.: Com falta de investimento estrangeiro, imobiliárias fecham em Ponta Negra [jan/09]

TRIBUNA DO NORTE – 29/jan/2009
Foto: Júnior Santos

PREJUÍZOS – Waldemir diz que desaceleração causou fechamento de imobiliárias

Com a fuga dos investimentos estrangeiros no Rio Grande do Norte, após o início da crise econômica mundial, o cenário do mercado de imóveis no bairro de Ponta Negra começa a mudar. Um dos locais preferidos para a instalação de escritórios de empresas do setor, a Avenida Erivan França hoje é exemplo de como as imobiliárias – que tinham como foco os investidores internacionais – sofrem com a recessão em outros países.

O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci RN), Waldemir Bezerra, explica que não há números que demonstrem a dimensão dos baques que as imobiliárias estão sentindo. Porém, ele confirma que as empresas estão realmente baixando suas portas, saindo do mercado ou procurando outros pontos de comercialização.

“Uma vez que a crise tirou os investidores internacionais do estado, os escritórios perderam seus clientes. Os negócios em Ponta Negra diminuíram sensivelmente e, no ano passado, as imobiliárias com foco no mercado internacional amargaram um prejuízo muito grande”, declara.

A falta de dados sobre a quantidade de empresas fechadas nos últimos meses se deve ao fato de que muitas delas encerram suas atividades mas não dão baixa na documentação junto ao Creci. Bezerra acredita que somente em abril o órgão poderá estimar um número já que, até março, está sendo cobrada a anuidade do conselho. “Geralmente, descobrimos que as empresas realmente fecharam quando elas não pagam ou a correspondência para pagamento retorna”, explica.

Waldemir Bezerra avalia o cenário com preocupação já que o Rio Grande do Norte, em especial Natal, tem se tornado cada vez mais um destino de segunda residência. “Há quem faça uma leitura que este mercado vai voltar a crescer na Europa ainda este ano. Isso é muito importante para nós já que sabemos que a queda dos investimentos ocorreu porque outros países entraram em recessão e os estrangeiros ficaram mais cautelosos”.

Mudança

O empresário Fred Salsa era um dos sócios da imobiliária Euro que ficava localizada na orla da praia mais famosa de Natal. Porém, depois de aproximadamente cinco anos na área a sociedade terminou e ele, atualmente, se prepara para abrir um novo escritório em Petrópolis.

A imobiliária Imocapital, como será chamado o novo empreendimento de Salsa, foge do foco de Ponta Negra, mercado que já está fraco segundo o empresário. “O movimento estrangeiro caiu bastante nos últimos anos. Continuo com clientes naquela região, mas preferi abrir o escritório em Petrópolis”.

Segundo Fred Salsa, cerca de 60% das vendas realizadas pela Euro eram fruto de investimentos de estrangeiros. O público era variado incluindo espanhóis, noruegueses, italianos e portugueses. A imobiliária foi uma das primeiras a abrir na Erivan França e, de acordo com Fred, após o seu fechamento muitos negócios do mesmo segmento também começaram a deixar a região.

>>> Comentário pertinente: A atual situação [crítica] do mercado imobiliário e os [contínuos] baixos índices no fluxo turístico, refletem a estratégia depreciativa adotada pela especulação imobiliária e a maneira equivocada como foi direcionado o turismo na capital potiguar. A relação é de exploradores e explorados, em vez de parceiros! Formou-se uma bolha ilusória e frágil de prosperidade, comprovando a necessidade de um crescimento urbano responsável e antenado com as características culturais e históricas da cidade.

Jornal de Hoje :: SALÃO IMOBILIÁRIO DE MADRI ATRAI POUCOS INVESTIDORES PARA O ESTADO

Para Fernando Fernandes, a redução no número de visitantes e negócios não prejudicou perspectivas para o RN

Foto: Cedida

Ricardo Abreu

Embora tenha refletido claramente a desvalorização da moeda americana, a edição deste ano do Salón Inmobiliario de Madri – 2008 (Sima 08) continua sendo uma importante vitrine para o Rio Grande do Norte no que se refere à atração de investidores para a aquisição de imóveis de segunda residência.

O evento aconteceu de 8 a 12 de abril no pavilhão de eventos do Campo de las Naciones, numa área com 80 mil metros quadrados, embora tenha registrado um número menor de público e de negócios, segundo o secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes, representante do Governo do Estado durante o evento.

O secretário considera que o evento foi “bom”, embora com tamanho reduzido nos quesitos já citados, mas bastante positivo nos contatos e pré-agendamentos de possíveis investidores, ou seja, de pessoas interessadas em conhecer os projetos apresentados durante o salão e que estão em execução no RN.

No que se refere à projeção do estande do Estado na mídia, Fernando Fernandes afirmou que teve proporção menor em relação ao evento de 2007, que contou com o jogador Ronaldo Nazário e o ator Antonio Banderas, como investidores de imóveis em terras potiguares.

>>> Espero que os novos investidores tenham maior consciência ecológica, pois o RN não merece ser quintal de uma nova colonização!

No que se refere ao desenvolvimento do turismo no Estado, o titular do Turismo relatou duas reuniões importantes com representantes de companhias aéreas, tratando da possibilidade do surgimento de novos vôos vindos da Europa para o RN.

