FIERN PROMOVE SEMINÁRIO PARA SENSIBILIZAR AMBIENTALMENTE EMPRESÁRIOS DO RN

Evento traz à Natal especialistas para debate desenvolvimento com sustentabilidade

É bastante comum a associação do termo “poluição” com a palavra “indústria”. Natural que seja assim, já que para produzir em massa é preciso poluir, certo? Não necessariamente.

E é para defender esse posicionamento que a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), em parceria com o Jornal EntreBairros e com o patrocínio da Petrobras, realiza no dia 19 de novembro o I Seminário Empresarial – Negócios e Sustentabilidade, no Auditório Senador Albano Franco.

O evento visa conscientizar o empresariado potiguar sobre a necessidade urgente de se adotar uma gestão de desenvolvimento comprometida com as responsabilidades social e ambiental. Na prática, a proposta é que as gerações de lucros, emprego e renda que as indústrias promovem continuem acontecendo, mas sem que haja degradação humana e do meio ambiente.

A expectativa dos organizadores é que compareçam 250 pessoas, entre empresários, representantes de entidades de classe e de governos, entre eles o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a governadora do RN, Wilma de Faria, o presidente do IBAMA, Roberto Messias Franco, e a conselheira de assuntos científicos e intercâmbio acadêmico da Embaixada da Alemanha no Brasil, Julia Kunderman.

PROGRAMAÇÃO

Além das palestras ministradas por diversas autoridades e especialistas sobre assuntos relacionados à questão ambiental, o evento apresentará aos participantes formas de produção ecoeficientes – que ajudaram, inclusive, a reduzir custos operacionais e a agregar valor a produtos – já aplicadas com sucesso no RN, no Brasil e no exterior.

Ao término do evento os participantes terão direito a receber certificados de participação.

Temas das palestras

- Globalização
- Desenvolvimento e sustentabilidade
- Consumo e cultura
- Gestão de recursos hídricos
- Licenciamento e atividade empresarial
- Aplicabilidade da Legislação Ambiental
- Resultados da III Conferência Estadual de Meio Ambiente
- Créditos de carbono

Apresentação de experiências ecoeficientes

- Reuso da água na indústria, comércio e agricultura
- Consumo consciente: substituição embalagens plásticas
- Biocombustíveis e atividades petrolíferas
- Substituição do carvão por energia ‘limpa’ nas olarias
- Usinas de lixo e reciclagem
- Turismo e meio ambiente

INSCRIÇÕES

As inscrições custam R$ 50 e podem ser feitas através do site www.entrebairros.com.br até o dia 14 de novembro, ou Leal Produções & Publicações – na Av. Prudente de Morais, nº. 507, sala 106, edf. Djalma Marinho, Tirol, Natal-RN.

INFORMAÇÕES

Jornal EntreBairros
entrebairros@oi.com.br
www.entrebairros.com.br
(84) 3201-9498

Tribuna do Norte – 10/06/08 :: EMISSÁRIO SUBMARINO AGORA PREVÊ TRATAMENTO DO ESGOTO

Autor do projeto de construção do emissário submarino esclarece dúvidas

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: Rodrigo Sena

EMISSÁRIO – Audiência pública esclarece dúvidas sobre projeto do emissário

Lançar o esgoto de toda a Zona Sul de Natal no mar é ou não uma solução viável para conter a poluição do lençol freático da cidade? O questionamento está sendo feito ao autor do projeto de construção do emissário submarino, professor Fernando Botafogo, e ao responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental, professor Luís Parente.

Eles estão em Natal, a convite da Caern, para esclarecer todas as dúvidas de especialistas no que diz respeito à viabilidade técnica, operacional e ambiental do projeto. Professores da UFRN e do Cefet, e membros do CREA e do Consab (Conselho Municipal de Saneamento Básico) estão sabatinando os dois profissionais.

Após fazer análises sobre as formas mais viáveis para solucionar o problema de esgotamento sanitário de Natal, a Caern chegou à conclusão de que a construção de um emissário submarino, de 5,2 km de extensão, será a maneira mais adequada sob vários pontos de vista, até mesmo ambiental. Mas o Ministério Público questionou o projeto, seguido pelo Consab.

Impossibilidade

O fato é que a companhia de água e esgoto está impossibilitada de continuar o processo licitatório que viabilizará a execução do projeto. A justiça determinou que a Caern deve se explicar melhor e a preocupação da empresa é tirar todas as dúvidas ao promover as palestras com os professores Fernando Botafogo (UFRJ) e Luís Parente (UFC).

Entre as três propostas apresentadas pelo Conselho para o lançamento do esgoto sanitário, o emissário era a terceira em questão, mas foi considerada a melhor após ter sido concluído que as duas primeiras são inviáveis. Luís Parente, doutor em ciências do mar, explicou que fez estudo de uma das opções (tratar o esgoto e lançar no rio Potengi) e concluiu que o custo financeiro para envio do material até o rio inviabiliza o projeto.

