.: Terreno vira depósito de lixo em Ponta Negra

TRIBUNA DO NORTE – 07/out/2009
Foto: Elisa Elsie

Prédio da antiga Churrascaria Tererê e hoje serve como depósito de lixo

Um terreno abandonado e um prédio demolido têm incomodado e preocupado moradores de Ponta Negra, no início da Rota do Sol. Trata-se da antiga Churrascaria Tererê, cujo prédio foi derrubado pela metade e hoje virou depósito de lixo. O abandono no local é motivo de reclamação de moradores e donos de empreendimentos do local, que fica ao lado da Restaurante Piazzale.

De acordo com o proprietário do Restaurante, Witame Gomes, o terreno abandonado não incomoda necessariamente, mas preocupa. “Tento impedir que coloquem lixo por lá, mas nem sempre sou bem sucedido. Não dá pra colocar alguém pra vigiar o tempo todo”, diz Witame. Restos de construção e podas de árvores, além de alguns poucos sacos de lixo são um exemplo do entulho que povoa o local.

Já os moradores de um dos condomínios que fica nas proximidades do terreno abandonado reclamam da proliferação de mosquitos e muriçocas, além do acúmulo de lixo. O aposentado Nilbe Gomes diz que tem medo de que o local crie focos de dengue. “Tem uma caixa d’água lá aberta que pode acabar sendo foco de mosquitos da dengue”, diz Nilbe. O morador acrescentou que a situação perdura há dois anos e que ainda não foi tentado um contato com a Prefeitura para resolver o problema.

A reportagem da TN tentou contato com o atual responsável pelo local, mas não conseguiu encontrá-lo.

.: Investidores não querem construir em Ponta Negra [março/09]

TRIBUNA DO NORTE – 11/mar/2009
Foto: João Maria Alves

IMÓVEIS – Ofertas de imóveis para vender é alta e construtoras adiam planos

Um dos bairros preferidos dos investidores estrangeiros, Ponta Negra registra a maior seca de negócios de sua história recente. São centenas de placas anunciando venda espalhadas por ruas como a Jorge Fernandes, homenagem ao potiguar considerado um dos precursores da poesia moderna no Brasil. Ali, em apenas um quarteirão, é possível contar cinco placas de “vende-se”.

Elas anunciam casas de padrão, escondidas por muros altos. Para o vendedor de água mineral e gás João Marcelo Pereira, há seis anos estabelecido na rua, essa quantidade de imóveis à venda só prova uma coisa: a falta de interessados é grande. “Tinha casa aqui na rua que só foi vendida no ano passado porque o proprietário reduziu o valor pela metade”, diz ele.

O diretor para o RN da construtora pernambucana Moura Dubeux, Alvamar Barbosa Jr, conta que recebeu na semana passada proposta para assumir uma obra já licenciada de um prédio de apartamentos de 55 metros em Ponta Negra e nem sentou para conversar. “Se fosse há oito meses não pensaríamos um segundo antes de aceitar, mas agora…” – completa Alvamar.

Ele esteve à frente de uma série de lançamentos simultâneos promovidos pela Moura Dubeux em Natal. Nenhum em Ponta Negra. “Quando chegamos à cidade já sabíamos que Ponta Negra estava fora do que queríamos do mercado – bairros que fossem disputados pelos habitantes locais”, diz.

Salimo Abdul, investidor português com dois projetos em curso em Ponta Negra, diz que a situação de quem colocou euros no bairro é dramática. “Está tudo parado, não se vende nada”, diz Salimo, conhecido entre os amigos pela sinceridade. A situação é tão grave, segundo explica, que outros investidores europeus estão colocando seus empreendimentos em nome de pessoas jurídicas de terceiros só para não perder o licenciamento das obras.

“Há estrangeiros desonestos fazendo propostas espúrias pelos imóveis em construção para levar vantagem”, denuncia Salimo. Para ele, o problema todo se resume a uma questão de identidade cultural. “O natalense não se vê mais morando em Ponta Negra, não tem mais identidade com o bairro”, comenta.

