.: LICENÇAS – Espigões Morro do Careca [13/mar/09]

JORNAL DE HOJE – 13/mar/2009
por Marcos Aurélio de Sá

Decisão que cassou licenças de construção de 5 edifícios em Ponta Negra será revista

Por orientação da prefeita Micarla de Sousa, a Semurb deverá reabrir nos próximos dias os processos relativos aos pedidos de licença para a construção de cinco edifícios de apartamentos no bairro de Ponta Negra nas proximidades do Morro do Careca, obras que mereceram aprovação, foram iniciadas, mas quando já se encontravam em fase adiantada acabaram tendo os alvarás cassados pelo ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, sob a alegação de que iriam poluir a paisagem.

As construtoras e incorporadoras responsáveis por esses empreendimentos acumulam prejuízos milionários em decorrência do ato arbitrário e estão lutando na justiça por indenização, tendo em vista que estavam legalmente autorizadas a executar as obras pela própria Prefeitura.

O secretário Kalazans Bezerra informa que não está fora de cogitação a revisão da medida adotada pelo ex-prefeito, solicitando-se apenas alguns ajustes nos projetos em questão.

Se isto realmente acontecer, a prefeita Micarla de Sousa estará restabelecendo no meio empresarial natalense o clima de confiança jurídica, sem o qual fica quase impossível atrair os grandes investimentos que a cidade necessita para sair do subdesenvolvimento.

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“É preciso ficar atento a este processo, pois sabemos que interesses estão envolvidos nesta disputa pela ocupação do espaço urbano de Natal. E, convenhamos, Marcos Aurélio é um jornalista por demais informado sobre os planos urbanísticos da atual prefeita de Natal”, Fernando Mineiro

# Prefeita anuncia pacote imobiliário em Natal

# Ponta Negra: Promotora quer respeito à horizontalidade

.: Com falta de investimento estrangeiro, imobiliárias fecham em Ponta Negra [jan/09]

TRIBUNA DO NORTE – 29/jan/2009
Foto: Júnior Santos

PREJUÍZOS – Waldemir diz que desaceleração causou fechamento de imobiliárias

Com a fuga dos investimentos estrangeiros no Rio Grande do Norte, após o início da crise econômica mundial, o cenário do mercado de imóveis no bairro de Ponta Negra começa a mudar. Um dos locais preferidos para a instalação de escritórios de empresas do setor, a Avenida Erivan França hoje é exemplo de como as imobiliárias – que tinham como foco os investidores internacionais – sofrem com a recessão em outros países.

O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci RN), Waldemir Bezerra, explica que não há números que demonstrem a dimensão dos baques que as imobiliárias estão sentindo. Porém, ele confirma que as empresas estão realmente baixando suas portas, saindo do mercado ou procurando outros pontos de comercialização.

“Uma vez que a crise tirou os investidores internacionais do estado, os escritórios perderam seus clientes. Os negócios em Ponta Negra diminuíram sensivelmente e, no ano passado, as imobiliárias com foco no mercado internacional amargaram um prejuízo muito grande”, declara.

A falta de dados sobre a quantidade de empresas fechadas nos últimos meses se deve ao fato de que muitas delas encerram suas atividades mas não dão baixa na documentação junto ao Creci. Bezerra acredita que somente em abril o órgão poderá estimar um número já que, até março, está sendo cobrada a anuidade do conselho. “Geralmente, descobrimos que as empresas realmente fecharam quando elas não pagam ou a correspondência para pagamento retorna”, explica.

Waldemir Bezerra avalia o cenário com preocupação já que o Rio Grande do Norte, em especial Natal, tem se tornado cada vez mais um destino de segunda residência. “Há quem faça uma leitura que este mercado vai voltar a crescer na Europa ainda este ano. Isso é muito importante para nós já que sabemos que a queda dos investimentos ocorreu porque outros países entraram em recessão e os estrangeiros ficaram mais cautelosos”.

