.: Temperatura sobe a 400ºC em região da Jordânia

UOL Notícias – 07/out/2009

Amã, 7 out (EFE) - As autoridades jordanianas investigam a partir de hoje o que motivou um repentino aumento da temperatura até 400ºC em um local próximo a Amã, informaram fontes oficiais.
O fenômeno ocorreu nesta terça-feira em uma área de quase dois mil metros quadrados na província de Balqa, 15 quilômetros ao oeste de Amã, segundo o governador dessa província, Abdul Khalil Sleimat.
“O fenômeno foi descoberto por acaso quando ovelhas entraram no terreno enquanto estavam pastando”, disse o governador.
Sleimat contou que, de acordo com os pastores que cuidavam das ovelhas, os animais “foram completamente queimados e desapareceram”.
As autoridades isolaram a área e retiraram os moradores do local, acrescentou o governador.
O Governo jordaniano deixou a investigação do fenômeno a cargo de um painel formado por diversos departamentos e instituições acadêmicas.
O chefe da associação jordaniana de geólogos, Bahjat Adwan, descartou a presença de qualquer atividade sísmica ou vulcânica na área.
O diretor do Conselho de Recursos Naturais da Jordânia, Maher Hijazin, informou que certos materiais orgânicos podem ter se juntado e reagido sob a superfície, gerando o inusitado aumento de temperatura.
Hijazin também destacou que há uma rede de água e esgoto que lança seus resíduos na região.

Tribuna do Norte – 01/03/08 :: CALOR SUFOCA NATALENSES NAS RUAS

Foto: Júnior Santos

PREVISÃO – Onda de calor deverá se prolongar em Natal por mais alguns dias

A imagem de uma menininha de oito meses, toda lambuzada de sorvete no centro da cidade, reflete o sufoco que o natalense está passando com a temperatura mais alta do que o normal para a época, associada à taxa de umidade relativa do ar também elevada. Os termômetros registraram picos de 31,6º Celsius mais 80% de umidade do ar nos últimos dias do mês de fevereiro.

A dona-de-casa Maria José de Oliveira, 35 anos, considera saudável oferecer sorvete para sua filha, Maria Clara, para a criança suportar o calor. “Ela sempre toma e não adoece. Com esse calorzão, não tem quem agüente”. A temperatura está 1,1 grau acima da média do mês de fevereiro e até 5 graus acima da média anual.

O meteorologista Wellington Marinho, da Emparn, explicou que a combinação da alta temperatura com a umidade relativa do ar, que também registrou aumento em torno de 5%, aumenta a sensação térmica, ou seja, têm-se a impressão de que a temperatura está muito acima do que é registrado. “A sensação de calor do ser humano é muito maior”.

O momento mais crítico é geralmente por volta de 14 horas. O vendedor de coco verde, Rodrigo da Silva, 21 anos, percebeu movimento um pouco acima do normal e informou que as pessoas têm comprado cocos exatamente no período da tarde. “Devido a esse mormaço, estou vendendo bem”, declarou.

Segundo informações prestadas pelo meteorologista, o movimento do comércio de verão deve permanecer em alta por mais uns dias. Mesmo com a possibilidade de chuvas, quando a temperatura da atmosfera tende a resfriar, o calor deve permanecer por alguns dias ainda porque estação chuvosa de Natal só começa mesmo em abril.

Antes da estação chuvosa propriamente dita, ocorrem chuvas normais de verão, mas a temperatura alta se mantém. As pancadas de chuvas que podem ocorrer hoje ou amanhã, observadas através de variáveis meteorológicas registradas por imagens via satélite, podem estar associadas ao calor.

Com relação ao semi-árido potiguar, as chuvas já começaram a ocorrer e deverão se confirmar para a estação chuvosa propriamente dita, de março a maio. Segundo observações feitas pela Emparn, o “inverno” está previsto para ter início efetivamente na primeira semana de março e deverá ser normal ou até mesmo acima do normal.

O boletim pluviométrico de ontem confirma a boa notícia para o semi-árido, onde foram registradas as maiores precipitações em Lagoa Nova, com 40mm, São José do Seridó (12mm) e Cruzeta (9,6). O Agreste também registrou pancadas de chuvas em várias cidades e a máxima foi de 12,8mm em Jaçanã.