“Também mostro que o Potengi não tem capacidade para receber tamanha carga de esgoto. Corre-se um risco muito maior de poluição”, alerta. A segunda opção apresentada pelo Consab seria o tratamento do esgoto e futuro lançamento do material nas dunas Alagamar (faixa costeira entre Ponta Negra e Barreira do Inferno).

“Aquela área é de preservação ambiental, como o Idema permitiria isso?”, diz Parente. Ele reforça que o RN possui dois emissários construídos pela Petrobrás no pólo-petroquímico de Guamaré, e que o professor Botafogo já projetou 14 emissários, incluindo o de Ipanema (RJ). “Existem vários funcionando no Brasil e alguns estão sendo construídos”, assegura. O projeto de construção do emissário está orçado em R$ 81 milhões e será financiado com recursos do Ministério das Cidades.

Moradores participam de audiência e fazem perguntas

Poucas pessoas participaram da audiência que discutiu sobre o emissário, mas os questionamentos foram enfáticos. Uma moradora de Ponta Negra levantou a questão da cobertura da rede atual de esgoto, que não contempla a sua rua. O assessor de planejamento da Caern, Marcos Antônio Rocha, explicou que algumas áreas situadas abaixo do nível da rua não têm condições de ser ligadas à rede.

Para solucionar casos dessa natureza, ele afirmou que se faz necessária a construção de pequenas estações elevatórias de esgoto. A inclusão de todos os imóveis de Ponta Negra e outros bairros a serem atendidos pelo emissário é uma condição para a concretização do projeto.

O professor Aristotelino Monteiro, do Departamento de Ecologia da UFRN, falou da necessidade de fiscalização das ligações clandestinas na rede pluvial (drenagem), assunto reforçado por Yuno Silva, da Ong SOS Ponta Negra. “Muitos cidadãos da Vila de Ponta Negra, onde eu moro, não fizeram a ligação porque não têm condições para isso”, disse o líder da entidade que credita para si o ônus do debate acerca do emissário.

A promotora aproveitou o assunto para informar, especialmente à Caern, que uma decisão do Supremo Tribunal Federal obriga às companhias de água a esgoto a interligar a rede às residências. “As empresas podem cobrar a taxa de esgoto, não pela condição para que o serviço seja realizado”.

Tribuna do Norte – 10/06/08 :: EMISSÁRIO SUBMARINO AGORA PREVÊ TRATAMENTO DO ESGOTO

Autor do projeto de construção do emissário submarino esclarece dúvidas

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: Rodrigo Sena

EMISSÁRIO – Audiência pública esclarece dúvidas sobre projeto do emissário

Lançar o esgoto de toda a Zona Sul de Natal no mar é ou não uma solução viável para conter a poluição do lençol freático da cidade? O questionamento está sendo feito ao autor do projeto de construção do emissário submarino, professor Fernando Botafogo, e ao responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental, professor Luís Parente.

Eles estão em Natal, a convite da Caern, para esclarecer todas as dúvidas de especialistas no que diz respeito à viabilidade técnica, operacional e ambiental do projeto. Professores da UFRN e do Cefet, e membros do CREA e do Consab (Conselho Municipal de Saneamento Básico) estão sabatinando os dois profissionais.

Após fazer análises sobre as formas mais viáveis para solucionar o problema de esgotamento sanitário de Natal, a Caern chegou à conclusão de que a construção de um emissário submarino, de 5,2 km de extensão, será a maneira mais adequada sob vários pontos de vista, até mesmo ambiental. Mas o Ministério Público questionou o projeto, seguido pelo Consab.

Impossibilidade

O fato é que a companhia de água e esgoto está impossibilitada de continuar o processo licitatório que viabilizará a execução do projeto. A justiça determinou que a Caern deve se explicar melhor e a preocupação da empresa é tirar todas as dúvidas ao promover as palestras com os professores Fernando Botafogo (UFRJ) e Luís Parente (UFC).

Entre as três propostas apresentadas pelo Conselho para o lançamento do esgoto sanitário, o emissário era a terceira em questão, mas foi considerada a melhor após ter sido concluído que as duas primeiras são inviáveis. Luís Parente, doutor em ciências do mar, explicou que fez estudo de uma das opções (tratar o esgoto e lançar no rio Potengi) e concluiu que o custo financeiro para envio do material até o rio inviabiliza o projeto.

“Também mostro que o Potengi não tem capacidade para receber tamanha carga de esgoto. Corre-se um risco muito maior de poluição”, alerta. A segunda opção apresentada pelo Consab seria o tratamento do esgoto e futuro lançamento do material nas dunas Alagamar (faixa costeira entre Ponta Negra e Barreira do Inferno).

“Aquela área é de preservação ambiental, como o Idema permitiria isso?”, diz Parente. Ele reforça que o RN possui dois emissários construídos pela Petrobrás no pólo-petroquímico de Guamaré, e que o professor Botafogo já projetou 14 emissários, incluindo o de Ipanema (RJ). “Existem vários funcionando no Brasil e alguns estão sendo construídos”, assegura. O projeto de construção do emissário está orçado em R$ 81 milhões e será financiado com recursos do Ministério das Cidades.