Mudança

O empresário Fred Salsa era um dos sócios da imobiliária Euro que ficava localizada na orla da praia mais famosa de Natal. Porém, depois de aproximadamente cinco anos na área a sociedade terminou e ele, atualmente, se prepara para abrir um novo escritório em Petrópolis.

A imobiliária Imocapital, como será chamado o novo empreendimento de Salsa, foge do foco de Ponta Negra, mercado que já está fraco segundo o empresário. “O movimento estrangeiro caiu bastante nos últimos anos. Continuo com clientes naquela região, mas preferi abrir o escritório em Petrópolis”.

Segundo Fred Salsa, cerca de 60% das vendas realizadas pela Euro eram fruto de investimentos de estrangeiros. O público era variado incluindo espanhóis, noruegueses, italianos e portugueses. A imobiliária foi uma das primeiras a abrir na Erivan França e, de acordo com Fred, após o seu fechamento muitos negócios do mesmo segmento também começaram a deixar a região.

>>> Comentário pertinente: A atual situação [crítica] do mercado imobiliário e os [contínuos] baixos índices no fluxo turístico, refletem a estratégia depreciativa adotada pela especulação imobiliária e a maneira equivocada como foi direcionado o turismo na capital potiguar. A relação é de exploradores e explorados, em vez de parceiros! Formou-se uma bolha ilusória e frágil de prosperidade, comprovando a necessidade de um crescimento urbano responsável e antenado com as características culturais e históricas da cidade.

.: Investidores não querem construir em Ponta Negra [março/09]

TRIBUNA DO NORTE – 11/mar/2009
Foto: João Maria Alves

IMÓVEIS – Ofertas de imóveis para vender é alta e construtoras adiam planos

Um dos bairros preferidos dos investidores estrangeiros, Ponta Negra registra a maior seca de negócios de sua história recente. São centenas de placas anunciando venda espalhadas por ruas como a Jorge Fernandes, homenagem ao potiguar considerado um dos precursores da poesia moderna no Brasil. Ali, em apenas um quarteirão, é possível contar cinco placas de “vende-se”.

Elas anunciam casas de padrão, escondidas por muros altos. Para o vendedor de água mineral e gás João Marcelo Pereira, há seis anos estabelecido na rua, essa quantidade de imóveis à venda só prova uma coisa: a falta de interessados é grande. “Tinha casa aqui na rua que só foi vendida no ano passado porque o proprietário reduziu o valor pela metade”, diz ele.

O diretor para o RN da construtora pernambucana Moura Dubeux, Alvamar Barbosa Jr, conta que recebeu na semana passada proposta para assumir uma obra já licenciada de um prédio de apartamentos de 55 metros em Ponta Negra e nem sentou para conversar. “Se fosse há oito meses não pensaríamos um segundo antes de aceitar, mas agora…” – completa Alvamar.

Ele esteve à frente de uma série de lançamentos simultâneos promovidos pela Moura Dubeux em Natal. Nenhum em Ponta Negra. “Quando chegamos à cidade já sabíamos que Ponta Negra estava fora do que queríamos do mercado – bairros que fossem disputados pelos habitantes locais”, diz.

Salimo Abdul, investidor português com dois projetos em curso em Ponta Negra, diz que a situação de quem colocou euros no bairro é dramática. “Está tudo parado, não se vende nada”, diz Salimo, conhecido entre os amigos pela sinceridade. A situação é tão grave, segundo explica, que outros investidores europeus estão colocando seus empreendimentos em nome de pessoas jurídicas de terceiros só para não perder o licenciamento das obras.

“Há estrangeiros desonestos fazendo propostas espúrias pelos imóveis em construção para levar vantagem”, denuncia Salimo. Para ele, o problema todo se resume a uma questão de identidade cultural. “O natalense não se vê mais morando em Ponta Negra, não tem mais identidade com o bairro”, comenta.

