Jornal de Hoje :: ZONA NORTE NA MIRA DO MERCADO IMOBILIÁRIO

Zona Norte começa a atrair construtores

por Redação
Foto: Rogério Vital

E pela falta de espaço físico em alguns bairros mais valorizados da cidade como Lagoa Nova, Tirol, Petrópolis, Capim Macio e Ponta Negra, algumas construtoras começam a lançar no mercado empreendimentos na Zona Norte.

De acordo com o presidente da Cooperativa Norte-Riograndense de Habitação (CNH), Renato Fernandes, que lançou recentemente um empreendimento com sete torres de 15 andares e 420 apartamentos, a região Norte da cidade “deve atrair daqui pra frente” muitos investimentos, principalmente no setor imobiliário. Ele disse acreditar que o empreendimento lançado pela CNH será o pioneiro de uma série de investimentos que devem fortalecer e valorizar a região, principalmente no que se refere à infra-estrutura de habitação.

Jornal de Hoje :: EMPREENDEDOR AFIRMA QUE RN É PROMISSOR NO TURISMO DE GOLFE

Repórter: Wagner Guerra

Mercado que possui 50 milhões de praticantes e movimenta cerca de US$ 100 bi por ano, está em busca de novos empreendimentos

Terras a preço competitivo, sol quase o ano inteiro e, claro, muitas belezas naturais. Com essas qualidades reunidas, o Rio Grande do Norte já desponta como Estado com grande potencial para a implantação de empreendimentos voltados ao mercado de turismo de golfe - segmento que movimenta, anualmente, 100 bilhões de dólares.

Segundo o diretor da GT Golfe, Fábio Mazza, o RN já possui boa infra-estrutura e estabilidade econômica, além da promoção do destino no exterior, para atrair investidores.

>>> O RN também tem escolas que ensinam a jogar golfe, auto-escola para motoristas de carrinho de golfe, fábrica de pesticidas para manter o gramado sempre verdinho e perfeito…

“Existem empresários lá fora procurando investir nesse tipo de negócio, que é lucrativo e só faz aumentar o desenvolvimento turístico e imobiliário local”, garantiu Mazza.

Apesar de ser pouco praticado no país, o golfe já representa um esporte de grande movimentação turística. Há 10 anos, lembrou o diretor, a Bahia iniciou o processo de implantação de quatro campos oficiais de golfe (Comandatuba, Sauípe, Porto Seguro e Salvador), com assinatura de arquitetos de renome mundial, e hoje, está posicionada como principal destino de turismo de golfe internacional.

O projeto envolve, também, a inclusão de complexos turísticos (resorts, pousadas, hotéis, bares e restaurantes). Para cada partida, em campo de 18 buracos, o jogador desembolsa cerca de R$ 170,00. “Em 90% dos casos, o investimento na construção de um campo de golfe, por si só, não é economicamente viável, por conta dos altos custos com a construção e manutenção. É preciso investir em toda uma infra-estrutura para assumir as condições de sustentabilidade a longo prazo”.

No Brasil, acrescentou Mazza, existem 25 mil praticantes. No entanto, o golfe de alto padrão ainda é novidade. Para ele, é preciso apostar no mercado mundial, que estima ter 50 milhões de jogadores, e que viajam, pelo menos, uma vez por mês, durante o ano, em busca de novos empreendimentos voltados ao segmento.

O turista golfista, como é chamado pelas operadoras, adiantou, é bastante desejado pelos hotéis, já que gastam, em média, de duas a quatro vezes mais que um viajante convencional. “Eles são seletos e de altíssima exigência. Procuram os hotéis com melhor qualidade nos serviços prestados, principalmente, na gastronomia e hospedagem”, revelou o diretor.

Para o RN, Mazza estima uma viabilização em curto prazo, entre 5 e 10 anos, para que seja implantado dez campos de golfe, com 18 buracos, cada um (Cluster), em uma área próxima, a exemplo do trecho entre a praia de Touros e Pipa, com cerca de 200 quilômetros de distância. Para isso, disse, é preciso que o empreendedor encontre uma área acima de 70 hectares, para garantir o projeto de infra-estrutura turística e imobiliária, e seja contemplada com baixo relevo e permanente recurso hídrico..

Além disso, concluiu Mazza, os empreendimentos voltados ao turismo de golfe visam manter as belezas naturais de cada lugar, preservando os recursos naturais locais e recuperando áreas degradadas. A legislação ambiental sempre é cumprida. Atualmente, os projetistas utilizam uma grama nativa resistente, que precisa apenas da quantidade referente a 1 copo d’água, para cada metro quadrado. Também são instalados sensores para medir a temperatura, umidade e quantidade certa do líquido, durante a irrigação, e que pode ser reutilizado, através do tratamento de efluentes.

