Matéria DN 21/5 :: Acerto leva PDN ao voto

Acerto leva PDN ao voto

Repórter: Gabriela Freire

A votação do texto final do Plano Diretor de Natal (PDN) será na próxima terça-feira, 22. Prevista para acontecer no dia 24, foi adiantada depois que a Câmara Municipal de Natal decidiu retirar as oito emendas apresentadas de última hora na revisão do PDN. De acordo com o relator da revisão do Plano, vereador Emilson Medeiros, essa decisão tem a finalidade de acelerar a aprovação e consequente execução do plano que vai regular o crecimento imobiliário da cidade.

Das oito emendas que seriam discutidas em audiência pública na nova data de votação do PDN, duas – de autoria do vereador Hermano Morais – foram retiradas previamente pelo autor por terem sido prejudicadas após votação realizada na semana passada. As demais foram discutidas entre os vereadores e lideranças de partidos. A emenda que tratava da modificação dos limites da Área Especial de Interesse Social (AEIS) de Ponta Negra, de autoria do vereador Enildo Alves, será preservada e posteriormente apresentada ao plano setorial do bairro. A previsão para o início das discussões acerca do Plano Setorial do bairro e vila de Ponta Negra é para os próximos seis meses.

Segundo Emilson Medeiros, a retirada dessas emendas não vai prejudicar o Plano Diretor de Natal uma vez que as alterações sugeridas já eram atendidas de alguma forma. ‘‘Todas as emendas foram retiradas em comum acordo com os vereadores e lideranças de partidos. E essa decisão foi tomada para dar maior celeridade na aprovação do Plano. Achamos importante ressaltar também que a Casa não foi responsável pela postergação do PDN. O que fizemos foi ouvir as solicitações da sociedade’’, frisou o relator.

TRÂMITE

Aprovado na discussão final, o novo texto do PDN tem 15 dias para ser encaminhado à Prefeitura de Natal. ‘‘Como o nosso objetivo e agilizar a execução do Plano Diretor, vamos enviar o documento até o final da próxima semana’’, afirmou Emilson. O prefeito Carlos Eduardo Alves tem 30 dias para sancionar ou vetar o texto do documento regulador da cidade. ‘‘O prefeito acompanhou o processo de discussão do Plano. O Executivo não poderá vetar as emendas pois todas elas foram frutos de muita discussão entre a sociedade e a Câmara. O prefeito tem todos os instrumentos para sancionar a lei rapidamente’’, destacou.

PONTA NEGRA

A emenda do vereador Enildo Alves quer liberar construções numa faixa da Vila de Ponta Negra que abrange uma parte do entorno do Morro do Careca – envolvendo a área dos polêmicos espigões – e anexa também o campo de futebol utilizado pelo clube da comunidade, Botafogo Futebol Clube, para a realização de jogos e eventos sociais. A proposta, adiada para ser discutida nos próximos meses, tenta alterar o que já foi aprovado no texto original da revisão: transformar toda a Vila de Ponta Negra em Área Especial de Interesse Social (AEIS), com construções limitadas a 7,5 metros, ficando proibido o remembramento de lotes, nos mesmos moldes da legislação que regulamenta há 13 anos o bairro de Mãe Luíza.

Matéria TN 18/4 :: Emendas abrem concessões no Plano Diretor

Emendas abrem concessões no Plano Diretor

Foto: Aléx Régis

CÂMARA MUNICIPAL – Emilson Medeiros leu as dezesseis emendas que foram apresentadas até ontem à tarde

A votação definitiva do Plano Diretor será terça-feira da semana que vem. Ontem, o relator da proposta do novo Plano Diretor, vereador Emilson Medeiros (PPS), apresentou todas as emendas que já lhe foram entregues. Dezesseis delas já foram avaliadas. Outras seis foram entregues mas ainda não foram avaliadas. Mais quatros serão entregues por Hermano Morais hoje. Na sexta-feira, às 9h, o relator e os demais membros das comissões que avaliam as emendas terão completado o trabalho.

Na apresentação de ontem ficou claro que nem tudo sairá como o previsto na reunião do prefeito com vereadores da base aliada. Uma das principais alterações com relação projeto original diz respeito à outorga onerosa. Há uma emenda que propõe a redução nos percentuais de cobrança sugeridos para esse novo pano Diretor. Outras emendas também alteram o que está previsto para Zona Norte e para a Via Costeira.

A outorga, em suma, consiste numa taxa que os construtores pagam à Prefeitura, para poder construir um pouco mais do que o permitido inicialmente. Essa manobra só é permitida em locais que comportam tal acréscimo e com a permissão da Prefeitura. Conforme explicou Emilson Medeiros, o projeto do novo plano enviado à Câmara pelo prefeito estipulou os percentuais dessa cobrança em 3%, 4% e 6% para, respectivamente, o primeiro ano (a partir da vigência da lei), o segundo e o terceiro.

O vereador Geraldo Neto (PMDB), que não pertence à bancada do prefeito, propôs que esses percentuais sejam reduzidos para 2%, 3% e 4%. Apesar de contrariar o que quer a Prefeitura, que tem maioria na casa, os comentários ontem eram de que essa emenda seria aprovada. Se for, o prefeito deve vetar. Há outra emenda referente à outorga do vereador Luís Carlos, para quem a taxa deve ser fixa em 3%.

O vereador Hermano Morais, que deve apresentar suas emendas hoje, vai propor numa delas que todos os recursos apurados com a cobrança da outorga onerosa sejam usados em obras de saneamento. “Os recursos tem de ser investidos no que é mais necessário para Natal, permitindo o desenvolvimento sustentável da cidade”. Os outros dois pontos polêmicos que alteram os planos da prefeitura dizem respeito à Zona Norte e à Via Costeira. Inicialmente, a Prefeitura queria manter a Zona Norte como Zona de Adensamento básico, o que restringe as possibilidades de construção na área. Pela emenda apresentada pelo vereador Dickson Nasser (PSB), presidente da Câmara Municipal, a Zona Norte será Zona Adensável, com coeficiente de aproveitamento 2,5; o que possibilita explorar melhor a área.

A única ressalva é que todos os empreendimentos construídos na Zona norte caso a emenda seja aprovada – terão de contar com estação de tratamento de esgoto no próprio lote. Essa emenda é subscrita pelos vereadores Emilson Medeiros e Geraldo Neto. O relator do novo Plano Diretor disse ainda que vai apresentar uma emenda suprimindo parte do texto da proposta que delimita as construções na Via Costeira ao nível da avenida Dinarte Mariz. Com a emenda, as possíveis novas construções continuarão podendo construir até 15 metros acima do nível da via.

‘Há pontos que merecem mais discussão’

O relator do projeto do novo Plano Diretor, Emilson Medeiros (PPS), avalia que apesar de algumas emendas não terem sido aceitas, o processo de definição dessas propostas está sendo positivo. “Eu entendo que é um momento rico de discussão mesmo a gente sendo contra algumas propostas, é uma concepção”. Aproveitando a apresentação das emendas ele comentou alguns aspectos do Plano que considera merecer mais atenção.

O primeiro é com relação à criação de uma Área Especial de Interesse Social na Vila de Ponta Negra, proposta que consta no novo plano. Ele não é contra mas observa que poderia ser mais interessante estudar melhor a questão porque a vila possui a contradição de ter precisar ser preservada e ao mesmo tempo ter o metro quadrado mais caro do Estado.