“Conversamos com a Air Europa, que atua no Brasil apenas com vôos para Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). A companhia trabalha com 70 aeronaves e no próximo dia 15 de maio vamos receber seus representantes com o objetivo de conferir se realmente tudo que é anunciado em revistas, folderes e outros materiais de divulgação do RN é verdadeiro, para só então eles realizarem um planejamento para o RN”, disse.

A outra reunião foi com uma companhia que já opera um vôo charter para o Estado, com a possibilidade de transformá-lo em um vôo regular.

De acordo com o diretor da Abreu Imóveis, Ricardo Abreu, “Natal foi o destino brasileiro com mais empreendimentos presentes no evento, e o grande destaque foi o estande do Jacumã Beach Resort, com 400 metros quadrados”. Ele afirma que o volume de vendas surpreendeu a todos. “A equipe da Abreu Exclusives atuou a todo vapor nas vendas e foi procurada para desenvolvimento de novos negócios”, disse.

Durante o evento, a imobiliária fechou negociação para comercializar o empreendimento Aporã, do Grupo Metro e Sat, localizado em Tibau do Sul. Um almoço promovido pela Paraísos do Brasil para apresentação do Jacumã Beach Resort ao mundo empresarial madrileno, rendeu a pré-reserva de 170 empresários interessados em conhecer o empreendimento.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Waldemir Bezerra, “o evento em comparação com os anos anteriores registrou uma movimentação menor, por parte de investidores e pessoas interessadas em comprar um imóvel de segunda residência, levando em conta a crise econômica no mercado americano”, registrando mesmo assim, a importância da presença do Rio Grande do Norte no evento, que colheu alguns resultados positivos.

“O evento teve menos fôlego que os outros anos, mas mesmo assim alguns negócios foram pré-agendados, além do que é sempre importante colocar Natal em evidência, considerando o seu potencial de investimento para imóveis de segunda residência”, disse. Waldemir Bezerra lembrou ainda que o Estado também vai participar, de 25 a 27 de abril, do Salão Imobiliário de Londres.

Um dos pontos citados e que pode contribuir para a diminuição dos investidores em terras potiguares, é o fato de sentirem uma “insegurança jurídica” no que se refere à legislação local de licenciamentos para construção.

VITRINE

Durante o evento, cerca de 20 empreendimentos no RN, em fase de implantação ou prontos para serem executados, foram apresentados. Entre eles: Jacumã Beach Resort, Riviera Ponta Negra, Jacques Cousteau Residence Service, Aporã Pipa Resort, Pipa Vista Hermosa, Lago Azul, Vila Maria, Natal Dream, Brasil Beach Villas e Porto Mirim Beach Village.

Jornal de Hoje :: SALÃO IMOBILIÁRIO DE MADRI ATRAI POUCOS INVESTIDORES PARA O ESTADO

Para Fernando Fernandes, a redução no número de visitantes e negócios não prejudicou perspectivas para o RN

Foto: Cedida

Ricardo Abreu

Embora tenha refletido claramente a desvalorização da moeda americana, a edição deste ano do Salón Inmobiliario de Madri – 2008 (Sima 08) continua sendo uma importante vitrine para o Rio Grande do Norte no que se refere à atração de investidores para a aquisição de imóveis de segunda residência.

O evento aconteceu de 8 a 12 de abril no pavilhão de eventos do Campo de las Naciones, numa área com 80 mil metros quadrados, embora tenha registrado um número menor de público e de negócios, segundo o secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes, representante do Governo do Estado durante o evento.

O secretário considera que o evento foi “bom”, embora com tamanho reduzido nos quesitos já citados, mas bastante positivo nos contatos e pré-agendamentos de possíveis investidores, ou seja, de pessoas interessadas em conhecer os projetos apresentados durante o salão e que estão em execução no RN.

No que se refere à projeção do estande do Estado na mídia, Fernando Fernandes afirmou que teve proporção menor em relação ao evento de 2007, que contou com o jogador Ronaldo Nazário e o ator Antonio Banderas, como investidores de imóveis em terras potiguares.

>>> Espero que os novos investidores tenham maior consciência ecológica, pois o RN não merece ser quintal de uma nova colonização!

No que se refere ao desenvolvimento do turismo no Estado, o titular do Turismo relatou duas reuniões importantes com representantes de companhias aéreas, tratando da possibilidade do surgimento de novos vôos vindos da Europa para o RN.

“Conversamos com a Air Europa, que atua no Brasil apenas com vôos para Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). A companhia trabalha com 70 aeronaves e no próximo dia 15 de maio vamos receber seus representantes com o objetivo de conferir se realmente tudo que é anunciado em revistas, folderes e outros materiais de divulgação do RN é verdadeiro, para só então eles realizarem um planejamento para o RN”, disse.

A outra reunião foi com uma companhia que já opera um vôo charter para o Estado, com a possibilidade de transformá-lo em um vôo regular.

De acordo com o diretor da Abreu Imóveis, Ricardo Abreu, “Natal foi o destino brasileiro com mais empreendimentos presentes no evento, e o grande destaque foi o estande do Jacumã Beach Resort, com 400 metros quadrados”. Ele afirma que o volume de vendas surpreendeu a todos. “A equipe da Abreu Exclusives atuou a todo vapor nas vendas e foi procurada para desenvolvimento de novos negócios”, disse.

