.: LICENÇAS – Espigões Morro do Careca [13/mar/09]

JORNAL DE HOJE – 13/mar/2009
por Marcos Aurélio de Sá

Decisão que cassou licenças de construção de 5 edifícios em Ponta Negra será revista

Por orientação da prefeita Micarla de Sousa, a Semurb deverá reabrir nos próximos dias os processos relativos aos pedidos de licença para a construção de cinco edifícios de apartamentos no bairro de Ponta Negra nas proximidades do Morro do Careca, obras que mereceram aprovação, foram iniciadas, mas quando já se encontravam em fase adiantada acabaram tendo os alvarás cassados pelo ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, sob a alegação de que iriam poluir a paisagem.

As construtoras e incorporadoras responsáveis por esses empreendimentos acumulam prejuízos milionários em decorrência do ato arbitrário e estão lutando na justiça por indenização, tendo em vista que estavam legalmente autorizadas a executar as obras pela própria Prefeitura.

O secretário Kalazans Bezerra informa que não está fora de cogitação a revisão da medida adotada pelo ex-prefeito, solicitando-se apenas alguns ajustes nos projetos em questão.

Se isto realmente acontecer, a prefeita Micarla de Sousa estará restabelecendo no meio empresarial natalense o clima de confiança jurídica, sem o qual fica quase impossível atrair os grandes investimentos que a cidade necessita para sair do subdesenvolvimento.

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“É preciso ficar atento a este processo, pois sabemos que interesses estão envolvidos nesta disputa pela ocupação do espaço urbano de Natal. E, convenhamos, Marcos Aurélio é um jornalista por demais informado sobre os planos urbanísticos da atual prefeita de Natal”, Fernando Mineiro

# Prefeita anuncia pacote imobiliário em Natal

# Ponta Negra: Promotora quer respeito à horizontalidade

.: MP exige cumprimento de gabarito para a construção dos "espigões" [março/09]

TRIBUNA DO NORTE – 14/mar/2009
Foto: Júnior Santos

ESPIGÕES – O hotel da BRA é um dos que terá o processo revisto pela Semurb

O anúncio realizado quinta-feira, pelo secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Kalazans Bezerra, de que diversos processos de licenciamento de obras serão reavaliados, incluindo os dos chamados “espigões” ao redor do Morro do Careca, em Ponta Negra, chamou a atenção de quem acompanhou a polêmica envolvendo essas construções. Em 2006, os cinco prédios que seriam erguidos no entorno do “Careca” tiveram as licenças cassadas pela prefeitura.

Um dos principais órgãos responsáveis pelo cancelamento dessas autorizações, o Ministério Público pretende acompanhar de perto essa reavaliação. “Concordamos que se volte a construir, desde que sejam seguidos os padrões de horizontalidade (altura máxima de 7,5m), pois ali é uma Zona Especial de Interesse Turístico”, ressalta a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Gilka da Mata. Ela lembra que a população não se insurgiu contra as construções, mas sim contra a verticalização da área, pois os prédios teriam cerca de 20 andares.

A promotora lembra que é preciso se evitar novos erros. “Tivemos uma experiência muito negativa, de um licenciamento indevido, no qual não foram apreciados os impactos ambientais desses empreendimentos verticalizados. Essa experiência não pode se repetir. Foi uma ilegalidade”, enfatizou. Para que isso não ocorra, a expectativa é que a Semurb monte a estrutura necessária para a correta análise dos projetos, do ponto de vista legal.

Ela alerta para a importância de se perceber a diferença entre licenciamento urbanístico, no qual são avaliadas as normas do Plano Diretor, Código de Obras e outras legislações urbanísticas; e licenciamento ambiental. “Por mais que um empreendimento esteja correto em termos de gabarito, área, preceitos urbanísticos, é preciso avaliar os impactos à paisagem, à ordem estética, sanitária, que dizem respeito ao licenciamento ambiental”, descreve.

Gilka da Mata revela que, se tivesse de fazer um recomendação ao Município, seria o de realizar procedimentos adequados em ambos os licenciamentos. Ela lembra que há uma lei federal específica a respeito da análise ambiental (6.938/81). “Os municípios têm de obedecer à Constituição e a essa lei, que estabelece os procedimentos para o licenciamento ambiental, incluindo estudos apresentados pelo empreendedor relativos aos recursos naturais, paisagísticos, sanitários, entre outros.”

A Semurb, defende a promotora, deve não só exigir esses estudos, como também montar uma equipe multidisciplinar para avaliar os dados apresentados. “No caso dos espigões, o órgão ambiental não avaliou os impactos negativos”, lembra. Gilka da Mata destaca a importância do Morro do Careca para a cidade, como exemplo “ímpar” do ecossistema costeiro e integrante fundamental da identidade da capital.

