TRIBUNA DO NORTE – 13/out/2009
Foto: Marcelo Barroso
Faltam opções para a prática de atividades esportivas
A urbanização da orla da praia do Forte data do ano 2000 e embora alguns dos equipamentos estejam em mau estado de conservação, ainda são largamente utilizados pela população, principalmente pelas pessoas que moram nos arredores. “Eu sempre venho aqui porque a minha academia não funciona no domingo e é um bom espaço para fazer exercícios. O pessoal dos bairros aqui, como Brasília Teimosa e Mãe Luiza, também sempre vem praticar esporte”, diz Roberto Alves, de 18 anos, que é atleta profissional. Aquele trecho da praia, que vai desde a entrada da Ponte de Todos até o Forte dos Reis Magos, tem uma quadra poliesportiva, um campo de futebol e alguns equipamentos para exercícios físicos, para se praticar barras e paralelas.
O mesmo equipamento já esteve presente na Praia de Ponta Negra, mas era mantido por donos de quiosques que tentavam cativar os seus fregueses. Como não eram oficiais, foram retirados pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), de acordo com o presidente da Associação de Trabalhadores Informais de Ponta Negra, Marcos Martins. “O pessoal da iniciativa privada mantinha alguns equipamentos que foram retirados pela Semsur já faz alguns anos”, diz Marcos. O atleta Roberto Lima afirma que a retirada foi positiva. “O equipamento que tinha lá em Ponta Negra era inadequado anatomicamente. Esse que tem aqui na Praia do Forte é mais indicado”, avalia.
Da mesma forma, um dos pontos da praia, próximo ao Morro do Careca, conta com redes e marcações do que seria uma quadra de volei de praia. Contudo, o equipamento não é da Prefeitura e sim de alguns donos de quiosques. “É a própria sociedade que mantém a rede e as marcações da quadra. A Prefeitura mesmo não faz nada por aqui em termos de esporte. A única alternativa para quem frequenta Ponta Negra é tomar banho no mar ou caminhar no calçadão”, diz Marcos Martins.
O casal Werner Bezerra e Luciana Oliveira desfrutava do clima da praia na manhã de ontem, dia das Crianças, com seus dois filhos, Mateus e Daniel, de 11 e dois anos, respectivamente. Werner concorda que faltam opções de lazer nas praias da cidade. “Poderia ter um parquinho, ou um local específico para crianças. Seria realmente muito bom, faz falta”, diz Werner. O advogado Sidcley Barros, que curtia o feriado da segunda ao lado da mulher, Larissa, e da filha de dois anos, Maria Laura, também reclama das poucas alternativas da Praia de Ponta Negra. “Nós frequentamos a praia e realmente existe uma carência de opções mais diversificadas de lazer aqui”, encerra.
TRIBUNA DO NORTE – 04/out/2009
Texto e foto: Roberta Trindade
O documento foi recebido por Onofre Gomes de Lima, presidente do Botafogo Futebol Clube, no dia 23 de setembro.
A partir do mandado, os moradores se mobilizaram e querem evitar que a desocupação se concretize. Para os manifestantes, o Campo do Botafogo é a única área de lazer pública, na Vila de Ponta Negra. “O impasse se arrasta na justiça desde 2003 quando o dono de uma imobiliária se apresentou com proprietário da área, mas quem vendeu? Não existe documento. Em 1951, na região existia a mata fechada. Os pescadores devastaram o local. Queriam um espaço para jogar futebol”, frisa Onofre.
Roberta TrindadeMoradores e membros do Botafogo Futebol Clube protestam contra ordem de desapropriaçãoMoradores e membros do Botafogo Futebol Clube protestam contra ordem de desapropriação
O Botafogo Futebol Clube detém a área há 58 anos, porém em 1993 o governo do Estado concedeu uso gratuito por tempo determinado do local. “Foi estipulado dez anos de concessão que só poderia ser revogada caso alguma cláusula do processo fosse descumprida. O que não aconteceu”, lembra Onofre.