“A Prefeitura encontrou um caminho. Encontrou o caminho mais fácil, que é fazer uma AEIS. Fazendo assim não pode construir”, avaliou. O vereador — que já foi secretário de Meio Ambiente do Município — avaliou que o estudo deveria frutificar num plano que contemplasse o uso imobiliário e assegurasse a preservação. Emilson Medeiros observou que outro ponto que deveria ter sido melhor avaliado é a invasão da comunidade de Mãe Luíza sobre o parque das Dunas. A revisão do Plano Diretor de Natal começou a ser feita em 2005 e já passou por todas as etapas de discussão com as comunidades.

Emendas

Aluísio Machado (PSB)

Como líder de bancada, trouxe 10 emendas da prefeitura. Três foram rejeitadas pelas comissões da Câmara por conterem erros formais. Uma delas, a 3ª, é fala sobre os limites de construções na Via Costeira.

Geraldo Neto (PMDB)

Apresenta emenda subscrita pelo vereador Adenúbio Melo (PSB) na qual propõe que a Outorga Onerosa tenha os percentuais de 2%, 3% e 4%. A Prefeitura propõe 3%, 4% e 6%.

Júlio Protásio (PV)

Apresentou quatro emendas propondo a criação de um Plano setorial específico para Ponta negra. O vereador propõe alterações que possibilitem essa criação. Hoje, o Plano Diretor só permite a criação de planos setoriais para dois duas ou mais unidades de base.

Dickson Nasser (PSB)

Apresentou duas emendas, uma delas é apenas referente a prazos e opção de usar a nova legislação. A segunda, subscrita por Geraldo Neto e Emilson Medeiros, propõe que a Zona Norte seja considerada zona adensável com coeficiente de aproveitamento 2,5, desde que os empreendimentos tenham estação de tratamento de esgoto dentro do próprio lote. Pelo Plano Diretor, proposta que vai ser votada, a Zona Norte se tornaria Zona de Adensamento Básico, o que restringe mais as construções na área, com índice de aproveitamento em 1.2.

Luis Carlos (sem partido)

Apresentou cinco emendas. Quatro delas são polêmicas. Uma propõe que a outorga onerosa seja fixa: 3%. Outra emenda propõe que seja suprimido do Plano Diretor o parágrafo que dá ao Poder Executivo o poder de criar áreas onde construções são proibidas (non aedificandi).

Hermano Morais (PMDB)

Vai apresentar quatro emendas, uma delas sugerindo que os recursos obtidos com a outorga onerosa seja todo usado para obras de saneamento.

Emilson Medeiros (PPS)

Vai apresentar emenda suprimindo o texto que especifica que todos os empreendimentos da Via Costeira tem que ser construídos abaixo do nível da avenida – 15 metros.

Matéria TN 18/4 :: Emendas abrem concessões no Plano Diretor

Emendas abrem concessões no Plano Diretor

Foto: Aléx Régis

CÂMARA MUNICIPAL – Emilson Medeiros leu as dezesseis emendas que foram apresentadas até ontem à tarde

A votação definitiva do Plano Diretor será terça-feira da semana que vem. Ontem, o relator da proposta do novo Plano Diretor, vereador Emilson Medeiros (PPS), apresentou todas as emendas que já lhe foram entregues. Dezesseis delas já foram avaliadas. Outras seis foram entregues mas ainda não foram avaliadas. Mais quatros serão entregues por Hermano Morais hoje. Na sexta-feira, às 9h, o relator e os demais membros das comissões que avaliam as emendas terão completado o trabalho.

Na apresentação de ontem ficou claro que nem tudo sairá como o previsto na reunião do prefeito com vereadores da base aliada. Uma das principais alterações com relação projeto original diz respeito à outorga onerosa. Há uma emenda que propõe a redução nos percentuais de cobrança sugeridos para esse novo pano Diretor. Outras emendas também alteram o que está previsto para Zona Norte e para a Via Costeira.

A outorga, em suma, consiste numa taxa que os construtores pagam à Prefeitura, para poder construir um pouco mais do que o permitido inicialmente. Essa manobra só é permitida em locais que comportam tal acréscimo e com a permissão da Prefeitura. Conforme explicou Emilson Medeiros, o projeto do novo plano enviado à Câmara pelo prefeito estipulou os percentuais dessa cobrança em 3%, 4% e 6% para, respectivamente, o primeiro ano (a partir da vigência da lei), o segundo e o terceiro.

O vereador Geraldo Neto (PMDB), que não pertence à bancada do prefeito, propôs que esses percentuais sejam reduzidos para 2%, 3% e 4%. Apesar de contrariar o que quer a Prefeitura, que tem maioria na casa, os comentários ontem eram de que essa emenda seria aprovada. Se for, o prefeito deve vetar. Há outra emenda referente à outorga do vereador Luís Carlos, para quem a taxa deve ser fixa em 3%.

O vereador Hermano Morais, que deve apresentar suas emendas hoje, vai propor numa delas que todos os recursos apurados com a cobrança da outorga onerosa sejam usados em obras de saneamento. “Os recursos tem de ser investidos no que é mais necessário para Natal, permitindo o desenvolvimento sustentável da cidade”. Os outros dois pontos polêmicos que alteram os planos da prefeitura dizem respeito à Zona Norte e à Via Costeira. Inicialmente, a Prefeitura queria manter a Zona Norte como Zona de Adensamento básico, o que restringe as possibilidades de construção na área. Pela emenda apresentada pelo vereador Dickson Nasser (PSB), presidente da Câmara Municipal, a Zona Norte será Zona Adensável, com coeficiente de aproveitamento 2,5; o que possibilita explorar melhor a área.

A única ressalva é que todos os empreendimentos construídos na Zona norte caso a emenda seja aprovada – terão de contar com estação de tratamento de esgoto no próprio lote. Essa emenda é subscrita pelos vereadores Emilson Medeiros e Geraldo Neto. O relator do novo Plano Diretor disse ainda que vai apresentar uma emenda suprimindo parte do texto da proposta que delimita as construções na Via Costeira ao nível da avenida Dinarte Mariz. Com a emenda, as possíveis novas construções continuarão podendo construir até 15 metros acima do nível da via.

‘Há pontos que merecem mais discussão’

O relator do projeto do novo Plano Diretor, Emilson Medeiros (PPS), avalia que apesar de algumas emendas não terem sido aceitas, o processo de definição dessas propostas está sendo positivo. “Eu entendo que é um momento rico de discussão mesmo a gente sendo contra algumas propostas, é uma concepção”. Aproveitando a apresentação das emendas ele comentou alguns aspectos do Plano que considera merecer mais atenção.

O primeiro é com relação à criação de uma Área Especial de Interesse Social na Vila de Ponta Negra, proposta que consta no novo plano. Ele não é contra mas observa que poderia ser mais interessante estudar melhor a questão porque a vila possui a contradição de ter precisar ser preservada e ao mesmo tempo ter o metro quadrado mais caro do Estado.

“A Prefeitura encontrou um caminho. Encontrou o caminho mais fácil, que é fazer uma AEIS. Fazendo assim não pode construir”, avaliou. O vereador — que já foi secretário de Meio Ambiente do Município — avaliou que o estudo deveria frutificar num plano que contemplasse o uso imobiliário e assegurasse a preservação. Emilson Medeiros observou que outro ponto que deveria ter sido melhor avaliado é a invasão da comunidade de Mãe Luíza sobre o parque das Dunas. A revisão do Plano Diretor de Natal começou a ser feita em 2005 e já passou por todas as etapas de discussão com as comunidades.

Emendas

Aluísio Machado (PSB)

Como líder de bancada, trouxe 10 emendas da prefeitura. Três foram rejeitadas pelas comissões da Câmara por conterem erros formais. Uma delas, a 3ª, é fala sobre os limites de construções na Via Costeira.