“Em hipótese alguma ele poderia ser descaracterizado. Então, nesse retorno do licenciamento, a coisa mais importante é a apreciação dos impactos”, conclui, referindo-se ainda ao provável aumento da demanda por água potável, rede de esgotos, trânsito, entre outros aspectos da infraestrutura urbana.

Promotora pede posição firme do município

“A prefeitura precisa aprender a indeferir os pedidos, em caso de não atendimento da legislação.” A afirmação da promotora Gilka da Mata demonstra a preocupação do Ministério Público com a possibilidade de que processos irregulares continuem tramitando na Semurb, indefinidamente, sem que seja dada uma resposta final a respeito da viabilidade, ou não, dos empreendimentos.

“É importante que se estabeleça um critério legal para a apreciação dessas obras, seja montada uma comissão multidisciplinar para fazer a avaliação dos impactos e que se indefira o pedido, se for o caso. Não pode ficar enrolando”, alerta Gilka da Mata. Para ela, não há respaldo para o argumento de que haveria hoje uma insegurança jurídica quanto às regras do licenciamento ambiental. “A legislação é excelente, até detalhada, e descreve todas as etapas. O que falta é ser cumprida”, aponta.

A representante do MP defende que sejam feitos investimentos na estrutura da Semurb, para que o órgão possa cumprir suas funções adequadamente. “É uma secretaria extremamente importante, pois tem o poder de autorizar empreendimentos que podem vir até a piorar a qualidade de vida da população”, adverte.

Presidente do Crea elogia medidas da prefeitura

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) acompanhou de perto as discussões a respeito da polêmica envolvendo a construção dos espigões de Ponta Negra. O atual presidente da entidade, Adalberto Pessoa de Carvalho, diz que a categoria está extremamente satisfeita com a possibilidade de reavaliação desses e de outros projetos. “Está se resgatando dois, três, quatro anos de atrasos nesses processos de licenciamento”, avalia.

Para o também secretário de Infraestrutura do Estado, a nova administração municipal tem mostrado avanços significativos no diálogo com a iniciativa privada, mas sobretudo com a população. “Essa parceria com a comunidade é fundamental, pois os interesses dos empresários têm de se entrosar com os da sociedade”, avalia Adalberto Carvalho.

Um bom exemplo dessa prática seria a assinatura, na última quinta-feira, do projeto de mudanças viárias no entorno do Midway Mall, em uma parceria do shopping com a prefeitura. “É coisas como essa que a nossa categoria e toda coletividade querem ver. Não é só ficar colocando a culpa na administração, mas cada um assumir que a culpa dos problemas também é nossa”, afirma.

O presidente do Crea ressalta que as medidas adotadas pela Semurb, de reavaliação das licenças dos empreendimentos, traz um novo alento para o setor da construção civil, inclusive retomando a situação de legalidade, pondo fim à insegurança jurídica da qual os empresários vinham reclamando nos últimos anos. “E temos consciência de que só pode haver circulação de capital, de dinheiro, com a contribuição da iniciativa privada”, enfatiza.

A Semurb vem realizando um mutirão no qual já foram analisados, em apenas cinco dias, o licenciamento de 400 processos pendentes da administração anterior. Ao todo, outros 600 pedidos de licença estariam pendentes, alguns há mais de dois anos.

Micarla não pensa em liberar espigões

A prefeita de Natal Micarla de Sousa, através da Secretaria Municipal de Comunicação Social, declarou à Tribuna do Norte que a Prefeitura do Natal não tem qualquer intenção de ordenar a retomada das obras nos chamados espigões da Praia de Ponta Negra. “Nós temos posição definida em relação aos projetos de Ponta Negra. Não pretendemos autorizar a retomada. O que admitimos é dialogar com as construtoras e negociar algum tipo de indenização”, afirmou a chefe do executivo municipal, lembrando que, enquanto deputada estadual, atuou e lutou contra a construção dos empreendimentos.

Sobre a possibilidade de permitir a readequação de plantas de projetos em tramitação na Semurb – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Micarla confirmou que tal medida fará parte de um plano de incentivo à construção civil, que será anunciado nos próximos dias, e contemplará ainda medidas de incentivo de ordem tributária, como ampliação do parcelamento de tributos municipais. “Estamos avaliando a melhor maneira de incentivar mercado neste momento de crise. A Prefeitura incentivará empresas que priorizam o desenvolvimento de uma economia sustentável, um meio ambiente equilibrado e a efetiva justiça social”, declarou a prefeita.