Mesmo com a previsão de boas chuvas para o sertão potiguar nos próximos três meses, não está descartada a possibilidade de veranicos (curtos períodos sem chuvas), característica inerente à região semi-árida do Nordeste.

Clima quente muda hábitos

Três professoras da rede pública de ensino aproveitaram uma pausa no evento em que participavam, ontem pela manhã, em Ponta Negra, para tomar uma água de coco. O suor escorrendo no rosto de Adriana Patrício, 29 anos, era a prova do calor intenso. “A gente tem que parar um pouquinho para se refrescar”.

A colega Rosiene da Silva Gonçalves, 34, explicou que a escolha pelo coco foi devido à ocasião, nada planejado. “A gente estava passando e foi inevitável. Mas temos que reconhecer que é um privilégio saborear um coco, que é algo saudável, por apenas R$ 0,75”.

O calor exagerado dos últimos dias acaba por mudar o hábito das pessoas. A aposentada Maria Cícero Amâncio, 62, lançou mão de um sorvete expresso para refrescar o corpo. “Devido ao calor, resolvi tomar um sorvetinho”.

Os comerciantes Luiz Gonzaga, 54, e Iraci Emiliano, apostaram na boa e honesta água mineral. “A gente tem que aprender a trazer de casa, para não ficar comprando na rua”, disse ele.

Quem está faturando bem é o vendedor de água mineral em garrafão, João Batista Vieira, 26. Ele chega a vender até 60 unidades por dia. “Quando é inverno, a média cai para 30 ou 40”, informa. No interior do Estado, o calor também é sufocante, mas em algumas regiões a situação melhorou com a chegada das chuvas da pré-estação de inverno.

Tribuna do Norte – 01/03/08 :: CALOR SUFOCA NATALENSES NAS RUAS

Foto: Júnior Santos

PREVISÃO – Onda de calor deverá se prolongar em Natal por mais alguns dias

A imagem de uma menininha de oito meses, toda lambuzada de sorvete no centro da cidade, reflete o sufoco que o natalense está passando com a temperatura mais alta do que o normal para a época, associada à taxa de umidade relativa do ar também elevada. Os termômetros registraram picos de 31,6º Celsius mais 80% de umidade do ar nos últimos dias do mês de fevereiro.

A dona-de-casa Maria José de Oliveira, 35 anos, considera saudável oferecer sorvete para sua filha, Maria Clara, para a criança suportar o calor. “Ela sempre toma e não adoece. Com esse calorzão, não tem quem agüente”. A temperatura está 1,1 grau acima da média do mês de fevereiro e até 5 graus acima da média anual.

O meteorologista Wellington Marinho, da Emparn, explicou que a combinação da alta temperatura com a umidade relativa do ar, que também registrou aumento em torno de 5%, aumenta a sensação térmica, ou seja, têm-se a impressão de que a temperatura está muito acima do que é registrado. “A sensação de calor do ser humano é muito maior”.

O momento mais crítico é geralmente por volta de 14 horas. O vendedor de coco verde, Rodrigo da Silva, 21 anos, percebeu movimento um pouco acima do normal e informou que as pessoas têm comprado cocos exatamente no período da tarde. “Devido a esse mormaço, estou vendendo bem”, declarou.

Segundo informações prestadas pelo meteorologista, o movimento do comércio de verão deve permanecer em alta por mais uns dias. Mesmo com a possibilidade de chuvas, quando a temperatura da atmosfera tende a resfriar, o calor deve permanecer por alguns dias ainda porque estação chuvosa de Natal só começa mesmo em abril.

Antes da estação chuvosa propriamente dita, ocorrem chuvas normais de verão, mas a temperatura alta se mantém. As pancadas de chuvas que podem ocorrer hoje ou amanhã, observadas através de variáveis meteorológicas registradas por imagens via satélite, podem estar associadas ao calor.

Com relação ao semi-árido potiguar, as chuvas já começaram a ocorrer e deverão se confirmar para a estação chuvosa propriamente dita, de março a maio. Segundo observações feitas pela Emparn, o “inverno” está previsto para ter início efetivamente na primeira semana de março e deverá ser normal ou até mesmo acima do normal.

O boletim pluviométrico de ontem confirma a boa notícia para o semi-árido, onde foram registradas as maiores precipitações em Lagoa Nova, com 40mm, São José do Seridó (12mm) e Cruzeta (9,6). O Agreste também registrou pancadas de chuvas em várias cidades e a máxima foi de 12,8mm em Jaçanã.

