Anúncio no metrô de Londres


Acabando com a paisagem vamos ficar sem nossa maior riqueza!!
Será que essa turma que quer construir cinco prédios de 15 andares ao lado do Morro do Careca não percebe que estarão matando a galinha dos ovos de ouro??

O turismo e os próprios negócios imobiliários dependem diretamente da qualidade de vida que a cidade oferece. Pensem nisso…

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Acabando com a paisagem vamos ficar sem nossa maior riqueza!!
Será que essa turma que quer construir cinco prédios de 15 andares ao lado do Morro do Careca não percebe que estarão matando a galinha dos ovos de ouro??

O turismo e os próprios negócios imobiliários dependem diretamente da qualidade de vida que a cidade oferece. Pensem nisso…

O abraço ao Morro do Careca :: Aluízio Pontes

O abraço ao Morro do Careca

por Aluízio Torres

Agiram bem os empresários da construção civil recuando do enfrentamento que pretendiam contra o bom senso. De certa forma é compreensível que se julgavam ainda no tempo em que um prédio era construído sem garagem para os seus usuários avançando até a calçada, enfim, de jeito e maneira que desejassem. Esse tempo passou.

O desenvolvimento de uma cidade não pode ser medido pelo número de espigões construídos sem obediência às normas que regulam o direito de todos os cidadãos na horizontalidade dos direitos comuns. Assim como os automóveis não podem trafegar sobre as calçadas e os pedestres têm faixa própria de uso com segurança, também os prédios não podem ser construídos agredindo à natureza, ao meio ambiente, às ruas, às calçadas para ir e vir dos pedestres.

Quantos prédios de muitos andares existem hoje em Natal? Desde os primeiros, quando as normas não exigiam a construção de garagens, o recuo fronteiriço e a lateralidade até os que hoje são construídos obedecendo às normas que representam a defesa da cidade, dos transeuntes, dos pedestres e motorizados. E os próprios moradores? Com absoluta certeza, centenas, talvez mais um mil. Para se obter licença para a construção, por exemplo em Areia Preta, as normas hoje são muito mais exigentes do que eram cinco anos passados.

Ponta Negra é o maior cartão postal de Natal, vendida no Brasil e no exterior. Sua beleza, com uma paisagem ainda sobrevivente em meio a tantas agressões, ainda está no ponto para ser preservada. Outro exemplo é a Via Costeira. O dever de defender e preservar uma dádiva da mãe natureza se sobrepõe a quaisquer outros interesses, sejam políticos e econômicos; de grupos ou de pessoas.

A defesa do meio ambiente deve se estender não apenas a Ponta Negra e a Via Costeira, mas a toda a cidade. A posição adotada pela Prefeitura e pelo Ministério Público não é contra nenhum empresário individualmente; também não é contra um setor laborioso, a construção civil. É uma posição em defesa da cidade não importando se isso vai ferir interesses pessoais ou de grupos. Mesmo sendo legítimo o interesse de pessoas e grupos, eles não podem se sobrepor aos interesses da coletividade, os quais tanto a Prefeitura quanto o Ministério Público tem o dever de preserva-los. E essa é uma posição corajosa de seus titulares.

Os empresários da construção civil anunciam que vão participar do abraço ao Morro do Careca. Bravo! Que seja uma adesão verdadeira, sincera como os que tomaram a iniciativa em defesa da cidade com um gesto simbólico, altamente significativo, de corpo e alma. Guardiões da natureza, da riqueza do meio ambiente, formando a unanimidade da cidade agora defendida. De lamentar, apenas, que alguns tenham saído em condenação a uma artista consagrada – Rita Lee – que assumiu a bandeira de Natal.

Participemos todos do abraço ao morro do careca!

:: artigo publicado dia 22/12/2006 no jornal Tribuna do Norte

Correio da Tarde – 23/12/06 :: ABRAÇO DE NATAL

Uma mesma causa, objetivos diferentes

Repórter: Mariele Araújo
Foto: Alberto Leandro

Liberação ou proibição de construções: Natalenses e turistas manifestaram opinião no sobre o assunto

Natal - Desta vez a prefeitura levou vantagem. Com o incentivo de “Abraço ao Morro do Careca” o município ganhou mais adeptos contrários aos espigões. Na movimentação em Ponta Negra, feita na manhã deste sábado(23), a maioria da população se mostrou favorável ao cancelamento das licenças das construções no entorno do morro, porém pediu mais empenho da Prefeitura para evitar a liberação de obras que prejudiquem o meio ambiente. Já a participação dos empresários foi discreta. O jornalista Yuno Silva, pivô do início das discussões do entorno do morro, propôs a criação de um selo para identificar a qualidade dos empreendimentos.