Moradores participam de audiência e fazem perguntas

Poucas pessoas participaram da audiência que discutiu sobre o emissário, mas os questionamentos foram enfáticos. Uma moradora de Ponta Negra levantou a questão da cobertura da rede atual de esgoto, que não contempla a sua rua. O assessor de planejamento da Caern, Marcos Antônio Rocha, explicou que algumas áreas situadas abaixo do nível da rua não têm condições de ser ligadas à rede.

Para solucionar casos dessa natureza, ele afirmou que se faz necessária a construção de pequenas estações elevatórias de esgoto. A inclusão de todos os imóveis de Ponta Negra e outros bairros a serem atendidos pelo emissário é uma condição para a concretização do projeto.

O professor Aristotelino Monteiro, do Departamento de Ecologia da UFRN, falou da necessidade de fiscalização das ligações clandestinas na rede pluvial (drenagem), assunto reforçado por Yuno Silva, da Ong SOS Ponta Negra. “Muitos cidadãos da Vila de Ponta Negra, onde eu moro, não fizeram a ligação porque não têm condições para isso”, disse o líder da entidade que credita para si o ônus do debate acerca do emissário.

A promotora aproveitou o assunto para informar, especialmente à Caern, que uma decisão do Supremo Tribunal Federal obriga às companhias de água a esgoto a interligar a rede às residências. “As empresas podem cobrar a taxa de esgoto, não pela condição para que o serviço seja realizado”.

CONVOCAÇÃO DO GRUPO SER ECOLÓGICO UFRN :: SEMANA DO MEIO AMBIENTE

CONVOCAÇÃO

Do: Al. Gustavo Brant de Carvalho Paterno – Coordenador Geral do Grupo Ser Ecológico

Para: SOS Ponta Negra [TODOS NÓS]

Prezados Sr’s. e Sra’s.

Venho através deste, convocar a SOS Ponta Negra para uma assembléia geral entre todas as entidades estudantis da UFRN e organizações ambientais da cidade do Natal, a ocorrer no dia 07/05/08 (quarta-feira) às 14:30h no anfiteatro das Aves – CB / UFRN

A temática desta assembléia será pautada em dois grandes eventos, de protesto, sensibilização e reivindicação, que estão sendo propostos para ocorrer na Semana do Meio Ambiente (de 2 a 8 junho /2008).

O primeiro evento será a segunda edição do “Abraço ao Rio Potengi”, que visa questionar as problemáticas relacionadas à falta de saneamento, a devastação dos mangues e a poluição do rio, estando previsto para ocorrer no dia do meio ambiente (05.06.08). O segundo evento será a primeira edição do “Abraço às Dunas”, que visa questionar a ocupação das áreas de dunas do litoral do RN e suas problemáticas ecológicas, paisagísticas, de abastecimento de água, de contaminação dos lençóis freáticos, de destruição das dunas e descaracterização cênica, estando previsto para ocorrer no dia 07.06.08.

Esperamos e contamos com a contribuição de todos para que estes eventos tenham uma grande repercussão em Natal.

Atenciosamente,

Gustavo Brant de Carvalho Paterno
Coordenador Geral do Grupo Ser Ecológico
e-mail: serecologico@gmail.com
telefone: (84) 9165-7005

CONVOCAÇÃO DO GRUPO SER ECOLÓGICO UFRN :: SEMANA DO MEIO AMBIENTE

CONVOCAÇÃO

Do: Al. Gustavo Brant de Carvalho Paterno – Coordenador Geral do Grupo Ser Ecológico

Para: SOS Ponta Negra [TODOS NÓS]

Prezados Sr’s. e Sra’s.

Venho através deste, convocar a SOS Ponta Negra para uma assembléia geral entre todas as entidades estudantis da UFRN e organizações ambientais da cidade do Natal, a ocorrer no dia 07/05/08 (quarta-feira) às 14:30h no anfiteatro das Aves – CB / UFRN

A temática desta assembléia será pautada em dois grandes eventos, de protesto, sensibilização e reivindicação, que estão sendo propostos para ocorrer na Semana do Meio Ambiente (de 2 a 8 junho /2008).

O primeiro evento será a segunda edição do “Abraço ao Rio Potengi”, que visa questionar as problemáticas relacionadas à falta de saneamento, a devastação dos mangues e a poluição do rio, estando previsto para ocorrer no dia do meio ambiente (05.06.08). O segundo evento será a primeira edição do “Abraço às Dunas”, que visa questionar a ocupação das áreas de dunas do litoral do RN e suas problemáticas ecológicas, paisagísticas, de abastecimento de água, de contaminação dos lençóis freáticos, de destruição das dunas e descaracterização cênica, estando previsto para ocorrer no dia 07.06.08.

Esperamos e contamos com a contribuição de todos para que estes eventos tenham uma grande repercussão em Natal.

