticas.

Mais uma vez friso que não tenho vinculação política e não tenho nada contra construtoras e imobiliárias, apenas sou a favor de Natal, da Ponta Negra e do Morro do Careca. O que posso fazer é apelar para o bom senso de todos: de direitas e de esquerdas, rico e pobre, construtor e comprador/morador, turista, apartidários, sindicalizados e não sindicalizados.

Se Natal fosse uma pessoa, um prédio no Morro do Careca seria como um caroço de quinze centímetros na cabeça: entre o topo e a orelha.
Lindo!!

Queremos proteção real e imediata

Outra visão da linha (AMARELA) imaginária determinada pela Lei Estadual de 1987, a linha da SEMURB (ROXA, após alteração da Lei em 1994), e NOSSA HUMILDE PROPOSTA para garantir a proteção efetiva da área (linha VERDE).

Algumas pessoas que visitaram o BLOG acharam que tudo não passa de brincadeira. Eu até entendo, pois parece mais uma piada de mal gosto – e é! – só que é verdadeira e não tem graça nenhuma.

Seria uma tremenda falta de respeito e uma perda de tempo (meu e de vocês) criar um espaço para debater esse assunto gravíssimo. Quem quiser mais informações e documentos que comprovem a construção é só entrar em contato que terei prazer em multiplicar essa indignação que deve ser de todos os natalenses. Deixe um comentário e, se for conveniente, participe do abaixo assinado.

Minha humilde proposta para o Plano Diretor de Natal, é que a linha amarela faça uma curva de segurança (NO MÍNIMO) para garantir a preservação do principal cartão postal da cidade.

É a tal área de gradação, que deveria existir próxima de Áreas de Preservação Ambiental – realidade vista em capitais como João Pessoa.

É uma afronta às minhas heranças sapiens aceitar o argumento de muitos que dizem que a construção está está dentro da lei. É mais que óbvio que a lei está equivocada e que ainda há tempo de reverter enquanto o prédio não sobe. Não é preciso ser ESPECIALISTA em NADA para saber que a linha original não pode bater no Morro do Careca por questões, no mínimo, estéticas.

Mais uma vez friso que não tenho vinculação política e não tenho nada contra construtoras e imobiliárias, apenas sou a favor de Natal, da Ponta Negra e do Morro do Careca. O que posso fazer é apelar para o bom senso de todos: de direitas e de esquerdas, rico e pobre, construtor e comprador/morador, turista, apartidários, sindicalizados e não sindicalizados.

Se Natal fosse uma pessoa, um prédio no Morro do Careca seria como um caroço de quinze centímetros na cabeça: entre o topo e a orelha.
Lindo!!

A situação por outro ângulo


Vai ser lindo ver o Morro do Careca atrás de prédios azulejados. Enquanto vendem tudo, o jovem da Vila de Ponta Negra vende sua alma para tentar entrar nesse círculo vicioso onde a grana fala mais alto. Drogas, prostituição, violência, roubos… se nada for feito para compensar essa desigualdade social que impera no bairro, a tendência do quadro é piorar. As grandes construtoras precisam oferecer uma contra-partida social.

Como já disse a banda carioca O Rappa na letra da música Minha Alma: “As grades do condomínio são para trazer proteção // Mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão”.

Natal, considerada uma das mais bonitas e calmas capitais do Brasil, já teve o ar mais puro das Américas (segunda a Nasa, EUA) e foi base importante das Forças Aliadas durante a Segunda Guerra por seu posicionamento estratégico. Agora está nas mãos de políticos que tem a chance de proporcionar um crescimento/desenvolvimento responsável.

Se repararmos bem, a cidade está esquecendo de cuidar de seu cidadão: comprovadamente não há uma política pública séria voltada para o bem estar do pedestre, do morador, do habitante. As ditas praças urbanizadas, com estrutura, playground e sombra (fator importante em uma cidade ensolarada) são escassas: dá para contar nos dedos. A maioria não passam de descampados que acabam virando ou lixão ou buraco para recolher águas pluviais.

Aqui na Vila, estão asfaltando as ruas que dão acesso aos condomíniosos. Mas, infelizmente, quem mandou asfaltar as vias para melhorar o trabalho das construtoras não lembrou que a base da infra-estrutura urbana do bairro é de uma pequena vila de pescadores. Andar à pé por aqui, agora, virou uma roleta-russa: carros, motos, ônibus e vans a toda velocidade por ruas estreitas e sem calçada. Vamos torcer para a molecada andar esperta!!

Foto: Alex Fernandes

.: A situação por outro ângulo [2006]

Vai ser lindo ver o Morro do Careca atrás de prédios azulejados. Enquanto vendem tudo, o jovem da Vila de Ponta Negra vende sua alma para tentar entrar nesse círculo vicioso onde a grana fala mais alto. Drogas, prostituição, violência, roubos… se nada for feito para compensar essa desigualdade social que impera no bairro, a tendência do quadro é piorar. As grandes construtoras precisam oferecer uma contra-partida social.

Como já disse a banda carioca O Rappa na letra da música Minha Alma: “As grades do condomínio são para trazer proteção // Mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão”.

Natal, considerada uma das mais bonitas e calmas capitais do Brasil, já teve o ar mais puro das Américas (segunda a Nasa, EUA) e foi base importante das Forças Aliadas durante a Segunda Guerra por seu posicionamento estratégico. Agora está nas mãos de políticos que tem a chance de proporcionar um crescimento/desenvolvimento responsável.

Se repararmos bem, a cidade está esquecendo de cuidar de seu cidadão: comprovadamente não há uma política pública séria voltada para o bem estar do pedestre, do morador, do habitante. As ditas praças urbanizadas, com estrutura, playground e sombra (fator importante em uma cidade ensolarada) são escassas: dá para contar nos dedos. A maioria não passam de descampados que acabam virando ou lixão ou buraco para recolher águas pluviais.

Aqui na Vila, estão asfaltando as ruas que dão acesso aos condomíniosos. Mas, infelizmente, quem mandou asfaltar as vias para melhorar o trabalho das construtoras não lembrou que a base da infra-estrutura urbana do bairro é de uma pequena vila de pescadores. Andar à pé por aqui, agora, virou uma roleta-russa: carros, motos, ônibus e vans a toda velocidade por ruas estreitas e sem calçada. Vamos torcer para a molecada andar esperta!!

Foto: Alex Fernandes