ANTENE-SE :: CALENDÁRIO DE ATIVIDADES

1. Encontro para aprofundar estudos sobre o Plano Setorial* de Ponta Negra :: dia 17/03 [próxima segunda-feira], às 19h, na Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar – AMPA [ao lado da igreja católica do Conjunto Ponta Negra]

2. Audiência Pública sobre esgotamento sanitário da Zona Sul e questão do emissário submarino :: dia 31/03 [segunda-feira], às 9h, na Câmara Municipal de Natal [av. Campos Sales com rua Jundiaí, Tirol]

* Nesta quinta-feira, 13/03, houve a primeira reunião** sobre o Plano Setorial :: participação de moradores da comunidade, estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRN e UnP, e representantes do Conselho Comunitário, da AMPA e do Coletivo Leila Diniz.

** Aguarde cobertura completa sobre essa atividade aqui no BLOG

ANTENE-SE :: CALENDÁRIO DE ATIVIDADES

1. Encontro para aprofundar estudos sobre o Plano Setorial* de Ponta Negra :: dia 17/03 [próxima segunda-feira], às 19h, na Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar – AMPA [ao lado da igreja católica do Conjunto Ponta Negra]

2. Audiência Pública sobre esgotamento sanitário da Zona Sul e questão do emissário submarino :: dia 31/03 [segunda-feira], às 9h, na Câmara Municipal de Natal [av. Campos Sales com rua Jundiaí, Tirol]

* Nesta quinta-feira, 13/03, houve a primeira reunião** sobre o Plano Setorial :: participação de moradores da comunidade, estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRN e UnP, e representantes do Conselho Comunitário, da AMPA e do Coletivo Leila Diniz.

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RETOMADA

Nove longos meses se passaram desde NOSSOS últimos encontros por essas bandas digitais. Durante esse tempo, o BLOG esteve desatualizado [56.950 desculpas por isso*] e só agora tomei fôlego suficiente para prosseguir com dedicação e intensidade necessárias. Era o momento de planejar e agir [publicamente] nos bastidores.

Estive no olho do furacão entre setembro de 2006 e maio de 2007 – os nove meses mais longos da minha vida -, acordei e dormi respirando 100% a causa do Movimento SOS Ponta Negra, mudei de casa, de bairro e de visual, veio a pressão externa e a deprê interna. Escapei de armadilhas [cai em outras] e há fortes indícios que meu celular foi alvo de grampo.

Não estou me lamentando, apesar de ter ganhado 99% dos meus atuais fios de cabelo branco durante o período: garanto que teria feito tudo de novo! Precisava desse tempo para recuperar as energias.

MOVIMENTO NÃO É ONG

Felizmente conseguimos chamar atenção da cidade para o problema [da especulação imobiliária sem escrúpulos, que anda na contra-mão do desenvolvimento real e da qualidade de vida], e fazer com que a população tomasse conhecimento da importância de se participar da construção do Plano Diretor. O Prefeito Carlos Eduardo e a Promotora Gilka da Mata também foram peças fundamentais para o êxito de NOSSA mobilização legítima, espontânea e apartidária.

Muitos sugeriram que o Movimento SOS Ponta Negra fosse transformado numa Ong, mas rebati com o seguinte argumento: “Uma Ong tem que ter diretoria, presidente e setor financeiro, isso acabaria com NOSSA espontaneidade. O Movimento não precisa ter um dono, estamos juntos com o Conselho Comunitário, Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar, outras Ongs também nos apóiam. Qualquer um pode se auto-denominar membro honorável e multiplicar a idéia do SOS PN. E que venham o SOS Tabatinga, o SOS Mãe Luíza, SOS Santos Reis, Rocas, Ribeira, Redinha, Igapó, Capim Macio, Felipe Camarão, Alecrim…”

E vieram mesmo! Em todos os bairros eclodiram núcleos dispostos a multiplicar essa luta pelo bem estar comum [nada mais é do que isto]. Agora precisamos nos organizar pra ver a cidade funcionar nos bastidores. Natal precisa dar um upgrade por trás das cortinas, nas coxias. A embalagem está linda!! NOSSA cidade é maravilhosa, mas há uma outra Natal que poucos conhecemos – lugares que nem de longe lembram os belos cartões postais.