Atenciosamente,

Gustavo Brant de Carvalho Paterno
Coordenador Geral do Grupo Ser Ecológico
e-mail: serecologico@gmail.com
telefone: (84) 9165-7005

Tribuna do Norte – 06/04/08 :: ZONA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL SERÁ DEBATIDA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NA PRÓXIMA QUARTA DIA 9/4

Repórter: Valdir Julião
Foto: Júnior Santos


MEIO AMBIENTE – Construção do Parque da Cidade abre mais um espaço para o lazer da população

Uma das dez ZPAs (Zona de Proteção Ambiental) de Natal e ao fim de 13 anos, desde a sua criação, em 1995, a ZPA-1 que abrange uma área de 694,78 hectares entre os bairros de Candelária, Pitimbu e Cidade Nova, começa finalmente a sair do papel para a existir na prática.

Na tarde desta quarta-feira (dia 9, às 14h) será apresentado em audiência pública o Plano de Manejo da ZPA, onde também está sendo instalado o Parque Municipal dom Nivaldo Monte, com a participação de representantes de órgãos governamentais e não-governamentais e da própria comunidade dos bairros de sua abrangência. O evento vai ocorrer no auditório do Ctgás, no Sesi na rua Capitão mor Gouveia, em frente à Ceasa.

O Plano de Manejo em questão foi elaborado pela Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), vinculada à UFRN, que foi contratada em abril de 2007 pela prefeitura de Natal com este fim. “O que nós queremos é dar publicidade e total transparência às ações desenvolvidas”, disse José Petronilo da Silva, chefe da Unidade de Conservação da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Semurb).

José Petronilo da Silva ainda disse que além de servir para resgatar os trabalhos desenvolvidos e as sugestões das comunidades, “audiência também vai dar respaldo público ao relatório do plano de manejo” e a todas as discussões preliminares feitas para a elaboração do relatório mais completo da ZPA-1, que está disponível no link da Semurb na página da prefeitura: www.natal.rn.gov.br .

Segundo Silva, o Plano de Manejo é um diagnóstico e uma pesquisa sobre as fragilidades e limitações da área e servirá para orientar a gestão pública quanto a sua sustentabilidade ambiental. O “Diagnóstico Ambiental da ZPA-1” aponta, por exemplo, que a vegetação natural original ocupa 52%, num total de 373 hectares, que devido a ausência de fiscalização, a proximidade da presença humana e a facilidade de acesso, “têm provocado inúmeras pressões sobre a vegetação nativa local”.

Esse conjunto vegetacional é composto por cerca de duas centenas de espécies, sendo 31 espécies de árvores, 47 de arbustos e 63 de ervas, parte delas amplamente distribuídas pelas matas e savanas brasileiras, enquanto outras são exclusivas do bioma Mata Atlântica.

Com relação à fauna, foram identificadas 744 espécimes de aves, além de seis mamíferos, afora outros tipos de animas, como répteis de diversas espécimes. Segundo os estudos da Funpec, depois do Parque Estadual Parque das Dunas, com 1.171 hectares, a ZPA-1 é a maior área verde continua de Natal e que, pela legislação, caracteriza-se como uma área, na qual as características do meio físico restringem o uso e ocupação do solo, visando a proteção, manutenção e recuperação dos aspectos paisagísticos, históricos, arqueológicos e científicos.

A área utilizada com equipamentos é de cerca de 2,98% da área total do parque. A obra foi iniciada no final de 2006 e foi orçada no valor de R$ 17 milhões e deverá ser concluída em junho do 2008. A intenção da Prefeitura é inaugurá-lo na semana do meio ambiente.

Com 167 páginas, o Plano de Manejo também diz que, atualmente, a ZPA-1 é a única área do município de Natal, que passou a ser considerado totalmente urbanizado em 1985, que ainda mantém o aqüífero (águas subterrâneas) com baixos níveis de contaminação com nitrato. “Portanto, ali, mais que em qualquer outro local da cidade, não se justificaria a importação de água para abastecimento”, diz o relatório.

Parque ocupa 9% da área de proteção

Com uma área de 62,2 hectares, o Parque da Cidade dom Nivaldo Monte [Foto: Prefeitura de Natal] corresponde a 9% da área total da Zona de Processamento Ambiental (ZPA-1) e já tem data prevista para inauguração: 5 de junho, Dia da Árvore, justamente quando o prefeito Carlos Eduardo completa 49 anos. O engenheiro da construtora pernambucana Cinzel e responsável pela obra, José Antonio Lapa, diz que 80% dos trabalhos estão concluídos, mas o monumento em si, uma torre de 45 metros, está praticamente terminada.

“As obras de Oscar Niemeyer em sua infra-estrutura são praticamente 90% em concreto”, disse ele, com relação ao arquiteto carioca autor do projeto do Parque da Cidade. “Grande parte dele, por ser de concreto, já é um produto final”, continuou.

Por essa razão, José Antonio Lapa acha que a obra vai ser entregue a tempo, porque falta apenas o acabamento em relação a parte hidráulica, elétrica, instalação de ar-condicionado. Ele explicou que o Parque da Cidade deverá continuar em obras quanto a infra-estrutura horizontal, como os trechos de três quilômetros de passeios para os pedestres e outros equipamentos menores.

O Parque da Cidade tem um custo original de R$ 17,5 milhões, mas o engenheiro da Cinzel acredita que, de acordo com as necessidades de serviços que vão aparecendo, “como em qualquer obra”, esse valor deve chegar a R$ 20 milhões.

