.: Esgoto jorra direto no Rio Pitimbu

DIÁRIO DE NATAL – 03/out/2009
Foto: D’Luca

Crianças brincam nas águas poluídas do trecho que passa pela Zona Oeste

Moradores do Planalto culpam condomínio pela poluição. Semurb diz que problema é causado por ligações clandestinas

Moradores do Planalto, Zona Oeste de Natal, denunciam um suposto crime ambiental ocorrido num trecho do Rio Pitimbu conhecido como ‘Rio das Mangueiras’. Por trás de um muro, onde estão dois condomínios de classe média, água servida e sujeira jorram até a mata localizada entre o rio e o condomínio. No local, mau cheiro e mosquitos chamam a atenção. Por baixo da terra, parte da água segue até o leito a cerca de 1km do muro.

O Diário de Natal recebeu, por email, uma denúncia de um homem identificado como Rodrigo Igor. Ele conta que a filha, aluna de uma escola municipal do Planalto, foi fazer um trabalho de campo no Pitimbu e voltou horrorizada. “Todos ficaram abismados com o que encontraram, tanto no meio do caminho, quanto ao largo do rio. Pela quantidade de lixo e esgoto dos condomínios de luxo da Cidade Satélite que desembocam no leito do Pitimbu”.

O trecho é usado para banho, churrasco e pesca, e algumas pessoas chegam a beber a água que vem do esgoto. O auxiliar de operador de máquinas, Golfinho Tavares, se disse surpreso. “Eu não sabia que era água do esgoto. Já bebi. Que coisa”. Às margens do rio, há sujeira espalhada pelos próprios freqüentadores, como latas, papéis e plásticos.

A reportagem entrou em contato com o Idema, mas o órgão afirmou que não há denúncia formal sobre o problema.

Tubulações

O setor de supervisão de fiscalização ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) responsabilizou os moradores do Planalto por fazerem ligações clandestinas na tubulação da rede coletora de água pluvial da região. Os fiscais da Semurb tomaram conhecimento da situação em outubro do ano passado.

De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura, Demétrio Torres, a pasta pode ajudar na fiscalização da rede de drenagem local, mas precisa ser notificada pela Semurb para realizar o trabalho, o que até o momento não foi feito. “Não houve contato porque os fiscais devem estar concluindo a perícia para depois prepararem os laudos”, disse.

>>> Comentário pertinente: Espero ações enérgicas do senhor Kalazans Bezerra, reconhecido por levantar a bandeira do Rio Pitimbu e que agora é titular da Semurb. A situação é calamitosa e urgente, que necessita de rapidez e rigor.

.: Parque da Cidade em meio a impasse

DIÁRIO DE NATAL – 22/set/2009
Foto: Marcone/DN

Discordância entre prefeitura e construtora sobre responsabilidade da conclusão da obra atrasa serviços

A retomada das obras do Parque Dom Nivaldo Monte, mais conhecido como Parque da Cidade, depende da resolução de um impasse jurídico envolvendo a construtora Cinzel e a Prefeitura de Natal, que discordam sobre a quem caberia responsabilidade de terminar as obras. O processo, que está sendo conduzido pela Procuradoria Geral do Município (PGN), pretende resolver uma série de problemas relacionados ao Parque da Cidade, que atualmente funciona apenas como espaço de cooper. A torre conhecida como “olho”, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e o Memorial da Cidade, museu que funcionava na construção, estão fechados ao público.

O contrato com a empreiteira Cinzel, contratada para realizar as obras, terminou e a garantia de conclusão das obras que expirou em outubro. Outro agravante foi a construção do parque em terrenos particulares e em terrenos do município sem escritura pública. “Estamos na expectativa que em outubro esse impasse jurídico seja resolvido”, explica o secretário Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Kalazans Bezerra. Os defeitos técnicos verificados na estrutura do parque inviabiliza a visitação da população. Segundo ele, a construtora recebeu pagamento antecipado para concluir as obras em 2008, mas entregou um parque sem condição de funcionamento.

Ainda em 2008, a visitação à torre e ao setor administrativo foi suspensa por recomendação do Tribunal de Contas do Estado, como forma de garantir a segurança dos visitantes. “O parque não oferece e nunca ofereceu condições seguras para a população utilizá-lo”, declara Kalazans. Em julho deste ano, ele afirmou que a retomada da obra dependia apenas da definição de um cronograma por parte da empresa.