Geraldo Neto (PMDB)

Apresenta emenda subscrita pelo vereador Adenúbio Melo (PSB) na qual propõe que a Outorga Onerosa tenha os percentuais de 2%, 3% e 4%. A Prefeitura propõe 3%, 4% e 6%.

Júlio Protásio (PV)

Apresentou quatro emendas propondo a criação de um Plano setorial específico para Ponta negra. O vereador propõe alterações que possibilitem essa criação. Hoje, o Plano Diretor só permite a criação de planos setoriais para dois duas ou mais unidades de base.

Dickson Nasser (PSB)

Apresentou duas emendas, uma delas é apenas referente a prazos e opção de usar a nova legislação. A segunda, subscrita por Geraldo Neto e Emilson Medeiros, propõe que a Zona Norte seja considerada zona adensável com coeficiente de aproveitamento 2,5, desde que os empreendimentos tenham estação de tratamento de esgoto dentro do próprio lote. Pelo Plano Diretor, proposta que vai ser votada, a Zona Norte se tornaria Zona de Adensamento Básico, o que restringe mais as construções na área, com índice de aproveitamento em 1.2.

Luis Carlos (sem partido)

Apresentou cinco emendas. Quatro delas são polêmicas. Uma propõe que a outorga onerosa seja fixa: 3%. Outra emenda propõe que seja suprimido do Plano Diretor o parágrafo que dá ao Poder Executivo o poder de criar áreas onde construções são proibidas (non aedificandi).

Hermano Morais (PMDB)

Vai apresentar quatro emendas, uma delas sugerindo que os recursos obtidos com a outorga onerosa seja todo usado para obras de saneamento.

Emilson Medeiros (PPS)

Vai apresentar emenda suprimindo o texto que especifica que todos os empreendimentos da Via Costeira tem que ser construídos abaixo do nível da avenida – 15 metros.

Matéria TN 4/4 – Plano Diretor: Emendas serão votadas em 10 dias

Plano Diretor: Emendas serão votadas em 10 dias

Repórteres: Anna Ruth Dantas e Jacson Damasceno
Foto: Divulgação

PLANO DIRETOR – Emilson Medeiros, presidente da Comissão de Justiça destaca que integrantes do Complan serão convidados para o debate

Antes da segunda e decisiva votação do Plano Diretor de Natal a Câmara Municipal ainda promoverá três audiências públicas. Na próxima semana, o legislativo da capital potiguar promoverá discussões sobre o projeto com o Conselho Municipal de Saneamento Básico. O debate está marcado para quarta-feira.

Depois, outra audiência contará com a representantes do Conselho Municipal de Planejamento (Complan) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo. “Como disseram que não houve uma discussão de Semurb e Complan juntos e, inclusive, o projeto que chegou não foi o aprovado pelo Complan, nós vamos fazer essa audiência com os dois órgãos”, explicou o vereador Emilson Medeiros, presidente da Comissão de Justiça da Câmara.

A terceira audiência pública acontecerá com todos os órgãos e entidades envolvidas com o Plano Diretor. Esse debate ainda não tem data marcada. “Nós entendemos que o projeto do Plano Diretor é sério e muito importante para a cidade. Não temos pressa. Sabemos que o projeto será bom para Natal”, comentou o presidente da Câmara, vereador Dickson Nasser.

Ele destacou ainda que, embora as emendas ainda não tenham sido apresentadas, há alguns pontos pacíficos entre os vereadores: os bairros de Ponta Negra e Mãe Luíza terão atenção especial dos legisladores. “Esses nós não vamos permitir mexer”, destacou Dickson Nasser.

Com as três audiências públicas que serão promovidas pela Câmara, a segunda e decisiva votação do Plano Diretor deverá acontecer no início da segunda quinzena do mês de abril. Os trabalhos do Plano Diretor estão sendo organizados pelo presidente da Comissão de Justiça, vereador Emilson Medeiros. É ele que está fazendo as vezes de “relator”, embora pelo regimento não seja necessário relator nessa fase da votação.

Emilson Medeiros explicou que as emendas dos vereadores deverão ser entregues até a próxima quarta-feira. A partir daí elas farão a tramitação nas comissões de Justiça, Planejamento Urbano e Finanças. As emendas ao projeto original do Plano Diretor poderão ser apresentadas pelos vereadores ou por uma iniciativa popular. Nesse último caso é necessário um projeto com assinatura de 3% do eleitorado, o que indica um abaixo assinado com 12 mil pessoas.

Alguns vereadores já fecharam com o projeto original enviado pela Prefeitura de Natal. “Vamos votar favorável ao projeto enviado pela prefeitura. Esse foi um projeto muito discutido com a sociedade, na Conferência das Cidades”, comentou o vereador Fernando Lucena. Hoje pela manhã, o presidente da Câmara, Dickson Nasser, fará uma reunião com todos os vereadores. “Em se tratando do Plano Diretor há um consenso entre todos os vereadores. O que vamos conversar hoje é informar sobre essas audiências e as novas deliberações”, destacou Dickson Nasser.

Construções limitadas a 30 andares

O novo Plano Diretor de Natal deve reparar equívocos do passado. A revisão de 1994 foi um divisor de águas, à medida em que foi marcada por importantes restrições nas áreas de características especiais, como as Zonas de Proteção Ambiental, mas que por outro lado, foi permissiva no que diz respeito ao resto da cidade. Um dos principais critérios a serem corrigidos, trata do estabelecimento de um gabarito para toda a extensão de terra considerada “adensável”. Em 1984, foi estabelecido que um prédio na capital não poderia ultrapassar o gabarito de 65m, o equivalente a 22 andares. Mas dez anos depois, o PDN passou por uma modificação, acabando com essa restrição. Portanto, com exceção de “áreas de controle de gabarito”, não há limites para altura de construções na capital.

Segundo a chefe do Departamento Urbanístico e Ambiental da Secretaria de Meio-Ambiente e Urbanismo (Semurb), Florésia Pessoa, na época da última revisão, os prédios de Natal tinham um gabarito médio de vinte pavimentos. “Os estudos e estimativas foram feitos, mas ninguém imaginava que a cidade fosse crescer numa velocidade tão espantosa”, explicou.

Já na revisão iniciada em 2005, e que deve finalmente se desfechar ainda este mês, um dos pontos observados em primeiro lugar foi o estabelecimento de um gabarito de 90m – aproximadamente trinta pavimentos – para as áreas que não tinham regulamentação. “Agora vemos que está na hora de recuar. Apesar de ainda achar que é uma regra branda”, informou Florésia Pessoa.

Outra modificação é a anulação da área adensável em Ponta Negra, que também não tinha limites. A regra se refere à margem da avenida Eng. Roberto Freire, oposta à área non aedificandi. Pelo que propõe o novo PDN, os espigões ali erguidos à margem da pista e que têm mais de 90m de gabarito, deverão ser os últimos. Em contrapartida, prédios com até 65m – 22 pavimentos – serão permitidos. Segundo Florésia, não houve proibição para isso também porque a comunidade não se manifestou. “Na época das discussões só houve uma proposta, que foi derrubada, por ter sido considerada muito radical”.

Outras medidas tomadas acabarão alterando os gabaritos de áreas específicas. A criação da Área Especial de Interesse Social na Vila de Ponta Negra é um exemplo, onde regras duras deverão ser criadas. A Zona de Interesse Turístico da praia, onde também há limitações, vai aumentar, chegando até a Vila. Será criada ainda outra área especial, na avenida João Medeiros Filho, em frente ao Carrefour.