O espanhol Pasquale Brandalise, da incorporadora Albra, faz parte de uma geração de investidores que transferiu todas as suas operações para os bairros do Centro. E, em nenhum momento, considerou construir em Ponta Negra. “Passei dois anos aqui estudando os melhores bairros para investir”, explica ele. “E vimos que Ponta Negra não poderia estar em nossos planos se quiséssemos atingir o natalense”, reconhece.

Hoje, segundo fontes do setor imobiliário, entre 300 a 500 projetos já licenciados em Ponta Negra paralisados por falta de interesse por parte dos incorporadores. A maioria deles são flats que acomodariam uma demanda de turistas europeus em férias.

Kalazans promete reduzir prazo

O secretário municipal de Urbanismo, Kalazans Bezerra, disse ontem tudo que os empresários da construção civil queriam ouvir. A partir de março, todos as análises de grandes empreendimentos, que duravam até mais de três anos, serão concluídos em apenas 60 dias a partir de junho. E que a análise para os licenciamentos de residências serão concluídos em 24 horas a partir de uma estrutura descentralizada, com bases físicas nas Zonas Norte e Sul de Natal.

Kalazans foi mais longe. Prometeu que em 15 dias tornará pública a viabilidade dos licenciamentos já concluídos poderem ter sua tipologia alterada sem prejuízo de perda da licença. “Desde que não fira o meio ambiente e a legislação, acho possível esse tipo de alteração”, declarou o secretário. Kalazans disse que até o final deste mês pretende zerar os 600 licenciamentos pendentes da administração anterior. “Depois disso, vamos examinar os passos seguintes a serem dados”, adiantou.

Entre esses passos, segundo ele, está a possibilidade de parcelamento de tributos municipais que incidem sobre as construtoras e são pagos à vista.

Correio da Tarde – 18/06/08 :: MINISTÉRIO PÚBLICO TENTA IMPEDIR CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS NAS MARGENS DO RIO POTENGI

Foto: Alberto Leandro

MP está preocupado com construções na zona de proteção ambiental
O Ministério Público do Rio Grande do Norte ajuizou Ação Civil Pública junto à 5ª Vara da Fazenda Pública para tentar suspender obras, já iniciadas, e futuros empreendimentos previstos para a Zona de Proteção Ambiental nº 8 (ZPA-8), situada na margem esquerda do Rio Potengi, abrangendo áreas próximas aos manguezais até a praia da Redinha.

Na Ação, o Ministério Público (MP) pede que o Município de Natal seja obrigado a suspender todas as licenças concedidas para construções na ZPA-8 e que não sejam emitidos novos licenciamentos para essa área da cidade.

Para o 12° Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Márcio Luiz Diógenes, “a instalação de edifícios previstos para aquela região poderá criar um cordão de concreto na margem esquerda do Potengi, causando elevação da temperatura nos bairros Potengi e Redinha, devido às barreiras à ventilação natural”. Ele também justifica que os empreendimentos podem elevar os riscos de poluição ao rio e áreas de manguezais, devido à disposição de lixo e infiltração de esgotos no local.

De acordo com a legislação ambiental, as construções em zonas de proteção só podem ser autorizadas após uma regulamentação especial. O que ainda não existe para a ZPA-8. No entanto, os construtores se apóiam no artigo 112 do novo Plano Diretor de Natal, que permite o licenciamento urbanístico e ambiental com base na legislação anterior para projetos protocolados até 90 dias após a publicação da Lei n° 249/07 (PDN). Essa Lei editou as emendas ao Plano, vetadas pelo prefeito em um processo legislativo marcado pela suspeita de ter sido baseado em esquema de propinas para atender os interesses de alguns setores imobiliários da cidade.

Em relação ao artigo 112, o Promotor de Justiça lembra que com a permissão, aproximadamente quinze grandes e médios empreendimentos serão construídos na região, sem que sejam observadas as diretrizes para o reordenamento urbano e ambiental do novo Plano Diretor.