As obras estão paralisadas desde junho deste ano e só serão retomadas depois que a Procuradoria definir quem vai realizar os reparos técnicos. “Há uma discordância entre a Semopi, que acompanha a obra, e a empresa”, revela. Para resolver o impasse, a Semurb estuda duas possibilidades: fechar um novo contrato com a empresa Cinzel ou fazer uma nova licitação para contratar outra empresa, que vai construir o que estava previsto no cronograma inicial e nem chegou a ser iniciado. Ele deixa claro que este ano a prefeitura não pagou os serviços de reparação, por que a construtora foi paga para entregar a obra sem nenhum problema.

O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo explica que a empreiteira reivindica receber reajuste de R$100 mil referente as tarifas contabilizadas ainda em 2008. Mas segundo Kalazans, a equipe da Semopi afirma que o valor dos reparos que a empresa precisa realizar é superior ao reajuste que deveria receber, e por isso não vai pagar.

Depois que o contrato expirou, a construtora Cinzel realizou trabalhos para reparar os problemas técnicos verificados na estrutura do parque. Durante cinco meses, a construtora reparou infiltrações, corrigiu as rachaduras nas paredes, concluiu o piso e realizou reparos na calçada, que estava quebrada. “De junho para cá, a empresa abandonou a obra”.

Problemas

A lista do que precisa ser concluído é longa e inclui oacesso por Cidade Nova e a construção da Casa do Lixo, que vai armazenar o lixo produzido no parque da cidade e realizar a triagem do lixo reciclável do orgânico. Além disso, é preciso modificar as instalações elétricas de todo o parque devido ao consumo de energia excessivo e alterar a instalação dos ar-condicionados. Cercar o parque, construir o módulo de apoio à população e encontrar o destino ideal para o esgoto sanitário somam-se à lista. O caso está sendo acompanhado pelo Tribunal de Contas do Estado. Segundo o secretário, este problema precisa ser esclarecido, por se tratar de uma obra que custou milhões de reais aos cofres públicos.

A reportagem do Diário de Natal entrou em contato com a construtora Cinzel, no Recife, porém foi informada de que o engenheiro responsável pela obra, Marcos Peixoto, estava na Bahia. Ele não atendeu às ligações feitas para seu celular.

>>> Comentário pertinente: Até quando veremos NOSSO dinheiro ir para o ralo com obras inacabadas? Até quando assistiremos a não continuidade de um ótimo projeto por questões políticas? Só nos resta reforçar o coro da Plebe Rude: “até quando esperar? A plebe ajoelhar esperando a ajuda de Deus/Jah/Alá/Zeus/Buda…”

.: População deslocada de Ponta Negra para o Planalto sofre com a falta de estrutura

DIÁRIO DE NATAL – 09/jul/2009
por Rafael Duarte

Quando morava em Ponta Negra, a dona de casa Vânia da Silva tinha praia, padaria, farmácia, mercado, escola e posto de saúde à disposição dela, do marido e dos dois filhos. A casa era simples, de um quarto, mas abrigava a turma toda.

Desde o dia 30 de junho, no entanto, a vida dela e mais 50 famílias que moravam nas ruas Brisa do Mar e Curimatã, no conjunto Alagamar, em Ponta Negra, mudou. Autorizada pela Justiça, a prefeitura demoliu, há quatro anos e meio, todos os barracos irregulares da área. Na época, a comunidade foi distribuída em casas alugadas pelo município até que se concluíssem obras de um conjunto habitacional. Parte do problema foi resolvido.

As casas, de alvenaria com dois quartos, sala, banheiro e cozinha começaram a ser entregues na semana passada no conjunto Miramangue, no bairro Planalto II, Zona Oeste. Mas não há infra-estrutura na região. A impressão é de que as famílias conquistaram o sonho da casa própria pela metade.

O acesso é por uma estrada de terra e areia fofa. A parada de ônibus mais próxima está a 15 minutos. Não há escola, posto de saúde, delegacia e mercado. A maioria das crianças está sem aula. O caminhão do lixo não passa.