PLANO DIRETOR E OS VIRA-CASACAS

A votação do Plano Diretor na Câmara dos Vereadores de Natal foi aquela coisa: quem estava mobilizado ganhou algum tempo. Também tivemos alguns vexames de vira-casacas de última hora e a Operação Impacto, que desmascarou ligações suspeitas de políticos com empreendedores interessados na votação.

Por pouco toda a cidade não era D-O-M-I-N-A-D-A: houve negociação difícil na Zona Norte, pegaram um pedaço entre o Campus da UFRN e o Shopping Via Direta, impregnaram ainda mais áreas já adensadas, puxa daqui e dali e Ponta Negra aprovou o projeto para elaboração de um Plano Setorial específico.

Mesmo com algumas vitórias temporárias o quadro ainda pode reverter se não estivermos [e permanecermos] atentos. A todo tempo querem aprovar propostas absurdas como a de se construir prédios com saneamento particular.

Quem vai querer comprar um apartamento, com uma tremenda vista e ao lado de uma lagoa de captação? Sem falar nos prédios vizinhos, cada qual com sua própria fossa a céu aberto. E o caos fora das grades dos condomínios? Todos terão carros 4×4 para não atolar na lama?

UM OLHO A MAIS

RETOMO o BLOG para ser um olho a mais fiscalizando as atividades que podem ou não garantir um futuro mais digno para NOSSA [repito!] maravilhosa cidade Natal. Além de fortalecer a rede.

Não à toa, Natal foi a capital do Brasil que mais atraiu investimentos no setor imobiliário. Então pergunto: “Quais os misteriosos motivos para tantas pessoas se interessarem em vir morar ou investir em Natal? Serão as belezas naturais e a qualidade de vida, ou concreto armado de gosto duvidoso que enfeiam nosso horizonte?”

Queremos progresso e desenvolvimento, mas não a todo custo e em detrimento do próximo. Queremos um equilíbrio entre crescimento e preservação sócio-cultural e ambiental.

Yuno Silva
Natal RN
29/02/2008

>> Agradecimentos:
. Conselho Comunitário de Ponta Negra
. Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar
. Capoeira Arte/Vida
. Pau e Lata
. Teatro da Vila / Tropa Trupe
. Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
. Coletivo Leila Diniz
. Ong Natal Voluntários
. Ong Resposta
. UFRN :: alunos e professores dos cursos de Arquitetura, Ecologia, Biologia, Ciências Sociais, Comunicação Social, Turismo, Psicologia, Direito, Geografia e Artes.
. Faculdade Câmara Cascudo
. Facex

VISITAS* AO BLOG

* de 30/08/2006 a 28/02/2008 – contando com o intervalo de nove meses

= 56.950 total de visitas ao BLOG em 18 meses [em 2008 :: 2.714] || 88 países dos cinco continentes || 332 postagens || 1.711 comentários || média diária de visitas: 43,66

Os dez primeiros países na sintonia da audiência:
. Brasil
. Portugal
. Estados Unidos
. Espanha
. Itália
. Alemanha
. Inglaterra
. França
. Holanda
. Suíça

RETOMADA

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Estive no olho do furacão entre setembro de 2006 e maio de 2007 – os nove meses mais longos da minha vida -, acordei e dormi respirando 100% a causa do Movimento SOS Ponta Negra, mudei de casa, de bairro e de visual, veio a pressão externa e a deprê interna. Escapei de armadilhas [cai em outras] e há fortes indícios que meu celular foi alvo de grampo.

Não estou me lamentando, apesar de ter ganhado 99% dos meus atuais fios de cabelo branco durante o período: garanto que teria feito tudo de novo! Precisava desse tempo para recuperar as energias.