O espanhol Pasquale Brandalise, da incorporadora Albra, faz parte de uma geração de investidores que transferiu todas as suas operações para os bairros do Centro. E, em nenhum momento, considerou construir em Ponta Negra. “Passei dois anos aqui estudando os melhores bairros para investir”, explica ele. “E vimos que Ponta Negra não poderia estar em nossos planos se quiséssemos atingir o natalense”, reconhece.

Hoje, segundo fontes do setor imobiliário, entre 300 a 500 projetos já licenciados em Ponta Negra paralisados por falta de interesse por parte dos incorporadores. A maioria deles são flats que acomodariam uma demanda de turistas europeus em férias.

Kalazans promete reduzir prazo

O secretário municipal de Urbanismo, Kalazans Bezerra, disse ontem tudo que os empresários da construção civil queriam ouvir. A partir de março, todos as análises de grandes empreendimentos, que duravam até mais de três anos, serão concluídos em apenas 60 dias a partir de junho. E que a análise para os licenciamentos de residências serão concluídos em 24 horas a partir de uma estrutura descentralizada, com bases físicas nas Zonas Norte e Sul de Natal.

Kalazans foi mais longe. Prometeu que em 15 dias tornará pública a viabilidade dos licenciamentos já concluídos poderem ter sua tipologia alterada sem prejuízo de perda da licença. “Desde que não fira o meio ambiente e a legislação, acho possível esse tipo de alteração”, declarou o secretário. Kalazans disse que até o final deste mês pretende zerar os 600 licenciamentos pendentes da administração anterior. “Depois disso, vamos examinar os passos seguintes a serem dados”, adiantou.

Entre esses passos, segundo ele, está a possibilidade de parcelamento de tributos municipais que incidem sobre as construtoras e são pagos à vista.

Jornal de Hoje :: ZONA NORTE NA MIRA DO MERCADO IMOBILIÁRIO

Zona Norte começa a atrair construtores

por Redação
Foto: Rogério Vital

E pela falta de espaço físico em alguns bairros mais valorizados da cidade como Lagoa Nova, Tirol, Petrópolis, Capim Macio e Ponta Negra, algumas construtoras começam a lançar no mercado empreendimentos na Zona Norte.

De acordo com o presidente da Cooperativa Norte-Riograndense de Habitação (CNH), Renato Fernandes, que lançou recentemente um empreendimento com sete torres de 15 andares e 420 apartamentos, a região Norte da cidade “deve atrair daqui pra frente” muitos investimentos, principalmente no setor imobiliário. Ele disse acreditar que o empreendimento lançado pela CNH será o pioneiro de uma série de investimentos que devem fortalecer e valorizar a região, principalmente no que se refere à infra-estrutura de habitação.

Jornal de Hoje :: ZONA NORTE NA MIRA DO MERCADO IMOBILIÁRIO

Zona Norte começa a atrair construtores

por Redação
Foto: Rogério Vital

E pela falta de espaço físico em alguns bairros mais valorizados da cidade como Lagoa Nova, Tirol, Petrópolis, Capim Macio e Ponta Negra, algumas construtoras começam a lançar no mercado empreendimentos na Zona Norte.

De acordo com o presidente da Cooperativa Norte-Riograndense de Habitação (CNH), Renato Fernandes, que lançou recentemente um empreendimento com sete torres de 15 andares e 420 apartamentos, a região Norte da cidade “deve atrair daqui pra frente” muitos investimentos, principalmente no setor imobiliário. Ele disse acreditar que o empreendimento lançado pela CNH será o pioneiro de uma série de investimentos que devem fortalecer e valorizar a região, principalmente no que se refere à infra-estrutura de habitação.