Um dos empreendimentos previstos para aquela área, que está na preparação das fundações, vem sendo executado pela Zeta, e o projeto contempla a construção de sete torres de apartamentos, com quinze andares cada uma. Além desse residencial, outros dois empreendimentos, ainda em fase de licenciamento, são questionados pelo MP, sendo um deles pertencente à Ecocil, também inserido na margem esquerda do Rio Potengi, e outro empreendimento com licença solicitada pelo engenheiro civil José Alvamar, a ser instalado na Zona Especial de Interesse Turístico nº. 4 (ZET 4).

O representante do MP ressalta que “não é de se admitir que interesses de grupos empresariais prevaleçam sobre as pretensões ambientais legítimas da coletividade. Mesmo sob a justificativa de que serão construídas unidades residenciais para milhares de pessoas, com movimentação da economia e geração de empregos”.

Correio da Tarde – 18/06/08 :: MINISTÉRIO PÚBLICO TENTA IMPEDIR CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS NAS MARGENS DO RIO POTENGI

MP está preocupado com construções na zona de proteção ambiental

Foto: Alberto Leandro

O Ministério Público do Rio Grande do Norte ajuizou Ação Civil Pública junto à 5ª Vara da Fazenda Pública para tentar suspender obras, já iniciadas, e futuros empreendimentos previstos para a Zona de Proteção Ambiental nº 8 (ZPA-8), situada na margem esquerda do Rio Potengi, abrangendo áreas próximas aos manguezais até a praia da Redinha.

Na Ação, o Ministério Público (MP) pede que o Município de Natal seja obrigado a suspender todas as licenças concedidas para construções na ZPA-8 e que não sejam emitidos novos licenciamentos para essa área da cidade.

Para o 12° Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Márcio Luiz Diógenes, “a instalação de edifícios previstos para aquela região poderá criar um cordão de concreto na margem esquerda do Potengi, causando elevação da temperatura nos bairros Potengi e Redinha, devido às barreiras à ventilação natural”. Ele também justifica que os empreendimentos podem elevar os riscos de poluição ao rio e áreas de manguezais, devido à disposição de lixo e infiltração de esgotos no local.

De acordo com a legislação ambiental, as construções em zonas de proteção só podem ser autorizadas após uma regulamentação especial. O que ainda não existe para a ZPA-8. No entanto, os construtores se apóiam no artigo 112 do novo Plano Diretor de Natal, que permite o licenciamento urbanístico e ambiental com base na legislação anterior para projetos protocolados até 90 dias após a publicação da Lei n° 249/07 (PDN). Essa Lei editou as emendas ao Plano, vetadas pelo prefeito em um processo legislativo marcado pela suspeita de ter sido baseado em esquema de propinas para atender os interesses de alguns setores imobiliários da cidade.

Em relação ao artigo 112, o Promotor de Justiça lembra que com a permissão, aproximadamente quinze grandes e médios empreendimentos serão construídos na região, sem que sejam observadas as diretrizes para o reordenamento urbano e ambiental do novo Plano Diretor.

Um dos empreendimentos previstos para aquela área, que está na preparação das fundações, vem sendo executado pela Zeta, e o projeto contempla a construção de sete torres de apartamentos, com quinze andares cada uma. Além desse residencial, outros dois empreendimentos, ainda em fase de licenciamento, são questionados pelo MP, sendo um deles pertencente à Ecocil, também inserido na margem esquerda do Rio Potengi, e outro empreendimento com licença solicitada pelo engenheiro civil José Alvamar, a ser instalado na Zona Especial de Interesse Turístico nº. 4 (ZET 4).

O representante do MP ressalta que “não é de se admitir que interesses de grupos empresariais prevaleçam sobre as pretensões ambientais legítimas da coletividade. Mesmo sob a justificativa de que serão construídas unidades residenciais para milhares de pessoas, com movimentação da economia e geração de empregos”.