Alguns improvisaram bodegas para abastecer a comunidade e ganhar dinheiro. “A gente vende o básico. No dia em que chegamos não tinha nem luz, mas a morada é boa porque, apesar de longe, a casa é nossa”, disse a comerciante Ednalva Pereira de Oliveira. “Morar aqui é bom porque a casa é da gente, mas falta escola e posto de saúde. Às oito da noite tranco tudo, coloco as crianças para dentro”, completou a mulher citada no começo da matéria. A reportagem entrou em contato com a Semsur para falar dos problemas da comunidade, mas não recebeu resposta.

>>> Comentário pertinente: É isso que chamam de progresso? Tá mais pra ‘pogresso’! Pergunto – E os prédios que foram erguidos na Vila de Ponta Negra trouxeram algum benefício para a comunidade? Ou só aumentou o trânsito, o lixo, a necessidade de saneamento, a expulsão de pessoas da comunidade para bairros distantes e a diminuição de cobertura vegetal?? Garanto que a opção 2 é a verdadeira, pois nem os comerciantes sentiram a presença dos tais condôminos.

.: Semsur versus ambulantes de Ponta Negra – nem tudo é o que parece…

1. Semsur e ambulantes de Ponta Negra continuam em desacordo
JORNAL DE HOJE – 21/ago/09
Repórter: Tiago Lopes

O impasse entre a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e os comerciantes da Associação dos Trabalhadores Informais de Ponta Negra (Atipon) continua. Depois do protesto feito por filiados à Atipon no calçadão da Praia de Ponta Negra, contra a retirada das feirinhas de artesanato do local, foi marcada uma reunião com os comerciantes para a manhã de hoje, na sede da secretaria. A reunião acabou não acontecendo, mesmo com os comerciantes presentes, por toda a manhã, em frente ao prédio da Semsur, na rua Princesa Isabel.
[continua...]

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2. Reunião entre Semsur e artesãos de Ponta Negra termina em confusão
NA BOCA DO MUNDO – 21/ago/09
Repórter: Heldon Jaime

E terminou em bate boca o que deveria ser uma reunião entre a Associação dos Trabalhadores Informais de Ponta Negra (Atipon) e o secretário municipal de Serviços Urbanos de Natal, João Bastos. Na pauta seria discutida a recolocação dos artesãos, que utilizam o calçadão da orla da praia para expor os seus trabalhos, num lugar adequado conforme determina o Ministério Público. A confusão ocorreu no final da manhã de hoje, 21, na sede da Semsur.
[continua...]

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3. Comissão discute atividade dos ambulantes de Ponta Negra
DIÁRIO DE NATAL – 19/ago/09

O secretário municipal de Serviços Urbanos, João Bastos, recebeu nesta terça-feira, 18 de agosto, os comerciantes ambulantes da orla de Ponta Negra, na sede da secretaria. A reunião definiu a criação de uma comissão para discutir e acompanhar a atividade realizada por vendedores ambulantes da área. Uma outra reunião ficou marcada para sexta-feira (21), às 10h, no mesmo local.

Segundo o titular da Semsur, a criação da comissão é necessária para que o diálogo com os trabalhadores seja formalizado e, assim, possam ser definidas soluções concretas. Na reunião, ele afirmou que nenhum ambulante será retirado do local sem que seja definido um espaço apropriado e exclusivo.
[continua...]

>>> Comentário pertinente: vale salientar que a Associação dos Trabalhadores Informais de Ponta Negra (Atipon) não representa TODOS os ambulantes que trabalham na praia, pois boa parte de seus associados e membros estão mais para ‘camelôs’ que para artesãos. Segundo informações seguras, de quem já circula em Ponta Negra há mais de 15 anos, há apenas cerca de 20 artesãos de verdade – aqueles que vendem a própria produção – e outros tantos que moram na Vila e circulam vendendo quitutes e água de coco (sem ponto fixo). Essa gente trabalha na praia desde sempre e merece tratamento diferenciado por parte dos outros vendedores e do poder público. Ou seja, o problema não é simples de se resolver e vejo muita gritaria para garantir o direito de ocuparem Ponta Negra com produtos – bem dizer – industrializados e de gosto duvidoso.

Diário de Natal :: INVESTIMENTO EM TRANSPORTE COLETIVO MELHORA MOBILIDADE

O caos urbano provocado pela falta de mobilidade no trânsito das cidades de médio e grande porte em todo o país dominou os debates na abertura do 2º Encontro de Boas Práticas da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU, hoje pela manhã no Hotel Praiamar, em Ponta Negra.