Jornal de Hoje :: EMPREENDEDOR AFIRMA QUE RN É PROMISSOR NO TURISMO DE GOLFE

Repórter: Wagner Guerra

Mercado que possui 50 milhões de praticantes e movimenta cerca de US$ 100 bi por ano, está em busca de novos empreendimentos

Terras a preço competitivo, sol quase o ano inteiro e, claro, muitas belezas naturais. Com essas qualidades reunidas, o Rio Grande do Norte já desponta como Estado com grande potencial para a implantação de empreendimentos voltados ao mercado de turismo de golfe – segmento que movimenta, anualmente, 100 bilhões de dólares.

Segundo o diretor da GT Golfe, Fábio Mazza, o RN já possui boa infra-estrutura e estabilidade econômica, além da promoção do destino no exterior, para atrair investidores.

>>> O RN também tem escolas que ensinam a jogar golfe, auto-escola para motoristas de carrinho de golfe, fábrica de pesticidas para manter o gramado sempre verdinho e perfeito…

“Existem empresários lá fora procurando investir nesse tipo de negócio, que é lucrativo e só faz aumentar o desenvolvimento turístico e imobiliário local”, garantiu Mazza.

Apesar de ser pouco praticado no país, o golfe já representa um esporte de grande movimentação turística. Há 10 anos, lembrou o diretor, a Bahia iniciou o processo de implantação de quatro campos oficiais de golfe (Comandatuba, Sauípe, Porto Seguro e Salvador), com assinatura de arquitetos de renome mundial, e hoje, está posicionada como principal destino de turismo de golfe internacional.

O projeto envolve, também, a inclusão de complexos turísticos (resorts, pousadas, hotéis, bares e restaurantes). Para cada partida, em campo de 18 buracos, o jogador desembolsa cerca de R$ 170,00. “Em 90% dos casos, o investimento na construção de um campo de golfe, por si só, não é economicamente viável, por conta dos altos custos com a construção e manutenção. É preciso investir em toda uma infra-estrutura para assumir as condições de sustentabilidade a longo prazo”.

No Brasil, acrescentou Mazza, existem 25 mil praticantes. No entanto, o golfe de alto padrão ainda é novidade. Para ele, é preciso apostar no mercado mundial, que estima ter 50 milhões de jogadores, e que viajam, pelo menos, uma vez por mês, durante o ano, em busca de novos empreendimentos voltados ao segmento.

O turista golfista, como é chamado pelas operadoras, adiantou, é bastante desejado pelos hotéis, já que gastam, em média, de duas a quatro vezes mais que um viajante convencional. “Eles são seletos e de altíssima exigência. Procuram os hotéis com melhor qualidade nos serviços prestados, principalmente, na gastronomia e hospedagem”, revelou o diretor.

Para o RN, Mazza estima uma viabilização em curto prazo, entre 5 e 10 anos, para que seja implantado dez campos de golfe, com 18 buracos, cada um (Cluster), em uma área próxima, a exemplo do trecho entre a praia de Touros e Pipa, com cerca de 200 quilômetros de distância. Para isso, disse, é preciso que o empreendedor encontre uma área acima de 70 hectares, para garantir o projeto de infra-estrutura turística e imobiliária, e seja contemplada com baixo relevo e permanente recurso hídrico..

Além disso, concluiu Mazza, os empreendimentos voltados ao turismo de golfe visam manter as belezas naturais de cada lugar, preservando os recursos naturais locais e recuperando áreas degradadas. A legislação ambiental sempre é cumprida. Atualmente, os projetistas utilizam uma grama nativa resistente, que precisa apenas da quantidade referente a 1 copo d’água, para cada metro quadrado. Também são instalados sensores para medir a temperatura, umidade e quantidade certa do líquido, durante a irrigação, e que pode ser reutilizado, através do tratamento de efluentes.

O diretor da GT Golfe proferiu palestra sobre o assunto, na manhã de hoje, durante reunião da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (ADIT), no Ocean Palace Hotel, Via Costeira.