Durante o evento, a imobiliária fechou negociação para comercializar o empreendimento Aporã, do Grupo Metro e Sat, localizado em Tibau do Sul. Um almoço promovido pela Paraísos do Brasil para apresentação do Jacumã Beach Resort ao mundo empresarial madrileno, rendeu a pré-reserva de 170 empresários interessados em conhecer o empreendimento.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Waldemir Bezerra, “o evento em comparação com os anos anteriores registrou uma movimentação menor, por parte de investidores e pessoas interessadas em comprar um imóvel de segunda residência, levando em conta a crise econômica no mercado americano”, registrando mesmo assim, a importância da presença do Rio Grande do Norte no evento, que colheu alguns resultados positivos.

“O evento teve menos fôlego que os outros anos, mas mesmo assim alguns negócios foram pré-agendados, além do que é sempre importante colocar Natal em evidência, considerando o seu potencial de investimento para imóveis de segunda residência”, disse. Waldemir Bezerra lembrou ainda que o Estado também vai participar, de 25 a 27 de abril, do Salão Imobiliário de Londres.

Um dos pontos citados e que pode contribuir para a diminuição dos investidores em terras potiguares, é o fato de sentirem uma “insegurança jurídica” no que se refere à legislação local de licenciamentos para construção.

VITRINE

Durante o evento, cerca de 20 empreendimentos no RN, em fase de implantação ou prontos para serem executados, foram apresentados. Entre eles: Jacumã Beach Resort, Riviera Ponta Negra, Jacques Cousteau Residence Service, Aporã Pipa Resort, Pipa Vista Hermosa, Lago Azul, Vila Maria, Natal Dream, Brasil Beach Villas e Porto Mirim Beach Village.

Diário de Natal – 27/03/08 :: CONSTRUTORES ESTÃO ALIVIADOS || SÓ SE FOR COM A CONTINUIDADE DOS LUCROS$$$!!!

Repórter: Viktor Vidal
Foto: Fábio Cortez/DN

Waldemir Bezerra comemorou a decisão do Conplan de liberar as licenças

O setor da construção civil recebeu com alívio a aprovação pelo Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Conplan) da resolução que libera a Prefeitura de Natal a expedir o alvará de construção a cerca de 139 empreendimentos em Ponta Negra paralisados em função da falta de esgotamento sanitário do bairro.

A paralisação das obras, que já dura cerca de oito meses, trouxe uma série de prejuízos aos empreendedores. ‘‘Foi muito justa essa decisão do Conplan, pois as empresas planejaram, gastaram com projeto e não puderam construir por inoperância do poder público’’, avaliou o diretor do sindicato das empresas de construção civil (Sinduscon), Luiz Carlos Cavalcanti.

Na decisão do Conplan, a Prefeitura poderá expedir os alvarás a partir da conclusão de uma obra emergencial da Companhia de Águas e Esgotos do Estado (Caern) que está ampliando a rede de esgotos do bairro. A previsão é que o serviço seja concluído no dia 15 de abril. De acordo com a resolução, a obra vai atender pelo menos mais 2.500 unidades habitacionais.

>>> Como se o problema em Ponta Negra fosse só o saneamento básico!! Antes de tais construções, o bairro precisa de muita mais infra-estrutura para não comprometer a qualidade de vida de seus moradores [e dos futuros moradores também!]. As investidas contra a brisa, a paisagem e a tranqüilidade continuam… Vamos ficar atentos.

Segundo Luiz Carlos Cavalcanti, o maior problema das construtoras foi não poder retornar o capital investido nas obras. ‘‘Esse prejuízo foi muito grande e difícil de quantificar’’. Ele reforçou o interesse do setor em firmar uma parceria público-privada para solucionar os problemas do sistema de esgotamento sanitário de Ponta Negra.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Waldemir Bezerra, comemorou a decisão, mas também fez algumas ressalvas quanto aos prejuízos. ‘‘Ficar parado é correr riscos. Já perdemos investidores e podemos perder mais’’, disse. ‘‘Foi uma boa notícia, apesar de atrasada. Mas antes tarde do que nunca’’, acrescentou.

Outro prejuízo apontado por Bezerra diz respeito à geração de empregos. Levando em conta a contratação de 100 operários por obra, ele calcula que em 100 empreendimentos deixaram de ser gerados 10 mil empregos diretos. A paralisação atingiu ao todo cerca de 139 obras.

O outro lado

A reportagem tentou repercutir a aprovação da resolução com a promotora Gilka da Mata, na manhã de ontem, mas ela não atendeu aos chamados do telefone celular. A assessoria de comunicação do Ministério Público informou que também não conseguiu contato com a promotora.

SAIBA MAIS

A suspensão de alvarás ocorreu depois de uma recomendação do Ministério Público em julho de 2007. A promotora Gilka da Mata sugeriu que a companhia deveria priorizar, em regime de urgência, as obras necessárias à solução dos picos de saturação do sistema para evitar a continuidade de ‘‘extravasamentos detectados’’.

# Diário de Natal – 26/3 :: Conplam libera obras em Ponta Negra

Diário de Natal – 27/03/08 :: CONSTRUTORES ESTÃO ALIVIADOS || SÓ SE FOR COM A CONTINUIDADE DOS LUCROS$$$!!!