Buscar ações que tragam mais conforto às ruas das cidades passou a ser prioridade para o setor de transporte e segundo o presidente da NTU, Otávio Cunha, não se pode mais deixar de enxergar o setor como uma prioridade para o dia-a-dia do cidadão. ‘‘Ter ruas totalmente paralisadas por veículos de pequeno porte não só um privilégio de grandes cidades. Esse é um problema de nosso cotidiano, que merece atenção e análise por parte dos gestores públicos’’, disse Otávio Cunha que elogiou a política prefeitura municipal do Natal, através da STTU, de investimentos em corredores exclusivos de ônibus, melhorias de vias, estações de transferências e ampliações de terminais.

‘‘São ações como essa que modificam o nosso cenário’’, salientou Otávio Cunha que promove uma gestão descentralizada na NTU fazendo reuniões itinerantes nas capitais brasileiras, para trocar e buscar experiências que estão dando certo.

Em Natal o encontro da NTU debateu a Gestão e Prática em Recursos Humanos e uma experiência de Natal foi mostrada para os empresários do todo o país. Kênia da Silva da Costa apresentou o seu trabalho de aplicação de pesquisa de clima organizacional como ferramenta de gestão de pessoas. Outro programa que chamou a atenção dos empresários foi o programa Motorista Cidadão apresentado por Lélis Marcos Teixeira, na empresa Rio ônibus.

Durante o evento a secretária municipal de Trânsito e Transporte Urbano, Elequicina Santos, demonstrou que Natal procura diminuir as dificuldades no trânsito em parceria com o Governo Federal fazendo usos dos recursos do programa Pro – Transporte. ‘‘Estamos investindo R$ 72 milhões em ações que dão mais mobilidade ao trânsito de Natal. Criamos corredores exclusivos para ônibus, melhoramos terminais e implementamos as estações de transferência que interligam toda a cidade’’, exemplificou Elequicina Santos.

A secretária disse ainda que as estações de transferência foi uma experiência conjunta do o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos e de Passageiros de Natal, Seturn, com o poder público que deu certo. ‘‘Começamos com duas estações e hoje são 11 que são utilizadas por 35 mil pessoas agora pagam apenas uma passagem para cruzar toda a cidade quando antes era preciso pagar duas ou até três passagens para fazer o mesmo percurso’’, disse a secretária.

Para Agnelo Cândido, presidente do Seturn, essa parceria com o município influencia na redução dos problemas do cotidiano de Natal que ao longo dos anos priorizou o transporte individual quando as políticas de investimento no transporte de massa dão uma resposta mais eficiente para a mobilidade urbana. Agnelo Cândido ainda elogiou a iniciativa da direção da NTU de promover encontros itinerantes que possibilitam uma maior oxigenação de idéias que buscam melhorias para o setor de transporte coletivo. ‘‘Investir em infra-estrutura, melhoria de frota é tão importante como investir no colaborador. Esses eventos da NTU possibilitam a troca de experiência e dinamizam o setor de transporte envolvendo todos os sindicatos filiados’’, disse Agnelo Cândido.

O 2º Encontro de Boas Práticas da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU, teve ainda mais duas palestras: A experiência de Jovens empresários no setor de cargas e uma avaliação do programa Jovem Aprendiz. Estão participando do encontro, 120 inscritos, entre empresários do setor e colaboradores das empresas de ônibus do Estado.

Diário de Natal :: INVESTIMENTO EM TRANSPORTE COLETIVO MELHORA MOBILIDADE

O caos urbano provocado pela falta de mobilidade no trânsito das cidades de médio e grande porte em todo o país dominou os debates na abertura do 2º Encontro de Boas Práticas da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU, hoje pela manhã no Hotel Praiamar, em Ponta Negra.

Buscar ações que tragam mais conforto às ruas das cidades passou a ser prioridade para o setor de transporte e segundo o presidente da NTU, Otávio Cunha, não se pode mais deixar de enxergar o setor como uma prioridade para o dia-a-dia do cidadão. ‘‘Ter ruas totalmente paralisadas por veículos de pequeno porte não só um privilégio de grandes cidades. Esse é um problema de nosso cotidiano, que merece atenção e análise por parte dos gestores públicos’’, disse Otávio Cunha que elogiou a política prefeitura municipal do Natal, através da STTU, de investimentos em corredores exclusivos de ônibus, melhorias de vias, estações de transferências e ampliações de terminais.