Jornal de Hoje :: EMPREENDEDOR AFIRMA QUE RN É PROMISSOR NO TURISMO DE GOLFE

Repórter: Wagner Guerra

Mercado que possui 50 milhões de praticantes e movimenta cerca de US$ 100 bi por ano, está em busca de novos empreendimentos

Terras a preço competitivo, sol quase o ano inteiro e, claro, muitas belezas naturais. Com essas qualidades reunidas, o Rio Grande do Norte já desponta como Estado com grande potencial para a implantação de empreendimentos voltados ao mercado de turismo de golfe – segmento que movimenta, anualmente, 100 bilhões de dólares.

Segundo o diretor da GT Golfe, Fábio Mazza, o RN já possui boa infra-estrutura e estabilidade econômica, além da promoção do destino no exterior, para atrair investidores.

>>> O RN também tem escolas que ensinam a jogar golfe, auto-escola para motoristas de carrinho de golfe, fábrica de pesticidas para manter o gramado sempre verdinho e perfeito…

“Existem empresários lá fora procurando investir nesse tipo de negócio, que é lucrativo e só faz aumentar o desenvolvimento turístico e imobiliário local”, garantiu Mazza.

Apesar de ser pouco praticado no país, o golfe já representa um esporte de grande movimentação turística. Há 10 anos, lembrou o diretor, a Bahia iniciou o processo de implantação de quatro campos oficiais de golfe (Comandatuba, Sauípe, Porto Seguro e Salvador), com assinatura de arquitetos de renome mundial, e hoje, está posicionada como principal destino de turismo de golfe internacional.

O projeto envolve, também, a inclusão de complexos turísticos (resorts, pousadas, hotéis, bares e restaurantes). Para cada partida, em campo de 18 buracos, o jogador desembolsa cerca de R$ 170,00. “Em 90% dos casos, o investimento na construção de um campo de golfe, por si só, não é economicamente viável, por conta dos altos custos com a construção e manutenção. É preciso investir em toda uma infra-estrutura para assumir as condições de sustentabilidade a longo prazo”.

No Brasil, acrescentou Mazza, existem 25 mil praticantes. No entanto, o golfe de alto padrão ainda é novidade. Para ele, é preciso apostar no mercado mundial, que estima ter 50 milhões de jogadores, e que viajam, pelo menos, uma vez por mês, durante o ano, em busca de novos empreendimentos voltados ao segmento.

O turista golfista, como é chamado pelas operadoras, adiantou, é bastante desejado pelos hotéis, já que gastam, em média, de duas a quatro vezes mais que um viajante convencional. “Eles são seletos e de altíssima exigência. Procuram os hotéis com melhor qualidade nos serviços prestados, principalmente, na gastronomia e hospedagem”, revelou o diretor.

Para o RN, Mazza estima uma viabilização em curto prazo, entre 5 e 10 anos, para que seja implantado dez campos de golfe, com 18 buracos, cada um (Cluster), em uma área próxima, a exemplo do trecho entre a praia de Touros e Pipa, com cerca de 200 quilômetros de distância. Para isso, disse, é preciso que o empreendedor encontre uma área acima de 70 hectares, para garantir o projeto de infra-estrutura turística e imobiliária, e seja contemplada com baixo relevo e permanente recurso hídrico..

Além disso, concluiu Mazza, os empreendimentos voltados ao turismo de golfe visam manter as belezas naturais de cada lugar, preservando os recursos naturais locais e recuperando áreas degradadas. A legislação ambiental sempre é cumprida. Atualmente, os projetistas utilizam uma grama nativa resistente, que precisa apenas da quantidade referente a 1 copo d’água, para cada metro quadrado. Também são instalados sensores para medir a temperatura, umidade e quantidade certa do líquido, durante a irrigação, e que pode ser reutilizado, através do tratamento de efluentes.

O diretor da GT Golfe proferiu palestra sobre o assunto, na manhã de hoje, durante reunião da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (ADIT), no Ocean Palace Hotel, Via Costeira.