Na última quinta-feira, a prefeita de Natal visitou o VIII Salão Imobiliário de Natal e conversou com empresários do setor, antecipando o anúncio do plano de medidas que serão apresentadas na próxima semana, para beneficiar a construção civil e o mercado imobiliário da cidade. “Serão medidas que incentivarão a parte construtiva de imóveis já licenciados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) ou em processo de licenciamento, assim como também incentivos para o pagamento de impostos”, explicou a chefe do executivo municipal.

Correio da Tarde – 18/06/08 :: MINISTÉRIO PÚBLICO TENTA IMPEDIR CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS NAS MARGENS DO RIO POTENGI

Foto: Alberto Leandro

MP está preocupado com construções na zona de proteção ambiental
O Ministério Público do Rio Grande do Norte ajuizou Ação Civil Pública junto à 5ª Vara da Fazenda Pública para tentar suspender obras, já iniciadas, e futuros empreendimentos previstos para a Zona de Proteção Ambiental nº 8 (ZPA-8), situada na margem esquerda do Rio Potengi, abrangendo áreas próximas aos manguezais até a praia da Redinha.

Na Ação, o Ministério Público (MP) pede que o Município de Natal seja obrigado a suspender todas as licenças concedidas para construções na ZPA-8 e que não sejam emitidos novos licenciamentos para essa área da cidade.

Para o 12° Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Márcio Luiz Diógenes, “a instalação de edifícios previstos para aquela região poderá criar um cordão de concreto na margem esquerda do Potengi, causando elevação da temperatura nos bairros Potengi e Redinha, devido às barreiras à ventilação natural”. Ele também justifica que os empreendimentos podem elevar os riscos de poluição ao rio e áreas de manguezais, devido à disposição de lixo e infiltração de esgotos no local.

De acordo com a legislação ambiental, as construções em zonas de proteção só podem ser autorizadas após uma regulamentação especial. O que ainda não existe para a ZPA-8. No entanto, os construtores se apóiam no artigo 112 do novo Plano Diretor de Natal, que permite o licenciamento urbanístico e ambiental com base na legislação anterior para projetos protocolados até 90 dias após a publicação da Lei n° 249/07 (PDN). Essa Lei editou as emendas ao Plano, vetadas pelo prefeito em um processo legislativo marcado pela suspeita de ter sido baseado em esquema de propinas para atender os interesses de alguns setores imobiliários da cidade.

Em relação ao artigo 112, o Promotor de Justiça lembra que com a permissão, aproximadamente quinze grandes e médios empreendimentos serão construídos na região, sem que sejam observadas as diretrizes para o reordenamento urbano e ambiental do novo Plano Diretor.

Um dos empreendimentos previstos para aquela área, que está na preparação das fundações, vem sendo executado pela Zeta, e o projeto contempla a construção de sete torres de apartamentos, com quinze andares cada uma. Além desse residencial, outros dois empreendimentos, ainda em fase de licenciamento, são questionados pelo MP, sendo um deles pertencente à Ecocil, também inserido na margem esquerda do Rio Potengi, e outro empreendimento com licença solicitada pelo engenheiro civil José Alvamar, a ser instalado na Zona Especial de Interesse Turístico nº. 4 (ZET 4).

O representante do MP ressalta que “não é de se admitir que interesses de grupos empresariais prevaleçam sobre as pretensões ambientais legítimas da coletividade. Mesmo sob a justificativa de que serão construídas unidades residenciais para milhares de pessoas, com movimentação da economia e geração de empregos”.

Correio da Tarde – 18/06/08 :: MINISTÉRIO PÚBLICO TENTA IMPEDIR CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS NAS MARGENS DO RIO POTENGI

MP está preocupado com construções na zona de proteção ambiental

Foto: Alberto Leandro

O Ministério Público do Rio Grande do Norte ajuizou Ação Civil Pública junto à 5ª Vara da Fazenda Pública para tentar suspender obras, já iniciadas, e futuros empreendimentos previstos para a Zona de Proteção Ambiental nº 8 (ZPA-8), situada na margem esquerda do Rio Potengi, abrangendo áreas próximas aos manguezais até a praia da Redinha.

Na Ação, o Ministério Público (MP) pede que o Município de Natal seja obrigado a suspender todas as licenças concedidas para construções na ZPA-8 e que não sejam emitidos novos licenciamentos para essa área da cidade.