‘‘São ações como essa que modificam o nosso cenário’’, salientou Otávio Cunha que promove uma gestão descentralizada na NTU fazendo reuniões itinerantes nas capitais brasileiras, para trocar e buscar experiências que estão dando certo.

Em Natal o encontro da NTU debateu a Gestão e Prática em Recursos Humanos e uma experiência de Natal foi mostrada para os empresários do todo o país. Kênia da Silva da Costa apresentou o seu trabalho de aplicação de pesquisa de clima organizacional como ferramenta de gestão de pessoas. Outro programa que chamou a atenção dos empresários foi o programa Motorista Cidadão apresentado por Lélis Marcos Teixeira, na empresa Rio ônibus.

Durante o evento a secretária municipal de Trânsito e Transporte Urbano, Elequicina Santos, demonstrou que Natal procura diminuir as dificuldades no trânsito em parceria com o Governo Federal fazendo usos dos recursos do programa Pro – Transporte. ‘‘Estamos investindo R$ 72 milhões em ações que dão mais mobilidade ao trânsito de Natal. Criamos corredores exclusivos para ônibus, melhoramos terminais e implementamos as estações de transferência que interligam toda a cidade’’, exemplificou Elequicina Santos.

A secretária disse ainda que as estações de transferência foi uma experiência conjunta do o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos e de Passageiros de Natal, Seturn, com o poder público que deu certo. ‘‘Começamos com duas estações e hoje são 11 que são utilizadas por 35 mil pessoas agora pagam apenas uma passagem para cruzar toda a cidade quando antes era preciso pagar duas ou até três passagens para fazer o mesmo percurso’’, disse a secretária.

Para Agnelo Cândido, presidente do Seturn, essa parceria com o município influencia na redução dos problemas do cotidiano de Natal que ao longo dos anos priorizou o transporte individual quando as políticas de investimento no transporte de massa dão uma resposta mais eficiente para a mobilidade urbana. Agnelo Cândido ainda elogiou a iniciativa da direção da NTU de promover encontros itinerantes que possibilitam uma maior oxigenação de idéias que buscam melhorias para o setor de transporte coletivo. ‘‘Investir em infra-estrutura, melhoria de frota é tão importante como investir no colaborador. Esses eventos da NTU possibilitam a troca de experiência e dinamizam o setor de transporte envolvendo todos os sindicatos filiados’’, disse Agnelo Cândido.

O 2º Encontro de Boas Práticas da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU, teve ainda mais duas palestras: A experiência de Jovens empresários no setor de cargas e uma avaliação do programa Jovem Aprendiz. Estão participando do encontro, 120 inscritos, entre empresários do setor e colaboradores das empresas de ônibus do Estado.

Diário de Natal :: EMISSÁRIO SUBMARINO GANHA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO

Repórter: Renato Lisboa

O emissário submarino de Natal vai contar com uma estação de tratamento de esgotos e não vai mais contemplar a área sede de Parnamirim. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) se comprometeu a mudar a concepção de seu projeto original em uma audiência pública ontem à tarde que teve a participação de representantes, além da Caern, do Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema), do Conselho Municipal de Abastecimento de Água de Natal (Comsab), de moradores de Ponta Negra e ambientalistas.

Feitos os ajustes, a Caern prevê enviar o pedido de licença prévia da obra ao Idema em julho e o projeto executivo dentro de aproximadamente seis meses. Só depois da audiência pública em que o Idema expõe os impactos ambientais causados pelo emissário e aprova o projeto a obra deverá ser iniciada, o que provavelmente só deva acontecer em 2009.

De uma maneira geral, Ministério Público (MP) órgãos ambientais e a empresa concessionária de serviços de águas e esgotos saíram satisfeitos com o resultado da audiência. O consenso só não foi total porque algumas questões localizadas foram feitas por alguns participantes da reunião.