O diretor da GT Golfe proferiu palestra sobre o assunto, na manhã de hoje, durante reunião da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (ADIT), no Ocean Palace Hotel, Via Costeira.

Correio da Tarde - 18/06/08 :: MINISTÉRIO PÚBLICO TENTA IMPEDIR CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS NAS MARGENS DO RIO POTENGI

Foto: Alberto Leandro

MP está preocupado com construções na zona de proteção ambiental
O Ministério Público do Rio Grande do Norte ajuizou Ação Civil Pública junto à 5ª Vara da Fazenda Pública para tentar suspender obras, já iniciadas, e futuros empreendimentos previstos para a Zona de Proteção Ambiental nº 8 (ZPA-8), situada na margem esquerda do Rio Potengi, abrangendo áreas próximas aos manguezais até a praia da Redinha.

Na Ação, o Ministério Público (MP) pede que o Município de Natal seja obrigado a suspender todas as licenças concedidas para construções na ZPA-8 e que não sejam emitidos novos licenciamentos para essa área da cidade.

Para o 12° Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Márcio Luiz Diógenes, “a instalação de edifícios previstos para aquela região poderá criar um cordão de concreto na margem esquerda do Potengi, causando elevação da temperatura nos bairros Potengi e Redinha, devido às barreiras à ventilação natural”. Ele também justifica que os empreendimentos podem elevar os riscos de poluição ao rio e áreas de manguezais, devido à disposição de lixo e infiltração de esgotos no local.

De acordo com a legislação ambiental, as construções em zonas de proteção só podem ser autorizadas após uma regulamentação especial. O que ainda não existe para a ZPA-8. No entanto, os construtores se apóiam no artigo 112 do novo Plano Diretor de Natal, que permite o licenciamento urbanístico e ambiental com base na legislação anterior para projetos protocolados até 90 dias após a publicação da Lei n° 249/07 (PDN). Essa Lei editou as emendas ao Plano, vetadas pelo prefeito em um processo legislativo marcado pela suspeita de ter sido baseado em esquema de propinas para atender os interesses de alguns setores imobiliários da cidade.

Em relação ao artigo 112, o Promotor de Justiça lembra que com a permissão, aproximadamente quinze grandes e médios empreendimentos serão construídos na região, sem que sejam observadas as diretrizes para o reordenamento urbano e ambiental do novo Plano Diretor.

Um dos empreendimentos previstos para aquela área, que está na preparação das fundações, vem sendo executado pela Zeta, e o projeto contempla a construção de sete torres de apartamentos, com quinze andares cada uma. Além desse residencial, outros dois empreendimentos, ainda em fase de licenciamento, são questionados pelo MP, sendo um deles pertencente à Ecocil, também inserido na margem esquerda do Rio Potengi, e outro empreendimento com licença solicitada pelo engenheiro civil José Alvamar, a ser instalado na Zona Especial de Interesse Turístico nº. 4 (ZET 4).

O representante do MP ressalta que “não é de se admitir que interesses de grupos empresariais prevaleçam sobre as pretensões ambientais legítimas da coletividade. Mesmo sob a justificativa de que serão construídas unidades residenciais para milhares de pessoas, com movimentação da economia e geração de empregos”.

Diário de Natal :: METRO QUADRADO EM NATAL VAI À LEILÃO DIA 8 DE MAIO POR R$ 647

Localizado em uma área predominantemente residencial, um terreno do Departamento Nacional de Obras Contra à Seca (Dnocs) - que será leiloado no próximo dia 8 de maio - pode se tornar a nova atração do comércio imobiliário de Natal.

Com uma área de 8.654,28 metros quadrados, no bairro de Lagoa Nova, o terreno é visto por representantes da área de imóveis como um espaço ideal para a construção de um condomínio vertical. Porém, chama atenção dos empresários o preço mínimo de venda avaliado pela Caixa Econômica Federal: R$ 5,6 milhões. De acordo com eles, o valor está acima do mercado.

De acordo com o edital publicado no site do Dnocs (www.dnocs.gov.br), o leilão ocorrerá às 10h do dia 8, no auditório do Sesc, em Natal. O pagamento deverá ser feito à vista, mais 5% do valor do lance; ou em duas parcelas, sendo a primeira na hora, mais 5%, e a segunda em até no máximo 20 dias úteis após o leilão. O terreno está localizado na esquina da Avenida Bernardo Vieira com a Xavier da Silveira, fazendo margem também com as ruas Planaltina e São Paulo.

O empresário Nilton Leite, da NL Imóveis, acredita que o preço do terreno está fora da realidade do mercado natalense. ‘‘Na minha opinião, a área foi superavaliada principalmente porque pode haver limites na altura das construções, o que inviabilizaria um empreendimento residencial de grande porte. O metro quadrado naquela região é de cerca de R$ 300’’. Pelo lance mínimo proposto para o leilão, o metro quadrado do terreno seria de aproximadamente R$ 647, ou seja, mais de 50% do que seria cobrado normalmente.