De acordo com o morador Yuno Silva, o Campo do Botafogo é utilizado, não só para o lazer dos moradores, que utilizam a área para jogar futebol diariamente. Através do Gabinete de Gestão integrada (GGI), órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, o local é utilizado para vários projetos. Um deles é o “Projeto de Cuidados e Promoção da Paz e da Cidadania em Ponta Negra”. “É o único espaço público que temos onde se pratica esporte, cultura, lazer e educação”.
Aquém de toda movimentação que envolve o Campo do Botafogo, durante toda a manhã de sábado, Expedito Rodrigues, carregava carrinhos de terra, embaixo de sol forte, na intenção de tapar pequenos buracos e preparar o terreno para o jogo de futebol que acontece hoje, no Campo do Botafogo, entre os jogadores veteranos do bairro. “É aqui que temos nosso lazer. É a distração de todos os moradores da Vila”, completa.
>>> Comentário Pertinente: O programa que o GGI (vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Estado) quer implantar na Vila de Ponta Negra trata-se de um plano de Segurança Pública Comunitária que deverá envolver, além da comunidade, instituições como Universidades, Forças Armadas, Polícia e Justiça Federal, organizações religiosas, Ongs, Associações de moradores e secretarias municipais. A proposta é buscar reduzir os índices de violência através de ações educativas, esportivas, culturais, de qualificação profissional, entre outras. Portanto, se a comunidade perder definitivamente o Campo do Botafogo – única área pública de lazer do bairro – essas atividades estarão prejudicadas quanto ao desenvolvimento.
Por entender que o espaço do Campo do Botafogo, e seu entorno, é de extrema importância para o bem estar da comunidade, estaremos reunidos com o intuito de dar publicidade à ação de despejo movida contra a permanência desse importante equipamento público de lazer, esporte e educação – atividades que garantem a própria sobrevivência da auto-estima e da identidade cultural dos moradores da Vila de Ponta Negra.
A ação vem à tona após inúmeras batalhas judiciais prejudicadas pelo poder econômico dos grupos interessados em construir na localidade. Trata–se de uma reivindicação aos Poderes Públicos constituídos a fim de impedir o avanço da especulação imobiliária e seus conseqüentes resultados negativos como o aumento da violência e da exclusão social.
O Botafogo Futebol Clube detém a posse de seu campo desde 1951, mas só em 1993 foi concedida, pelo Governo do Estado, a Concessão Real de Uso Gratuito por Tempo Determinado (dez anos) – concessão que só poderia ser revogada caso alguma cláusula do processo fosse descumprida. Porém, antes de expirar o prazo, ainda em 2003, a Imobiliária Santos Ltda alegou ser proprietária da área e desde então a comunidade vem sofrendo pressões para desocupar o espaço.
Mesmo com toda a documentação necessária**, que comprovam irregularidades no processo movido pela empresa, a comunidade não conseguiu restabelecer a Concessão.
Por tudo isso e muito mais, CONVIDAMOS TODOS OS MORADORES DE PONTA NEGRA E NATALENSES INTERESSADOS EM PRESERVAR O DIREITO AO LAZER PÚBLICO para se fazerem presentes no ATO PÚBLICO marcado para este sábado (dia 3), às 10h, em frente ao Cemitério de Ponta Negra.
Vale salientar, que a comunidade da Vila de Ponta Negra está nos planos do Gabinete de Gestão Integrada – GGI para se transformar em exemplo nacional de programa de segurança pública comunitária, um projeto que envolve a Secretaria de Segurança Pública do Estado, Forças Armadas, Justiça e Receita Federal, Polícia Militar, UFRN, Secretarias Municipais, moradores, grupos de Cultura Popular, entre outras organizações e instituições.