O diretor da ong Baobá, Haroldo Mota, perguntou se, mesmo com o tratamento, o emissário ainda não seria prejudicial à vida marinha. Como alternativa, ele sugeriu o desvio dos efluentes para o interior do estado e o uso das águas na agricultura.

A moradora de Ponta Negra, Maria das Neves Valentin questionou se o projeto do emissário iria solucionar um esgoto a céu aberto em sua rua, causado pelo subdimensionamento da rede coletora. O assessor de gestão empresarial da Caern, Marcos Rocha, respondeu que todos os problemas de subdimensionamento da rede estavam sendo resolvidos.

Rocha explicou também que residências localizadas abaixo do nível da rua não puderam ser contempladas com sistemas de esgotamento. Porém, com as estações elevatórias, as casas poderão ser integradas.

Também surgiram preocupações com possíveis falhas verificadas no estudo de impacto ambiental referentes à batimetria e a modelagem matemática, importantes para indicar como o emissário poderá influir na balneabilidade das praias.

A promotora de Justiça Gilka da Mata disse ter ficado satisfeita com as mudanças da Caern por ter sido escolhido o sistema australiano de esgotamento, ou seja, trata-se os esgotos antes de se lançar ao mar ou aos rios. ‘‘Estou muito satisfeita porque eles (a Caern) avançaram na proposta. O tratamento prévio dos efluentes ameniza muito o impacto do emissário à vida marinha’’, disse Gilka.

O engenheiro e ambientalista, Kalazans Bezerra, integrante do Consab, disse que houve uma nova ‘‘distribuição de responsabilidades’’ na audiência. ‘‘Aconteceu o que deve acontecer em todo processo democrático, com a participação de vários envolvidos e cada um deles dando a sua contribuição’’.

O emissário submarino está orçado em torno de R$ 80 milhões e os recursos virão do Programa de Aceleração do Crescimento.

Diário de Natal :: EMISSÁRIO SUBMARINO GANHA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO

Repórter: Renato Lisboa

O emissário submarino de Natal vai contar com uma estação de tratamento de esgotos e não vai mais contemplar a área sede de Parnamirim. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) se comprometeu a mudar a concepção de seu projeto original em uma audiência pública ontem à tarde que teve a participação de representantes, além da Caern, do Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema), do Conselho Municipal de Abastecimento de Água de Natal (Comsab), de moradores de Ponta Negra e ambientalistas.

Feitos os ajustes, a Caern prevê enviar o pedido de licença prévia da obra ao Idema em julho e o projeto executivo dentro de aproximadamente seis meses. Só depois da audiência pública em que o Idema expõe os impactos ambientais causados pelo emissário e aprova o projeto a obra deverá ser iniciada, o que provavelmente só deva acontecer em 2009.

De uma maneira geral, Ministério Público (MP) órgãos ambientais e a empresa concessionária de serviços de águas e esgotos saíram satisfeitos com o resultado da audiência. O consenso só não foi total porque algumas questões localizadas foram feitas por alguns participantes da reunião.

O diretor da ong Baobá, Haroldo Mota, perguntou se, mesmo com o tratamento, o emissário ainda não seria prejudicial à vida marinha. Como alternativa, ele sugeriu o desvio dos efluentes para o interior do estado e o uso das águas na agricultura.

A moradora de Ponta Negra, Maria das Neves Valentin questionou se o projeto do emissário iria solucionar um esgoto a céu aberto em sua rua, causado pelo subdimensionamento da rede coletora. O assessor de gestão empresarial da Caern, Marcos Rocha, respondeu que todos os problemas de subdimensionamento da rede estavam sendo resolvidos.

Rocha explicou também que residências localizadas abaixo do nível da rua não puderam ser contempladas com sistemas de esgotamento. Porém, com as estações elevatórias, as casas poderão ser integradas.

Também surgiram preocupações com possíveis falhas verificadas no estudo de impacto ambiental referentes à batimetria e a modelagem matemática, importantes para indicar como o emissário poderá influir na balneabilidade das praias.

A promotora de Justiça Gilka da Mata disse ter ficado satisfeita com as mudanças da Caern por ter sido escolhido o sistema australiano de esgotamento, ou seja, trata-se os esgotos antes de se lançar ao mar ou aos rios. ‘‘Estou muito satisfeita porque eles (a Caern) avançaram na proposta. O tratamento prévio dos efluentes ameniza muito o impacto do emissário à vida marinha’’, disse Gilka.