[leia matéria completa no Diário de Natal]

Jornal de Hoje :: SALÃO IMOBILIÁRIO DE MADRI ATRAI POUCOS INVESTIDORES PARA O ESTADO

Para Fernando Fernandes, a redução no número de visitantes e negócios não prejudicou perspectivas para o RN

Foto: Cedida

Ricardo Abreu

Embora tenha refletido claramente a desvalorização da moeda americana, a edição deste ano do Salón Inmobiliario de Madri - 2008 (Sima 08) continua sendo uma importante vitrine para o Rio Grande do Norte no que se refere à atração de investidores para a aquisição de imóveis de segunda residência.

O evento aconteceu de 8 a 12 de abril no pavilhão de eventos do Campo de las Naciones, numa área com 80 mil metros quadrados, embora tenha registrado um número menor de público e de negócios, segundo o secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes, representante do Governo do Estado durante o evento.

O secretário considera que o evento foi “bom”, embora com tamanho reduzido nos quesitos já citados, mas bastante positivo nos contatos e pré-agendamentos de possíveis investidores, ou seja, de pessoas interessadas em conhecer os projetos apresentados durante o salão e que estão em execução no RN.

No que se refere à projeção do estande do Estado na mídia, Fernando Fernandes afirmou que teve proporção menor em relação ao evento de 2007, que contou com o jogador Ronaldo Nazário e o ator Antonio Banderas, como investidores de imóveis em terras potiguares.

>>> Espero que os novos investidores tenham maior consciência ecológica, pois o RN não merece ser quintal de uma nova colonização!

No que se refere ao desenvolvimento do turismo no Estado, o titular do Turismo relatou duas reuniões importantes com representantes de companhias aéreas, tratando da possibilidade do surgimento de novos vôos vindos da Europa para o RN.

“Conversamos com a Air Europa, que atua no Brasil apenas com vôos para Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). A companhia trabalha com 70 aeronaves e no próximo dia 15 de maio vamos receber seus representantes com o objetivo de conferir se realmente tudo que é anunciado em revistas, folderes e outros materiais de divulgação do RN é verdadeiro, para só então eles realizarem um planejamento para o RN”, disse.

A outra reunião foi com uma companhia que já opera um vôo charter para o Estado, com a possibilidade de transformá-lo em um vôo regular.

De acordo com o diretor da Abreu Imóveis, Ricardo Abreu, “Natal foi o destino brasileiro com mais empreendimentos presentes no evento, e o grande destaque foi o estande do Jacumã Beach Resort, com 400 metros quadrados”. Ele afirma que o volume de vendas surpreendeu a todos. “A equipe da Abreu Exclusives atuou a todo vapor nas vendas e foi procurada para desenvolvimento de novos negócios”, disse.

Durante o evento, a imobiliária fechou negociação para comercializar o empreendimento Aporã, do Grupo Metro e Sat, localizado em Tibau do Sul. Um almoço promovido pela Paraísos do Brasil para apresentação do Jacumã Beach Resort ao mundo empresarial madrileno, rendeu a pré-reserva de 170 empresários interessados em conhecer o empreendimento.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Waldemir Bezerra, “o evento em comparação com os anos anteriores registrou uma movimentação menor, por parte de investidores e pessoas interessadas em comprar um imóvel de segunda residência, levando em conta a crise econômica no mercado americano”, registrando mesmo assim, a importância da presença do Rio Grande do Norte no evento, que colheu alguns resultados positivos.

“O evento teve menos fôlego que os outros anos, mas mesmo assim alguns negócios foram pré-agendados, além do que é sempre importante colocar Natal em evidência, considerando o seu potencial de investimento para imóveis de segunda residência”, disse. Waldemir Bezerra lembrou ainda que o Estado também vai participar, de 25 a 27 de abril, do Salão Imobiliário de Londres.

Um dos pontos citados e que pode contribuir para a diminuição dos investidores em terras potiguares, é o fato de sentirem uma “insegurança jurídica” no que se refere à legislação local de licenciamentos para construção.

VITRINE

Durante o evento, cerca de 20 empreendimentos no RN, em fase de implantação ou prontos para serem executados, foram apresentados. Entre eles: Jacumã Beach Resort, Riviera Ponta Negra, Jacques Cousteau Residence Service, Aporã Pipa Resort, Pipa Vista Hermosa, Lago Azul, Vila Maria, Natal Dream, Brasil Beach Villas e Porto Mirim Beach Village.

Jornal de Hoje/Coluna Hoje na Economia - 17/03 :: ARTIGO DE DULCE BENTES || DIREITO À RESPOSTA

Colunista: Marcos Aurélio de Sá

Lei retrógrada, Lei exitosa… para quem?