Para o 12° Promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Márcio Luiz Diógenes, “a instalação de edifícios previstos para aquela região poderá criar um cordão de concreto na margem esquerda do Potengi, causando elevação da temperatura nos bairros Potengi e Redinha, devido às barreiras à ventilação natural”. Ele também justifica que os empreendimentos podem elevar os riscos de poluição ao rio e áreas de manguezais, devido à disposição de lixo e infiltração de esgotos no local.

De acordo com a legislação ambiental, as construções em zonas de proteção só podem ser autorizadas após uma regulamentação especial. O que ainda não existe para a ZPA-8. No entanto, os construtores se apóiam no artigo 112 do novo Plano Diretor de Natal, que permite o licenciamento urbanístico e ambiental com base na legislação anterior para projetos protocolados até 90 dias após a publicação da Lei n° 249/07 (PDN). Essa Lei editou as emendas ao Plano, vetadas pelo prefeito em um processo legislativo marcado pela suspeita de ter sido baseado em esquema de propinas para atender os interesses de alguns setores imobiliários da cidade.

Em relação ao artigo 112, o Promotor de Justiça lembra que com a permissão, aproximadamente quinze grandes e médios empreendimentos serão construídos na região, sem que sejam observadas as diretrizes para o reordenamento urbano e ambiental do novo Plano Diretor.

Um dos empreendimentos previstos para aquela área, que está na preparação das fundações, vem sendo executado pela Zeta, e o projeto contempla a construção de sete torres de apartamentos, com quinze andares cada uma. Além desse residencial, outros dois empreendimentos, ainda em fase de licenciamento, são questionados pelo MP, sendo um deles pertencente à Ecocil, também inserido na margem esquerda do Rio Potengi, e outro empreendimento com licença solicitada pelo engenheiro civil José Alvamar, a ser instalado na Zona Especial de Interesse Turístico nº. 4 (ZET 4).

O representante do MP ressalta que “não é de se admitir que interesses de grupos empresariais prevaleçam sobre as pretensões ambientais legítimas da coletividade. Mesmo sob a justificativa de que serão construídas unidades residenciais para milhares de pessoas, com movimentação da economia e geração de empregos”.

Carta da poetisa Deth Haak verbalizada na Câmara dos Vereadores

À Câmara dos Vereadores da Cidade do Natal,

Na luta pela preservação da Natureza, pelo direito a paisagem, pela qualidade de vida e pela inclusão social, a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA-RN) e o Movimento Poeta Del Mundo, entidade que represento no Estado como consulesa da poesia para o Rio Grande do Norte, venho agradecer à Câmara dos Vereadores a oportunidade dada ao Conselho Comunitário de Ponta Negra e a AMPA (Associação dos Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar) , órgãos que aqui represento junto ao Movimento SOS Ponta Negra, o espaço nos dado, no sentido de colocarmos o sentimento de nossas comunidades.

Saibam Senhores o quanto nos foi difícil estudarmos as leis Federais, Estaduais e Municipais para assim chegarmos às conclusões aqui apresentadas.

Sacrificamos durante 6 meses nossos domingos, para estudarmos o Plano Diretor da cidade e assim apresentarmos a elaboração deste documento (emendas). Pesquisas e mais pesquisas, para chegarmos aqui na certeza de fazer valer o nosso direito concedido aos senhores através de nossos votos.

Também nessa oportunidade dizer muito obrigado aos técnicos professores das Universidade Federal (UFRN) e Potiguar (UnP), Ongs e ao Ministério Público na pessoas da Promotora do Meio Ambiente Doutora Gilka da Mata, que muito somaram nesta conquista de apresentar aos senhores o nosso ideal em relação ao Plano Diretor agora votado.

Nele está contido o querer dessas comunidades, que vem sendo degradadas pela especulação imobiliária, e o sentimento da população da cidade do Natal entregue aos senhores num abaixo assinado com mais de 6 mil assinaturas no mês de dezembro pedindo a preservação do nosso cartão postal “Morro do Careca”, e em relação ao Plano Diretor agora votado.

Venho para dizer que a Poesia não é simplesmente mais uma arte, é a mãe, sendo assim é o motor de todas as artes! É a filha contestadora e a Linguagem artística é sua única possibilidade de crescimento e recuperação.

Nasci da ação não só expressa, é MAGNETO que potencializa todas as artes, pois nenhuma atividade artística é mais cheia de dever. O meio sofre a influencia da ação Poética e esta por sua vez sofrerá a influencia do meio em um espiral dialético irrefreável.

Morro do Careca!

Santuário de Ponta Negra, eis meu verso que resvala
Em arestas em seu topo que miro, um luar cintilando
E adornando Natal! A cidade que os todos iguala,
Pobres e ricos nessa empreitada, aqui eu te defendo!