Repórter: Viktor Vidal
Foto: Fábio Cortez/DN

Waldemir Bezerra comemorou a decisão do Conplan de liberar as licenças

O setor da construção civil recebeu com alívio a aprovação pelo Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Conplan) da resolução que libera a Prefeitura de Natal a expedir o alvará de construção a cerca de 139 empreendimentos em Ponta Negra paralisados em função da falta de esgotamento sanitário do bairro.

A paralisação das obras, que já dura cerca de oito meses, trouxe uma série de prejuízos aos empreendedores. ‘‘Foi muito justa essa decisão do Conplan, pois as empresas planejaram, gastaram com projeto e não puderam construir por inoperância do poder público’’, avaliou o diretor do sindicato das empresas de construção civil (Sinduscon), Luiz Carlos Cavalcanti.

Na decisão do Conplan, a Prefeitura poderá expedir os alvarás a partir da conclusão de uma obra emergencial da Companhia de Águas e Esgotos do Estado (Caern) que está ampliando a rede de esgotos do bairro. A previsão é que o serviço seja concluído no dia 15 de abril. De acordo com a resolução, a obra vai atender pelo menos mais 2.500 unidades habitacionais.

>>> Como se o problema em Ponta Negra fosse só o saneamento básico!! Antes de tais construções, o bairro precisa de muita mais infra-estrutura para não comprometer a qualidade de vida de seus moradores [e dos futuros moradores também!]. As investidas contra a brisa, a paisagem e a tranqüilidade continuam… Vamos ficar atentos.

Segundo Luiz Carlos Cavalcanti, o maior problema das construtoras foi não poder retornar o capital investido nas obras. ‘‘Esse prejuízo foi muito grande e difícil de quantificar’’. Ele reforçou o interesse do setor em firmar uma parceria público-privada para solucionar os problemas do sistema de esgotamento sanitário de Ponta Negra.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Waldemir Bezerra, comemorou a decisão, mas também fez algumas ressalvas quanto aos prejuízos. ‘‘Ficar parado é correr riscos. Já perdemos investidores e podemos perder mais’’, disse. ‘‘Foi uma boa notícia, apesar de atrasada. Mas antes tarde do que nunca’’, acrescentou.

Outro prejuízo apontado por Bezerra diz respeito à geração de empregos. Levando em conta a contratação de 100 operários por obra, ele calcula que em 100 empreendimentos deixaram de ser gerados 10 mil empregos diretos. A paralisação atingiu ao todo cerca de 139 obras.

O outro lado

A reportagem tentou repercutir a aprovação da resolução com a promotora Gilka da Mata, na manhã de ontem, mas ela não atendeu aos chamados do telefone celular. A assessoria de comunicação do Ministério Público informou que também não conseguiu contato com a promotora.

SAIBA MAIS

A suspensão de alvarás ocorreu depois de uma recomendação do Ministério Público em julho de 2007. A promotora Gilka da Mata sugeriu que a companhia deveria priorizar, em regime de urgência, as obras necessárias à solução dos picos de saturação do sistema para evitar a continuidade de ‘‘extravasamentos detectados’’.

# Diário de Natal – 26/3 :: Conplam libera obras em Ponta Negra

Jornal de Hoje/Coluna Hoje na Economia – 17/03 :: ARTIGO DE JOSÉ MÁRIO DOS SANTOS SIQUEIRA || "MÃE LUÍZA É O QG DO CRIME"

Colunista: Marcos Aurélio de Sá

A Semurb, a violência, Mãe Luíza e o Plano Diretor

Diante da importância do tema e do caráter oportuno do seu enfoque em meio às discussões sobre o modelo de política de expansão urbana que se pretende para Natal, a coluna abre seu espaço para a publicação de artigo do engenheiro civil e empresário José Mário dos Santos Siqueira, enviado via internet.

José Mário dos Santos Siqueira
Engenheiro civil e empresário

O problema do acúmulo de processos de licenciamento para construções no município de Natal não pode continuar da forma como se apresenta.

Leva-se meses e até mais de ano para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo aprovar (ou não) uma licença de construção, o que faz a própria Prefeitura de Natal perder uma arrecadação não desprezível, junto com o Estado e a União, sem falar na imposição de obstáculos que freiam a evolução de toda a cadeia produtiva que gira em torno da construção civil, conhecida pela velocidade com que desencadeia efeitos multiplicadores em muitos outros setores da economia, isso em qualquer parte do mundo.

Li alguém sugerindo a contratação pela Prefeitura, em caráter emergencial, de especialistas vinculados à UFRN, ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, ao IAB/RN (Instituto dos Arquitetos do Brasil) ou mesmo de escritórios de arquitetura de renome e boa reputação, para dar uma ajuda suplementar às equipes da Semurb na análise das centenas de projetos pendentes, de modo a acelerar as aprovações (ou rejeições) e evitar tantos prejuízos em cadeia.

Acho que a idéia é boa, principalmente se os contratados forem pagos por produtividade, situação em que a Prefeitura se livraria do risco de gastar dinheiro público sem obter retorno. É claro que a última palavra sobre os trabalhos realizados via terceirização sempre teria que caber à Semurb, para que ela jamais perdesse suas atribuições legais de órgão regulador e licenciador. Enfim, o que ela estaria contratando seria um assessoramento eventual, justificado pelo acúmulo ocasional de processos, em vez de partir para a condenável superlotação do seu quadro permanente de funcionários, como gostam de fazer certos gestores irresponsáveis no manuseio das verbas do erário.