“População demonstra que está preocupada”

Muita gente está incomodada. Boa parte da população não está nada, nada satisfeita com os gigantes de concreto que estão sendo erguidos na capital. Segundo o professor de Arquitetura da UFRN, Paulo Nóbrega, – que participou de toda a discussão como delegado da universidade – o que há de modificação no PDN sobre os gabaritos, é por causa da população.

“A população começou a se assustar com os prédios que estão aparecendo com 30, 40 andares”, disse o professor. Segundo Paulo, em uma das discussões entre os delegados, chegou a haver um comunicado informal de que os grandes prédios estavam atrapalhando a cobertura do tráfico aéreo na região. A informação teria sido dada por um técnico da Aeronáutica.

“É muito sintomático essa questão da população se manifestar. Realmente assusta a magnitude desses edifícios, muitas vezes em ruas estreitas. A gente não entende a necessidade desses edifícios numa cidade como Natal”, argumentou o professor. Para o professor, a cidade cresceu uma forma muito rápida, o que fez com que a população reclamasse nas reuinões do Plano Diretor de Natal.

Algumas propostas surgidas da população foram consideradas radicais e não foram parovadas na Conferência da Cidade. Um mililtar reformado pleiteou, por exemplo, que toda a área de Ponta Negra e Capim Macio fosse controlada e o gabarito não passasse de dois pavimentos. O objetivo do cidadão era proteger o corredor de ventilação. Porém, o militar foi voto vencido nas reuniões.

Corretor questiona critérios para definição dos limites

O corretor de imóveis Ricardo Abreu não vê a mudança nos padrões de gabaritos para Natal com grandes preocupações. Segundo ele, o que for decidido é lei e, portanto, deve ser cumprido. O que ele questiona são os meios pelos quais os novos parâmetros foram definidos: “Gostaria muito de saber como chegaram àqueles denominadores. Só isso. Não sei de onde saíram tais critérios”.

Ricardo se refere principalmente ao índice de aproveitamento dos terrenos na capital – em áreas tidas como comuns -, que deve mudar de 1,8% para 1,2%. O índice é o número que se multiplica pela área do terreno, chegando ao total do que se pode construir ali. O corretor não entende como se pode limitar a fração a 1,2%, objetivando fatores de infra-estrutura, em uma cidade que, em tese, estaria em franco desenvolvimento.

“A governadora acaba de anunciar o maior investimento na área de saneamento, no Estado e na capital, vemos o prefeito mostrar tantas obras nas propagandas – e acompanhamos a gestão dele, e exatamente por isso não entendemos porque esses limites para as construções”, explicou Ricardo Abreu.

Para ele, o estabelecimento do gabarito em 90m para quase toda a cidade, com exceção das zonas especiais não é problema. Ricardo explica que outros instrumentos acabam sendo mais importantes para uma rigorosidade, ficando o gabarito em função deles.

Bate-papo

Fernando José de Medeiros Costa – Chefe do Departamento de Arquitetura da UFRN

Fernando José de Medeiros Costa, chefe do departamento de Arquitetura da UFRN, é autor de uma tese de mestrado sobre a relação do recuo das construções e a ventilação do meio urbano. Neste entrevista, ele explica a importância do controle do gabarito.

Quais os critérios seguidos para se definir o gabarito?

Na verdade, cada área de um município vai ter um gabarito de acordo com suas necessidades. Os principais aspectos observados são o valor cênico paisagístico, como no caso de Ponta Negra, alguma fragilidade do subsolo ou do meio ambiente da região, além de fatores relativos a questões de infra-estrutura, como o sistema viário e saneamento. Nesse último caso, o gabarito é definido em função de outros parâmetros como a densidade demográfica da área.

Alguns profissionais falam da importância de restrições em Ponta Negra, por ali ser um corredor de vento para a cidade. Isso procede?

De fato, o vento, a grosso modo vem naquela direção, que é a direção sudeste. Realmente na hora que você constrói uma parede de edifícios, você vai ter um rebatimento para o conjunto, com influência muito grande. Por isso, a importância de se ter recuos grandes e alturas variantes nos edifícios.

Qual a importância de se ter alturas variantes?

Mesma altura é ruim para prédios altos ou baixos, porque o piso da ventilação passa a ser o teto dos edifícios e não teremos vento no nível da rua.

E qual é a situação de Ponta Negra hoje em dia?

Se você olhar agora, nesse momento, com aqueles grandes edifícios que tem lá, a coisa ainda não é tão drástica. Por que uma edificação ou outra, aumento a velocidade do ar no nível do solo. Mas se você tiver um número excessivo de prédios, isso pára de existir.

Saiba mais

1) Gabarito é o termo técnico utilizado para definir a altura de qualquer edificação. A medida é dada em metros ou em pavimentos.

2) Em 1984, o Plano Diretor de Natal definiu que o gabarito máximo para o município em geral seria de 65 metros, o equivalente a um edifício de 22 andares.

3) O principal ponto levado em conta para o limite estabelecido em 1984 foi a segurança das construções na cidade, no que diz respeito a aspectos como prevenção de incêndios, por exemplo.

4) Na revisão de 1994, foi extinto o gabarito máximo para toda a cidade. A exceção ficou para zonas especiais, como de interesse turístico, histórico, social ou ambiental.

5) Nesta revisão que está em debate na Câmara Municipal, o novo Plano Diretor volta atrás e passa a prever um gabarito máximo de 90 metros, o equivalente a um prédio de 30 andares, para as áreas que não tinham limites.

6) As medidas de recuo – espaço entre a edificação e os limites do terreno – também deverão ficar mais rigorosas. Com isso, a distância entre os prédios de Natal deve aumentar.

Matéria TN 4/4 – Plano Diretor: Emendas serão votadas em 10 dias

Plano Diretor: Emendas serão votadas em 10 dias

Repórteres: Anna Ruth Dantas e Jacson Damasceno
Foto: Divulgação

PLANO DIRETOR – Emilson Medeiros, presidente da Comissão de Justiça destaca que integrantes do Complan serão convidados para o debate

Antes da segunda e decisiva votação do Plano Diretor de Natal a Câmara Municipal ainda promoverá três audiências públicas. Na próxima semana, o legislativo da capital potiguar promoverá discussões sobre o projeto com o Conselho Municipal de Saneamento Básico. O debate está marcado para quarta-feira.

Depois, outra audiência contará com a representantes do Conselho Municipal de Planejamento (Complan) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo. “Como disseram que não houve uma discussão de Semurb e Complan juntos e, inclusive, o projeto que chegou não foi o aprovado pelo Complan, nós vamos fazer essa audiência com os dois órgãos”, explicou o vereador Emilson Medeiros, presidente da Comissão de Justiça da Câmara.

A terceira audiência pública acontecerá com todos os órgãos e entidades envolvidas com o Plano Diretor. Esse debate ainda não tem data marcada. “Nós entendemos que o projeto do Plano Diretor é sério e muito importante para a cidade. Não temos pressa. Sabemos que o projeto será bom para Natal”, comentou o presidente da Câmara, vereador Dickson Nasser.

Ele destacou ainda que, embora as emendas ainda não tenham sido apresentadas, há alguns pontos pacíficos entre os vereadores: os bairros de Ponta Negra e Mãe Luíza terão atenção especial dos legisladores. “Esses nós não vamos permitir mexer”, destacou Dickson Nasser.

Com as três audiências públicas que serão promovidas pela Câmara, a segunda e decisiva votação do Plano Diretor deverá acontecer no início da segunda quinzena do mês de abril. Os trabalhos do Plano Diretor estão sendo organizados pelo presidente da Comissão de Justiça, vereador Emilson Medeiros. É ele que está fazendo as vezes de “relator”, embora pelo regimento não seja necessário relator nessa fase da votação.