MOVIMENTO NÃO É ONG

Felizmente conseguimos chamar atenção da cidade para o problema [da especulação imobiliária sem escrúpulos, que anda na contra-mão do desenvolvimento real e da qualidade de vida], e fazer com que a população tomasse conhecimento da importância de se participar da construção do Plano Diretor. O Prefeito Carlos Eduardo e a Promotora Gilka da Mata também foram peças fundamentais para o êxito de NOSSA mobilização legítima, espontânea e apartidária.

Muitos sugeriram que o Movimento SOS Ponta Negra fosse transformado numa Ong, mas rebati com o seguinte argumento: “Uma Ong tem que ter diretoria, presidente e setor financeiro, isso acabaria com NOSSA espontaneidade. O Movimento não precisa ter um dono, estamos juntos com o Conselho Comunitário, Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar, outras Ongs também nos apóiam. Qualquer um pode se auto-denominar membro honorável e multiplicar a idéia do SOS PN. E que venham o SOS Tabatinga, o SOS Mãe Luíza, SOS Santos Reis, Rocas, Ribeira, Redinha, Igapó, Capim Macio, Felipe Camarão, Alecrim…”

E vieram mesmo! Em todos os bairros eclodiram núcleos dispostos a multiplicar essa luta pelo bem estar comum [nada mais é do que isto]. Agora precisamos nos organizar pra ver a cidade funcionar nos bastidores. Natal precisa dar um upgrade por trás das cortinas, nas coxias. A embalagem está linda!! NOSSA cidade é maravilhosa, mas há uma outra Natal que poucos conhecemos – lugares que nem de longe lembram os belos cartões postais.

PLANO DIRETOR E OS VIRA-CASACAS

A votação do Plano Diretor na Câmara dos Vereadores de Natal foi aquela coisa: quem estava mobilizado ganhou algum tempo. Também tivemos alguns vexames de vira-casacas de última hora e a Operação Impacto, que desmascarou ligações suspeitas de políticos com empreendedores interessados na votação.

Por pouco toda a cidade não era D-O-M-I-N-A-D-A: houve negociação difícil na Zona Norte, pegaram um pedaço entre o Campus da UFRN e o Shopping Via Direta, impregnaram ainda mais áreas já adensadas, puxa daqui e dali e Ponta Negra aprovou o projeto para elaboração de um Plano Setorial específico.

Mesmo com algumas vitórias temporárias o quadro ainda pode reverter se não estivermos [e permanecermos] atentos. A todo tempo querem aprovar propostas absurdas como a de se construir prédios com saneamento particular.

Quem vai querer comprar um apartamento, com uma tremenda vista e ao lado de uma lagoa de captação? Sem falar nos prédios vizinhos, cada qual com sua própria fossa a céu aberto. E o caos fora das grades dos condomínios? Todos terão carros 4×4 para não atolar na lama?

UM OLHO A MAIS

RETOMO o BLOG para ser um olho a mais fiscalizando as atividades que podem ou não garantir um futuro mais digno para NOSSA [repito!] maravilhosa cidade Natal. Além de fortalecer a rede.

Não à toa, Natal foi a capital do Brasil que mais atraiu investimentos no setor imobiliário. Então pergunto: “Quais os misteriosos motivos para tantas pessoas se interessarem em vir morar ou investir em Natal? Serão as belezas naturais e a qualidade de vida, ou concreto armado de gosto duvidoso que enfeiam nosso horizonte?”

Queremos progresso e desenvolvimento, mas não a todo custo e em detrimento do próximo. Queremos um equilíbrio entre crescimento e preservação sócio-cultural e ambiental.