Dos abutres traiçoeiros aviltantes, enchendo a mala
Na cobiça desenfreada, pensam destituir-te o reinado,
Com arranha-céus… Ousando calar minha voz que fala
Eu protejo o Morro! Que retumbe a lírica deste brado…

Por ser hospitaleira e grandiosa tua presença neste rincão!
Morro do Careca o outeiro deste poema, e até meu lar
Pois toscanejo galgando suas trilhas traçadas na emoção…

E por ti hei de versar ,não aos espigões! Hei de reclamar,
Em todo canto, cátedra que ora florido, clama em oração
Ao vento, e o mar que te banha, diz a minha alma vá lutar!

Deth Haak
“A Poetisa dos Ventos”
SPVA-RN Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Cônsul Poeta del Mundo – RN

Carta de DIMIRSON HOLANDA :: morador do Conjunto Ponta Negra

Caros,

meu nome é Dimirson Holanda Cavalcante, sou membro da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar. Engajei-me nesta luta após tomar conhecimento do movimento SOS PONTA NEGRA. Minha consciência é o entendimento que essa é a fonte geradora da sensibilização do morador de Ponta Negra.

A partir daí voltei-me para tentar reunir moradores dos dois parques residenciais Ponta Negra e Alagamar transmitindo por todos os meios possíveis, que nossos conjuntos estão também ameaçados na sua existência.

Não é justo que nós moradores desde a fundação do conjunto fiquemos agora sujeitos às investidas da forte especulação imobiliária que quer impor pela força do dinheiro a transformação das unidades residenciais horizontais em espigões.

As conseqüências conhecidas como impacto de vizinhança já se faz sentir. Estamos ficando encurralados por um cinturão de concreto que bloqueia as correntes de ar amenizadoras do forte calor na estação do verão. Com que direitos esses senhores do “deus mercado” se baseiam para impedir que os cidadãos usufruam um bem da natureza comum a todos nós?

Sentimos-nos lesados enquanto cidadãos que pagam impostos, por não termos sido consultados para os investimentos que se pretendiam aqui em nossos parques. Hão de dizer talvez, que o assunto foi exaustivamente debatido com diversos segmentos da sociedade inclusive representantes de moradores do bairro.

Desconheço como morador e depois como membro da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar quem foram esses representantes. Se de fato existiram representantes, me desculpem, eles não cumpriram seu papel. Um assunto da mais alta relevância como este, não poderia ter ficado na ignorância da grande maioria dos moradores, ou a diretoria da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar foi omissa neste caso.

Estamos agora, felizmente, com tempo ainda de impedir que nos expulsem de nossas casas por essa forma maliciosa conhecida como EXPULSÃO BRANCA.

Estamos a poucos dias de uma audiência pública, 28/03/07 às 9h na Câmara Municipal de Natal, onde nós moradores vamos apresentar emendas que possam ser inseridas na proposta do novo PDN, e assim conseguir proteger nosso direito de escolha para o bairro que queremos. Nossa escolha se deu a cerca de quase trinta anos com sacrifício para obter a casa onde vivemos e agora querem nos impor um modelo de verticalização que não optamos.

Sabemos de antemão que conseqüências negativas entre elas aumento de IPTU podem vir. Os empresários do setor imobiliário trabalham na expectativa de mais adensamento para assim construírem mais e mais espigões. Para isso defendem sempre as margens de contenção dos parâmetros de coeficiente de aproveitamento, gabarito e remembramento para cima.

E vão tentar influenciar os vereadores de Natal com o argumento de que o setor dispõe de cerca de R$ 1,151 bilhões em obras para este ano (JH edição de 23/03/07 Coluna Hoje na Economia do senhor Marcos Aurélio). A governadora ficou radiante com a notícia! Eu fico também, desde que esses recursos não sejam para degradar o ambiente em que residimos aqui nem em outro lugar da cidade.

Enfim o assunto requer mais debate, a aprovação do PDN não pode ser como eles querem. Conclamamos a todos moradores dos dois parques residenciais de Ponta Negra e Alagamar a procurarem saber o que se passa comparecendo dia 28/03/07 às 09 horas ao plenário da CMN.

Atenciosamente,
dimirson@act.psi.br

Matéria Tribuna do Norte 13/3 :: Prefeitura vai recorrer de decisão

Prefeitura vai recorrer de decisão

Foto:Alex Régis

EMPREENDIMENTO – Home Service Villa del Sol tem autorização para retomar as obras

A Prefeitura de Natal recorrerá da decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Cícero Martins, que autorizou a retomada das obras do empreendimento “Home Service Villa del Sol”, que está sendo erguido nas proximidades do Morro do Careca. A construção estava parada desde o mês de setembro, quando o prefeito Carlos Eduardo suspendeu as licenças e em dezembro o desfecho foi o cancelamento das licenças de autorização do empreendimento.