Da arquiteta e professora do Departamento de Arquitetura da UFRN, Dulce Bentes, a coluna recebeu o artigo abaixo transcrito, em resposta ao texto do engenheiro civil José Mário dos Santos Siqueira, aqui publicado no último dia 7, no qual ele tratava da lei de uso do solo urbano em Natal e do problema da insegurança no bairro de Petrópolis, vinculando a crise social em que vive a população do Morro de Mãe Luíza (de onde - segundo ele - surgem os marginais responsáveis pelas ondas de assaltos e outros crimes naquela área da cidade) à legislação urbanística.

Julgando-se atingida pelo artigo de José Mário, que criticou “o núcleo sectário e retrógrado de arquitetos e professores lotados na UFRN” defensor da “Lei de Mãe Luíza” (que proíbe o remembramento de lotes no morro desde 1992), Dulce Bentes recorre democraticamente ao direito de resposta e solicita igual espaço para contestar os pontos de vista do autor do texto acolhido anteriormente pela coluna.

Dulce Bentes
Arquiteta e urbanista
Professora do Departamento de Arquitetura da UFRN

Na mesma semana na qual a Lei que regulamenta o bairro Mãe Luiza no Plano Diretor de Natal foi citada nesta coluna como uma “Lei retrógrada” e responsável pela violência na cidade, essa Lei foi reconhecida e citada como “Lei exitosa” no Relatório da Missão de Investigação do Direito à Moradia na Cidade de Natal, divulgado oficialmente no dia 3 de março próximo passado, nesta cidade. A Missão foi realizada nos dias 4 e 5 de outubro de 2007, pelo projeto Relatores Nacionais/Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais - DhESCA Brasil/Programa de Voluntários das Nações Unidas/Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.

É questionável que, hoje, quando se torna unanimidade, inclusive entre setores da construção civil, o discurso pelo desenvolvimento sustentável, um profissional desqualifique um instrumento cuja finalidade é contribuir para tal garantia.

Observe-se que, a depender do Projeto de Cidade que se busca construir, os instrumentos de planejamento e gestão urbana assumem diferentes interpretações.

Do ponto de vista do mercado especulativo imobiliário, a citada Lei é de fato bastante retrógrada. Ela institui Mãe Luiza como Área Especial de Interesse Social e restringe o remembramento de lotes nos parâmetros necessários à incorporação imobiliária, buscando exatamente coibir as práticas de especulação de terras com expulsão da população de baixa renda.

Do ponto de vista dos moradores de Mãe Luiza e das redes nacionais e internacionais de proteção do direito à moradia, “O bairro Mãe Luiza pode ser considerado uma AEIS exitosa, no sentido de conter a especulação imobiliária e o desenvolvimento turístico predatório, protegendo e promovendo o direito à moradia e à cidade sustentável da população de baixa renda”. (Relatório da Missão de Investigação do Direito à Moradia na Cidade de Natal).

Mas como nenhuma Lei, por si só, tem o poder de transformação social e de efetivação de direitos, o que confere vida a esse instrumento são os movimentos que grupos e organizações sociais de Mãe Luiza historicamente realizam. A fala de seus moradores no Relatório da Missão é exemplar: “A associação de moradores, em documento à relatoria, reitera como principais reivindicações ‘a manutenção do bairro como Área Especial de Interesse Social e dos mecanismos de restrição ao remembramento; políticas públicas afirmativas e combate à violência, através de investimento em segurança, melhorias habitacionais e infra-estrutura’.

No entanto, existe um interesse explicito da especulação imobiliária em alterar o zoneamento da área para dar lugar a empreendimentos turísticos e habitacionais para a população de maior poder aquisitivo. Os moradores e entidades que apóiam as famílias do bairro solicitaram ampla divulgação do caso no sentido de que a área não perca a sua função social e as famílias possam ter o direito à cidade respeitado.”

Ressalte-se que essa Lei, não é uma invenção local. Ela está em sintonia com a Constituição Federal, cujo artigo 182 institui a função social da propriedade; com o Estatuto da Cidade, lei federal que torna obrigatória a aplicação de instrumentos que desestimulam práticas de especulação imobiliária nos municípios; com o Plano Diretor de Natal e com o Sistema Internacional do Direito à Moradia, que têm na Agenda Habitat a sua maior expressão.

Àqueles que tenham interesse em conhecer melhor os fundamentos legais da Lei de Mãe Luiza, sugerimos uma consulta à obra do jurista Nelson Saule Junior intitulada “A Proteção Jurídica da Moradia nos Assentamentos Irregulares”.

E o que essa Lei tem a ver com a violência que campeia em toda a cidade, mas que faz de Mãe Luiza o centro do problema para os vizinhos de Petrópolis, Tirol e Areia Preta?