Emilson Medeiros explicou que as emendas dos vereadores deverão ser entregues até a próxima quarta-feira. A partir daí elas farão a tramitação nas comissões de Justiça, Planejamento Urbano e Finanças. As emendas ao projeto original do Plano Diretor poderão ser apresentadas pelos vereadores ou por uma iniciativa popular. Nesse último caso é necessário um projeto com assinatura de 3% do eleitorado, o que indica um abaixo assinado com 12 mil pessoas.

Alguns vereadores já fecharam com o projeto original enviado pela Prefeitura de Natal. “Vamos votar favorável ao projeto enviado pela prefeitura. Esse foi um projeto muito discutido com a sociedade, na Conferência das Cidades”, comentou o vereador Fernando Lucena. Hoje pela manhã, o presidente da Câmara, Dickson Nasser, fará uma reunião com todos os vereadores. “Em se tratando do Plano Diretor há um consenso entre todos os vereadores. O que vamos conversar hoje é informar sobre essas audiências e as novas deliberações”, destacou Dickson Nasser.

Construções limitadas a 30 andares

O novo Plano Diretor de Natal deve reparar equívocos do passado. A revisão de 1994 foi um divisor de águas, à medida em que foi marcada por importantes restrições nas áreas de características especiais, como as Zonas de Proteção Ambiental, mas que por outro lado, foi permissiva no que diz respeito ao resto da cidade. Um dos principais critérios a serem corrigidos, trata do estabelecimento de um gabarito para toda a extensão de terra considerada “adensável”. Em 1984, foi estabelecido que um prédio na capital não poderia ultrapassar o gabarito de 65m, o equivalente a 22 andares. Mas dez anos depois, o PDN passou por uma modificação, acabando com essa restrição. Portanto, com exceção de “áreas de controle de gabarito”, não há limites para altura de construções na capital.

Segundo a chefe do Departamento Urbanístico e Ambiental da Secretaria de Meio-Ambiente e Urbanismo (Semurb), Florésia Pessoa, na época da última revisão, os prédios de Natal tinham um gabarito médio de vinte pavimentos. “Os estudos e estimativas foram feitos, mas ninguém imaginava que a cidade fosse crescer numa velocidade tão espantosa”, explicou.

Já na revisão iniciada em 2005, e que deve finalmente se desfechar ainda este mês, um dos pontos observados em primeiro lugar foi o estabelecimento de um gabarito de 90m – aproximadamente trinta pavimentos – para as áreas que não tinham regulamentação. “Agora vemos que está na hora de recuar. Apesar de ainda achar que é uma regra branda”, informou Florésia Pessoa.

Outra modificação é a anulação da área adensável em Ponta Negra, que também não tinha limites. A regra se refere à margem da avenida Eng. Roberto Freire, oposta à área non aedificandi. Pelo que propõe o novo PDN, os espigões ali erguidos à margem da pista e que têm mais de 90m de gabarito, deverão ser os últimos. Em contrapartida, prédios com até 65m – 22 pavimentos – serão permitidos. Segundo Florésia, não houve proibição para isso também porque a comunidade não se manifestou. “Na época das discussões só houve uma proposta, que foi derrubada, por ter sido considerada muito radical”.

Outras medidas tomadas acabarão alterando os gabaritos de áreas específicas. A criação da Área Especial de Interesse Social na Vila de Ponta Negra é um exemplo, onde regras duras deverão ser criadas. A Zona de Interesse Turístico da praia, onde também há limitações, vai aumentar, chegando até a Vila. Será criada ainda outra área especial, na avenida João Medeiros Filho, em frente ao Carrefour.

“População demonstra que está preocupada”

Muita gente está incomodada. Boa parte da população não está nada, nada satisfeita com os gigantes de concreto que estão sendo erguidos na capital. Segundo o professor de Arquitetura da UFRN, Paulo Nóbrega, – que participou de toda a discussão como delegado da universidade – o que há de modificação no PDN sobre os gabaritos, é por causa da população.

“A população começou a se assustar com os prédios que estão aparecendo com 30, 40 andares”, disse o professor. Segundo Paulo, em uma das discussões entre os delegados, chegou a haver um comunicado informal de que os grandes prédios estavam atrapalhando a cobertura do tráfico aéreo na região. A informação teria sido dada por um técnico da Aeronáutica.

“É muito sintomático essa questão da população se manifestar. Realmente assusta a magnitude desses edifícios, muitas vezes em ruas estreitas. A gente não entende a necessidade desses edifícios numa cidade como Natal”, argumentou o professor. Para o professor, a cidade cresceu uma forma muito rápida, o que fez com que a população reclamasse nas reuinões do Plano Diretor de Natal.

Algumas propostas surgidas da população foram consideradas radicais e não foram parovadas na Conferência da Cidade. Um mililtar reformado pleiteou, por exemplo, que toda a área de Ponta Negra e Capim Macio fosse controlada e o gabarito não passasse de dois pavimentos. O objetivo do cidadão era proteger o corredor de ventilação. Porém, o militar foi voto vencido nas reuniões.

Corretor questiona critérios para definição dos limites

O corretor de imóveis Ricardo Abreu não vê a mudança nos padrões de gabaritos para Natal com grandes preocupações. Segundo ele, o que for decidido é lei e, portanto, deve ser cumprido. O que ele questiona são os meios pelos quais os novos parâmetros foram definidos: “Gostaria muito de saber como chegaram àqueles denominadores. Só isso. Não sei de onde saíram tais critérios”.

Ricardo se refere principalmente ao índice de aproveitamento dos terrenos na capital – em áreas tidas como comuns -, que deve mudar de 1,8% para 1,2%. O índice é o número que se multiplica pela área do terreno, chegando ao total do que se pode construir ali. O corretor não entende como se pode limitar a fração a 1,2%, objetivando fatores de infra-estrutura, em uma cidade que, em tese, estaria em franco desenvolvimento.

“A governadora acaba de anunciar o maior investimento na área de saneamento, no Estado e na capital, vemos o prefeito mostrar tantas obras nas propagandas – e acompanhamos a gestão dele, e exatamente por isso não entendemos porque esses limites para as construções”, explicou Ricardo Abreu.

Para ele, o estabelecimento do gabarito em 90m para quase toda a cidade, com exceção das zonas especiais não é problema. Ricardo explica que outros instrumentos acabam sendo mais importantes para uma rigorosidade, ficando o gabarito em função deles.

Bate-papo

Fernando José de Medeiros Costa – Chefe do Departamento de Arquitetura da UFRN

Fernando José de Medeiros Costa, chefe do departamento de Arquitetura da UFRN, é autor de uma tese de mestrado sobre a relação do recuo das construções e a ventilação do meio urbano. Neste entrevista, ele explica a importância do controle do gabarito.

Quais os critérios seguidos para se definir o gabarito?

Na verdade, cada área de um município vai ter um gabarito de acordo com suas necessidades. Os principais aspectos observados são o valor cênico paisagístico, como no caso de Ponta Negra, alguma fragilidade do subsolo ou do meio ambiente da região, além de fatores relativos a questões de infra-estrutura, como o sistema viário e saneamento. Nesse último caso, o gabarito é definido em função de outros parâmetros como a densidade demográfica da área.

Alguns profissionais falam da importância de restrições em Ponta Negra, por ali ser um corredor de vento para a cidade. Isso procede?

De fato, o vento, a grosso modo vem naquela direção, que é a direção sudeste. Realmente na hora que você constrói uma parede de edifícios, você vai ter um rebatimento para o conjunto, com influência muito grande. Por isso, a importância de se ter recuos grandes e alturas variantes nos edifícios.

Qual a importância de se ter alturas variantes?