Correio da Tarde – 18/06/08 :: MINISTÉRIO PÚBLICO TENTA IMPEDIR CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS NAS MARGENS DO RIO POTENGI

Foto: Alberto Leandro

MP está preocupado com construções na zona de proteção ambiental
O Ministério Público do Rio Grande do Norte ajuizou Ação Civil Pública junto à 5ª Vara da Fazenda Pública para tentar suspender obras, já iniciadas, e futuros empreendimentos previstos para a Zona de Proteção Ambiental nº 8 (ZPA-8), situada na margem esquerda do Rio Potengi, abrangendo áreas próximas aos manguezais até a praia da Redinha.

Na Ação, o Ministério Público (MP) pede que o Município de Natal seja obrigado a suspender todas as licenças concedidas para construções na ZPA-8 e que não sejam emitidos novos licenciamentos para essa área da cidade.

Para o 12° Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Márcio Luiz Diógenes, “a instalação de edifícios previstos para aquela região poderá criar um cordão de concreto na margem esquerda do Potengi, causando elevação da temperatura nos bairros Potengi e Redinha, devido às barreiras à ventilação natural”. Ele também justifica que os empreendimentos podem elevar os riscos de poluição ao rio e áreas de manguezais, devido à disposição de lixo e infiltração de esgotos no local.

De acordo com a legislação ambiental, as construções em zonas de proteção só podem ser autorizadas após uma regulamentação especial. O que ainda não existe para a ZPA-8. No entanto, os construtores se apóiam no artigo 112 do novo Plano Diretor de Natal, que permite o licenciamento urbanístico e ambiental com base na legislação anterior para projetos protocolados até 90 dias após a publicação da Lei n° 249/07 (PDN). Essa Lei editou as emendas ao Plano, vetadas pelo prefeito em um processo legislativo marcado pela suspeita de ter sido baseado em esquema de propinas para atender os interesses de alguns setores imobiliários da cidade.

Em relação ao artigo 112, o Promotor de Justiça lembra que com a permissão, aproximadamente quinze grandes e médios empreendimentos serão construídos na região, sem que sejam observadas as diretrizes para o reordenamento urbano e ambiental do novo Plano Diretor.

Um dos empreendimentos previstos para aquela área, que está na preparação das fundações, vem sendo executado pela Zeta, e o projeto contempla a construção de sete torres de apartamentos, com quinze andares cada uma. Além desse residencial, outros dois empreendimentos, ainda em fase de licenciamento, são questionados pelo MP, sendo um deles pertencente à Ecocil, também inserido na margem esquerda do Rio Potengi, e outro empreendimento com licença solicitada pelo engenheiro civil José Alvamar, a ser instalado na Zona Especial de Interesse Turístico nº. 4 (ZET 4).

O representante do MP ressalta que “não é de se admitir que interesses de grupos empresariais prevaleçam sobre as pretensões ambientais legítimas da coletividade. Mesmo sob a justificativa de que serão construídas unidades residenciais para milhares de pessoas, com movimentação da economia e geração de empregos”.

Correio da Tarde – 18/06/08 :: MINISTÉRIO PÚBLICO TENTA IMPEDIR CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS NAS MARGENS DO RIO POTENGI

MP está preocupado com construções na zona de proteção ambiental

Foto: Alberto Leandro

O Ministério Público do Rio Grande do Norte ajuizou Ação Civil Pública junto à 5ª Vara da Fazenda Pública para tentar suspender obras, já iniciadas, e futuros empreendimentos previstos para a Zona de Proteção Ambiental nº 8 (ZPA-8), situada na margem esquerda do Rio Potengi, abrangendo áreas próximas aos manguezais até a praia da Redinha.

Na Ação, o Ministério Público (MP) pede que o Município de Natal seja obrigado a suspender todas as licenças concedidas para construções na ZPA-8 e que não sejam emitidos novos licenciamentos para essa área da cidade.