Sinceramente, ainda não encontramos uma relação direta, visto que a Lei de Mãe Luiza não impede, de forma alguma, que o Estado realize obras de urbanização e melhorias habitacionais que contribuam para a segurança de todos. A Lei não proíbe a promoção de melhores oportunidades de educação e trabalho para a população, sobretudo para os jovens. A Lei não restringe a ação do Estado no sentido de implantar o Plano de Segurança Pública, que desde 2002 os grupos e as organizações locais formularam e tentaram implementar - sem muito sucesso - junto aos setores competentes.

A Lei não impede que os projetos de segurança pública previstos para os bairros vizinhos de Mãe Luiza coíbam igualmente a ação daqueles que sobem o morro para aliciar as crianças de Mãe Luiza, transformando-as em “aviõezinhos”, e daqueles que dão sustento a um comércio que cotidianamente aborta a juventude dos filhos de Mãe Luiza e de tantos outros bairros da cidade. A Lei não impede - ao contrário, até estimula - que se implantem áreas de esporte, cultura e lazer, como a que esperamos ver realizada desde 2003 na Via Costeira.

Entendemos que ações dessa natureza seriam muito importantes para minimizar os efeitos da violência que atinge a todos, quer seja no Plano Palumbo, quer seja no Morro.

A Lei de Mãe Luiza busca apenas assegurar direitos àqueles que desejam permanecer no bairro. Certamente que propostas de “expulsão gradativa de moradores” visando a “limpeza social” das áreas estratégicas para o turismo imobiliário na cidade não é solução para enfrentar a violência que desafia autoridades e aflige a todos nós.

Antes de alterar leis que são efetivas no campo dos direitos humanos, não seria melhor construir projetos de cidade que incluíssem as populações vulneráveis em seu tempo, sua história, suas construções sociais, em seus direitos? Não seria mais digno eliminar os estigmas da pobreza, que fazem de moradores simples de morros e periferias sinônimo de “bandidagem”?

Se a Lei de Mãe Luiza persiste e hoje é reconhecida por organizações nacionais e internacionais no campo do Direito à Moradia, é porque conta com assistência técnica de instituições comprometidas com a efetivação dos direitos humanos no Brasil, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, especialmente de pesquisadores do Departamento de Arquitetura, cujo trabalho se articula com as redes nacionais e internacionais de monitoramento para realização desses direitos no país.

Conta historicamente com a sensibilidade social e apoio de gestores, notadamente técnicos da Semurb, do ex-prefeito Aldo Tinoco Filho e do atual prefeito Carlos Eduardo que, além do compromisso social, conhecem bem as repercussões de atos do Executivo que impliquem na violação de direitos humanos e de pactos internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Obviamente que nenhum gestor responsável iria expor o Estado do Rio Grande do Norte em tribunais internacionais de direitos humanos, por iniciativas de desmonte de instrumentos comprovadamente eficazes na efetivação do Direito à Moradia.

Reiteramos que, já tendo ultrapassado em muito os limites da própria comunidade de Mãe Luiza, da UFRN e do Plano Diretor de Natal, esse instrumento está inscrito e reconhecido hoje no Relatório do Brasil 2007 da Plataforma DhESCA, o que amplia de forma significativa a rede de proteção social para a sua implementação. Mas, para além dessas inserções, é no movimento das lutas de seus moradores que reside efetivamente o êxito da Lei de Mãe Luiza, em defesa de um patrimônio social, que muitas gerações - não exatamente de “favelados” - de famílias excluídas da cidade trabalharam para edificar.

Nominuto - 16/03/08 :: MERCADO IMOBILIÁRIO POTIGUAR AINDA VAI CRESCER POR MAIS 30 ANOS

A previsão é baseada em análise dos aspectos econômicos, climáticos e geográficos. O crescimento do Salão Imobiliário do RN reflete bom momento do setor

Repórter: Itaércio Porpino
Foto: Vlademir Alexandre

Os inúmeros e variados lançamentos do Salão Imobiliário do RN fefletem bom momento do setor. O mercado imobiliário potiguar ainda deve crescer expressivamente pelos próximos 30 anos. A previsão é do presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Waldemir Bezerra.

A afirmação de Bezerra à revista Negócios Imobiliários, edição de março, se baseia numa análise dos aspectos econômicos, climáticos e geográficos, e também num relatório elaborado pelo próprio conselho que mostra o aumento de pelo menos 340% do número de profissionais da área nos últimos três anos.

>>> Pergunto: Se ainda restam três décadas de ‘farra’ imobiliária, então pra quê toda essa pressa [dos construtores] em faturar em cima da natureza, da degradação ambiental, dos menos favorecidos e da boa vontade alheia. O tal ‘crescimento’ que estão nos impondo, vem lapidando continuamente NOSSA dignidade, NOSSA cidade, NOSSO bairro e NOSSA praia.