Mesmo com a previsão de boas chuvas para o sertão potiguar nos próximos três meses, não está descartada a possibilidade de veranicos (curtos períodos sem chuvas), característica inerente à região semi-árida do Nordeste.

Clima quente muda hábitos

Três professoras da rede pública de ensino aproveitaram uma pausa no evento em que participavam, ontem pela manhã, em Ponta Negra, para tomar uma água de coco. O suor escorrendo no rosto de Adriana Patrício, 29 anos, era a prova do calor intenso. “A gente tem que parar um pouquinho para se refrescar”.

A colega Rosiene da Silva Gonçalves, 34, explicou que a escolha pelo coco foi devido à ocasião, nada planejado. “A gente estava passando e foi inevitável. Mas temos que reconhecer que é um privilégio saborear um coco, que é algo saudável, por apenas R$ 0,75”.

O calor exagerado dos últimos dias acaba por mudar o hábito das pessoas. A aposentada Maria Cícero Amâncio, 62, lançou mão de um sorvete expresso para refrescar o corpo. “Devido ao calor, resolvi tomar um sorvetinho”.

Os comerciantes Luiz Gonzaga, 54, e Iraci Emiliano, apostaram na boa e honesta água mineral. “A gente tem que aprender a trazer de casa, para não ficar comprando na rua”, disse ele.

Quem está faturando bem é o vendedor de água mineral em garrafão, João Batista Vieira, 26. Ele chega a vender até 60 unidades por dia. “Quando é inverno, a média cai para 30 ou 40”, informa. No interior do Estado, o calor também é sufocante, mas em algumas regiões a situação melhorou com a chegada das chuvas da pré-estação de inverno.

Jornal de Hoje :: CRÉDITO DE CARBONO PODE REDUZIR GASES POLUENTES

“RN não pode perder a oportunidade de contribuir com esse esforço internacional de preservação ambiental”,
diz Diretor da Emparn

A preocupação dos governos em esfera mundial com a preservação ambiental e os feitos causados pelo aquecimento global contribuiu para o desenvolvimento do mercado de crédito de carbono, iniciado através de acordos internacionais estabelecendo o máximo que um país pode poluir o meio ambiente.

Esse acordo fez surgir um novo mercado, que para muitos é uma espécie de bolsa de valores, mas que ainda necessita de uma legislação mundial que regulamente a comercialização dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Para o diretor-presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Henrique Santana, que participou em São Paulo de um seminário com especialistas do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Fundação Getúlio Vargas, pouca gente ainda tem conhecimento do assunto, embora o funcionamento do mercado de crédito de carbono seja uma das alternativas mais viáveis para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE).

>>> Digamos que os créditos à venda servem, na prática, para ‘justificar’ a poluição alheia…
# SAIBA MAIS NA WIKIPÉDIA
|| Carbono Brasil

Henrique Santana explica que o mercado de carbono funciona com regras estabelecidas pelo Protocolo de Quioto, com mecanismos de flexibilização que auxiliam a redução da emissão de GEE e um desses mecanismos que viabiliza o mercado é o MDL. O mercado funciona com a compra e venda de certificado de emissão de GEE em bolsas e com os países que necessitam cumprir compromissos legais de redução da emissão dos gases, ou seja, cada crédito adquirido equivale a uma tonelada de dióxido de carbono, através de uma medida que estabelece o potencial de aquecimento global.

No entanto, esse processo ainda é “complexo, caro e envolve a Organização das Nações Unidas”, embora não exista ainda uma configuração jurídica internacional. Atualmente a tonelada de carbono está sendo comercializada no Brasil aproximadamente por US$ 5, levando em conta o “risco Brasil” e o alto potencial de crescimento.

De acordo com o diretor-presidente da Emparn, “o Brasil é hoje o terceiro em números de projetos de MDL aprovados e a Região Nordeste é responsável por 10% do total de projetos do país”. O Estado de São Paulo detém hoje o primeiro lugar em número de projetos, sendo seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

Segundo Henrique Santana, a política estadual de mitigação da emissão dos gases do efeito estufa no RN é coordenada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, através do Programa Proclima e o RN “não pode perder a oportunidade de contribuir com esse esforço internacional de preservação ambiental do planeta”.

Para ele, “não se pode deixar países em desenvolvimento fiquem de fora das vantagens econômicas que é o mercado de crédito de carbono. Existem muitas oportunidades de captar recursos com ações desse tipo”.