Jornal de Hoje :: ZONA NORTE COMEÇA A ATRAIR CONSTRUTORES

E pela falta de espaço físico em alguns bairros mais valorizados da cidade como Lagoa Nova, Tirol, Petrópolis, Capim Macio e Ponta Negra, algumas construtoras começam a lançar no mercado empreendimentos na Zona Norte

De acordo com o presidente da Cooperativa Norte-Riograndense de Habitação (CNH), Renato Fernandes, que lançou recentemente um empreendimento com sete torres de 15 andares e 420 apartamentos, a região Norte da cidade “deve atrair daqui pra frente” muitos investimentos, principalmente no setor imobiliário. Ele disse acreditar que o empreendimento lançado pela CNH será o pioneiro de uma série de investimentos que devem fortalecer e valorizar a região, principalmente no que se refere à infra-estrutura de habitação.

>>> Primeiro saturam Ponta Negra: trânsito, saneamento, aumento de IPTU, transporte público insuficiente, praia poluída, sexo turismo… agora o alvo é a Redinha. Estamos de olho e sei de atividades locais que também querem um crescimento responsável e organizado para aquela área. Enquanto isso a bolha imobiliária incha e o prejuízo no futuro é de todos: sem mangues, sem rio, sem praias limpas, sem brisa, sem paisagem…

Jornal de Hoje :: ZONA NORTE COMEÇA A ATRAIR CONSTRUTORES

E pela falta de espaço físico em alguns bairros mais valorizados da cidade como Lagoa Nova, Tirol, Petrópolis, Capim Macio e Ponta Negra, algumas construtoras começam a lançar no mercado empreendimentos na Zona Norte

De acordo com o presidente da Cooperativa Norte-Riograndense de Habitação (CNH), Renato Fernandes, que lançou recentemente um empreendimento com sete torres de 15 andares e 420 apartamentos, a região Norte da cidade “deve atrair daqui pra frente” muitos investimentos, principalmente no setor imobiliário. Ele disse acreditar que o empreendimento lançado pela CNH será o pioneiro de uma série de investimentos que devem fortalecer e valorizar a região, principalmente no que se refere à infra-estrutura de habitação.

>>> Primeiro saturam Ponta Negra: trânsito, saneamento, aumento de IPTU, transporte público insuficiente, praia poluída, sexo turismo… agora o alvo é a Redinha. Estamos de olho e sei de atividades locais que também querem um crescimento responsável e organizado para aquela área. Enquanto isso a bolha imobiliária incha e o prejuízo no futuro é de todos: sem mangues, sem rio, sem praias limpas, sem brisa, sem paisagem…

Nominuto – 28/04/08 :: AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE IMPACTO AMBIENTAL DOS EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS

Audiência realizada na Câmara Municipal de Natal reúne representantes de sindicatos, Secretaria de Turismo e UFRN
Repórteres: Ana Paula Oliveira e Júlio Pinheiro
Foto:Elpídio Júnior
Licenciamento de empreendimentos é discutido na CMN

Com ausência do Ministério Público e do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema), está sendo realizada nesse momento, no plenário da Câmara Municipal de Natal, uma audiência pública para discutir o impacto socioambiental dos empreendimentos imobiliários e turísticos do Estado.

O encontro foi proposto pelo vereador Edivan Martins (PV).

Alguns bugueiros relataram o medo de que os turistas se ausentem da capital potiguar. Segundo eles, se a paisagem for bruscamente modificada com a construção de empreendimentos, os turistas deixariam de vir a Natal para fazer os passeios.

O chefe do departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Aristotelino Monteiro Ferreira, fez apresentação de slides, mostrando fotos e os pontos onde grandes empreendimentos estão sendo ou serão construídos.

Durante a audiência, ele falou também sobre a necessidade de que ocorram estudos mais aprofundados sobre os impactos, antes mesmo das concessões de licenças, que de acordo com ele, são conseguidas muito facilmente, sem que haja, na maioria das vezes, o real conhecimento do impacto ambiental.