O crescimento do VII Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte, que está sendo realizado no Centro de Convenções de Natal, reflete o bom momento do setor. Esta edição teve um incremento em 50% no número de grupos internacionais e de 30% na quantidade de empresas nacionais, o que resultou no acréscimo de 82 empresas em relação à edição passada.

A feira imobiliária, que já é a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para a de São Paulo, começou quarta-feira (12) e termina neste domingo (16), às 22h, com expectativas de que os negócios movimentem em torno de R$ 60 milhões.

A chegada de novas e grandes incorporadoras nacionais da construção civil em Natal e de grupos internacionais, como o Eurogreen, de Portugal, Promaga, Casa Azahar, Sanchez e Valero Brasil, todos da Espanha, também é um indicativo do potencial do mercado local.

O presidente do Creci, Waldemir Bezerra, estima que os investimentos neste ano de 2008 tenham um crescimento entre 20% e 25%. O turismo de segunda residência é, na avaliação dele, o principal responsável por esse incremento.

Para Bezerra, o momento econômico propicia o desenvolvimento no setor. “A moeda está estável, estamos tendo queda na taxa de juros e maior oferta de empregos. Também os bancos estão oferecendo mais facilidade e maior volume de crédito nas linhas de financiamento. Outro dado importante é o aumento no poder aquisitivo das classes sociais C, D e E”, diz.

Soma-se a isso os fatores climáticos e geográficos e uma divulgação eficiente do destino Natal no exterior.

Serviço:

O VII Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte é aberto das 14h às 22h, no Centro de Convenções de Natal.

Comunicação MST :: INVESTIMENTOS NO LITORAL DO RN SERVE DE LAVANDERIA PARA DINHEIRO SUJO

por Mariana Duque
Comunicação MST

[...] Enquanto as opiniões se dividem de forma clara quanto à compra de terras para a agricultura ou para a preservação de florestas, por ora os investimentos estrangeiros em imóveis urbanos parecem não ser motivo de uma celeuma da mesma proporção.

Ao menos é a opinião de Waldemir Bezerra, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte. Com 32 anos de mercado imobiliário, ele acaba de investir na ampliação do escritório na praia de Ponta Negra, em Natal, para atender melhor aos estrangeiros, com secretárias que falam quatro idiomas. Ele conta que nos últimos cinco anos as terras no estado tiveram uma valorização média de 1.000%.

No estado não se compra um flat por menos de 50 mil euros. Um chalé de cerca de 250 metros quadrados chega a custar 700 mil euros. Os principais interessados são os espanhóis, seguidos pelos portugueses, ingleses, franceses e holandeses. “Dinheiro é sempre bem-vindo, ele movimenta toda a economia”, garante Bezerra.

Por outro lado, há os que escolham as belas praias para lavagem de dinheiro. No ano passado, a polícia prendeu uma quadrilha européia que investiu em imóveis para lavar dinheiro de tráfico e prostituição. A euforia de turistas estrangeiros, é bom lembrar, ainda que irrigue a economia, tem o lado perverso, como a sobrecarga dos serviços públicos, normalmente deficitários.

Não são poucos os casos no litoral nordestino de investidores internacionais que simplesmente fecham trechos de praia sem se importar com a comunidade do entorno. Como diz Bezerra, dinheiro é bem-vindo, no turismo ou no campo, mas desde que as regras sejam obedecidas.

# Escritório Nacional do MST- RJ
. Telefones: (21) 2533.6556 / (21) 9736.3678

Tribuna do Norte - 24/02/08 :: ANALISTAS OPINAM SOBRE COMPRADORES DE NOVOS EMPREENDIMENTOS NO RN

Repórter: Valdir Julião
Foto: Ana Silva

RESORTS - Garcia diz que o conceito de casa de veraneio começou a se globalizar em todos os países

Com a previsão de se construir dez grandes empreendimentos na área de turismo e lazer, a costa litorânea ao sul e norte de Natal caminha para se transformar, nos 10 ou 15 próximos anos, num mercado de segunda residência para europeus e, inclusive brasileiros de todo o país. “É a nossa famosa casa de veraneio”, diz Renato Garcia, que é consultor em negócio e investimentos no Rio Grande do Norte desde 1996.

O presidente do Conselho de Corretores de Imóveis do RN (Creci), Waldemir Bezerra de Figueiredo, é daqueles que acredita serem esses investimentos “meramente internacionais”, mas ainda acredita que brasileiros do centro-sul do país, onde não existem praias, “também devem comprar casas e apartamentos” nesses mega empreendimentos.

>>> Pergunto: se há todo esse mercado; esse boom especulativo que atraem clientes cheios de Euros; novos investimentos aportando com o interesse crescente de investidores estrangeiros pelo RN… por quê toda essa pressa? Construtores, o valor do imóvel é diretamente proporcional à preservação da qualidade de vida, das belezas naturais e da diversidade cultural. Está na hora de ser dado o devido valor aos fatores que agregam valor aos empreendimentos e ao potencial turístico.