E enquanto o mercado de crédito de carbono não se torna uma realidade no RN, a Emparn permanece desenvolvendo pesquisas como manejo e erradicação de pragas, redução de químicos na agropecuária, reflorestamento de regiões desertificadas, produção de mudas de espécies nativas e frutíferas.

Jornal de Hoje :: CRÉDITO DE CARBONO PODE REDUZIR GASES POLUENTES

“RN não pode perder a oportunidade de contribuir com esse esforço internacional de preservação ambiental”,
diz Diretor da Emparn

A preocupação dos governos em esfera mundial com a preservação ambiental e os feitos causados pelo aquecimento global contribuiu para o desenvolvimento do mercado de crédito de carbono, iniciado através de acordos internacionais estabelecendo o máximo que um país pode poluir o meio ambiente.

Esse acordo fez surgir um novo mercado, que para muitos é uma espécie de bolsa de valores, mas que ainda necessita de uma legislação mundial que regulamente a comercialização dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Para o diretor-presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Henrique Santana, que participou em São Paulo de um seminário com especialistas do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Fundação Getúlio Vargas, pouca gente ainda tem conhecimento do assunto, embora o funcionamento do mercado de crédito de carbono seja uma das alternativas mais viáveis para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE).

>>> Digamos que os créditos à venda servem, na prática, para ‘justificar’ a poluição alheia…
# SAIBA MAIS NA WIKIPÉDIA
|| Carbono Brasil

Henrique Santana explica que o mercado de carbono funciona com regras estabelecidas pelo Protocolo de Quioto, com mecanismos de flexibilização que auxiliam a redução da emissão de GEE e um desses mecanismos que viabiliza o mercado é o MDL. O mercado funciona com a compra e venda de certificado de emissão de GEE em bolsas e com os países que necessitam cumprir compromissos legais de redução da emissão dos gases, ou seja, cada crédito adquirido equivale a uma tonelada de dióxido de carbono, através de uma medida que estabelece o potencial de aquecimento global.

No entanto, esse processo ainda é “complexo, caro e envolve a Organização das Nações Unidas”, embora não exista ainda uma configuração jurídica internacional. Atualmente a tonelada de carbono está sendo comercializada no Brasil aproximadamente por US$ 5, levando em conta o “risco Brasil” e o alto potencial de crescimento.

De acordo com o diretor-presidente da Emparn, “o Brasil é hoje o terceiro em números de projetos de MDL aprovados e a Região Nordeste é responsável por 10% do total de projetos do país”. O Estado de São Paulo detém hoje o primeiro lugar em número de projetos, sendo seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

Segundo Henrique Santana, a política estadual de mitigação da emissão dos gases do efeito estufa no RN é coordenada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, através do Programa Proclima e o RN “não pode perder a oportunidade de contribuir com esse esforço internacional de preservação ambiental do planeta”.

Para ele, “não se pode deixar países em desenvolvimento fiquem de fora das vantagens econômicas que é o mercado de crédito de carbono. Existem muitas oportunidades de captar recursos com ações desse tipo”.

E enquanto o mercado de crédito de carbono não se torna uma realidade no RN, a Emparn permanece desenvolvendo pesquisas como manejo e erradicação de pragas, redução de químicos na agropecuária, reflorestamento de regiões desertificadas, produção de mudas de espécies nativas e frutíferas.

Diário de Natal :: AVANÇO DO MAR CAUSA DESTRUIÇÃO EM PONTA NEGRA

A luta do homem contra a força da natureza está evidente no calçadão da praia de Ponta Negra, próximo ao Morro do Careca. Na tarde de ontem, a equipe do Diário de Natal esteve no local e constatou o avanço do mar e a destruição de algumas construções. Além disso, os coqueiros estão com mais de um metro de raízes expostas.

De acordo com a vizinhança, na quarta-feira passada dois postes de eletricidade foram removidos, sob o risco de provocar um acidente, tendo em vista que o calçadão afundou com a força da maré. Na tarde de ontem, um muro de pedras foi construído para evitar o impacto no calçadão.

>>> É a Mãe Natureza se revoltando contra a falta de respeito ambiental do ser humano. O que podemos fazer pelo NOSSO futuro? Evitar piorar a situação é um bom começo!