Outro assunto que está quase todos os dias nas páginas dos jornais de Natal é a violência que anda virando rotina no elegante bairro de Petrópolis. Assaltos em lojas, cafés, restaurantes, casas de câmbio e lotéricas se repetem com enorme freqüência, alguns com direito a tiroteios cinematográficos e até mortes.

Os assaltantes vêm geralmente do Morro de Mãe Luiza. É lá que funciona o quartel-general do crime que aterroriza o chamado Plano Palumbo, que está sofrendo as conseqüências de um esquema de distribuição de drogas, um centro de marginalização da pesada, onde existem trocas de tiros todas as noites. Trata-se de um inferno que tende a piorar com o passar do tempo, sem que o Estado tome uma providência.

Uma dessas providências poderia ser a revogação da lei municipal que proíbe o remembramento de terrenos localizados no bairro de Mãe Luíza, de modo a que dois ou mais lotes pudessem ser unificados e passar a servir para a construção de casas ou edifícios de melhor padrão, o que ocasionaria a atração da classe média para o local, um dos mais bonitos da cidade.

No Plano Diretor aprovado na administração do prefeito Aldo Tinoco, por proposta de um núcleo sectário e retrogrado de arquitetos e professores lotados na UFRN, se estabeleceu que, para ‘proteger’ Mãe Luiza de investidas da iniciativa privada, ficou proibida a reunião de imóveis naquele bairro.

Ora, como em Mãe Luiza todos os imóveis, frutos de invasões de favelados em décadas passadas, são de tamanhos bastante modestos, com a proibição de reunir lotes se inviabilizou automaticamente a construção ali de edifícios ou qualquer outro tipo de empreendimento imobiliário de melhor nível. Tenho a impressão de que isso até fere a Constituição Federal, mas como esta não é minha seara deixo a questão a cargo dos juristas e até gostaria de ouvir a opinião de alguns deles sobre esse provável atentado ao direito de propriedade. Quem souber que se pronuncie.

Considero porém que para retirar a bandidagem de Mãe Luíza é preciso mudar essa legislação que impede a reunião de lotes naquela área. Isso ocorrendo, a iniciativa privada passará a ter interesse em investir no bairro, o que acabaria por mudar o seu perfil.

É claro que a maioria dos moradores de Mãe Luiza é formada por gente de bem, gente trabalhadora e honesta que, em função dessa lei vigente, está sendo prejudicada. Seus imóveis valem hoje muito pouco, uma mixaria na verdade, justamente porque nada ali pode ser construído com o intuito de se agregar valor. Em outras palavras: a lei obriga os moradores do bairro a viver na pobreza quase extrema, sem o direito de aspirar o desenvolvimento social e econômico, a não ser que se mudem para outro bairro.

Se fosse permitida a reunião de lotes, o valor dos imóveis do bairro se multiplicaria automaticamente. E quando os primeiros lotes fossem vendidos, ocorreria aumento de procura e esse valor aumentaria mais ainda. É assim que o mercado funciona.

Quem não está vendo o processo que se iniciou na continuação da avenida Getúlio Vargas, na rua Pinto Martins? Os proprietários estão negociando seus imóveis porque estão recebendo propostas muito vantajosas, inclusive de permuta por área construída em futuros prédios de apartamentos. Pois bem: liberando-se o bairro de Mãe Luiza, lá será o lugar onde os futuros investimentos serão implementados, após a ocupação da Pinto Martins.

Evidentemente que irá aparecer gente para dizer que “estão querendo expulsar o povo de Mãe Luiza para dar lugar aos ricos”. E muitos irão até o morro com palavras eloquentes, fazer discursos anti-capitalistas, ou seja, em defesa da manutenção no bairro de um dia-a-dia eterno de pobreza e de violência. Talvez até digam, mentindo, que as empresas construtoras tomarão — a troco de nada — as casas da população. E não vai faltar quem acredite. Mas eu particularmente acho que muitos proprietários preferirão vender, porque suas casas irão valer o que nunca valeram antes.

Nosso prefeito Carlos Eduardo, por exemplo, mora num excelente apartamento na beira-mar da Via Costeira, de costas para Mãe Luíza, avaliado em mais de R$ 2 milhões. Se oferecessem R$ 4 milhões pelo imóvel dele, será que ele venderia? No mínimo ele pararia para analisar uma proposta tão tentadora, que lhe daria condições de comprar outro imóvel do mesmo gabarito e ainda lhe sobraria um bom dinheiro para custear sua próxima campanha.

Pois bem: os proprietários de imóveis de Mãe Luiza se sentiriam dessa forma, com a valorização imediata de seus imóveis que hoje valem muito pouco. Após o bairro de Mãe Luiza está a Via Costeira com seus hotéis, que talvez sejam as próximas vítimas da bandidagem se as coisas não mudarem, num cenário nada animador para o nosso turismo.

Quanto custaria essa mudança para o poder público municipal? Nada. Bastaria ao prefeito assinar uma folha de papel e se esforçar junto à Câmara de Vereadores para que essa lei retrógrada seja mudada e se crie uma nova lei para ocupação dos espaços no Bairro.