Bezerra, ainda não dá para se ter idéia sobre o perfil de compradores, porque os empreendimentos estão na fase de licenciamento pelos órgãos ambientais e também não têm o registro de incorporação. “Acho que vai ter tudo para o que é bolso”, diz ele, embora ache que o principal foco dos negócios seja o mercado europeu - “não tenho a menor dúvida”.

Renato Garcia diz que a clientela dos empreendimentos não deve ser, necessariamente, estrangeira. Tanto é, que acredita ser acessível os preços a serem praticados, como no caso do Grand Natal Golf, a ser construído em áreas das praias de Jacumã e Pitangi, nos municípios de Ceará Mirim e Extremoz, onde o metro quadrado vai esta na faixa de faixa de 1.400 euros ou cerca de R$ 3,6 mil.

Segundo Garcia, um empreendimento que foi lançado recentemente por trás do Extra, na avenida Engenheiro Roberto Freire, o preço do metro quadrado é de R$ 3 mil o metro quadrado, só que lá no caso do Grand Natal Golf “tem o campo de golfe, que é um grande jardim, que não vai pagar quem mora no condomínio, porque só quem paga é quem vai usar, mas se tem uma vista maravilhosa, se tem uma praia, um condomínio fechado com sua própria segurança e com todos os serviços de resort”.

Então, avalia Garcia, não são preços proibitivos, porque é um negócio híbrido, “em que a pessoa pode morar, não é só para turistas e nem focado só num tipo de cliente”.

Na opinião dele, quando os acessos finais da ponte Forte-Redinha estiverem prontos, como é o caso da rua Moema Tinoco que vai ser um acesso direto à BR-101, esse empreendimento especificamente será uma primeira residência, pois Pitangui e Jacumã ficarão numa mesma distância do Forte dos Reis Magos como em relação à Ponta Negra fica.

Garcia disse que no caso do Grand Natal Golf terá apartamentos de 50 metros quadrados que podem sair por R$ 170 mil e até apartamento ou casa de R$ 500 mil: A classe media pode ter acesso, pode ser financiado, Isso vai acontecer nos outros empreendimentos”.

Ele diz, por exemplo, que a classe média tem hoje sua casa de veraneio nas praias, onde a insegurança está cada vez maior, “e só vai no fim de ano porque vai todo mundo, se junta com dois ou três vizinhos e contrata um segurança”.

Para Garcia, inicialmente pode até ser que o percentual de clientela norte-rio-grandense e brasileira chegue a 5% a 10%, “até porque as pessoas ainda não estão acostumadas” com esse tipo de empreendimento, mas gradativamente pode chegar mesmo a um terço de clientes brasileiros.

O presidente do Sindicado das Empresas Imobiliárias (Secovi-RN), Renato Gomes Netto, diz, por enquanto, fica difícil avaliar quanto de investimentos constam os empreendimentos, porque “os números são guardados a sete chaves pelos próprios investidores”.

Depois, ele explica que “fica um pouco complicado” fazer esse tipo de avaliação, em porque se conhece os projetos apenas no plano macro, “e não foram esmiuçados os detalhes, os projetos estão em fase de licenciamento”.

Mas, pelo que se tem noticia, ele diz que os grupos, inclusive estrangeiros, que estão investindo aqui são fortes em termos de capital e de imagem, porque na hora em que se vê os jogadores de futebol KaKa, Beckham e Ronaldinho, colocando a sua imagem ao lado desses empreendimentos, “seus assessores não deixariam ter nomes deles colocados em emp5esas que não têm credibilidade”.
Mercado para segunda residência se fortalece
Segundo o administrador , Renato Garcia do escritório RGarcia Consultoria & Investimentos, em primeiro lugar, “é importante saber o que é turismo de segunda residência. O mercado de segunda residência começou a se fortalecer, mundialmente, há aproximadamente 40 anos, principalmente no sul da Espanha.

“Naquele momento, a gente pode dizer que o conceito casa de veraneio começou a se globalizar, principalmente os europeus do norte da Europa e os árabes mais afortunados, começaram a procurar na costa espanhola o lugar mais quente e agradável para ter a sua casa de verão, porque obviamente o norte da Europa praticamente não tem verão”, explicou Garcia.

Renato Garcia explicou ainda que isso foi se fortalecendo e nos últimos 20 anos e tomou um impulso no sul da Espanha - “como eu disse antes” - e também em Algarves, Portugal. Depois, segundo ele, começou a ir alguma coisa para países do Caribe e para a costa do leste europeu e ainda na Flórida, Estados Unidos e na Croácia, à beira do mar Adriático e na costa da Turquia, na parte do mar Mediterrâneo e ainda nos últimos dez anos no norte da África, no Marrocos.