Em 2006 o prefeito Carlos Eduardo assinou decreto criando o Parque da Cidade, como uma unidade de conservação ambiental dentro da ZPA-1, criada em 1994 e regulamentada no ano seguinte pela Prefeitura, com a finalidade de consolidar um dos principais bolsões ainda preservados de vegetação nativa da cidade.

Uma das finalidades do Parque da Cidade visa à utilização de forma racional da área que é uma das principais fontes de recarga do aqüífero de Natal, que tem 70% do seu abastecimento por água do subsolo.

A área utilizada com equipamentos é de cerca de 2,98% da área total do parque. A obra foi iniciada no final do ano passado. A intenção da Prefeitura é inaugurá-lo na semana do meio ambiente 2008.

A área proposta para implantação da unidade de conservação de categoria Parque Natural, apresenta características ambientais de degradação que apontam para uma imediata ação de recuperação e conservação, a fim de não agravar sua descaracterização e o desequilíbrio do ecossistema existente.

A área integra bairros com características socioeconômicas e ambientais bastante distintas, “transformando o parque num equipamento urbano de fundamental importância no que diz respeito à inserção social”, diz o Plano de Manejo preliminar da ZPE-1.

O Parque da Cidade compreende parte da margem direita da avenida Omar O’Grady, prolongamento da avenida Prudente de Morais a parti de Candelária, que é hoje desprovida de ocupação por habitações.

“Todavia, é possível a identificação de indícios de uso que caracterizam o conflito entre a desejada conservação e a constatada pressão antrópica, dentre as quais destacam-se: o desmatamento, as queimadas, a disposição irregular de resíduos sólidos, exploração comercial de sedimentos para construção civil, abertura de trilhas clandestinas”, diz ainda o relatório.

Relatório apresenta sugestões

Responsável pela elaboração da minuta do Plano de Manejo da ZPA, o geógrafo Edílson Alves de Carvalho, diz que embora o diagnóstico feito por uma equipe multidisciplinar tenha um resultado muito complexo, ele traz recomendações quanto à preservação ambiental de sua área, mas também em relação a área à esquerda da avenida Omar O’Grady, onde fica o loteamento San Vale.

Edílson Alves disse que existe “um processo histórico de ocupação daquela área” e, inclusive, de parte da ZPA-1, como é um núcleo de residências que existem nas imediações da Cidade Nova. Ele explicou que tanto num local, como no outro, não se fez a recomendação de desocupação da área, porque seria até inconveniente, mas a idéia, é que “daqui para a frente não venha a ocorrer mais isso”

Alves ainda disse que no caso do San Vale, ainda existem áreas de preservação ambiental, como fundos de lagoas, que do ponto de vista da construção civil “não é possível de serem ocupadas”, por isso entende que parte daquela área continuará sendo preservada. Segundo ele, o Plano de Manejo contempla todo o zoneamento ambiental da ZPA-1 e até da área à esquerda do prolongamento da av. Prudente de Morais.

Maioria sabe o que é zona de proteção

O nível de desconhecimento do que realmente venha a ser uma Zona de Proteção Ambiental abrange 62,5 % dos moradores entrevistados nos três bairros que circundam a ZPA-1, entre as Zonas Sul e Oeste de Natal. Mas, entre aqueles que afirmaram saber o que seja uma ZPA, apenas 55,7% deram respostas relacionadas com proteção ambiental e da natureza.

Segundo o Plano de Manejo preliminar, que é objeto de audiência pública, cerca de 20% daqueles que afirmaram saber o que seja uma ZPA-1 não sabiam que moravam dentro de uma, “revelando, assim, um certo grau de desconhecimento quanto à realidade local”.

De acordo com o relatório, o relacionamento direto da população local com as áreas naturais da ZPA-1 “parece ser relativamente baixo, visto que apenas 26,6% dos entrevistados afirmaram freqüentar os espaços naturais da ZPA1, o que parece indicar um baixo valor de uso da área pela população local”.

Os pesquisadores também apuraram que aqueles que disseram freqüentar a área natural, as atividades mais praticadas são: fazer trilhas (46,0% de citações), coletar frutos (22,2% das citações), lazer (15,9%) e passeio (12,7%). A coleta de recursos na ZPA1 é atividade praticada por 8,5% dos entrevistados (20 pessoas) e envolve: frutos, plantas ornamentais, madeira/lenha e areia. Não foi citada a coleta de plantas com fins medicinais.

Cerca de 70% dos coletores retiram recursos para consumo próprio, enquanto os 30% restantes não responderam se era para consumo ou para venda, mas é conhecida a atividade de coleta de plantas para fins ornamentais, sobretudo orquídeas e bromélias, nas restingas e matas nas proximidades de Natal. Essa atividade é exercida por colecionadores amadores e por pessoas que comercializam essas plantas.

Apenas uma pequena parte dos entrevistados (1,7%) afirmou jogar lixo na área natural, tendo se justificada a metade deles pela ausência de coleta regular. A existência de um bom sistema de coleta de lixo urbano, entretanto, foi destacada por 27,8% dos entrevistados.