“Com certeza iremos recorrer dessa decisão”, assegurou o procurador geral do Município, Waldenir Xavier. Sobre a argumentação exposta pelo juiz de que a Prefeitura não havia dado o direito de defesa à empresa, durante o processo administrativo, ele retrucou: “O direito de defesa era o mínimo que a administração pública poderia fazer. Nós primamos por oferecer o direito de defesa às empresas envolvidas durante todo o processo administrativo”, ressaltou o procurador Waldenir Xavier.

O “Home Service Villa del Sol”, que está sendo construído pela Natal Real Estate na rua Vila Rufino, é um dos cinco empreendimentos que ficou conhecido como a polêmica dos “espigões de Ponta Negra”. Mas a decisão do juiz Cícero Martins é válida apenas para o empreendimento Home Service. As outras quatro obras em Ponta Negra continuam paralisadas judicialmente, mas com ações em andamento.

Ações ainda não foram julgadas

A decisão do juiz Cícero Martins foi a primeira vitória de uma das empresas envolvidas no caso dos empreendimentos do Morro do Careca na Justiça. Em novembro, a Justiça indeferiu o pedido das cinco empresas que tentavam anular a suspensão das obras determinada pelo prefeito Carlos Eduardo.

Mas a disputa judicial não ficará apenas no caso da Natal Real Estate. Na 1ª Vara da Fazenda Pública tramita a ação da empresa Metro Quadrado onde é solicitada a anulação do ato do prefeito Carlos Eduardo, que cassou as licenças ambientais expedidas pela SEMURB para a empresa. O processo está todo finalizado, também aguardando apenas o julgamento.

Na 5ª Vara da Fazenda Pública tramita a ação da Solaris, que também aguarda julgamento. E essa semana será impetrada uma ação da construtora NW Empreendimentos.

Em todas elas o argumento principal utilizado na defesa é que o Plano Diretor de Natal não restringe as obras no local e também a legalidade da licença expedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo.

Juiz aponta falha em processo da prefeitura

Na decisão liminar o juiz Cícero Martins não entrou no mérito se os empreendimentos que seriam erguidos no entorno do Morro do Careca estão ou não obedecendo os critérios ambientais e paisagísticos da área. O magistrado observou apenas que no processo administrativo, feito pela Prefeitura Municipal e que culminou com o cancelamento das licenças, não foi dado o direito de defesa da empresa.

“De sorte que não há nos autos, repito, prova de que tenha o Poder Público Municipal, antes da suspensão das obras, levadas a cabo pela Autora ou mesmo antes de sua definitiva anulação (alvará de construção), submetido tais intentos ao crivo do contraditório, o que soa violador do princípio do devido processo legal”, escreveu o juiz na decisão liminar.

Ele ressaltou ainda na peça que “não examino o mérito das razões que justificariam a anulação (cassação) do alvará de construção”. Mais adiante Cícero Martins disse que na decisão se restringia “ao antecedente lógico-jurídico da submissão da administração pública municipal ao devido processo legal”.

Paralisação das obras dura cinco meses

As obras dos cinco emprendimentos que seriam erguidos no entorno do Morro do Careca estavam paralisadas há cinco meses. Com a autorização do juiz Cícero Martins, apenas a Natal Real Estate retoma os trabalhos; as demais permanecem paradas.

O primeiro “embargo” aos empreendimentos ocorreu em setembro do ano passado, quando o prefeito Carlos Eduardo, atendendo recomendação do Ministério Público Estadual, suspendeu as licenças.

No dia 12 de dezembro ocorreu o desfecho administrativo final. O prefeito Carlos Eduardo anulou as licenças de autorização que haviam sido expedidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo.

As denúncias sobre irregularidades nas licenças concedidas pela SEMURB aos cinco empreendimentos começaram com a denúncia no blog do jornalista Yuno Silva. O movimento ganhou “fôlego” com a recomendação assinada pela promotora de Defesa do Meio Ambiente Gilka da Mata Dias.

No dia 2 de outubro a representante do Ministério Público encaminhou ao prefeito Carlos Eduardo a recomendação de cancelamento das licenças.

Em novembro, as cinco construtoras fizeram a primeira tentativa de anular a suspensão do prefeito. As empresas entraram com uma ação judicial para retomarem as obras. O pedido liminar foi negado pelo juiz Geraldo Mota.