* Conselho Comunitário de Ponta Negra, Associação de Moradores da Vila de Ponta, Centro Desportivo do Bairro de Ponta Negra, Clube de Mães, Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra, Associação das Rendeiras de Ponta Negra, Associação dos Locadores de Mesas e Cadeiras da Praia de Ponta Negra, Associação Cultural Mestre José Correia, Botafogo Futebol Clube, Tec–Mil Futebol Clube, Associação dos Pescadores Futebol Clube, Flamengo Futebol Clube, Vila Velha Futebol Clube, Areia Branca Futebol Clube, Movimento Filhos de Ponta e Movimento SOS Ponta Negra
** Disponível para consulta pública
Contatos:
Onofre Gomes – 9134.3109 / 3641-1457 / 9925.4847
Maria das Neves – 8723-4079 || Joca – 9481-7570
Yuno Silva – 8827-2006
BLOG TERRITÓRIO LIVRE – 29/ago/2009
por Laurita Arruda
A novidade é que a praça tem um campo de golfe. Segundo o release oficial, é a primeira do Nordeste a contar com esse tipo de … equipamento. O campo de golfe tem 1.500 m² para a prática das modalidades putting e pitching, para jogadas de curto alcance.
Os diretores da Federação Norte-rio-grandense de Golfe (FNG) entregaram à prefeita uma revista especializada em golfe e uma bola usada na prática do esporte como reconhecimento ao feito.
A praça contou com emenda da deputada Fátima Bezerra no valor de R$ 200 mil. Micarla destacou o fato, mas FB não apareceu desta vez. Mandou o companheiro Adriano Gadelha a representando.
TL COMENTA: Por favor, não me perguntem o que são as modalidades putting ou pitching. Sugiro uma goolgada, pois que o conhecimento da blogueira no esporte é zero. Talvez, como 99% dos natalenses. Ou não. O RN já conta (até) com federação de golfistas. Preparem os tacos, a nova onda em Ponta Negra é jogar… golfe.
>>> Comentário pertinente: Como é que NÓS, simples cidadãos/ãs, vivemos até hoje sem uma obra dessas?! Será mesmo um campo de golfe prioridade social? Justamente nesses momentos de ruas esburacadas, mendigos nas esquinas, crianças morrendo em decorrência do consumo de crack, transporte público deficiente, trânsito, falta de saneamento… ufa! Só gostaria de saber quanto custará para manter a grama sempre verdinha, verdinha!!
GLOBO ESPORTE – 12/jul/2009
por João Gabriel Rodrigues, de Florianópolis
foto: Diego Freire/ZDL
No dia anterior às finais em Florianópolis, Jadson recebeu o GLOBOESPORTE.COM na casa onde está hospedado na cidade. Com a fala rápida e agitada, ele diz que surfou pela primeira vez aos 10 anos, por acaso, ao lado de amigos. Pouco tempo depois, já brilhava nas competições estaduais e chamou atenção de gente como Ademir Kalunga, a quem o surfista considera ser seu padrinho dentro do esporte. Aos poucos, outras pessoas o indicavam, e seu nome passou a ser reconhecido na região. A decisão de sair de casa em busca de melhores condições não demorou muito.
- Eu comecei com 10 anos, de brincadeira, e tinha uns 13 anos quando comecei a levar a sério mesmo o surfe. E eu fui evoluindo devagar, aconteceu naturalmente. Foi dando certo, fui bem em brasileiros e mundiais mirins e acabei me mudando para o Guarujá (litoral paulista) aos 15 anos para poder crescer, né? Foi difícil, deixar pai, mãe, mas eles sabiam que era importante para mim. Em Natal, não tinha muita gente surfando para valer, a maioria levava na brincadeira – disse o surfista, de 19 anos.
Jadson revela que até hoje é muito ligado aos pais. O potiguar conta que muitos de seus objetivos na carreira são em função de sua família.
- Sempre falo com eles, não todo dia, mas quase sempre. É bom escutar a voz da mãe, né? Eu sou um privilegiado por ter pais que me apoiam tanto. Eu tenho um sonho na vida, de ajudar minha família, de dar o melhor para eles.