Yuno Silva
Natal RN
29/02/2008

>> Agradecimentos:
. Conselho Comunitário de Ponta Negra
. Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar
. Capoeira Arte/Vida
. Pau e Lata
. Teatro da Vila / Tropa Trupe
. Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
. Coletivo Leila Diniz
. Ong Natal Voluntários
. Ong Resposta
. UFRN :: alunos e professores dos cursos de Arquitetura, Ecologia, Biologia, Ciências Sociais, Comunicação Social, Turismo, Psicologia, Direito, Geografia e Artes.
. Faculdade Câmara Cascudo
. Facex

VISITAS* AO BLOG

* de 30/08/2006 a 28/02/2008 – contando com o intervalo de nove meses

= 56.950 total de visitas ao BLOG em 18 meses [em 2008 :: 2.714] || 88 países dos cinco continentes || 332 postagens || 1.711 comentários || média diária de visitas: 43,66

Os dez primeiros países na sintonia da audiência:
. Brasil
. Portugal
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DIREITO À MORADIA EM NATAL :: URGENTE!!

SOBRAS: Vamos dividir melhor os recursos para garantir Qualidade de Vida coletiva ou estamos fadados às sobras do poder??

CONVITE

Divulgação Oficial e Apresentação do
Relatório Missão de Investigação do Direito à Moradia
em Natal

Dia: 3 de março às 10h | segunda-feira
Local: Auditório da Reitoria – UFRN

Relatora: Lucia Maria Moraes
Assessor: Marcelo Dayrell

PROJETO RELATORES NACIONAIS – Apoio:
• Programa de Voluntários das Nações Unidas – UNV/PNUD
• Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – PFDC/MPF
• Coletivo Leila Diniz
• Central dos Movimentos Populares – CMP
• Fundação Fé Y Alegria
• UFRN

>> Foto: DHnet.org.br – Direitos Urbanos na Internet
>> Saiba quais as Garantias [básicas] do Direito à Moradia >> aqui <<
>> Fonte: Coletivo Leila Diniz

DIREITO À MORADIA EM NATAL :: URGENTE!!

SOBRAS: Vamos dividir melhor os recursos para garantir Qualidade de Vida coletiva ou estamos fadados às sobras do poder??

CONVITE

Divulgação Oficial e Apresentação do
Relatório Missão de Investigação do Direito à Moradia
em Natal

Dia: 3 de março às 10h | segunda-feira
Local: Auditório da Reitoria – UFRN

Relatora: Lucia Maria Moraes
Assessor: Marcelo Dayrell

PROJETO RELATORES NACIONAIS – Apoio:
• Programa de Voluntários das Nações Unidas – UNV/PNUD
• Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – PFDC/MPF
• Coletivo Leila Diniz
• Central dos Movimentos Populares – CMP
• Fundação Fé Y Alegria
• UFRN

>> Foto: DHnet.org.br – Direitos Urbanos na Internet
>> Saiba quais as Garantias [básicas] do Direito à Moradia >> aqui <<
>> Fonte: Coletivo Leila Diniz

Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas

# NOTA PARA MIDIA E SOCIEDADE:

Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas: FBOMS cobra metas dos países industrializados e medidas claras para conter o desmatamento tropical

Incluir o desmatamento num mecanismo forte sob a Convenção de Clima ou o Protocolo de Quioto, baseado num firme compromisso que possa, numa transferência de recursos, dar suporte aos esforços contínuos de redução de desmatamento. É uma das reivindicações do FBOMS para a atual rodada de negociações sobre as mudanças climáticas (COP-12) que se iniciou esta segunda-feira, dia 6 de novembro, em Nairobi (Quênia). As posições do FBOMS foram divulgadas no documento “Relatório de Posição na CoP 12/CoP-MoP2 negociações em Nairobi”.

Impedir impactos climáticos catastróficos exige um avanço significativo na rodada atual de negociações, com vista no fortalecimento do regime climático internacional no período posterior a 2012. Para evitar uma catástrofe climática, as atuais negociações precisam gerar um acordo que possa estabilizar as emissões de gases do efeito-estufa, iniciar uma redução das mesmas por volta de 2015 e estabelecer o corte pela metade das emissões globais até 2050.