Matéria Tribuna do Norte 13/3 :: Prefeitura vai recorrer de decisão

Prefeitura vai recorrer de decisão

Foto:Alex Régis

EMPREENDIMENTO – Home Service Villa del Sol tem autorização para retomar as obras

A Prefeitura de Natal recorrerá da decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Cícero Martins, que autorizou a retomada das obras do empreendimento “Home Service Villa del Sol”, que está sendo erguido nas proximidades do Morro do Careca. A construção estava parada desde o mês de setembro, quando o prefeito Carlos Eduardo suspendeu as licenças e em dezembro o desfecho foi o cancelamento das licenças de autorização do empreendimento.

“Com certeza iremos recorrer dessa decisão”, assegurou o procurador geral do Município, Waldenir Xavier. Sobre a argumentação exposta pelo juiz de que a Prefeitura não havia dado o direito de defesa à empresa, durante o processo administrativo, ele retrucou: “O direito de defesa era o mínimo que a administração pública poderia fazer. Nós primamos por oferecer o direito de defesa às empresas envolvidas durante todo o processo administrativo”, ressaltou o procurador Waldenir Xavier.

O “Home Service Villa del Sol”, que está sendo construído pela Natal Real Estate na rua Vila Rufino, é um dos cinco empreendimentos que ficou conhecido como a polêmica dos “espigões de Ponta Negra”. Mas a decisão do juiz Cícero Martins é válida apenas para o empreendimento Home Service. As outras quatro obras em Ponta Negra continuam paralisadas judicialmente, mas com ações em andamento.

Ações ainda não foram julgadas

A decisão do juiz Cícero Martins foi a primeira vitória de uma das empresas envolvidas no caso dos empreendimentos do Morro do Careca na Justiça. Em novembro, a Justiça indeferiu o pedido das cinco empresas que tentavam anular a suspensão das obras determinada pelo prefeito Carlos Eduardo.

Mas a disputa judicial não ficará apenas no caso da Natal Real Estate. Na 1ª Vara da Fazenda Pública tramita a ação da empresa Metro Quadrado onde é solicitada a anulação do ato do prefeito Carlos Eduardo, que cassou as licenças ambientais expedidas pela SEMURB para a empresa. O processo está todo finalizado, também aguardando apenas o julgamento.

Na 5ª Vara da Fazenda Pública tramita a ação da Solaris, que também aguarda julgamento. E essa semana será impetrada uma ação da construtora NW Empreendimentos.

Em todas elas o argumento principal utilizado na defesa é que o Plano Diretor de Natal não restringe as obras no local e também a legalidade da licença expedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo.

Juiz aponta falha em processo da prefeitura

Na decisão liminar o juiz Cícero Martins não entrou no mérito se os empreendimentos que seriam erguidos no entorno do Morro do Careca estão ou não obedecendo os critérios ambientais e paisagísticos da área. O magistrado observou apenas que no processo administrativo, feito pela Prefeitura Municipal e que culminou com o cancelamento das licenças, não foi dado o direito de defesa da empresa.

“De sorte que não há nos autos, repito, prova de que tenha o Poder Público Municipal, antes da suspensão das obras, levadas a cabo pela Autora ou mesmo antes de sua definitiva anulação (alvará de construção), submetido tais intentos ao crivo do contraditório, o que soa violador do princípio do devido processo legal”, escreveu o juiz na decisão liminar.

Ele ressaltou ainda na peça que “não examino o mérito das razões que justificariam a anulação (cassação) do alvará de construção”. Mais adiante Cícero Martins disse que na decisão se restringia “ao antecedente lógico-jurídico da submissão da administração pública municipal ao devido processo legal”.

Paralisação das obras dura cinco meses

As obras dos cinco emprendimentos que seriam erguidos no entorno do Morro do Careca estavam paralisadas há cinco meses. Com a autorização do juiz Cícero Martins, apenas a Natal Real Estate retoma os trabalhos; as demais permanecem paradas.

O primeiro “embargo” aos empreendimentos ocorreu em setembro do ano passado, quando o prefeito Carlos Eduardo, atendendo recomendação do Ministério Público Estadual, suspendeu as licenças.

No dia 12 de dezembro ocorreu o desfecho administrativo final. O prefeito Carlos Eduardo anulou as licenças de autorização que haviam sido expedidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo.

As denúncias sobre irregularidades nas licenças concedidas pela SEMURB aos cinco empreendimentos começaram com a denúncia no blog do jornalista Yuno Silva. O movimento ganhou “fôlego” com a recomendação assinada pela promotora de Defesa do Meio Ambiente Gilka da Mata Dias.