Para o 12° Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Márcio Luiz Diógenes, “a instalação de edifícios previstos para aquela região poderá criar um cordão de concreto na margem esquerda do Potengi, causando elevação da temperatura nos bairros Potengi e Redinha, devido às barreiras à ventilação natural”. Ele também justifica que os empreendimentos podem elevar os riscos de poluição ao rio e áreas de manguezais, devido à disposição de lixo e infiltração de esgotos no local.

De acordo com a legislação ambiental, as construções em zonas de proteção só podem ser autorizadas após uma regulamentação especial. O que ainda não existe para a ZPA-8. No entanto, os construtores se apóiam no artigo 112 do novo Plano Diretor de Natal, que permite o licenciamento urbanístico e ambiental com base na legislação anterior para projetos protocolados até 90 dias após a publicação da Lei n° 249/07 (PDN). Essa Lei editou as emendas ao Plano, vetadas pelo prefeito em um processo legislativo marcado pela suspeita de ter sido baseado em esquema de propinas para atender os interesses de alguns setores imobiliários da cidade.

Em relação ao artigo 112, o Promotor de Justiça lembra que com a permissão, aproximadamente quinze grandes e médios empreendimentos serão construídos na região, sem que sejam observadas as diretrizes para o reordenamento urbano e ambiental do novo Plano Diretor.

Um dos empreendimentos previstos para aquela área, que está na preparação das fundações, vem sendo executado pela Zeta, e o projeto contempla a construção de sete torres de apartamentos, com quinze andares cada uma. Além desse residencial, outros dois empreendimentos, ainda em fase de licenciamento, são questionados pelo MP, sendo um deles pertencente à Ecocil, também inserido na margem esquerda do Rio Potengi, e outro empreendimento com licença solicitada pelo engenheiro civil José Alvamar, a ser instalado na Zona Especial de Interesse Turístico nº. 4 (ZET 4).

O representante do MP ressalta que “não é de se admitir que interesses de grupos empresariais prevaleçam sobre as pretensões ambientais legítimas da coletividade. Mesmo sob a justificativa de que serão construídas unidades residenciais para milhares de pessoas, com movimentação da economia e geração de empregos”.

Diário de Natal :: METRO QUADRADO EM NATAL VAI À LEILÃO DIA 8 DE MAIO POR R$ 647

Localizado em uma área predominantemente residencial, um terreno do Departamento Nacional de Obras Contra à Seca (Dnocs) – que será leiloado no próximo dia 8 de maio – pode se tornar a nova atração do comércio imobiliário de Natal.

Com uma área de 8.654,28 metros quadrados, no bairro de Lagoa Nova, o terreno é visto por representantes da área de imóveis como um espaço ideal para a construção de um condomínio vertical. Porém, chama atenção dos empresários o preço mínimo de venda avaliado pela Caixa Econômica Federal: R$ 5,6 milhões. De acordo com eles, o valor está acima do mercado.

De acordo com o edital publicado no site do Dnocs (www.dnocs.gov.br), o leilão ocorrerá às 10h do dia 8, no auditório do Sesc, em Natal. O pagamento deverá ser feito à vista, mais 5% do valor do lance; ou em duas parcelas, sendo a primeira na hora, mais 5%, e a segunda em até no máximo 20 dias úteis após o leilão. O terreno está localizado na esquina da Avenida Bernardo Vieira com a Xavier da Silveira, fazendo margem também com as ruas Planaltina e São Paulo.

O empresário Nilton Leite, da NL Imóveis, acredita que o preço do terreno está fora da realidade do mercado natalense. ‘‘Na minha opinião, a área foi superavaliada principalmente porque pode haver limites na altura das construções, o que inviabilizaria um empreendimento residencial de grande porte. O metro quadrado naquela região é de cerca de R$ 300’’. Pelo lance mínimo proposto para o leilão, o metro quadrado do terreno seria de aproximadamente R$ 647, ou seja, mais de 50% do que seria cobrado normalmente.

[leia matéria completa no Diário de Natal]