Para isso, todos os países com emissão significativa deveriam adotar posições avançadas nas negociações para alcançar um acordo global até 2008 ou 2009, no máximo. Paralelamente aos profundos cortes de emissões de gases nos países industrializados, muitos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, precisam avançar além de medidas voluntárias e assumir compromissos diferenciados que assegurem uma divisão justa, eqüitativa e efetiva das responsabilidades, limitações e reduções das emissões.

“Isso exigirá progressos dramáticos nas negociações internacionais, e para alcançar isso todos os países precisam trabalhar para a criação de um círculo virtuoso, no qual avanços tanto de países desenvolvidos quanto em desenvolvimento apóiem mutuamente cada um e permitam que ambos os lados façam o maior esforço possível, evitando um impasse que resulte em esforços pífios”, avalia Rubens Born, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Mudanças Climáticas do FBOMS.

Países industrializados devem diminuir drasticamente as taxas de emissão

Dos países ricos industrializados listados no Anexo 1 da Convenção, o FBOMS pede que efetuem um rápido progresso na taxa de redução de suas emissões domésticas, demonstrando rapidamente que vão cumprir e até ir além dos compromissos do Primeiro Período do Protocolo (CP-1) entre 2008 e 2012. Além disso, eles precisam concordar com metas de redução muito mais ambiciosas para o segundo período de compromisso (CP2), colocando esses países na rota da redução das suas emissões coletivas para no mínimo 30% até 2020 e de 60%-80% até 2050.

Precisam também fornecer uma transferência substancial e contínua de recursos e tecnologias para dar suporte a países em desenvolvimento nos seus esforços de limitação e redução de emissões desses gases, e fornecer grandes recursos para adaptação aos impactos das mudanças climáticas, especialmente para os países menos desenvolvidos e mais vulneráveis.

Países em desenvolvimento com diferentes tipos de compromissos

Com relação aos países em desenvolvimento, Temístocles Marcelos, secretário-executivo do FBOMS, enfatiza que “é o momento certo para que vários países em desenvolvimento se preparem para avançar nas suas contribuições e esforços para reduzir as emissões globais por meio do regime multilateral de mudança climática para o período após 2012”.

Segundo o documento do FBOMS, os países em desenvolvimento não podem esperar que essa rodada atual de negociações aconteça nos termos do ultrapassado quadro de negociações fixado no “Mandato de Berlin” mais de uma década atrás, que estava restrito a discutir apenas compromissos para os países industrializados do Anexo 1. Também é necessário abrir uma discussão sobre diferentes tipos de compromissos e outras contribuições para países em desenvolvimento com emissão substancial e crescente – incluindo a entrada no Anexo 1/B de alguns países recém-industrializados com altas taxas de emissão e lucros (como a Coréia do Sul, Cingapura e o Kuwait).

Com base no princípio das Responsabilidades comuns, porém diferenciadas o FBOMS acredita ser necessário identificar formas justas e razoáveis de distinguir diferentes oportunidades e capacidades de ações entre os países em desenvolvimento.

Brasil deverá aceitar diálogo sobre compromissos adicionais

A posição atual do Brasil nas negociações, principalmente na insistência em não aceitar o diálogo sobre os compromissos adicionais além de medidas voluntárias, poderá ser um obstáculo significante no progresso em prol de um acordo mundial mais fortalecido e efetivo. O Brasil poderia contribuir enormemente com a proteção do clima, retornando ao seu papel de vanguarda nas negociações como ocorrido durante a década de 90, quando o país funcionou como um facilitador e construtor de consensos, tanto entre os paises do G77 e entre o Norte e o Sul.

O Brasil está numa posição privilegiada, já que a maior parte de suas emissões vem de uma fonte – desmatamento – causadas por atividades que são claramente ilegais, contrárias aos interesses do país e do mundo, e para a qual o país tem uma política estabelecida de controle e prevenção. Assim, reduzir drasticamente essa fonte de emissão criará uma série de outros benefícios ambientais e sociais. Dada a relutância prévia do Brasil em discutir medidas sérias de redução do desmatamento no âmbito de qualquer negociação multilateral, a proposta de um fundo internacional para recompensar países em desenvolvimento que reduzirem suas emissões derivadas de desmatamento tropical é um instigante passo adiante.