Mesma altura é ruim para prédios altos ou baixos, porque o piso da ventilação passa a ser o teto dos edifícios e não teremos vento no nível da rua.

E qual é a situação de Ponta Negra hoje em dia?

Se você olhar agora, nesse momento, com aqueles grandes edifícios que tem lá, a coisa ainda não é tão drástica. Por que uma edificação ou outra, aumento a velocidade do ar no nível do solo. Mas se você tiver um número excessivo de prédios, isso pára de existir.

Saiba mais

1) Gabarito é o termo técnico utilizado para definir a altura de qualquer edificação. A medida é dada em metros ou em pavimentos.

2) Em 1984, o Plano Diretor de Natal definiu que o gabarito máximo para o município em geral seria de 65 metros, o equivalente a um edifício de 22 andares.

3) O principal ponto levado em conta para o limite estabelecido em 1984 foi a segurança das construções na cidade, no que diz respeito a aspectos como prevenção de incêndios, por exemplo.

4) Na revisão de 1994, foi extinto o gabarito máximo para toda a cidade. A exceção ficou para zonas especiais, como de interesse turístico, histórico, social ou ambiental.

5) Nesta revisão que está em debate na Câmara Municipal, o novo Plano Diretor volta atrás e passa a prever um gabarito máximo de 90 metros, o equivalente a um prédio de 30 andares, para as áreas que não tinham limites.

6) As medidas de recuo – espaço entre a edificação e os limites do terreno – também deverão ficar mais rigorosas. Com isso, a distância entre os prédios de Natal deve aumentar.

Matéria TN 10/4 :: Votação do novo PDN será no dia 17

Votação do novo PDN será no dia 17

Repórter: Jacson Damasceno
Foto: Alex Régis


PLANO DIRETOR – Depois da audiência pública, os vereadores deverão apresentar as emendas oficialmente nas comissões permanentes

Após uma reunião realizada na manhã de ontem na presidência da Câmara Municipal, foi marcada a data para a votação do novo Plano Diretor de Natal. O dia escolhido foi a próxima terça-feira, dia 17. Antes disso, será realizada a última audiência pública sobre o PDN, marcada para depois de amanhã, às 10h.

E para que o processo de apreciação não dure um período exagerado, reuniões serão realizadas ao longo da semana, entre os líderes partidários, para que as emendas já sejam expostas e pré-discutidas, antes de apresentadas de fato. Grande parte delas deverá ser coletiva e aprovada consensualmente.

Segundo o relator do plano na Câmara, vereador Emilson Medeiros, a audiência da próxima quinta-feira vai contar com entidades que participaram das discussões anteriores e servirá para que as últimas opiniões sejam expostas. “A partir daí, os vereadores deverão apresentar as emendas oficialmente, para que sejam apreciadas na manhã da próxima terça, nas comissões permanentes”, ressaltou. As comissões que avaliarão as emendas serão as de Legislação, Justiça e Redação final; Finanças, Orçamento e Fiscalização; e Planejamento urbano, Meio-ambiente, Habitação e Transporte.

Os pareceres das comissões serão apreciados na parte da tarde. Após votadas todas as emendas é que o Plano será votado em sua totalidade. O PDN já foi aprovado em primeira discussão, sem as emendas. A partir da segunda votação, a lei segue para a sanção do prefeito Carlos Eduardo.

Mas como cada um dos vereadores pode apresentar o número de emendas que desejar, o relator não deu garantias de que esse prazo seja cumprido. “Isso é impossível precisar. Eu espero e vou lutar para que votemos tudo na próxima terça”, disse.

Emilson explicou que até mesmo durante a votação, na parte da tarde, um vereador pode apresentar novas emendas, que também deverão passar pelas comissões. “Estamos fazendo um acordo para que todas sejam apresentadas até a sexta-feira, mas nada impede que um vereador apresente alguma emenda na hora”, explicou.

Discussão teve início em 2004

As discussões sobre a atual revisão do Plano Diretor de Natal em 1º de julho de 2004, dia em que foi realizada a primeira reunião, no Sebrae. Na ocasião, os técnicos da Semurb definiram os grupos temáticos que discutiriam as mudanças: Politica fundiária e habitacional; Infra-estrutura, equipamentos e serviços; meio-ambiente; paisagem urbana e Participação e gestão.

Entre setembro de 2004 e janeiro de 2005, aconteceram treze reuniões temáticas e dezoito oficinas. A cada uma dessas atividades, mais uma reunião no Sebrae era organizda, para que fosse divulgado à imprensa e à população o que já havia sido feito. Nessa época já era registrada uma importante participação popular, principalmente nas atividades do grupo de Meio Ambiente.

As discussões do Sebrae também contavam com a apresentação de trabalho científicos, realizados por especialistas de entidades como a UFRN, Cosern e Caern. Durante os estudos, foi constatado que grande parte dos problemas do PDN de 1994 – o último até então – dizia respeito aos instrumentos que fariam o plano funcionar e ficou decidido que um cuidado maior seria dado nesse sentido.

Em julho de 2005, um seminário com palestrantes de são Paulo e Curitiba foi feito, com foco na operacionalização do PDN e no mês de setembro do mesmo ano, um outro seminário, visando a mobilização e capacitação de líderes comunitários para a particpação nas decisões do PDN. Finalmente, em outubro do ano passado, é lançada o corpo inicial do novo Plano.

Logo após, foram eleitos os 140 delegados que participariam da Conferência da Cidade, marcada inicialmente para os dias 8,9 e 10 de dezembnro de 2005. Mas foram apresentadas mais eonde houve mais de 150 emendas e a conferência só foi concluída em abril de 2006. As maiores polêmicas giraram em torno dos itens que tratavam do uso e da ocupação do solo.

No mesmo mês, o texto foi enviado para o Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio-Ambiente (Conplan). A expectativa inicial é de que tal etapa fosse cumprida em dois meses, já que o prazo dado pelo Ministério das Cidades, para o sancionamento da lei, era até outubro de 2006. Mas o conselho realizou 41 reuniões, com destaque para os problemas de sanemanto na cidade e o adensamento das áreas, e o PDN só foi entregue à Procuradoria Geral do Município em no último mês do prazo.

Após analisar todo o documento, a procuradoria envia o texto, finalmente para a Câmara Municipal do Natal, em 06 de novembro do ano passado, onde se encontra até hoje. O prazo já foi esgotado há seis meses, mas no ano passado o Ministério das Cidades emitiu nota, comunicando que os municípios cujas revisões estivessem em conclusão, poderiam terminar o processo sem atropelos, para o bem da população.

Oportunidade para expor as opiniões

A última audiência pública que tratará da revisão do Plano Diretor está marcada para às 10h da próxima quinta-feira, dia 12. Na ocasião, serão colocadas em pauta as opiniões de entidades que participaram do processo sobre o que pode ser feito na revisão do plano. Os convites serão feitos para especialistas da Semurb, Conplan, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RN), Conselho Regional das Empresas Corretoras de Imóveis (Creci-RN), Clube de Engenharia, UFRN, Organizações Não-Governamentais que lidam com questões ambientais, Ministério Público, Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN), além dos 21 vereadores do município.

Matéria TN 10/4 :: Votação do novo PDN será no dia 17

Votação do novo PDN será no dia 17

Repórter: Jacson Damasceno
Foto: Alex Régis


PLANO DIRETOR – Depois da audiência pública, os vereadores deverão apresentar as emendas oficialmente nas comissões permanentes

Após uma reunião realizada na manhã de ontem na presidência da Câmara Municipal, foi marcada a data para a votação do novo Plano Diretor de Natal. O dia escolhido foi a próxima terça-feira, dia 17. Antes disso, será realizada a última audiência pública sobre o PDN, marcada para depois de amanhã, às 10h.