Todos os participantes ressaltaram que não são contra os investimentos no Estado, nem tampouco a construção de empreendimentos, mas disseram que é necessário que haja o estudo quanto aos impactos antes da concessão de qualquer licença.

Participam também da audiência pública representantes do Sindicato dos Bugueiros, Secretaria Municipal de Turismo e do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes.

Nominuto – 28/04/08 :: AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE IMPACTO AMBIENTAL DOS EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS

Audiência realizada na Câmara Municipal de Natal reúne representantes de sindicatos, Secretaria de Turismo e UFRN
Repórteres: Ana Paula Oliveira e Júlio Pinheiro
Foto:Elpídio Júnior
Licenciamento de empreendimentos é discutido na CMN

Com ausência do Ministério Público e do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema), está sendo realizada nesse momento, no plenário da Câmara Municipal de Natal, uma audiência pública para discutir o impacto socioambiental dos empreendimentos imobiliários e turísticos do Estado.

O encontro foi proposto pelo vereador Edivan Martins (PV).

Alguns bugueiros relataram o medo de que os turistas se ausentem da capital potiguar. Segundo eles, se a paisagem for bruscamente modificada com a construção de empreendimentos, os turistas deixariam de vir a Natal para fazer os passeios.

O chefe do departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Aristotelino Monteiro Ferreira, fez apresentação de slides, mostrando fotos e os pontos onde grandes empreendimentos estão sendo ou serão construídos.

Durante a audiência, ele falou também sobre a necessidade de que ocorram estudos mais aprofundados sobre os impactos, antes mesmo das concessões de licenças, que de acordo com ele, são conseguidas muito facilmente, sem que haja, na maioria das vezes, o real conhecimento do impacto ambiental.

Todos os participantes ressaltaram que não são contra os investimentos no Estado, nem tampouco a construção de empreendimentos, mas disseram que é necessário que haja o estudo quanto aos impactos antes da concessão de qualquer licença.

Participam também da audiência pública representantes do Sindicato dos Bugueiros, Secretaria Municipal de Turismo e do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes.

Jornal de Hoje :: SUPERVALORIZAÇÃO AMEAÇA SETOR IMOBILIÁRIO NO RN

Preços no mercado está acima do real

Repórter: Riccelli Araújo
Foto: Wellington Rocha

Especialistas alertam: pode existir “bolha imobiliária” em Natal

É cada vez mais comum encontrar pessoas distribuindo, nos sinais de trânsito, panfletos anunciando lançamentos de prédios e condomínios residenciais, o que demonstra o constante crescimento no setor da construção civil. No entanto, uma questão desperta interesse quando se coloca em pauta o crescimento no valor dos imóveis comercializados no mercado local.

De acordo com a professora do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Márcia Bezerra, que realiza estudos e pesquisas no setor, “esse fenômeno de valorização não aconteceu somente em Natal, mas em lugares com economia em desenvolvimento”. No entanto, em função do crescimento do turismo, Natal passou a ser vista como um mercado promissor, tendo atraído a atenção de estrangeiros em investir no imóvel de segunda residência, fator esse que colabora para a valorização do setor imobiliário na capital do RN.

A professora Márcia Bezerra ressalta que o interesse das construtoras em oferecer aos clientes imóveis com alto padrão de qualidade e valores acrescidos, é em virtude do seu próprio interesse em alcançar resultados positivos e uma maior margem de lucro, respondendo então pela grande quantidade de oferta de imóveis de luxo. Esses, na sua maioria, são localizados em bairros de interesse das classes média e média alta, com condições de adquirir tais produtos.

Um dado interessante citado pela professora Márcia Bezerra, e que também contribui para a supervalorização do imóvel, é o fato de que embora seja grande a quantidade de oferta no mercado, o setor da construção civil ainda não consegue suprir a demanda.

Importante também destacar que a valorização ocorre em virtude de um ponto chave para a construção: o terreno. A área territorial da capital não tem grandes dimensões e os espaços disponíveis já não são tantos, gerando uma especulação financeira inicial no terreno. Márcia Bezerra ressalta a necessidade da vigilância do poder público em monitorar espaços considerados de proteção ambiental para que, futuramente, a população não venha a sofrer danos em decorrência de um “boom imobiliário”.