A grande maioria dos entrevistados, 68,4%, afirmou ser benéfico morar próximo a uma área natural, enquanto 24,9% enxerga apenas desvantagens e os demais 6,7% não manifestaram opinião a respeito. Dentre as vantagens citadas destacam-se os benefícios à saúde, totalizando 71,6% das citações, e a valorização dos elementos naturais, com 35,8%.

Desvantagens de se morar próximo a esse espaço natural também foram apresentadas por 67,8% dos entrevistados, sendo as mais citadas, 62,1%, associadas à falta de segurança. Esse fator, portanto, deve inibir o uso da área natural pelos moradores locais.

Tribuna do Norte – 06/04/08 :: ZONA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL SERÁ DEBATIDA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NA PRÓXIMA QUARTA DIA 9/4

Repórter: Valdir Julião
Foto: Júnior Santos


MEIO AMBIENTE – Construção do Parque da Cidade abre mais um espaço para o lazer da população

Uma das dez ZPAs (Zona de Proteção Ambiental) de Natal e ao fim de 13 anos, desde a sua criação, em 1995, a ZPA-1 que abrange uma área de 694,78 hectares entre os bairros de Candelária, Pitimbu e Cidade Nova, começa finalmente a sair do papel para a existir na prática.

Na tarde desta quarta-feira (dia 9, às 14h) será apresentado em audiência pública o Plano de Manejo da ZPA, onde também está sendo instalado o Parque Municipal dom Nivaldo Monte, com a participação de representantes de órgãos governamentais e não-governamentais e da própria comunidade dos bairros de sua abrangência. O evento vai ocorrer no auditório do Ctgás, no Sesi na rua Capitão mor Gouveia, em frente à Ceasa.

O Plano de Manejo em questão foi elaborado pela Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), vinculada à UFRN, que foi contratada em abril de 2007 pela prefeitura de Natal com este fim. “O que nós queremos é dar publicidade e total transparência às ações desenvolvidas”, disse José Petronilo da Silva, chefe da Unidade de Conservação da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Semurb).

José Petronilo da Silva ainda disse que além de servir para resgatar os trabalhos desenvolvidos e as sugestões das comunidades, “audiência também vai dar respaldo público ao relatório do plano de manejo” e a todas as discussões preliminares feitas para a elaboração do relatório mais completo da ZPA-1, que está disponível no link da Semurb na página da prefeitura: www.natal.rn.gov.br .

Segundo Silva, o Plano de Manejo é um diagnóstico e uma pesquisa sobre as fragilidades e limitações da área e servirá para orientar a gestão pública quanto a sua sustentabilidade ambiental. O “Diagnóstico Ambiental da ZPA-1” aponta, por exemplo, que a vegetação natural original ocupa 52%, num total de 373 hectares, que devido a ausência de fiscalização, a proximidade da presença humana e a facilidade de acesso, “têm provocado inúmeras pressões sobre a vegetação nativa local”.

Esse conjunto vegetacional é composto por cerca de duas centenas de espécies, sendo 31 espécies de árvores, 47 de arbustos e 63 de ervas, parte delas amplamente distribuídas pelas matas e savanas brasileiras, enquanto outras são exclusivas do bioma Mata Atlântica.

Com relação à fauna, foram identificadas 744 espécimes de aves, além de seis mamíferos, afora outros tipos de animas, como répteis de diversas espécimes. Segundo os estudos da Funpec, depois do Parque Estadual Parque das Dunas, com 1.171 hectares, a ZPA-1 é a maior área verde continua de Natal e que, pela legislação, caracteriza-se como uma área, na qual as características do meio físico restringem o uso e ocupação do solo, visando a proteção, manutenção e recuperação dos aspectos paisagísticos, históricos, arqueológicos e científicos.

A área utilizada com equipamentos é de cerca de 2,98% da área total do parque. A obra foi iniciada no final de 2006 e foi orçada no valor de R$ 17 milhões e deverá ser concluída em junho do 2008. A intenção da Prefeitura é inaugurá-lo na semana do meio ambiente.

Com 167 páginas, o Plano de Manejo também diz que, atualmente, a ZPA-1 é a única área do município de Natal, que passou a ser considerado totalmente urbanizado em 1985, que ainda mantém o aqüífero (águas subterrâneas) com baixos níveis de contaminação com nitrato. “Portanto, ali, mais que em qualquer outro local da cidade, não se justificaria a importação de água para abastecimento”, diz o relatório.

Parque ocupa 9% da área de proteção

Com uma área de 62,2 hectares, o Parque da Cidade dom Nivaldo Monte [Foto: Prefeitura de Natal] corresponde a 9% da área total da Zona de Processamento Ambiental (ZPA-1) e já tem data prevista para inauguração: 5 de junho, Dia da Árvore, justamente quando o prefeito Carlos Eduardo completa 49 anos. O engenheiro da construtora pernambucana Cinzel e responsável pela obra, José Antonio Lapa, diz que 80% dos trabalhos estão concluídos, mas o monumento em si, uma torre de 45 metros, está praticamente terminada.