Isaías Rodrigues é morador da Vila de Ponta Negra e acredita que a violência da maré está associada a época do ano. ‘‘Normalmente nos meses de dezembro e janeiro o mar fica mais agrssivo e acaba avançando. Mas também tem essa questão do aquecimento global, que vem preocupando a população.’’.

Os bares e restaurantes a beira mar estão tendo prejuízos com o avanço da maré. De acordo com o funcionário de um bar, Damazio Simplício, a água está subindo mais cedo e espantando as pessoas que ficam as barracas. ‘‘A gente teve que tirar as cadeiras mais cedo ontem (quarta-feira), por volta das 14h. Quando acontece essa mudança da maré a gente tem uma queda de aproximadamente 20% nas vendas’’, afirmou.

A turista de Pau dos Ferros, Márcia Alves e seu marido, Hermes Moraes disseram que a água quase os derrubou na tarde de quarta-feira. ‘‘A gente já estava saindo e foi por pouco, se tivesse demorado um pouquinho mais a maré tinha jogado a gente contra a parede’’, afirmou Márcia.

Outro banhista que estava no local, Wilson Marques acredita que as construções não irão resistir à força do mar. ‘‘Acho que daqui a uns cinco anos não vai ter mais nada aqui’’, declarou.

Outros estabelecimentos que sofrem com a situação são os hotéis beira mar. A equipe do Diário de Natal presenciou a construção de uma parede de proteção na entrada de um hotel. O funcionário Rivaldo Alves afirmou que trabalha em Ponta Negra desde 1991 e nunca viu o mar tão violento. ‘‘Ano passado nós colocamos 1.300 sacos de areia mais uma proteção de pedras aqui na frente do hotel. E agora a gente está fazendo mais essa parede. A gente não pode perder os turistas’’, concluiu.

Diário de Natal :: AVANÇO DO MAR CAUSA DESTRUIÇÃO EM PONTA NEGRA

A luta do homem contra a força da natureza está evidente no calçadão da praia de Ponta Negra, próximo ao Morro do Careca. Na tarde de ontem, a equipe do Diário de Natal esteve no local e constatou o avanço do mar e a destruição de algumas construções. Além disso, os coqueiros estão com mais de um metro de raízes expostas.

De acordo com a vizinhança, na quarta-feira passada dois postes de eletricidade foram removidos, sob o risco de provocar um acidente, tendo em vista que o calçadão afundou com a força da maré. Na tarde de ontem, um muro de pedras foi construído para evitar o impacto no calçadão.

>>> É a Mãe Natureza se revoltando contra a falta de respeito ambiental do ser humano. O que podemos fazer pelo NOSSO futuro? Evitar piorar a situação é um bom começo!

Isaías Rodrigues é morador da Vila de Ponta Negra e acredita que a violência da maré está associada a época do ano. ‘‘Normalmente nos meses de dezembro e janeiro o mar fica mais agrssivo e acaba avançando. Mas também tem essa questão do aquecimento global, que vem preocupando a população.’’.

Os bares e restaurantes a beira mar estão tendo prejuízos com o avanço da maré. De acordo com o funcionário de um bar, Damazio Simplício, a água está subindo mais cedo e espantando as pessoas que ficam as barracas. ‘‘A gente teve que tirar as cadeiras mais cedo ontem (quarta-feira), por volta das 14h. Quando acontece essa mudança da maré a gente tem uma queda de aproximadamente 20% nas vendas’’, afirmou.

A turista de Pau dos Ferros, Márcia Alves e seu marido, Hermes Moraes disseram que a água quase os derrubou na tarde de quarta-feira. ‘‘A gente já estava saindo e foi por pouco, se tivesse demorado um pouquinho mais a maré tinha jogado a gente contra a parede’’, afirmou Márcia.

Outro banhista que estava no local, Wilson Marques acredita que as construções não irão resistir à força do mar. ‘‘Acho que daqui a uns cinco anos não vai ter mais nada aqui’’, declarou.

Outros estabelecimentos que sofrem com a situação são os hotéis beira mar. A equipe do Diário de Natal presenciou a construção de uma parede de proteção na entrada de um hotel. O funcionário Rivaldo Alves afirmou que trabalha em Ponta Negra desde 1991 e nunca viu o mar tão violento. ‘‘Ano passado nós colocamos 1.300 sacos de areia mais uma proteção de pedras aqui na frente do hotel. E agora a gente está fazendo mais essa parede. A gente não pode perder os turistas’’, concluiu.