De acordo com a professora, a UFRN vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa para identificar a possível existência de uma “bolha imobiliária” na capital, como ocorreu nos Estados Unidos, o que historicamente não é sustentável em nenhuma economia. Segundo ela, professores e pesquisadores de vários departamentos estão levantando informações e analisando dados estatísticos que possam comprovar esse fenômeno na capital do RN.

É importante destacar que o fenômeno “bolha imobiliária” representa a constatação de que os preços no mercado imobiliário estão bem acima de seu real valor. Entretanto, os compradores continuam dispostos a pagar ainda mais, o que contribui para a geração de um ciclo especulativo difícil de estabelecer um fim. Esse ciclo tem como ameaça uma queda rápida e geral, fazendo dessa forma uma analogia ao estouro de uma bolha de sabão.

Jornal de Hoje :: SUPERVALORIZAÇÃO AMEAÇA SETOR IMOBILIÁRIO NO RN

Preços no mercado está acima do real

Repórter: Riccelli Araújo
Foto: Wellington Rocha

Especialistas alertam: pode existir “bolha imobiliária” em Natal

É cada vez mais comum encontrar pessoas distribuindo, nos sinais de trânsito, panfletos anunciando lançamentos de prédios e condomínios residenciais, o que demonstra o constante crescimento no setor da construção civil. No entanto, uma questão desperta interesse quando se coloca em pauta o crescimento no valor dos imóveis comercializados no mercado local.

De acordo com a professora do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Márcia Bezerra, que realiza estudos e pesquisas no setor, “esse fenômeno de valorização não aconteceu somente em Natal, mas em lugares com economia em desenvolvimento”. No entanto, em função do crescimento do turismo, Natal passou a ser vista como um mercado promissor, tendo atraído a atenção de estrangeiros em investir no imóvel de segunda residência, fator esse que colabora para a valorização do setor imobiliário na capital do RN.

A professora Márcia Bezerra ressalta que o interesse das construtoras em oferecer aos clientes imóveis com alto padrão de qualidade e valores acrescidos, é em virtude do seu próprio interesse em alcançar resultados positivos e uma maior margem de lucro, respondendo então pela grande quantidade de oferta de imóveis de luxo. Esses, na sua maioria, são localizados em bairros de interesse das classes média e média alta, com condições de adquirir tais produtos.

Um dado interessante citado pela professora Márcia Bezerra, e que também contribui para a supervalorização do imóvel, é o fato de que embora seja grande a quantidade de oferta no mercado, o setor da construção civil ainda não consegue suprir a demanda.

Importante também destacar que a valorização ocorre em virtude de um ponto chave para a construção: o terreno. A área territorial da capital não tem grandes dimensões e os espaços disponíveis já não são tantos, gerando uma especulação financeira inicial no terreno. Márcia Bezerra ressalta a necessidade da vigilância do poder público em monitorar espaços considerados de proteção ambiental para que, futuramente, a população não venha a sofrer danos em decorrência de um “boom imobiliário”.

De acordo com a professora, a UFRN vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa para identificar a possível existência de uma “bolha imobiliária” na capital, como ocorreu nos Estados Unidos, o que historicamente não é sustentável em nenhuma economia. Segundo ela, professores e pesquisadores de vários departamentos estão levantando informações e analisando dados estatísticos que possam comprovar esse fenômeno na capital do RN.

É importante destacar que o fenômeno “bolha imobiliária” representa a constatação de que os preços no mercado imobiliário estão bem acima de seu real valor. Entretanto, os compradores continuam dispostos a pagar ainda mais, o que contribui para a geração de um ciclo especulativo difícil de estabelecer um fim. Esse ciclo tem como ameaça uma queda rápida e geral, fazendo dessa forma uma analogia ao estouro de uma bolha de sabão.