Vamos torcer para que nosso prefeito tenha competência e dê um jeito na Semurb. E torcer mais ainda para que sua cabeça fique mais arejada, acabando essa sua pré-disposição contra a iniciativa privada, notadamente contra a construção civil.

Enquanto isso, após cada assalto dos bandidos em Petrópolis, as pessoas se lembrarão do que o alcaide já poderia ter feito e ainda não fez.

Jornal de Hoje/Coluna Hoje na Economia – 17/03 :: ARTIGO DE JOSÉ MÁRIO DOS SANTOS SIQUEIRA || "MÃE LUÍZA É O QG DO CRIME"

Colunista: Marcos Aurélio de Sá

A Semurb, a violência, Mãe Luíza e o Plano Diretor

Diante da importância do tema e do caráter oportuno do seu enfoque em meio às discussões sobre o modelo de política de expansão urbana que se pretende para Natal, a coluna abre seu espaço para a publicação de artigo do engenheiro civil e empresário José Mário dos Santos Siqueira, enviado via internet.

José Mário dos Santos Siqueira
Engenheiro civil e empresário

O problema do acúmulo de processos de licenciamento para construções no município de Natal não pode continuar da forma como se apresenta.

Leva-se meses e até mais de ano para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo aprovar (ou não) uma licença de construção, o que faz a própria Prefeitura de Natal perder uma arrecadação não desprezível, junto com o Estado e a União, sem falar na imposição de obstáculos que freiam a evolução de toda a cadeia produtiva que gira em torno da construção civil, conhecida pela velocidade com que desencadeia efeitos multiplicadores em muitos outros setores da economia, isso em qualquer parte do mundo.

Li alguém sugerindo a contratação pela Prefeitura, em caráter emergencial, de especialistas vinculados à UFRN, ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, ao IAB/RN (Instituto dos Arquitetos do Brasil) ou mesmo de escritórios de arquitetura de renome e boa reputação, para dar uma ajuda suplementar às equipes da Semurb na análise das centenas de projetos pendentes, de modo a acelerar as aprovações (ou rejeições) e evitar tantos prejuízos em cadeia.

Acho que a idéia é boa, principalmente se os contratados forem pagos por produtividade, situação em que a Prefeitura se livraria do risco de gastar dinheiro público sem obter retorno. É claro que a última palavra sobre os trabalhos realizados via terceirização sempre teria que caber à Semurb, para que ela jamais perdesse suas atribuições legais de órgão regulador e licenciador. Enfim, o que ela estaria contratando seria um assessoramento eventual, justificado pelo acúmulo ocasional de processos, em vez de partir para a condenável superlotação do seu quadro permanente de funcionários, como gostam de fazer certos gestores irresponsáveis no manuseio das verbas do erário.

Outro assunto que está quase todos os dias nas páginas dos jornais de Natal é a violência que anda virando rotina no elegante bairro de Petrópolis. Assaltos em lojas, cafés, restaurantes, casas de câmbio e lotéricas se repetem com enorme freqüência, alguns com direito a tiroteios cinematográficos e até mortes.

Os assaltantes vêm geralmente do Morro de Mãe Luiza. É lá que funciona o quartel-general do crime que aterroriza o chamado Plano Palumbo, que está sofrendo as conseqüências de um esquema de distribuição de drogas, um centro de marginalização da pesada, onde existem trocas de tiros todas as noites. Trata-se de um inferno que tende a piorar com o passar do tempo, sem que o Estado tome uma providência.

Uma dessas providências poderia ser a revogação da lei municipal que proíbe o remembramento de terrenos localizados no bairro de Mãe Luíza, de modo a que dois ou mais lotes pudessem ser unificados e passar a servir para a construção de casas ou edifícios de melhor padrão, o que ocasionaria a atração da classe média para o local, um dos mais bonitos da cidade.

No Plano Diretor aprovado na administração do prefeito Aldo Tinoco, por proposta de um núcleo sectário e retrogrado de arquitetos e professores lotados na UFRN, se estabeleceu que, para ‘proteger’ Mãe Luiza de investidas da iniciativa privada, ficou proibida a reunião de imóveis naquele bairro.

Ora, como em Mãe Luiza todos os imóveis, frutos de invasões de favelados em décadas passadas, são de tamanhos bastante modestos, com a proibição de reunir lotes se inviabilizou automaticamente a construção ali de edifícios ou qualquer outro tipo de empreendimento imobiliário de melhor nível. Tenho a impressão de que isso até fere a Constituição Federal, mas como esta não é minha seara deixo a questão a cargo dos juristas e até gostaria de ouvir a opinião de alguns deles sobre esse provável atentado ao direito de propriedade. Quem souber que se pronuncie.

Considero porém que para retirar a bandidagem de Mãe Luíza é preciso mudar essa legislação que impede a reunião de lotes naquela área. Isso ocorrendo, a iniciativa privada passará a ter interesse em investir no bairro, o que acabaria por mudar o seu perfil.

É claro que a maioria dos moradores de Mãe Luiza é formada por gente de bem, gente trabalhadora e honesta que, em função dessa lei vigente, está sendo prejudicada. Seus imóveis valem hoje muito pouco, uma mixaria na verdade, justamente porque nada ali pode ser construído com o intuito de se agregar valor. Em outras palavras: a lei obriga os moradores do bairro a viver na pobreza quase extrema, sem o direito de aspirar o desenvolvimento social e econômico, a não ser que se mudem para outro bairro.