O engenheiro e ambientalista, Kalazans Bezerra, integrante do Consab, disse que houve uma nova ‘‘distribuição de responsabilidades’’ na audiência. ‘‘Aconteceu o que deve acontecer em todo processo democrático, com a participação de vários envolvidos e cada um deles dando a sua contribuição’’.

O emissário submarino está orçado em torno de R$ 80 milhões e os recursos virão do Programa de Aceleração do Crescimento.

Diário de Natal :: MURO DO HOTEL IMIRÁ TEM PRAZO PARA SER DERRUBADO

Construção foi sendo erguida ao longo dos anos e tapando a paisagem

Repórter: Gabriela Freire
Foto: Ana Amaral

O muro construído pelo Hotel Imirá Plaza, na Via Costeira, será derrubado em até 15 dias. A decisão foi tomada após audiência realizada na manhã de ontem com a Promotoria do Meio Ambiente, Semurb, representantes do hotel e sociedade civil organizada – representada por organizações não governamentais.

Na reunião, os presentes acordaram com um termo de ajustamento de conduta que prevê, além da derrubada do muro, a construção de uma cerca provisória até a definição do fechamento do terreno. Caso o hotel descumpra o acordo, uma multa diária de R$ 10 mil será aplicada.

A promotora do meio ambiente Rossana Sudário destacou que o prazo para o muro ser derrubado expira no próximo dia 27. ‘‘Discutimos cada padrão da cerca e os prazos. Depois, eles vão ter que se adequar a regulamentação do artigo 21, contido no Novo Plano Diretor de Natal, derrubar a cerca e então, constroem do jeito que a Semurb vai determinar’’.

A cerca provisória deverá ter altura máxima de dois metros, espaçamento de três metros entre os pilares e espessura máxima de 10 centímetros cada. A estrutura protetora deverá ser de aço galvanizado, fixado somente na lateral.

A assessoria de imprensa do hotel comunicou que esde o princípio, a direção do Hotel Imirá procurou, junto com o Ministério Público e entidades de defesa do meio ambiente, ‘‘uma posição de consenso que finalmente foi encontrada. O hotel vai fazer sua parte no acordo e isso não representa prejuízo nenhum para o hotel, pelo contrário, buscou uma solução de consenso. Observando no entanto que o projeto original não estava pautado pela ilegalidade’’.

Diário de Natal :: MURO DO HOTEL IMIRÁ TEM PRAZO PARA SER DERRUBADO

Construção foi sendo erguida ao longo dos anos e tapando a paisagem

Repórter: Gabriela Freire
Foto: Ana Amaral

O muro construído pelo Hotel Imirá Plaza, na Via Costeira, será derrubado em até 15 dias. A decisão foi tomada após audiência realizada na manhã de ontem com a Promotoria do Meio Ambiente, Semurb, representantes do hotel e sociedade civil organizada – representada por organizações não governamentais.

Na reunião, os presentes acordaram com um termo de ajustamento de conduta que prevê, além da derrubada do muro, a construção de uma cerca provisória até a definição do fechamento do terreno. Caso o hotel descumpra o acordo, uma multa diária de R$ 10 mil será aplicada.

A promotora do meio ambiente Rossana Sudário destacou que o prazo para o muro ser derrubado expira no próximo dia 27. ‘‘Discutimos cada padrão da cerca e os prazos. Depois, eles vão ter que se adequar a regulamentação do artigo 21, contido no Novo Plano Diretor de Natal, derrubar a cerca e então, constroem do jeito que a Semurb vai determinar’’.

A cerca provisória deverá ter altura máxima de dois metros, espaçamento de três metros entre os pilares e espessura máxima de 10 centímetros cada. A estrutura protetora deverá ser de aço galvanizado, fixado somente na lateral.

A assessoria de imprensa do hotel comunicou que esde o princípio, a direção do Hotel Imirá procurou, junto com o Ministério Público e entidades de defesa do meio ambiente, ‘‘uma posição de consenso que finalmente foi encontrada. O hotel vai fazer sua parte no acordo e isso não representa prejuízo nenhum para o hotel, pelo contrário, buscou uma solução de consenso. Observando no entanto que o projeto original não estava pautado pela ilegalidade’’.