Campeão mundial amador em 2007, Jadson afirma que foi ali que começou a ganhar confiança para valer no seu talento. Ele confessa que, até então, era difícil se imaginar tão longe.
- Eu tive sorte por chegar ao título do Mundial Amador. E é incrível, né? Porque aqueles ali serão os surfistas que vão estar entre os melhores do mundo em, sei lá, dez anos. Então, te dá confiança. Nos meus planos, eu conseguiria a classificação para o circuito mundial neste ano. No ano passado, quase consegui, mesmo não sendo meu objetivo. Agora, é o meu planejamento e eu estou perto. Quando fui para São Paulo, não pensava tão alto. Mas, quando os resultados foram aparecendo, tracei meus objetivos e vou fazer de tudo para alcançá-los.
Jadson acorda cedo e pega ondas de duas a três vezes todos os dias para treinar. O ritmo forte tem dado certo, e os resultados nos circuitos nacional e internacional comprovam isso. Ele, porém, diz não ser tão conhecido ainda no mundo do surfe. Sem pressa, tudo no seu tempo.
- Cada vez que você se destaca nas competições, as pessoas vão te conhecendo melhor. Não sou tão conhecido ainda, mas tudo bem, não tem problema. Vou crescendo aos poucos. Tenho que passar uma imagem boa. Não quero ser mais um louco no surfe.
Para não ser “mais um louco no surfe”, Jadson afirma que conta com uma boa estrutura montada pela sua equipe. Ele diz que isso é primordial para que possa render sempre bem nas competições e não ficar perdido com tantas viagens ao redor do mundo. Afirma, mais uma vez, ser privilegiado.
- Por causa da estrutura que me criaram, eu me acostumei muito fácil.Nunca tive problemas com fuso, por exemplo. Passo o dia acordado para me acostumar. Tenho uma estrutura muito boa por trás. Nunca fiquei numa roubada. Fico nos melhores lugares e tenho os melhores equipamentos. Sou um privilegiado. Tenho até psicóloga. E tenho de dar os parabéns a ela por me aturar.
Neste domingo, Jadson terá um dos mais experientes surfistas brasileiros pela frente nas quartas de final do WQS em Florianópolis: Neco Padaratz. O potiguar, porém, tem seu objetivo claro na mente.
- Quero vencer aqui para aumentar ainda mais a minha pontuação e chegar ainda mais perto da vaga. Vai ser alucinante disputar o circuito mundial. Não posso relaxar e tenho de evoluir a cada etapa. Faço tudo para alcançar meus objetivos. E espero conseguir alcançar este.
>>> Comentário pertinente: Jadson, legítimo filho da Vila de Ponta Negra, prova que é possível ‘escapar de um destino provável’ com dedicação e força de vontade. É disso que a galera precisa, de bons exemplos!
Disputa entrava projeto de área de lazer em Mãe Luiza
Anna Ruth Dantas – Repórter
O projeto da área de lazer de Mãe Luiza, que deveria ter sido construída na Via Costeira exatamente no local em frente ao bairro, ainda não saiu do papel. Longe de ser falta de recursos, o que entrava a execução desse projeto é uma verdadeira “queda de braço” entre a Prefeitura Municipal de Natal e a Datanorte. A empresa estatal se propõe a vender para o Município o terreno e até propõe um acerto de contas, já que tem uma dívida de R$ 10 milhões com a Prefeitura. [...]
Disputa entrava projeto de área de lazer em Mãe Luiza
Anna Ruth Dantas – Repórter
O projeto da área de lazer de Mãe Luiza, que deveria ter sido construída na Via Costeira exatamente no local em frente ao bairro, ainda não saiu do papel. Longe de ser falta de recursos, o que entrava a execução desse projeto é uma verdadeira “queda de braço” entre a Prefeitura Municipal de Natal e a Datanorte. A empresa estatal se propõe a vender para o Município o terreno e até propõe um acerto de contas, já que tem uma dívida de R$ 10 milhões com a Prefeitura. [...]