Se fosse permitida a reunião de lotes, o valor dos imóveis do bairro se multiplicaria automaticamente. E quando os primeiros lotes fossem vendidos, ocorreria aumento de procura e esse valor aumentaria mais ainda. É assim que o mercado funciona.

Quem não está vendo o processo que se iniciou na continuação da avenida Getúlio Vargas, na rua Pinto Martins? Os proprietários estão negociando seus imóveis porque estão recebendo propostas muito vantajosas, inclusive de permuta por área construída em futuros prédios de apartamentos. Pois bem: liberando-se o bairro de Mãe Luiza, lá será o lugar onde os futuros investimentos serão implementados, após a ocupação da Pinto Martins.

Evidentemente que irá aparecer gente para dizer que “estão querendo expulsar o povo de Mãe Luiza para dar lugar aos ricos”. E muitos irão até o morro com palavras eloquentes, fazer discursos anti-capitalistas, ou seja, em defesa da manutenção no bairro de um dia-a-dia eterno de pobreza e de violência. Talvez até digam, mentindo, que as empresas construtoras tomarão — a troco de nada — as casas da população. E não vai faltar quem acredite. Mas eu particularmente acho que muitos proprietários preferirão vender, porque suas casas irão valer o que nunca valeram antes.

Nosso prefeito Carlos Eduardo, por exemplo, mora num excelente apartamento na beira-mar da Via Costeira, de costas para Mãe Luíza, avaliado em mais de R$ 2 milhões. Se oferecessem R$ 4 milhões pelo imóvel dele, será que ele venderia? No mínimo ele pararia para analisar uma proposta tão tentadora, que lhe daria condições de comprar outro imóvel do mesmo gabarito e ainda lhe sobraria um bom dinheiro para custear sua próxima campanha.

Pois bem: os proprietários de imóveis de Mãe Luiza se sentiriam dessa forma, com a valorização imediata de seus imóveis que hoje valem muito pouco. Após o bairro de Mãe Luiza está a Via Costeira com seus hotéis, que talvez sejam as próximas vítimas da bandidagem se as coisas não mudarem, num cenário nada animador para o nosso turismo.

Quanto custaria essa mudança para o poder público municipal? Nada. Bastaria ao prefeito assinar uma folha de papel e se esforçar junto à Câmara de Vereadores para que essa lei retrógrada seja mudada e se crie uma nova lei para ocupação dos espaços no Bairro.

Vamos torcer para que nosso prefeito tenha competência e dê um jeito na Semurb. E torcer mais ainda para que sua cabeça fique mais arejada, acabando essa sua pré-disposição contra a iniciativa privada, notadamente contra a construção civil.

Enquanto isso, após cada assalto dos bandidos em Petrópolis, as pessoas se lembrarão do que o alcaide já poderia ter feito e ainda não fez.

Nominuto – 16/03/08 :: MERCADO IMOBILIÁRIO POTIGUAR AINDA VAI CRESCER POR MAIS 30 ANOS

A previsão é baseada em análise dos aspectos econômicos, climáticos e geográficos. O crescimento do Salão Imobiliário do RN reflete bom momento do setor

Repórter: Itaércio Porpino
Foto: Vlademir Alexandre

Os inúmeros e variados lançamentos do Salão Imobiliário do RN fefletem bom momento do setor. O mercado imobiliário potiguar ainda deve crescer expressivamente pelos próximos 30 anos. A previsão é do presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Waldemir Bezerra.

A afirmação de Bezerra à revista Negócios Imobiliários, edição de março, se baseia numa análise dos aspectos econômicos, climáticos e geográficos, e também num relatório elaborado pelo próprio conselho que mostra o aumento de pelo menos 340% do número de profissionais da área nos últimos três anos.

>>> Pergunto: Se ainda restam três décadas de ‘farra’ imobiliária, então pra quê toda essa pressa [dos construtores] em faturar em cima da natureza, da degradação ambiental, dos menos favorecidos e da boa vontade alheia. O tal ‘crescimento’ que estão nos impondo, vem lapidando continuamente NOSSA dignidade, NOSSA cidade, NOSSO bairro e NOSSA praia.

O crescimento do VII Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte, que está sendo realizado no Centro de Convenções de Natal, reflete o bom momento do setor. Esta edição teve um incremento em 50% no número de grupos internacionais e de 30% na quantidade de empresas nacionais, o que resultou no acréscimo de 82 empresas em relação à edição passada.

A feira imobiliária, que já é a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para a de São Paulo, começou quarta-feira (12) e termina neste domingo (16), às 22h, com expectativas de que os negócios movimentem em torno de R$ 60 milhões.

A chegada de novas e grandes incorporadoras nacionais da construção civil em Natal e de grupos internacionais, como o Eurogreen, de Portugal, Promaga, Casa Azahar, Sanchez e Valero Brasil, todos da Espanha, também é um indicativo do potencial do mercado local.

O presidente do Creci, Waldemir Bezerra, estima que os investimentos neste ano de 2008 tenham um crescimento entre 20% e 25%. O turismo de segunda residência é, na avaliação dele, o principal responsável por esse incremento.