E para que o processo de apreciação não dure um período exagerado, reuniões serão realizadas ao longo da semana, entre os líderes partidários, para que as emendas já sejam expostas e pré-discutidas, antes de apresentadas de fato. Grande parte delas deverá ser coletiva e aprovada consensualmente.

Segundo o relator do plano na Câmara, vereador Emilson Medeiros, a audiência da próxima quinta-feira vai contar com entidades que participaram das discussões anteriores e servirá para que as últimas opiniões sejam expostas. “A partir daí, os vereadores deverão apresentar as emendas oficialmente, para que sejam apreciadas na manhã da próxima terça, nas comissões permanentes”, ressaltou. As comissões que avaliarão as emendas serão as de Legislação, Justiça e Redação final; Finanças, Orçamento e Fiscalização; e Planejamento urbano, Meio-ambiente, Habitação e Transporte.

Os pareceres das comissões serão apreciados na parte da tarde. Após votadas todas as emendas é que o Plano será votado em sua totalidade. O PDN já foi aprovado em primeira discussão, sem as emendas. A partir da segunda votação, a lei segue para a sanção do prefeito Carlos Eduardo.

Mas como cada um dos vereadores pode apresentar o número de emendas que desejar, o relator não deu garantias de que esse prazo seja cumprido. “Isso é impossível precisar. Eu espero e vou lutar para que votemos tudo na próxima terça”, disse.

Emilson explicou que até mesmo durante a votação, na parte da tarde, um vereador pode apresentar novas emendas, que também deverão passar pelas comissões. “Estamos fazendo um acordo para que todas sejam apresentadas até a sexta-feira, mas nada impede que um vereador apresente alguma emenda na hora”, explicou.

Discussão teve início em 2004

As discussões sobre a atual revisão do Plano Diretor de Natal em 1º de julho de 2004, dia em que foi realizada a primeira reunião, no Sebrae. Na ocasião, os técnicos da Semurb definiram os grupos temáticos que discutiriam as mudanças: Politica fundiária e habitacional; Infra-estrutura, equipamentos e serviços; meio-ambiente; paisagem urbana e Participação e gestão.

Entre setembro de 2004 e janeiro de 2005, aconteceram treze reuniões temáticas e dezoito oficinas. A cada uma dessas atividades, mais uma reunião no Sebrae era organizda, para que fosse divulgado à imprensa e à população o que já havia sido feito. Nessa época já era registrada uma importante participação popular, principalmente nas atividades do grupo de Meio Ambiente.

As discussões do Sebrae também contavam com a apresentação de trabalho científicos, realizados por especialistas de entidades como a UFRN, Cosern e Caern. Durante os estudos, foi constatado que grande parte dos problemas do PDN de 1994 – o último até então – dizia respeito aos instrumentos que fariam o plano funcionar e ficou decidido que um cuidado maior seria dado nesse sentido.

Em julho de 2005, um seminário com palestrantes de são Paulo e Curitiba foi feito, com foco na operacionalização do PDN e no mês de setembro do mesmo ano, um outro seminário, visando a mobilização e capacitação de líderes comunitários para a particpação nas decisões do PDN. Finalmente, em outubro do ano passado, é lançada o corpo inicial do novo Plano.

Logo após, foram eleitos os 140 delegados que participariam da Conferência da Cidade, marcada inicialmente para os dias 8,9 e 10 de dezembnro de 2005. Mas foram apresentadas mais eonde houve mais de 150 emendas e a conferência só foi concluída em abril de 2006. As maiores polêmicas giraram em torno dos itens que tratavam do uso e da ocupação do solo.

No mesmo mês, o texto foi enviado para o Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio-Ambiente (Conplan). A expectativa inicial é de que tal etapa fosse cumprida em dois meses, já que o prazo dado pelo Ministério das Cidades, para o sancionamento da lei, era até outubro de 2006. Mas o conselho realizou 41 reuniões, com destaque para os problemas de sanemanto na cidade e o adensamento das áreas, e o PDN só foi entregue à Procuradoria Geral do Município em no último mês do prazo.

Após analisar todo o documento, a procuradoria envia o texto, finalmente para a Câmara Municipal do Natal, em 06 de novembro do ano passado, onde se encontra até hoje. O prazo já foi esgotado há seis meses, mas no ano passado o Ministério das Cidades emitiu nota, comunicando que os municípios cujas revisões estivessem em conclusão, poderiam terminar o processo sem atropelos, para o bem da população.

Oportunidade para expor as opiniões

A última audiência pública que tratará da revisão do Plano Diretor está marcada para às 10h da próxima quinta-feira, dia 12. Na ocasião, serão colocadas em pauta as opiniões de entidades que participaram do processo sobre o que pode ser feito na revisão do plano. Os convites serão feitos para especialistas da Semurb, Conplan, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RN), Conselho Regional das Empresas Corretoras de Imóveis (Creci-RN), Clube de Engenharia, UFRN, Organizações Não-Governamentais que lidam com questões ambientais, Ministério Público, Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN), além dos 21 vereadores do município.

Matéria publicada dia 28/3 no site da Câmara Municipal de Natal

Audiência Pública discute área “non edificandi” de Natal
28/3/2007

Júlio Pinheiro – Repórter
Foto: Elpídio Júnior

Preocupados com possíveis novas edificações em bairros da Zona Sul – mais especificamente, Ponta Negra – moradores, órgãos ligados ao meio ambiente e ao planejamento urbano, Ministério Publico e vereadores de Natal compareceram, na manhã dessa quarta-feira (28), a uma audiência pública, proposta pelo vereador Júlio Protásio, que teve o objetivo de discutir sobre a área “non edificandi” de Natal.

Na reunião, os moradores buscaram demonstrar da melhor forma possível o que queriam do novo Plano Diretor de Natal. Temendo a especulação imobiliária, bem como o crescimento desordenado da área – que prejudica a paisagem e a qualidade de vida da população – os moradores do bairro deram sugestões para a melhoria do projeto.

Proibir o remembramento no conjunto, mantendo a área sem grandes mudanças até que um estudo seja realizado, foi um dos pontos abordados na explanação feita pelo professor Heitor Andrade, que está assessorando os moradores do bairro. Heitor defende, também, que seja implantado um Plano Setorial para a área de Ponta Negra, ouvindo a população do local. Com esse Plano Setorial, que seria traçado após os estudos sobre o território, o professor acredita que se evitarão possíveis problemas com a paisagem e com o crescimento desordenado da área.

“O atual projeto já nos dá a possibilidade de sermos contemplados com um Plano Setorial para Ponta Negra. Nessa reunião viemos nos antecipar na solicitação de um plano específico para a área em questão para que, até que se faça um estudo da região, não se faça da área uma zona adensável”, explicou Heitor Andrade.

Contudo, a promotora do Meio Ambiente, Gilka da Mata, fez uma explanação demonstrando que o direito à paisagem é um direito garantido pela Constituição Federal, lei maior que rege o país. Segundo a promotora, as grandes paisagens – como é o caso do Morro do Careca, por exemplo – são consideradas patrimônio cultural brasileiro e são protegidas por oito leis federais, sendo uma, inclusive, que trata sobre o turismo.

“Os turistas que vêm a Natal não querem ver prédios, querem ver a costa da nossa cidade e suas belezas naturais”, declarou Gilka da Mata.

O vereador Júlio Protásio, que presidiu a maior parte da audiência, mostrou-se preocupado com problemas como a ventilação e a paisagem da área. Para Protásio, é preciso que “se pare o processo destrutivo de Ponta Negra já”. O vereador do partido verde defende, também, que seja proibida a construção de prédios na região.