A proposta contém elementos como um mecanismo que recompensa e penaliza nos casos de reduções e aumentos nas emissões provenientes dessa fonte. “Contudo, o fato de que esse financiamento recai sobre contribuições voluntárias de outros países para o fundo, e não envolve nenhum mecanismo de crédito dentro do Protocolo de Quioto ou qualquer outro tipo de compromisso no âmbito da Convenção ou do Protocolo, reduz sua probabilidade de ter um impacto significante nos índices de desmatamento”, explica Adilson Vieira, da coordenação do GT Mudanças Climáticas do FBOMS e Secretário-Geral do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA).

Recomendações do FBOMS para um bom desfecho das negociações

Para as negociações na COP-12 em Nairobi, o FBOMS recomenda, além de desenvolver a proposta existente para o desmatamento, dar suporte a um processo de negociação, seja sob o Artigo 9 do Protocolo ou em outros processos, que possa produzir um “pacote” compreensivo de compromissos e contribuições de todos os países, com base no princípio de responsabilidades comuns mas diferenciadas, com emissão significativa capazes de parar o aumento de emissões globais, começando a reduzi-las por volta de 2015 ou logo depois.

Em nível nacional, o FBOMS sugere realizar e concluir uma discussão nacional envolvendo cientistas, membros políticos, autoridades e a sociedade civil, para a adoção de um limite no avanço do aquecimento global e impactos associados que seriam aceitáveis para o Brasil. Também propõe que o Brasil assuma uma posição de liderança no começo imediato de discussão com países em desenvolvimento sobre qual é uma divisão justa e igualitária dos esforços de redução das emissões globais.

Nesse processo o Brasil poderia se basear em esforços já existentes como o “South North Dialogue on Equity in the Greenhouse”, e a Proposta de São Paulo do Projeto BASIC, os quais envolveram especialistas brasileiros e geraram contribuições valiosas para desenvolver critérios e processos justos para a repartição do esforço global de proteção do clima no período após 2012.

O Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) foi fundado em 1990 para facilitar a participação de grupos da sociedade civil brasileira durante o processo da Rio-92 (Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento – UNCED). Desde então, o FBOMS se tornou uma rede com mais de 500 organizações não-governamentais, redes e federações de ambientalistas, sindicatos, associações populares, seringueiros, e grupos de mulheres, jovens e consumidores engajados em políticas e ações locais, nacionais e globais para a sustentabilidade.

No âmbito do FBOMS, o Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas vem, desde 1992, ajudando e organizando seus membros para a participação, monitoramento e análise de políticas nacionais e internacionais sobre mudanças climáticas. O GT Clima também trabalha como representante nacional da Rede Internacional de Ação de Clima (Climate Action Network – CAN).

* www.fboms.org.br
** colaboração enviada por Joluzia Batista

COMUNICADO OFICIAL do SOS PN sobre possibilidade de abertura de PROCESSO contra MOBILIZAÇÃO POPULAR LEGÍTIMA

Amigos e amigas simpatizantes e que já fazem parte do movimento popular legítimo em favor do NOSSO cartão postal SOS PONTA NEGRA,

Quando entrei nessa briga sabia que não seria fácil, por isso tomei todo o cuidado para seguir pelos caminhos da ética, da verdade dos fatos e dos anseios da população, em nenhum momento envolvi nem citei nome de ninguém (empresários, empresas, etc etc) justamente para não deixar brechas para um futuro processo.