“As obras de Oscar Niemeyer em sua infra-estrutura são praticamente 90% em concreto”, disse ele, com relação ao arquiteto carioca autor do projeto do Parque da Cidade. “Grande parte dele, por ser de concreto, já é um produto final”, continuou.

Por essa razão, José Antonio Lapa acha que a obra vai ser entregue a tempo, porque falta apenas o acabamento em relação a parte hidráulica, elétrica, instalação de ar-condicionado. Ele explicou que o Parque da Cidade deverá continuar em obras quanto a infra-estrutura horizontal, como os trechos de três quilômetros de passeios para os pedestres e outros equipamentos menores.

O Parque da Cidade tem um custo original de R$ 17,5 milhões, mas o engenheiro da Cinzel acredita que, de acordo com as necessidades de serviços que vão aparecendo, “como em qualquer obra”, esse valor deve chegar a R$ 20 milhões.

Em 2006 o prefeito Carlos Eduardo assinou decreto criando o Parque da Cidade, como uma unidade de conservação ambiental dentro da ZPA-1, criada em 1994 e regulamentada no ano seguinte pela Prefeitura, com a finalidade de consolidar um dos principais bolsões ainda preservados de vegetação nativa da cidade.

Uma das finalidades do Parque da Cidade visa à utilização de forma racional da área que é uma das principais fontes de recarga do aqüífero de Natal, que tem 70% do seu abastecimento por água do subsolo.

A área utilizada com equipamentos é de cerca de 2,98% da área total do parque. A obra foi iniciada no final do ano passado. A intenção da Prefeitura é inaugurá-lo na semana do meio ambiente 2008.

A área proposta para implantação da unidade de conservação de categoria Parque Natural, apresenta características ambientais de degradação que apontam para uma imediata ação de recuperação e conservação, a fim de não agravar sua descaracterização e o desequilíbrio do ecossistema existente.

A área integra bairros com características socioeconômicas e ambientais bastante distintas, “transformando o parque num equipamento urbano de fundamental importância no que diz respeito à inserção social”, diz o Plano de Manejo preliminar da ZPE-1.

O Parque da Cidade compreende parte da margem direita da avenida Omar O’Grady, prolongamento da avenida Prudente de Morais a parti de Candelária, que é hoje desprovida de ocupação por habitações.

“Todavia, é possível a identificação de indícios de uso que caracterizam o conflito entre a desejada conservação e a constatada pressão antrópica, dentre as quais destacam-se: o desmatamento, as queimadas, a disposição irregular de resíduos sólidos, exploração comercial de sedimentos para construção civil, abertura de trilhas clandestinas”, diz ainda o relatório.

Relatório apresenta sugestões

Responsável pela elaboração da minuta do Plano de Manejo da ZPA, o geógrafo Edílson Alves de Carvalho, diz que embora o diagnóstico feito por uma equipe multidisciplinar tenha um resultado muito complexo, ele traz recomendações quanto à preservação ambiental de sua área, mas também em relação a área à esquerda da avenida Omar O’Grady, onde fica o loteamento San Vale.

Edílson Alves disse que existe “um processo histórico de ocupação daquela área” e, inclusive, de parte da ZPA-1, como é um núcleo de residências que existem nas imediações da Cidade Nova. Ele explicou que tanto num local, como no outro, não se fez a recomendação de desocupação da área, porque seria até inconveniente, mas a idéia, é que “daqui para a frente não venha a ocorrer mais isso”

Alves ainda disse que no caso do San Vale, ainda existem áreas de preservação ambiental, como fundos de lagoas, que do ponto de vista da construção civil “não é possível de serem ocupadas”, por isso entende que parte daquela área continuará sendo preservada. Segundo ele, o Plano de Manejo contempla todo o zoneamento ambiental da ZPA-1 e até da área à esquerda do prolongamento da av. Prudente de Morais.

Maioria sabe o que é zona de proteção

O nível de desconhecimento do que realmente venha a ser uma Zona de Proteção Ambiental abrange 62,5 % dos moradores entrevistados nos três bairros que circundam a ZPA-1, entre as Zonas Sul e Oeste de Natal. Mas, entre aqueles que afirmaram saber o que seja uma ZPA, apenas 55,7% deram respostas relacionadas com proteção ambiental e da natureza.

Segundo o Plano de Manejo preliminar, que é objeto de audiência pública, cerca de 20% daqueles que afirmaram saber o que seja uma ZPA-1 não sabiam que moravam dentro de uma, “revelando, assim, um certo grau de desconhecimento quanto à realidade local”.

De acordo com o relatório, o relacionamento direto da população local com as áreas naturais da ZPA-1 “parece ser relativamente baixo, visto que apenas 26,6% dos entrevistados afirmaram freqüentar os espaços naturais da ZPA1, o que parece indicar um baixo valor de uso da área pela população local”.

Os pesquisadores também apuraram que aqueles que disseram freqüentar a área natural, as atividades mais praticadas são: fazer trilhas (46,0% de citações), coletar frutos (22,2% das citações), lazer (15,9%) e passeio (12,7%). A coleta de recursos na ZPA1 é atividade praticada por 8,5% dos entrevistados (20 pessoas) e envolve: frutos, plantas ornamentais, madeira/lenha e areia. Não foi citada a coleta de plantas com fins medicinais.