Prédios podem ser peça chave no combate às mudanças climáticas

Prédios podem ser peça chave no combate às mudanças climáticas

Nações Unidas –
30/03/2007

Relatório mostra como medidas simples e de baixo custo de energia podem ajudar no alcanço das metas de Kyoto e excedentes.

Oslo/Nairóbi – Benefícios significativos podem ser alcançados com esforços para combater o aquecimento global, com a redução do uso de energia e o melhoramento da eficiência o do seu uso em prédios.

A mistura correta entre uma apropriada regulamentação governamental, um aprimoramento do uso de tecnologias para economia energética e uma mudança comportamental, pode reduzir substancialmente as emissões de dióxido de carbono (CO2) do setor de construção civil, que acumula cerca de 30% a 40% do uso global de energia, diz o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) Construções Sustentáveis e Iniciativa Imobiliária (SBCI).

O novo relatório, Cosntruções e Mudanças Climáticas: Status, Desafios e Oportunidades, diz que existem muitas oportunidades para governos, indústrias e consumidores realizarem ações apropriadas durante o tempo de vida dos prédios, o que pode minimizar os impactos do aquecimento global.

Citando o exemplo da Europa, o relatório diz que mais de um quinto do consumo de energia e mais de 45 milhões tonelada de CO2 poderiam ser economizados por ano até 2010 com a aplicação de medidas mais ambiciosas para prédios novos e já existentes.

Achim Steiner, Vice Secretário Geral da ONU e Diretor Executivo do UNEP, disse “Eficiência energética, junto com formas limpas e renováveis de gerar energia, é um dos pilares perante os quais um mundo sem carbono irá resitir ou desabar. As economias que já podem ser feitas são potencialmente grandes e o custo para implementá-las é relativamente barato, se um número suficiente de governos, indústrias, empresários e consumidores agirem”.

“Esse relatório foca o setor de construção civil. Por algumas estimativas conservadoras, o setor de construção civil mundial poderia liberar emissões reduzidas em 1.8 bilhões de toneladas de CO2. Uma polícia mais agressiva de eficiência de energia pode liberar mais de dois blihões de toneladas ou perto de três vezes a quantidade programada para ser reduzida pelo Protocolo de Kyoto” ele adicionou.

“Existem mais frutas baixas para serem colhidas. Vários países, incluindo Austrália, Cuba e a União Européia estão cuidando para gradualmente ou totalmente banir o uso de lâmpadas incandescentes que estão no mercado por mais de um século em vários modelos. A agência Internacional de Energia estima que uma total mudança global para lâmpadas compactas fluorescentes pouparia, em 2010, 470 milhões de toneladas de CO2 ou um pouco mais do que a metade das reduções de Kyoto. Nós temos que perguntar quais são os obstáculos – se tiver algum – para alcançar uma mudança tão positiva de redução de custos e tomar previdências decisiva e rapidamente para superá-los, se, eles existirem” disse Sr Steiner.

Pontos chave para os relatórios de contruções e mudanças climáticas

No tempo de vida de um prédio comum, a maior parte da energia é consumida, não para a contrução, mas durante o período que o prédio está sendo usado. Isto é, quando a energia está sendo usada para aquecimento, refrigeramento, ilumação, cozimento, ventilação e outros.

Reconhecendo isso, o relatório apressa um o uso melhorado de tecnologias como isolamento térmico, sombra solar e, iluminação e utensílios eletrônicos mais eficientes, assim como a importância de campanhas de educação e advestências.

“Para alcançar maior efciência energética em prédios, você geralmente não precisa usar soluções tecnológicas avançadas e caras, mas soluções simples, como projetos inteligentes, soluções flexíveis de energia e fornecimento de informação apropriada aos usuários do prédio” diz Oliver Luneau, SBCI Presidente e Diretor de sustentabilidade da Lafarge.

“Soluções simples podem incluir sombras e ventilação natural, uso de materiais reciclados de prédios, adequação do tamanho e da forma do prédio para seu propósito de uso etc” disse ele. “É claro que você pode alcançar resultados até melhores, se soluções mais avançadas forem usadas, como iluminação inteligente e sistema de ventilação, baixa temperatura de aquecimento e refrigeração e economia de energia de uso domético”.