Então deixo aqui algumas questões que merecem ser apreciadas antes de pânico ou conclusõies precipitadas:

1. Não há o que alegar. Os empresários vão me processar por que motivo?? Por lutar pelos meus direitos de cidadão?;

2. Em todo o BLOG e em todas as matérias NOSSO movimento deixa bem claro que não estamos contra ninguém e sim A FAVOR DA NOSSA CIDADE E DA NOSSA PRAIA;

3. Em nenhum momento levantamos falsos testemunhos nem fomos levianos. Também não houve exageros de nossa parte na hora de abordar e explicitar a situação, nem somos anarquistas nem sensacionalistas nem nos faltou escrúpulos. Meu intuito foi, desde o início, o de alertar os natalenses sobre o problema, nada mais! Nós queremos é explicações de construtoras que acham que podem lotear nosso cartão postal e ninguém pode falar nada;

4. Empresários estão dizendo que “forças ocultas” estão agindo!! Realmente: é a consciência coletivo invisível que baixou em mais de 2 mil pessoas que já assinaram o abaixo-assinado. Esse é o tamanho da NOSSA minoria;

5. Dá para perceber que, desde que o Prefeito Carlos Eduardo suspendeu as licenças, parte da mídia está comprometida com interesses puramente financeiros. Nós não somos “ambientalistas”, somos “CIDADÃOS E CIDADÃS” interessados em nosso futuro. Felizmente a maior parte da mídia não quer que a cidade padeça;

6. O anúncio publicado pelos empresários é chancelado por arquiteto que têm interesses nas construções e liberação da área para outras obras. O anúncio publicado também não representa a realidade: os prédios estão fora da escala e os projetos não são os originais;

7. Estão querendo confundir a opinião pública com informações tendenciosas e intimidar o movimento com ameaças de processos. Nós não vamos esmorecer, a mobilização continua e os apoios só aumentam e a imagem institucional das empresas só desvaloriza;

8. O SOS Ponta Negra apóia a proposta do Plano Diretor encaminhada pela SEMURB à Câmara dos Vereadores para votação. A Semurb defende a criação de ÁREA DE INTERESSE SOCIAL NA VILA DE PONTA NEGRA, fato que inviabiliza outros arranhas-céus na localidade. O Conplam (que não tem representante de entidades ambientais nem sociais em seus quadros) é a favor da destruição total da Vila;

9. O SOS Ponta Negra pede a todos que não se intimidem com as ameaças de processos, os construtores que entrem com processo contra toda a sociedade interessada em não perder a beleza da praia de Ponta Negra;

10. A movimentação (ABRAÇO GIGANTE) que aconteceu neste último domingo, 8, reuniu cerca de 300 pessoas e representantes das seguintes entidades/instituições: Associação de Moradores dos Parques Residenciais de Ponta Negra e Alagamar, Conselho Comunitário de Ponta Negra, Associação de Moradores da Vila de Ponta Negra, Associação de Capoeira Arte e Vida, Associação dos Vendedores Ambulantes de Ponta Negra, Associação Potiguar Amigos da Natureza, Curso de Meio Ambiente do CEFET/RN, ADURN/UFRN, Amigos do Beco da Lama, Grupo Pau e Lata, Agenda 21, Coletivo Leila Diniz, Ong Natal Voluntários, Instituto Amigos da Vida, taxistas e quiosqueiros. Mais o Ministério Público e a Prefeitura;

11. Não estamos sozinhos, não podemos deixar que nos calem, nós queresmos respeito, nós queremos progresso com responsabilidade, queresmos desenvolvimento sustentável, queremos proteção real e imediata da Vila como Área de Interesse Social. Queremos uma cidade que nos ofereça dignidade cidadã e qualidade de vida;

12. Turista responsável não quer ver prédios no horizonte. Esses prédios que estão contruindo são FLATS de um quarto e 56 metros quadrados. Por acaso é para famílias decentes virem aproveitar nossas belezas naturais e curtir nossa cidade, nossa cultura e nossa gastronomia? Não é um apartamento pequeno demais? Não podemos nos deixar enganar: os prédios são liberados como FLATS e vendidos como apartamentos residenciais. Um disparate!;

12.1. Se as construções forem permitidas, hotéis e motéis irão perder clientes e os problemas sociais (tráfico de drogas e prostituição) só irão aumetar com ‘matadouros’ ao lado do ‘curral’;