Cerca de 70% dos coletores retiram recursos para consumo próprio, enquanto os 30% restantes não responderam se era para consumo ou para venda, mas é conhecida a atividade de coleta de plantas para fins ornamentais, sobretudo orquídeas e bromélias, nas restingas e matas nas proximidades de Natal. Essa atividade é exercida por colecionadores amadores e por pessoas que comercializam essas plantas.

Apenas uma pequena parte dos entrevistados (1,7%) afirmou jogar lixo na área natural, tendo se justificada a metade deles pela ausência de coleta regular. A existência de um bom sistema de coleta de lixo urbano, entretanto, foi destacada por 27,8% dos entrevistados.

A grande maioria dos entrevistados, 68,4%, afirmou ser benéfico morar próximo a uma área natural, enquanto 24,9% enxerga apenas desvantagens e os demais 6,7% não manifestaram opinião a respeito. Dentre as vantagens citadas destacam-se os benefícios à saúde, totalizando 71,6% das citações, e a valorização dos elementos naturais, com 35,8%.

Desvantagens de se morar próximo a esse espaço natural também foram apresentadas por 67,8% dos entrevistados, sendo as mais citadas, 62,1%, associadas à falta de segurança. Esse fator, portanto, deve inibir o uso da área natural pelos moradores locais.

Diário de Natal :: SEU COMPUTADOR USADO NÃO É LIXO || RECICLE!!

Sabe aquele computador, monitor, teclado ou mouse velho, da sua residência ou escritório, que foi substituído por outro de melhor tecnologia? Você já parou para pensar onde ele foi parar?

Se não, fique sabendo que números de pesquisas realizadas pelo Comitê para Redemocratização da Informática (CDI), que conta com uma sede em Natal, dão conta de que somente nos Estados Unidos cerca de 940 milhões de computadores são jogados no lixo por ano, formando verdadeiros cemitérios de equipamentos eletrônicos ainda sem destino ou meio de reciclagem de seus componentes economicamente viável.

Apesar de não haver dados conclusivos da realidade no Rio Grande do Norte, em Natal já começam movimentos para dar um destino útil a esse lixo, evitando a contaminação do meio ambiente e promovendo a inclusão digital em comunidades carentes.

Um desses movimentos é dirigido pela sede local do CDI, que funciona na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e é presidido pelo professor Wattson Saens Perales, mestre em Engenharia de Produção. O comitê recolhe computadores e periféricos velhos que estejam funcionando ou com pequenos defeitos, ou ainda CPU’s cujos componentes possam ser aproveitados na montagem de novas máquinas.

O computadores são reaproveitados e doados para centros de inclusão digital localizados na periferia de Natal. ‘‘Hoje, no Brasil, 80% da classe A tem acesso à internet. Juntando as classes D e E, esse número é de apenas 2,8%’’, informou o professor.

O CDI conta com a ajuda voluntária de técnicos da empresa INFOSOFT, que gratuitamente consertam os pequenos defeitos das máquinas doadas para o uso em centros de inclusão. Além disso, recolhe doações de empresas ou pessoas físicas que queiram destinar equipamentos em bom estado para este fim.

A questão do acúmulo de lixo eletrônico e a inclusão digital foram debatidos ontem na Universidade Federal do Rio Grande do Norte dentro da programação do Eco Sábado, evento promovido pela Divisão do Meio Ambiente da Superintendência de Infra-Estrutura do Campus. O evento ocorre nos últimos sábados de cada mês, e visa disseminar a conscientização ambiental, estimular o desenvolvimento de atividades não poluidoras e promover o consumo responsável.

SERVIÇO
Se você quiser doar um computador ou periférico em funcionamento ou com pequeno defeito, pode entrar em contato com o CDI
www.cdi-rn.org.br || contato@cdi-rn.org.br || (84) 3215-3239

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SERVIÇO
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www.cdi-rn.org.br || contato@cdi-rn.org.br || (84) 3215-3239

Jornal de Hoje :: SEMINÁRIO DISCUTE A CULTURA DE MORADIA ECOLÓGICA NA ALEMANHA

Soluções tecnológicas usadas em construções sustentáveis favorecem o meio ambiente

Foto: Eduardo Felipe

Grupo alemão apresentou as novidades

As soluções tecnológicas utilizadas na Alemanha, que mantém uma arquitetura eficiente nas construções sustentáveis, e o papel das instituições econômicas e empresariais como multiplicadoras da tecnologia, que favorece o meio ambiente, foram apresentadas hoje, no auditório da Federação das Indústrias do RN (Fiern), na Casa da Indústria, durante o seminário “Cultura de Moradia Ecológica na Alemanha”.

Promovido pela Câmara Brasil-Alemanha e Consulado Geral da Alemanha em Recife, com o apoio da Fiern, o seminário reuniu empresários da iniciativa privada, comerciantes e estudantes do setor turístico, para discutir, também, o papel das instituições econômicas e empresariais, como multiplicadores da tecnologia que favorece o meio ambiente.

[Leia matéria completa no Jornal de Hoje]