Em acréscimo ao melhoramento do uso de tecnologias para economia de energia, o relatório ressalta a importância de políticas governamentais apropriadas no código do prédio, preço de energia e incentivos financeiros que encoragem a redução do consumo de energia.

Também é enfatizado que o o setor imobiliário aposta nele mesmo, incluindo investidores, arquitetos, donos de propriedades, companhias de construção, inquilinos, etc. precisam entender e apoiar essas políticas para que elas funcionem com eficiência.

O relatório também aponta que tentativas para encontrar soluções para os prédios irão variar. Em países desenvolvidos o principal desafio é alcançar uma redução de emissões entre os muitos prédios existentes, e isso pode ser feito basicamente com a redução do uso de energia.

Em outras partes do mundo, especialmente lugares como a China, onde quase 2 bilhões de metros quadrados são ocupados anualmente com novas construções, o desafio é passar direto para soluções energéticas mais eficientes, diz o relatório.

O relatório de Construções e Mudanças Climáticas será apresentado no encontro anual da SBCI, que acontecerá em Rabat, Marrocos, de 2 a 4 de Abril de 2007. A SBCI é uma parceria internacional para “deixar verde” o multi-bilionário setor de prédios e construções. Inaugurado há um ano atrás junto com o UNEP, hoje tem cerca de trinta membros incluindo alguns dos maiores nomes da área como Lafarge, Skanska e Arcelor. A secretaria da SBCI está alojada junto a Divisão de Tecnologia, Indústria e Economia do UNEP em Paris.

* Fonte: Relatório sobre Construções e Mudanças Climáticas UNEP SBCI // www.unep.fr ou www.unep.org

** colaboração: Xico Iglesias – Associação Potiguar dos Amigos da Natureza (ASPOAN)

Prédios podem ser peça chave no combate às mudanças climáticas

Prédios podem ser peça chave no combate às mudanças climáticas

Nações Unidas –
30/03/2007

Relatório mostra como medidas simples e de baixo custo de energia podem ajudar no alcanço das metas de Kyoto e excedentes.

Oslo/Nairóbi – Benefícios significativos podem ser alcançados com esforços para combater o aquecimento global, com a redução do uso de energia e o melhoramento da eficiência o do seu uso em prédios.

A mistura correta entre uma apropriada regulamentação governamental, um aprimoramento do uso de tecnologias para economia energética e uma mudança comportamental, pode reduzir substancialmente as emissões de dióxido de carbono (CO2) do setor de construção civil, que acumula cerca de 30% a 40% do uso global de energia, diz o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) Construções Sustentáveis e Iniciativa Imobiliária (SBCI).

O novo relatório, Cosntruções e Mudanças Climáticas: Status, Desafios e Oportunidades, diz que existem muitas oportunidades para governos, indústrias e consumidores realizarem ações apropriadas durante o tempo de vida dos prédios, o que pode minimizar os impactos do aquecimento global.

Citando o exemplo da Europa, o relatório diz que mais de um quinto do consumo de energia e mais de 45 milhões tonelada de CO2 poderiam ser economizados por ano até 2010 com a aplicação de medidas mais ambiciosas para prédios novos e já existentes.

Achim Steiner, Vice Secretário Geral da ONU e Diretor Executivo do UNEP, disse “Eficiência energética, junto com formas limpas e renováveis de gerar energia, é um dos pilares perante os quais um mundo sem carbono irá resitir ou desabar. As economias que já podem ser feitas são potencialmente grandes e o custo para implementá-las é relativamente barato, se um número suficiente de governos, indústrias, empresários e consumidores agirem”.

“Esse relatório foca o setor de construção civil. Por algumas estimativas conservadoras, o setor de construção civil mundial poderia liberar emissões reduzidas em 1.8 bilhões de toneladas de CO2. Uma polícia mais agressiva de eficiência de energia pode liberar mais de dois blihões de toneladas ou perto de três vezes a quantidade programada para ser reduzida pelo Protocolo de Kyoto” ele adicionou.

“Existem mais frutas baixas para serem colhidas. Vários países, incluindo Austrália, Cuba e a União Européia estão cuidando para gradualmente ou totalmente banir o uso de lâmpadas incandescentes que estão no mercado por mais de um século em vários modelos. A agência Internacional de Energia estima que uma total mudança global para lâmpadas compactas fluorescentes pouparia, em 2010, 470 milhões de toneladas de CO2 ou um pouco mais do que a metade das reduções de Kyoto. Nós temos que perguntar quais são os obstáculos – se tiver algum – para alcançar uma mudança tão positiva de redução de custos e tomar previdências decisiva e rapidamente para superá-los, se, eles existirem” disse Sr Steiner.