Para Bezerra, o momento econômico propicia o desenvolvimento no setor. “A moeda está estável, estamos tendo queda na taxa de juros e maior oferta de empregos. Também os bancos estão oferecendo mais facilidade e maior volume de crédito nas linhas de financiamento. Outro dado importante é o aumento no poder aquisitivo das classes sociais C, D e E”, diz.

Soma-se a isso os fatores climáticos e geográficos e uma divulgação eficiente do destino Natal no exterior.

Serviço:

O VII Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte é aberto das 14h às 22h, no Centro de Convenções de Natal.

Nominuto – 16/03/08 :: MERCADO IMOBILIÁRIO POTIGUAR AINDA VAI CRESCER POR MAIS 30 ANOS

A previsão é baseada em análise dos aspectos econômicos, climáticos e geográficos. O crescimento do Salão Imobiliário do RN reflete bom momento do setor

Repórter: Itaércio Porpino
Foto: Vlademir Alexandre

Os inúmeros e variados lançamentos do Salão Imobiliário do RN fefletem bom momento do setor. O mercado imobiliário potiguar ainda deve crescer expressivamente pelos próximos 30 anos. A previsão é do presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Waldemir Bezerra.

A afirmação de Bezerra à revista Negócios Imobiliários, edição de março, se baseia numa análise dos aspectos econômicos, climáticos e geográficos, e também num relatório elaborado pelo próprio conselho que mostra o aumento de pelo menos 340% do número de profissionais da área nos últimos três anos.

>>> Pergunto: Se ainda restam três décadas de ‘farra’ imobiliária, então pra quê toda essa pressa [dos construtores] em faturar em cima da natureza, da degradação ambiental, dos menos favorecidos e da boa vontade alheia. O tal ‘crescimento’ que estão nos impondo, vem lapidando continuamente NOSSA dignidade, NOSSA cidade, NOSSO bairro e NOSSA praia.

O crescimento do VII Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte, que está sendo realizado no Centro de Convenções de Natal, reflete o bom momento do setor. Esta edição teve um incremento em 50% no número de grupos internacionais e de 30% na quantidade de empresas nacionais, o que resultou no acréscimo de 82 empresas em relação à edição passada.

A feira imobiliária, que já é a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para a de São Paulo, começou quarta-feira (12) e termina neste domingo (16), às 22h, com expectativas de que os negócios movimentem em torno de R$ 60 milhões.

A chegada de novas e grandes incorporadoras nacionais da construção civil em Natal e de grupos internacionais, como o Eurogreen, de Portugal, Promaga, Casa Azahar, Sanchez e Valero Brasil, todos da Espanha, também é um indicativo do potencial do mercado local.

O presidente do Creci, Waldemir Bezerra, estima que os investimentos neste ano de 2008 tenham um crescimento entre 20% e 25%. O turismo de segunda residência é, na avaliação dele, o principal responsável por esse incremento.

Para Bezerra, o momento econômico propicia o desenvolvimento no setor. “A moeda está estável, estamos tendo queda na taxa de juros e maior oferta de empregos. Também os bancos estão oferecendo mais facilidade e maior volume de crédito nas linhas de financiamento. Outro dado importante é o aumento no poder aquisitivo das classes sociais C, D e E”, diz.

Soma-se a isso os fatores climáticos e geográficos e uma divulgação eficiente do destino Natal no exterior.

Serviço:

O VII Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte é aberto das 14h às 22h, no Centro de Convenções de Natal.

Comunicação MST :: INVESTIMENTOS NO LITORAL DO RN SERVE DE LAVANDERIA PARA DINHEIRO SUJO

por Mariana Duque
Comunicação MST

[...] Enquanto as opiniões se dividem de forma clara quanto à compra de terras para a agricultura ou para a preservação de florestas, por ora os investimentos estrangeiros em imóveis urbanos parecem não ser motivo de uma celeuma da mesma proporção.

Ao menos é a opinião de Waldemir Bezerra, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte. Com 32 anos de mercado imobiliário, ele acaba de investir na ampliação do escritório na praia de Ponta Negra, em Natal, para atender melhor aos estrangeiros, com secretárias que falam quatro idiomas. Ele conta que nos últimos cinco anos as terras no estado tiveram uma valorização média de 1.000%.

No estado não se compra um flat por menos de 50 mil euros. Um chalé de cerca de 250 metros quadrados chega a custar 700 mil euros. Os principais interessados são os espanhóis, seguidos pelos portugueses, ingleses, franceses e holandeses. “Dinheiro é sempre bem-vindo, ele movimenta toda a economia”, garante Bezerra.

Por outro lado, há os que escolham as belas praias para lavagem de dinheiro. No ano passado, a polícia prendeu uma quadrilha européia que investiu em imóveis para lavar dinheiro de tráfico e prostituição. A euforia de turistas estrangeiros, é bom lembrar, ainda que irrigue a economia, tem o lado perverso, como a sobrecarga dos serviços públicos, normalmente deficitários.

Não são poucos os casos no litoral nordestino de investidores internacionais que simplesmente fecham trechos de praia sem se importar com a comunidade do entorno. Como diz Bezerra, dinheiro é bem-vindo, no turismo ou no campo, mas desde que as regras sejam obedecidas.

# Escritório Nacional do MST- RJ
. Telefones: (21) 2533.6556 / (21) 9736.3678