No dia 2 de outubro a representante do Ministério Público encaminhou ao prefeito Carlos Eduardo a recomendação de cancelamento das licenças.

Em novembro, as cinco construtoras fizeram a primeira tentativa de anular a suspensão do prefeito. As empresas entraram com uma ação judicial para retomarem as obras. O pedido liminar foi negado pelo juiz Geraldo Mota.

Matéria DN :: Semurb informa que novos projetos serão recebidos

Semurb diz que empresários podem pedir novas licenças

Enquanto alguns empresários mantêm suas ações na Justiça em busca da liberação da construção dos ‘‘espigões’’ em Ponta Negra, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) abriu a oportunidade para que os interessados possam pedir uma nova avaliação das licenças. Porém, tudo deve estar dentro do estabelecido no Decreto nº 8.090, de 28 de dezembro de 2006, republicado na última sexta-feira no Diário Oficial do Município (DOM). A publicação estabelece a necessidade de novos documentos para os empresários interessados em construir no entorno do Morro do Careca e a Vila de Ponta Negra.

O decreto – que foi republicado para corrigir a ausência de um mapa – contém determinações que interferem em todos os projetos, cujo licenciamento seja ou já tenha sido solicitado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Entre as novas exigências estão a análise dos Relatórios de Impacto sobre o Tráfego Urbano (RITURs), concedidos pela Secretaria de Transporte e Trânsito Urbano (STTU); a manifestação da Caern e do Idema quanto à capacidade de suporte do sistema de esgotamento de Ponta Negra. Os projetos também serão submetidos à análise do Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Conplam).

A secretária de Meio Ambiente, Ana Míriam Machado, explica que esta é uma nova oportunidade para que os empresários apresentem novas licenças, complementando os estudos que já haviam sido apresentados anteriormente. Ela ressalva, porém, que a entrega dos documentos não significa liberação das obras. ‘‘Vamos fazer uma análise e reavalira os estudos que forem entregues’’. A expectativa da secretária é que, dentro de um mês, os empresários que possuem construções paradas naquela área enviem a documentação à Semurb.

No novo Plano Diretor de Natal (PDN), há limitações sobre a altura das construções naquela região denominada Zona de Especial Interesse Turístico (ZET-1). Ana Míriam explica que está estabelecido o limite de dois pavimentos para os prédios no projeto enviado à Câmara Municipal. Como os vereadores estão em recesso, a secretária não sabe precisar qual a data em que o PDN será aprovado. Porém, durante a votação, os edis podem modificar o artigo aumentando a altura das construções. Para a secretária, uma alteração neste sentido pode prejudicar a visão do Morro do Careca.

O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci), Waldemir Bezerra, diz que várias ações estão tramitando na Justiça na tentativa de liberar as obras dos prédios. Sobre pedidos de indenizações, ele afirma que são decisões individuais das empresas. Bezerra defende o lado dos empresários afirmando que as construções estão dentro do Plano Diretor vigente que foi respeitado no momento de enviarem as licenças. ‘‘O que o poder público e os promotores estão colocando são questões no campo subjetivo por entenderem que vai ferir o cartão-postal da cidade. Mas as matérias estão baseadas em ‘achismos’’’.

AOS CONSTRUTORES E SIMPATIZANTES PRÓ-PRÉDIOS :: POR UM ABRAÇO SINCERO

Empresários, construtores, sindicalistas, corretores, operários e simpatizantes do movimento pró-prédios, sintam-se convidados a participar do NOSSO abraço simbólico.

Apenas pedimos respeito (que é bom e tudo mundo gosta!) e sinceridade no ATO. Sinceridade nas palavras, nos olhares e nos gestos. Que o papo: “também somos protetores do meio ambiente”, “queremos o melhor pra cidade” ou “estamos preservando a natureza e trazendo banefícios” sejam traduzidos com um simples:

OK, NÃO VAMOS MAIS CONSTRUIR. REALMENTE É UM ABSURDO LEVANTAR, AO LADO DO MORRO DO CARECA, ESSES CINCO PRÉDIOS DE 15 ANDARES CADA. E AINDA TENTAR CONVENCER TODA A OPINIÃO PÚBLICA QUE NÃO VAI AFETAR EM NADA.

REALMENTE NOSSOS PRÉDIOS SÃO GRANDES DEMAIS PARA O LOCAL. NO PRÓXIMO DIA ÚTIL, TERÇA-FEIRA DIA 26, VAMOS RETIRAR TODOS PROJETOS DA SEMURB E FAZER NOVA PROPOSTA, COM CONSTRUÇÕES MAIS BAIXAS E EM HARMONIA COM A PAISAGEM.