Até mesmo os turistas fizeram questão de opinar sobre o impasse. O empresário italiano, Silvano Pittini, criticou a organização urbanística da cidade e pediu mais zelo do município para evitar a degradação ambiental. “Não entendo como o prefeito deixar prédios horríveis serem construídos em qualquer lugar, mas concordo com o protesto para alertar as pessoas de que tem que preservar”, disse o estrangeiro que mora em Natal há seis anos.

De acordo com o Procurador do Município, Waldenir Xavier, apenas Raímundo Cantídio, proprietário da construtora Metro Quadrado, procurou o município para saber detalhes de como tentar uma nova licenças para os empreendimentos. “Ele foi o único que pediu informações”, disse o procurador. Após cancelar as licenças, o Prefeito Carlos Eduardo ofereceu a oportunidade dos empresários tentarem outro documento de liberação reavaliando os impactos ambientais.

Enquanto isso, em frente ao morro desde às 9 horas da manhã deste sábado, a comissão de moradores da Vila de Ponta Negra protestava contra as ações do municípios no caso até agora e pedia mais compreensão para o progresso do bairro. “Se tem construção, tem mais energia elétrica, mais saneamento, mais asfalto e principalmente mais emprego”, disse Maria do Carmo, que encabeçou um abaixo-assinado com mais de 1.200 adesões para a continuação das obras dos espigões.

Para a presidente da ong Natal Voluntários, Mônica Mcdowell, discorda que o cancelamento das construções tragam tantos prejuízos ao setor empresarial, turístico e social. “Os empregos perdidos com as obras podem ser remanejados e três prédios não erguidos não causarão o colapso da construção civil”, argumentou a presidente. Ela completou chamando de “absurdo” e “leviandade” a campanha dos empresários do setor contra o município. “Estão falando mal de Natal no Brasil e no exterior com essa justificativa de que os empreendedores não podem confiar na legislação local”, disse Mônica Mcdowell.

Um ambulante que trabalha na praia há sete anos disse que nunca viu polêmica parecida a respeito do Morro do Careca.

“Todos os dias tem gente aqui comentando sobre o assunto. Uns contra, outros a favor das construções, mas sempre muito decididos sobre seus pontos de vista”, contou. O ambulante emitiu sua opinião sobre o impasse dos espigões. “Esses investidores vem de fora achando que podem tudo e os empresários locais pensam que podem comprar Ministério Público, Prefeitura, tudo”, reclamou.

Top

A manifestação a favor do Morro ganhou um ar ufanista sob o prisma de preservar o principal “Cartão Postal” da cidade. O evento contou, por exemplo, com a participação da Top Model Internacional Fernanda Tavares. “Eu estava na cidade e minha mãe fez estas camisetas. Como cidadão não concordo com os empresários e acho que eles querem destruir nossa cidade”, afirmou enfática.

Até às 11 horas, nenhum empresários do Sinduscom ou outro sindicato ligado à construção civil apareceu no evento como prometeram.

Correio da Tarde – 23/12/06 :: ABRAÇO DE NATAL

Uma mesma causa, objetivos diferentes

Repórter: Mariele Araújo
Foto: Alberto Leandro

Liberação ou proibição de construções: Natalenses e turistas manifestaram opinião no sobre o assunto

Natal - Desta vez a prefeitura levou vantagem. Com o incentivo de “Abraço ao Morro do Careca” o município ganhou mais adeptos contrários aos espigões. Na movimentação em Ponta Negra, feita na manhã deste sábado(23), a maioria da população se mostrou favorável ao cancelamento das licenças das construções no entorno do morro, porém pediu mais empenho da Prefeitura para evitar a liberação de obras que prejudiquem o meio ambiente. Já a participação dos empresários foi discreta. O jornalista Yuno Silva, pivô do início das discussões do entorno do morro, propôs a criação de um selo para identificar a qualidade dos empreendimentos.