Esse mercado de segunda residência, segundo Garcia, vendia até 2005 cerca de 255 mil casas de veraneio por ano para estrangeiros, mas a partir de 2001 a coisa começou a mudar por conta do terrorismo, a insegurança em alguns mercados da Ásia, o aumento dos furacões no Caribe, em virtude das mudanças climáticas, que tornou ainda o seguro de uma casa muito alto.

“Juntando a isso as mudanças econômicas no Brasil, com a estabilidade monetária, queda da inflação, criou-se o ambiente para que começassem a olhar para o Nordeste do Brasil”, avaliou Garcia.

Além disso, segundo ele, os preços na Espanha, na Itália e Portugal subiram muito: “Enquanto o preço do metro quadrado aqui, em Ponta Negra, se paga de R$ 1 mil a R$ 1.500 euros ou R$ 2,5 mil a R$ 4 mil dependendo da localização, que para o nosso padrão é muito caro, na costa da Espanha, um apartamento na segunda ou terceira linha do mar se paga no mínimo de três a quatro mil euros, mas se for na beira de um campo de golfe ou uma casa boa vai pagar seis mil euros pelo metro quadrado”.

Garcia disse que diante dessas condições, o Nordeste também começou a se destacar como um mercado de segunda residência e, principalmente, o Rio Grande do Norte, por ter em Natal “uma capital extremamente simpática, bem planejada, limpa e que as pessoas são muitas hospitaleiras”.

Mesmo em nível de região Nordeste, Garcia entende que os natalenses são mais hospitaleiros “do que os nossos conterrâneos nordestinos, e até mesmo em nível de segurança, o problema da insegurança é muito menos do que acontece em Recife (PE) e Fortaleza (CE)”.

Na opinião de Garcia, o combate ao turismo sexual, que tinha em Natal um embrião, surtiu efeito e por pode atrair mais negócios. “Soma-se a isso o Estado num crescimento econômico muito bom, o aeroporto novo com perspectiva de sair e a construção da nove ponte com a integração do litoral norte, criou o ambiente adequado para que todos esses empreendimentos comecem a ser desenvolvidos”.

Diário de Natal :: SANEAMENTO DE PONTA NEGRA ESTÁ SATURADO

A área de Ponta Negra é a mais valorizada de Natal e tem sido alvo de especulações

O Ministério Público fez uma recomendação à Caern sugerindo que seja suspensa a emissão de declarações de viabilidade de construções na área de Ponta Negra, assim como também sejam reavaliadas as já emitidas. Tudo porque, no entendimento da Promotoria do Meio Ambiente, há picos de saturação do sistema de esgotamento sanitário e, portanto, até que isso se resolva não há como liberar mais construções naquela área.

A declaração de viabilidade emitida pela Caern, se dá por intermédio do licenciamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), que qualquer pessoa precisa ter quando vai construir.

Na recomendação publicada ontem no Diário Oficial, a promotora Gilka da Mata declara que a Caern precisa ‘‘em regime de urgência’’ priorizar as obras necessárias à solução dos picos de saturação, para evitar a continuidade dos extravasamentos detectados.

‘‘O sistema de esgotamento sanitário de Ponta Negra é um complexo composto pela tubulação, a Estação Elevatória de Esgoto (EEE3) e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Em 2005, a gente conseguiu através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) resolver parte do problema - na bacia 1 - que foi subdividida. Só que o sistema como um todo não foi resolvido. E o MP quer saber quando e como isso será feito’’, explicou Gilka da Mata, cuja recomendação dá um prazo de 30 dias para a Caern se explicar e apresentar um cronograma com as intervenções (obras) necessárias.

Prejudicados

De acordo com os moradores da região do Conjunto Alagamar - a rede coletora (tubulação) está pequena para a demanda de esgoto. E o resultado não é dos mais agradáveis. ‘‘Moro aqui há 30 anos e nos últimos anos - principalmente quando chove - a rede de esgoto arrebenta escorrendo pela rua e até mesmo dentro das casas da gente’’, disse o aposentado Antônio Lacerda Sobrinho, residente na Rua Estrela do Mar.

‘‘Fico preocupado. Não precisa ser nenhum engenheiro para perceber que essa tubulação precisa ser ampliada. Aqui é o lugar de maior problema com esgoto, imagine então quando tiverem famílias em todos esses prédios que estão sendo erguidos’’, questionou o aposentado.

Numa outra rua, a Presbítero Francisco Oliveira, onde tem diversos bares e empreendimentos comerciais, o problema também preocupa os moradores. O auxiliar de escritório, André Medeiros, 31, disse que a boca de lobo estoura e se espalha não só lama na rua, quanto dentro do escritório também. ‘‘Minha rua não fica assim, mas normalmente quando chove, sobe a fedentina e os bueiros extravasam esgoto’’, descrevia o professor Ricardo Daniel, 42, também morador.