13. Emprego?? Que eu saiba só o que está disponível são SUB-EMPREGOS TEMPORÁRIOS. Depois dos prédios prontos o natalense vai ficar do lado de fora da cerca elétrica. Sem falar que construção de praças, calçadas e outras benfeitorias na infra-estrutrura do bairro também gera emprego e beneficia toda a comunidade;

14. O turismo só é o que é por causa da beleza de nosso litoral. Destruir a paisagem é atentar contra a maior fonte de renda do RN;

15. Os empresários da construção civil têm o direito de entrar com processo contra o município, e tenho certeza que o município não vai querer vender seu principal cartão postal. O valor de um prédio pode ser calculado, e o Morro do Careca? Alguém se arrisca a dar um preço??;

16. Os empresários/imobiliárias/construtoras devem abrir o jogo aos investidores estrangeiros: tudo e todos para preservar o que resta da MAGIA DE NOSSO CIDADE;

17. Sugiro aos empresários/imobiliárias/contrutoras, bem como à Semurb e a Prefeitura, ao Ibama-RN e ao Idema, que seja criado um SELO VERDE DE OBRA COMPROMETIDA COM O MEIO AMBIENTE. Tenho certeza que os clientes verão que somos uma cidade moderna que sabe da importância de se preservar a natureza e o futuro;

18. O SOS Ponta Negra sugere ao IDEMA que sejam criadas trilhas ecológicas no Morro do Careca com passeios monitorados;

19. O SOS Ponta Negra não é um movimento político partidário. Trata-se de um movimento popular legítimo que agrega profissionais liberais de diversas áreas de atuação, trabalhadores da praia de Ponta Negra, moradores do bairro (Conjuntos e Vila), estudantes, imprensa e empresários responsáveis que sabem que o futuro da cidade e do turismo depende da preservação imediata da paisagem;

20. A luta e a mobilização continua:

>> Hoje, quarta-feira, dia 11, às 20h, na Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar, haverá Audiência Pública para tratar da área non edificandi da av. Eng . Roberto Freire (entre Via Costeira e Rota do Sol);

>> Na próxima segunda-feira, dia 16, às 14h, na Câmara Municipal, haverá Audiência Pública para tratar do novo Plano Diretor e do futuro da área próxima ao Morro do Careca, mais a transformação (ou não) da Vila de Ponta Negra em Área de Interesse Social – as rendeiras de bilro, pescadores, os Mestres dos Congos de Calçola, Pastoril e Capoeira agradecem a atenção.

p.s.1.: desculpem o período off-line, estou com limitações internéticas caseiras.
p.s.2.: meu celular 84 8804-5195

.: Movimento Cidadão

O que é Movimento SOS Ponta Negra?
atualizado em abril de 2008


Movimento popular sócio-ambiental criado em agosto de 2006 com o objetivo de propor um amplo debate sobre o equilíbrio entre desenvolvimento e qualidade de vida no bairro/praia de Ponta Negra – Natal RN Brasil.

Essa iniciativa tem a ver com consciência e instinto de preservação. Não podemos mais ficar lamentando o que poderia ser feito… temos que fazer o que podemos no momento. É uma iniciativa cidadã para cidadãos e cidadãs!

Mas apoio de políticos/candidatos (ainda mais em ano de eleições gerais) seria muito bem vindo. Qualquer ajuda é bem vinda desde que seja honesta, ética e comprometida. Não adianta só falar, tem que mexer os pauzinhos e evitar essa agressão.

Político, se for conveniente, sinta-se à vontade para postar aqui nesse tópico seu plano para estancar a ferida que inflama a natureza. Firme compromisso com Natal independente de ser eleito ou não. Antes de ser candidato você é um ser humano potiguar de coração.

Parceiros

Conselho Comunitário de Ponta Negra
Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar
Coletivo Leila Diniz
Ministério Público do RN
Natal Voluntários
Ong Resposta
Nativas do Campus UFRN
Movimento pró-Pitimbu
SOS Tabatinga
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Pau e Lata
Tropa Trupe
Capoeira Arte/Vida