Até mesmo os turistas fizeram questão de opinar sobre o impasse. O empresário italiano, Silvano Pittini, criticou a organização urbanística da cidade e pediu mais zelo do município para evitar a degradação ambiental. “Não entendo como o prefeito deixar prédios horríveis serem construídos em qualquer lugar, mas concordo com o protesto para alertar as pessoas de que tem que preservar”, disse o estrangeiro que mora em Natal há seis anos.

De acordo com o Procurador do Município, Waldenir Xavier, apenas Raímundo Cantídio, proprietário da construtora Metro Quadrado, procurou o município para saber detalhes de como tentar uma nova licenças para os empreendimentos. “Ele foi o único que pediu informações”, disse o procurador. Após cancelar as licenças, o Prefeito Carlos Eduardo ofereceu a oportunidade dos empresários tentarem outro documento de liberação reavaliando os impactos ambientais.

Enquanto isso, em frente ao morro desde às 9 horas da manhã deste sábado, a comissão de moradores da Vila de Ponta Negra protestava contra as ações do municípios no caso até agora e pedia mais compreensão para o progresso do bairro. “Se tem construção, tem mais energia elétrica, mais saneamento, mais asfalto e principalmente mais emprego”, disse Maria do Carmo, que encabeçou um abaixo-assinado com mais de 1.200 adesões para a continuação das obras dos espigões.

Para a presidente da ong Natal Voluntários, Mônica Mcdowell, discorda que o cancelamento das construções tragam tantos prejuízos ao setor empresarial, turístico e social. “Os empregos perdidos com as obras podem ser remanejados e três prédios não erguidos não causarão o colapso da construção civil”, argumentou a presidente. Ela completou chamando de “absurdo” e “leviandade” a campanha dos empresários do setor contra o município. “Estão falando mal de Natal no Brasil e no exterior com essa justificativa de que os empreendedores não podem confiar na legislação local”, disse Mônica Mcdowell.

Um ambulante que trabalha na praia há sete anos disse que nunca viu polêmica parecida a respeito do Morro do Careca.

“Todos os dias tem gente aqui comentando sobre o assunto. Uns contra, outros a favor das construções, mas sempre muito decididos sobre seus pontos de vista”, contou. O ambulante emitiu sua opinião sobre o impasse dos espigões. “Esses investidores vem de fora achando que podem tudo e os empresários locais pensam que podem comprar Ministério Público, Prefeitura, tudo”, reclamou.

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A manifestação a favor do Morro ganhou um ar ufanista sob o prisma de preservar o principal “Cartão Postal” da cidade. O evento contou, por exemplo, com a participação da Top Model Internacional Fernanda Tavares. “Eu estava na cidade e minha mãe fez estas camisetas. Como cidadão não concordo com os empresários e acho que eles querem destruir nossa cidade”, afirmou enfática.

Até às 11 horas, nenhum empresários do Sinduscom ou outro sindicato ligado à construção civil apareceu no evento como prometeram.

GARANTIAS em vez de promessas

O Movimento SOS Ponta Negra não promete empregos temporários, a proposta é garantir NOSSO futuro!

O futuro da NOSSA qualidade de vida, o futuro do turismo, o futuro da paisagem, o futuro do seu/nosso cartão postal, o futuro dos NOSSOS filhos e netos, o futuro de trabalho digno a partir da qualificação profissional e do respeito ao meio ambiente.

Não precisamos DESTRUIR para CONSTRUIR!

TROCA-SE uma tarde de trabalho/estudo por um cartão postal PERMANENTE

Caros amigos e amigas amantes dessa cidade chamada Natal,

estamos prestes a garantir a proteção real do Morro do Careca e da paisagem da praia de Ponta Negra. Ganhamos a primeira grande batalha, que foi a suspensão das licenças pelo Prefeito Carlos Eduardo que recomendou a reavaliação das licenças das obras. Agora é a nossa vez de repudiar publicamente a construção dos 5 prédios de 15 andares ao lado do NOSSO cartão-postal.

A Câmara dos Vereadores e o Conselho de Planejamento Urbano (Conplan) – instituição responsável pela elaboração do Plano Diretor de Natal – estão realizando uma Audiência Pública nesta próxima segunda-feira, dia 16, às 14h, na própria sede da Câmara Municipal (cruzamento das ruas Jundiaí, 546, com Campos Sales, Tirol) sobre as tais construções que podem acabar com a visão panorâmica do Morro e da praia.