O presidente da comissão parlamentar de Legislação e Justiça da CMN, Emílson Medeiros (PPS), considerou as reuniões precedentes à votação do Plano Diretor muito importantes para a melhoria do projeto. Segundo Emílson, o debate foi bastante produtivo.

“A Câmara tem cumprido o seu papel com a sociedade, ouvindo todos os lados para a confecção do Plano Diretor e alcançando grandes progressos”, declarou o líder do PPS.

A votação do Plano Diretor de Natal, em primeira discussão, está prevista para a próxima quinta-feira (29) na Câmara Municipal do Natal. Na oportunidade, os vereadores poderão apresentar emendas e, se necessário, promover novos debates antes da segunda votação, que deverá acontecer na próxima semana.

Matéria publicada dia 28/3 no site da Câmara Municipal de Natal

Audiência Pública discute área “non edificandi” de Natal
28/3/2007

Júlio Pinheiro – Repórter
Foto: Elpídio Júnior

Preocupados com possíveis novas edificações em bairros da Zona Sul – mais especificamente, Ponta Negra – moradores, órgãos ligados ao meio ambiente e ao planejamento urbano, Ministério Publico e vereadores de Natal compareceram, na manhã dessa quarta-feira (28), a uma audiência pública, proposta pelo vereador Júlio Protásio, que teve o objetivo de discutir sobre a área “non edificandi” de Natal.

Na reunião, os moradores buscaram demonstrar da melhor forma possível o que queriam do novo Plano Diretor de Natal. Temendo a especulação imobiliária, bem como o crescimento desordenado da área – que prejudica a paisagem e a qualidade de vida da população – os moradores do bairro deram sugestões para a melhoria do projeto.

Proibir o remembramento no conjunto, mantendo a área sem grandes mudanças até que um estudo seja realizado, foi um dos pontos abordados na explanação feita pelo professor Heitor Andrade, que está assessorando os moradores do bairro. Heitor defende, também, que seja implantado um Plano Setorial para a área de Ponta Negra, ouvindo a população do local. Com esse Plano Setorial, que seria traçado após os estudos sobre o território, o professor acredita que se evitarão possíveis problemas com a paisagem e com o crescimento desordenado da área.

“O atual projeto já nos dá a possibilidade de sermos contemplados com um Plano Setorial para Ponta Negra. Nessa reunião viemos nos antecipar na solicitação de um plano específico para a área em questão para que, até que se faça um estudo da região, não se faça da área uma zona adensável”, explicou Heitor Andrade.

Contudo, a promotora do Meio Ambiente, Gilka da Mata, fez uma explanação demonstrando que o direito à paisagem é um direito garantido pela Constituição Federal, lei maior que rege o país. Segundo a promotora, as grandes paisagens – como é o caso do Morro do Careca, por exemplo – são consideradas patrimônio cultural brasileiro e são protegidas por oito leis federais, sendo uma, inclusive, que trata sobre o turismo.

“Os turistas que vêm a Natal não querem ver prédios, querem ver a costa da nossa cidade e suas belezas naturais”, declarou Gilka da Mata.

O vereador Júlio Protásio, que presidiu a maior parte da audiência, mostrou-se preocupado com problemas como a ventilação e a paisagem da área. Para Protásio, é preciso que “se pare o processo destrutivo de Ponta Negra já”. O vereador do partido verde defende, também, que seja proibida a construção de prédios na região.

O presidente da comissão parlamentar de Legislação e Justiça da CMN, Emílson Medeiros (PPS), considerou as reuniões precedentes à votação do Plano Diretor muito importantes para a melhoria do projeto. Segundo Emílson, o debate foi bastante produtivo.

“A Câmara tem cumprido o seu papel com a sociedade, ouvindo todos os lados para a confecção do Plano Diretor e alcançando grandes progressos”, declarou o líder do PPS.

A votação do Plano Diretor de Natal, em primeira discussão, está prevista para a próxima quinta-feira (29) na Câmara Municipal do Natal. Na oportunidade, os vereadores poderão apresentar emendas e, se necessário, promover novos debates antes da segunda votação, que deverá acontecer na próxima semana.

Matéria DN :: Comissões avaliam Plano Diretor de Natal

Comissões avaliam PDN

Deverá ser na próxima quinta-feira, 29, que depois de várias reuniões com entidades da sociedade civil e órgãos governamentais os vereadores votarão a aprovação do novo texto do Plano Diretor de Natal (PDN). De acordo com o presidente da Comissão de Justiça da Câmara, Emilson Medeiros, a intenção é não adiar mais a primeira votação e, após isso, deverão ocorrer novas audiências públicas – com a participação de todos os interessados – das quais poderão surgir propostas de emendas à Lei. Também na quinta, serão ouvidos o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RN), o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e Sindicato dos Engenheiros Civis (Senge-RN).

Segundo o vereador, a previsão é de que em meados de abril seja feita a segunda votação para que o novo PDN possa ser sancionado.

Antes disso, na quarta-feira próxima, as Comissões de Justiça, Planejamento e Finanças da Câmara dos Vereadores se reunirão com entidades representativas de Ponta Negra para também discutir o texto do PDN. As mudanças e elaboração de um novo PDN, uma vez que o atual já tem mais de dez anos e não contempla o crescimento da cidade, começaram ano passado, durante as duas Conferências das Cidades, em abril e julho; depois disso, deu-se início à elaboração do texto final, nas reuniões do Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Conplam), que conta com representantes como Idema, Semurb, IAB, UFRN e Sinduscon, entre muitos outros, que duraram até o final do ano passado, quando o texto foi enviado à Câmara dos Vereadores para apreciação e votação.

Sugestões

Tanto o presidente do Crea-RN, Adalberto Pessoa, quanto o membro do Conselho Superior do IAB, Néio Archanjo, que deverão estar presentes na próxima semana na reunião da Câmara, louvam a iniciativa e afirmam que o novo PDN apresenta ‘‘avanços’’ no que se refere à ocupação urbana da cidade e ao espaço que está sendo dado aos diversos segmentos para opinar e colaborar com o PDN. Ambos afirmam que foram convidados pelos vereadores e aproveitarão a oportunidade para fazer sugestões àquela Casa. Adalberto Pessoa disse que pedirá apreciação dos vereadores para a possibilidade de o Crea-RN ter assento no Conplam, já que embora tenha membros do Conselho daquela entidade participando efetivamente, o órgão em si ainda não tem representação objetiva. Já segundo Néio Archanjo, o IAB deverá expor e defender as propostas que foram feitas durante as reuniões do Conplam.

Dentre elas, a adoção do Gabarito Livre, em substituição aos Gabaritos que tomam índices diferenciados para comercial e residencial. ‘‘Nós defendemos o Gabarito Livre, com excessão das zonas que têm controle de gabarito, como é o caso de Ponta Negra, por termos a visão de que o gabarito com índices diferenciados não se justifica à medida que se tem outros mecanismos de controle de recuo e ocupação’’, disse Archanjo.

Uma outra questão que o IAB deverá se manifestar, mas não na próxima reunião, e sim daqui a alguns meses é a utilização da área próxima ao Morro do Careca. Uma área que tem gerado conflito entre ambientalistas, Ministério Público e donos de construtoras civis. ‘‘Nós temos um grupo constituído que vai apresentar uma proposta à Prefeitura de Natal para utilização daquela área, dentro de uma proposta maior que vai regulamentar as Zonas Especiais’’, diz. Só que essa regulamentação terá um prazo mais estendido para elaboração, de uns 90 dias, após aprovação do PDN.