Pontos chave para os relatórios de contruções e mudanças climáticas

No tempo de vida de um prédio comum, a maior parte da energia é consumida, não para a contrução, mas durante o período que o prédio está sendo usado. Isto é, quando a energia está sendo usada para aquecimento, refrigeramento, ilumação, cozimento, ventilação e outros.

Reconhecendo isso, o relatório apressa um o uso melhorado de tecnologias como isolamento térmico, sombra solar e, iluminação e utensílios eletrônicos mais eficientes, assim como a importância de campanhas de educação e advestências.

“Para alcançar maior efciência energética em prédios, você geralmente não precisa usar soluções tecnológicas avançadas e caras, mas soluções simples, como projetos inteligentes, soluções flexíveis de energia e fornecimento de informação apropriada aos usuários do prédio” diz Oliver Luneau, SBCI Presidente e Diretor de sustentabilidade da Lafarge.

“Soluções simples podem incluir sombras e ventilação natural, uso de materiais reciclados de prédios, adequação do tamanho e da forma do prédio para seu propósito de uso etc” disse ele. “É claro que você pode alcançar resultados até melhores, se soluções mais avançadas forem usadas, como iluminação inteligente e sistema de ventilação, baixa temperatura de aquecimento e refrigeração e economia de energia de uso domético”.

Em acréscimo ao melhoramento do uso de tecnologias para economia de energia, o relatório ressalta a importância de políticas governamentais apropriadas no código do prédio, preço de energia e incentivos financeiros que encoragem a redução do consumo de energia.

Também é enfatizado que o o setor imobiliário aposta nele mesmo, incluindo investidores, arquitetos, donos de propriedades, companhias de construção, inquilinos, etc. precisam entender e apoiar essas políticas para que elas funcionem com eficiência.

O relatório também aponta que tentativas para encontrar soluções para os prédios irão variar. Em países desenvolvidos o principal desafio é alcançar uma redução de emissões entre os muitos prédios existentes, e isso pode ser feito basicamente com a redução do uso de energia.

Em outras partes do mundo, especialmente lugares como a China, onde quase 2 bilhões de metros quadrados são ocupados anualmente com novas construções, o desafio é passar direto para soluções energéticas mais eficientes, diz o relatório.

O relatório de Construções e Mudanças Climáticas será apresentado no encontro anual da SBCI, que acontecerá em Rabat, Marrocos, de 2 a 4 de Abril de 2007. A SBCI é uma parceria internacional para “deixar verde” o multi-bilionário setor de prédios e construções. Inaugurado há um ano atrás junto com o UNEP, hoje tem cerca de trinta membros incluindo alguns dos maiores nomes da área como Lafarge, Skanska e Arcelor. A secretaria da SBCI está alojada junto a Divisão de Tecnologia, Indústria e Economia do UNEP em Paris.

* Fonte: Relatório sobre Construções e Mudanças Climáticas UNEP SBCI // www.unep.fr ou www.unep.org

** colaboração: Xico Iglesias – Associação Potiguar dos Amigos da Natureza (ASPOAN)

Matéria DN 11/3 :: Natal precisa ampliar arborização se quiser manter clima agradável

Natal precisa de mais árvores nas suas ruas

Em tempos de aquecimento global e de preocupação sobre o futuro do planeta, as árvores ganharam destaque. Afinal elas produzem oxigênio e absorvem gás carbônico (CO2), principal responsável pelo efeito estufa, deixando o ar que respiramos menos poluído.

Transitando pelas ruas de Natal, não é difícil ver pessoas se abrigando debaixo delas para se protegerem do sol e do calor. Infelizmente isso pode se tornar um fato raro, isso porque cada vez mais árvores são arrancadas e podadas de forma irregular. Segundo o ecólogo Aristotelino Monteiro, Natal é uma das capitais do Nordeste que menos possui árvores. Comparando com outras capitais de seu mesmo porte, como Aracajú, João Pessoa, Natal perde no quesito arborização.

E destacou Petrópolis como o bairro mais arborizado da cidade, os demais são pobres e necessitados de mais árvores. A conseqüência disto é uma cidade cada vez mais quente e seca.