Por isso temos que nos mobilizar mais uma vez: é TUDO OU NADA!!! Ou vc vai deixar que trabalhadores temporários da construção civil decidam o futuro de sua cidade em troca de um novo canteiro de obras. Conto com a presença de todos.

Está marcado e confirmado: amanhã, segunda-feira dia 16, às 14h, na Câmara Municipal, Audiência Pública onde o povo vai decidir sobre o futuro do Morro do Careca e da paisagem da praia de Ponta Negra. Doe parte de sua tarde ao NOSSO principal cartão postal.

Troque UMA TARDE pela ETERNIDADE da paisagem.

abraços,

Yuno Silva
84 8804-5195

P.S.1: leve sua turma/ galera/ amigos/ colegas/ conhecidos/ família/ vizinhança;

P.S.2: agora não adianta energias positivas, só sua presença real pode fazer a diferença;

P.S.3: ainda estou com dificuldades para acessar a internet, peço desculpas pela falta de atualização no BLOG, garanto que tudo será devidamente publicado assim que estiver ON-LINE definitivamente.

É isso que queremos?


Os três principais cartões postais do RN:

Ponta Negra – foto Prefeitura de Natal

Jenipabu – foto Eduardo Bagnoli (Hotel Manary) /Secrataria Estadual de Turismo

Praia de Pipa – foto Yuno Silva

É isso mesmo que queremos??
Vamos abraçar a praia. Fazer alguma coisa! Não podemos engolir isso calados. Um abaixo assinado, uma reunião geral, um plebiscito .. qualquer coisa!

Todas as quintas-feira, a partir das 19h, o Conselho Comunitário se reúne com moradores, a sede fica na pracinha da igreja católica.

Cabe ao trio formado pelo Governo do Estado, Prefeitura de Natal (interessados no turismo) e Aeronáutica (espaço aéreo) tomarem as rédeas da situação.

Volto a afirmar que um tiro no pé pode se transformar em feridas incuráveis. Melhor prevenir que remediar.

.: É isso que queremos?

Os três principais cartões postais do RN:

Ponta Negra – foto Prefeitura de Natal

Jenipabu – foto Eduardo Bagnoli (Hotel Manary) /Secrataria Estadual de Turismo

Praia de Pipa – foto Yuno Silva

É isso mesmo que queremos??
Vamos abraçar a praia. Fazer alguma coisa! Não podemos engolir isso calados. Um abaixo assinado, uma reunião geral, um plebiscito .. qualquer coisa!

Todas as quintas-feira, a partir das 19h, o Conselho Comunitário se reúne com moradores, a sede fica na pracinha da igreja católica.

Cabe ao trio formado pelo Governo do Estado, Prefeitura de Natal (interessados no turismo) e Aeronáutica (espaço aéreo) tomarem as rédeas da situação.

Volto a afirmar que um tiro no pé pode se transformar em feridas incuráveis. Melhor prevenir que remediar.

Até a área de lazer estão querendo tomar [2006]


É revoltante ver um cartão postal tão lindo como o Morro do Careca sucumbir aos pés da ganância imobiliária. De acordo com o plano das construtoras, os três lotes vermelhos estão prontos para receber 15 ‘lindos’ andares cada – só questão de tempo para começarmos a ver a ferida crescer e infeccionar.

Já o lote azul, o Campo do Botafogo, é alvo de ação judicial entre empresário e comunidade. O Campo é área de lazer da camunidade desde 1951, e o empresário em questão se julga dono da terra alegando invasão de propriedade. O mais estranho é ele não ter sentido falta de um terreno tão grande nessas últimas 5 décadas. Engraçado né??! Só porque agora o bairro está valorizado chegou a hora de detonar?

Mas a melhor parte da piada é saber que há possibilidade dele ganhar a causa, e de ver o Campo do Botafogo se transformar em um condomínio com 4 grandes torres de 20 andares cada.

Reparem na faixa amarela que bate na duna: um absurdo!!

A mata e o Morro do Careca são zonas de proteção ambiental, por isso tem que haver uma gradação no tipo e no tamanho das construções. O impacto ambiental precisa ser levado à sério pelo poder público: a faixa amarela, determinada pelo Plano Diretor da Cidade, tem o dever de proteger e contornar a duna para manter prédios a uma distância segura.

Foto: Alex Fernandes