DENGUE :: CALAMIDADE PÚBLICA

NATAL DECRETA ESTADO DE EMERGÊNCIA PARA COMBATER A DENGUE
Tribuna do Norte – 12/04/2008
[leia matéria completa aqui]

O município de Natal decretou estado de emergência devido ao aumento significativo dos casos de dengue clássico e hemorrágico. Uma reunião realizada ontem na Sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), reuniu o Secretário Municipal adjunto de Saúde, Edmilson Albuquerque Júnior, a chefe do Departamento de Vigilância à Saúde, Cristiana Souto, entre outros Secretários do Município, discutiu o problema e a medida foi oficializada. [...]

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COM NATAL, JÁ SÃO 57 MUNICÍPIOS DO RN EM EMERGÊNCIA
Diário de Natal
[leia matéria completa aqui]

De acordo com o gabinete de crise, instalado pelo Governo do Estado na vice-governadoria, subiu para 57 o número de municípios em estado de emergência em todo o Rio Grande do Norte. Os dados contam com a capital, Natal, que afirmou o decreto na manhã desta sexta-feira(11), em razão dos altos índices de dengue e também pelas fortes chuvas que assolam a cidade. [...]

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SURTO DA DENGUE FAZ ÓRGÃOS PÚBLICOS MUDAREM A ESTRATÉGIA DE COMBATE
Correio da Tarde – 09/04/2008
[leia matéria completa aqui]

Os casos de dengue estão alarmando a população e os órgãos públicos. Os carros fumacê, que são a última ferramenta de combate à dengue disponível, estão sendo as mais utilizadas, juntamente com os agentes fumacê. No entanto, quem entende do assunto, critica a prioridade que está sendo dado a esse dispositivo. “O carro fumacê é o atestado de incompetência do poder público”, afirma o infectologista e professor da UFRN, Luis Alberto Marinho, que comenta sobre as falhas no sistema de combate do mosquito transmissor. [...]

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CATADORES EXPÕEM MATERIAL RECICLÁVEL À CHUVA
Jornal de Hoje
[leia matéria completa aqui]

Falta de informação é o principal fator da proliferação da dengue e outros problemas agravados com a chegada do inverno na área

A chuva que caiu na manhã de hoje não foi suficiente para causar grandes transtornos à população, além do trânsito lento registrado em vários pontos e semáforos quebrados.

Contudo, em Felipe Camarão, bairro da zona Oeste da capital, centenas de latas e outros objetos de armazenamento estão cheios de água, e podem se transformar em verdadeiros criadouros do mosquito Aedes Aegypti – transmissor da dengue. É justamente na zona oeste onde os índices da doença já preocupam os órgãos da saúde pública. [...]

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ÁGUA PARADA EM VIADUTO ASSUSTA MORADORES DA ZN
Tribuna do Norte – 09/04/2008
[leia matéria completa aqui]

Foto: João Maria Alves

DENGUE – Moradores estão preocupados com piscina formada em complexo viário

Os moradores de Igapó na Zona Norte reclamam do acúmulo de água parada embaixo do viaduto Ulisses de Góis, no complexo viário. A região que mais apresenta casos de dengue na cidade de Natal tenta diminuir os altos índices com a união da população. Na manhã de ontem uma equipe da TN visitou a área do complexo viário para mostrar o descaso que prejudica o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

“Ainda bem que vocês vieram ver essa situação de descaso com a população e com quem luta contra a dengue”. Essas foram as palavras da comerciante Maria Luisa Rabelo, 40 anos. A comerciante tem seu estabelecimento em frente ao complexo viário em Igapó, na zona Norte da cidade. [...]

DENGUE :: CALAMIDADE PÚBLICA

NATAL DECRETA ESTADO DE EMERGÊNCIA PARA COMBATER A DENGUE
Tribuna do Norte – 12/04/2008
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O município de Natal decretou estado de emergência devido ao aumento significativo dos casos de dengue clássico e hemorrágico. Uma reunião realizada ontem na Sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), reuniu o Secretário Municipal adjunto de Saúde, Edmilson Albuquerque Júnior, a chefe do Departamento de Vigilância à Saúde, Cristiana Souto, entre outros Secretários do Município, discutiu o problema e a medida foi oficializada. [...]

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COM NATAL, JÁ SÃO 57 MUNICÍPIOS DO RN EM EMERGÊNCIA
Diário de Natal
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De acordo com o gabinete de crise, instalado pelo Governo do Estado na vice-governadoria, subiu para 57 o número de municípios em estado de emergência em todo o Rio Grande do Norte. Os dados contam com a capital, Natal, que afirmou o decreto na manhã desta sexta-feira(11), em razão dos altos índices de dengue e também pelas fortes chuvas que assolam a cidade. [...]

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SURTO DA DENGUE FAZ ÓRGÃOS PÚBLICOS MUDAREM A ESTRATÉGIA DE COMBATE
Correio da Tarde – 09/04/2008
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Os casos de dengue estão alarmando a população e os órgãos públicos. Os carros fumacê, que são a última ferramenta de combate à dengue disponível, estão sendo as mais utilizadas, juntamente com os agentes fumacê. No entanto, quem entende do assunto, critica a prioridade que está sendo dado a esse dispositivo. “O carro fumacê é o atestado de incompetência do poder público”, afirma o infectologista e professor da UFRN, Luis Alberto Marinho, que comenta sobre as falhas no sistema de combate do mosquito transmissor. [...]

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CATADORES EXPÕEM MATERIAL RECICLÁVEL À CHUVA
Jornal de Hoje
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Falta de informação é o principal fator da proliferação da dengue e outros problemas agravados com a chegada do inverno na área

A chuva que caiu na manhã de hoje não foi suficiente para causar grandes transtornos à população, além do trânsito lento registrado em vários pontos e semáforos quebrados.

Contudo, em Felipe Camarão, bairro da zona Oeste da capital, centenas de latas e outros objetos de armazenamento estão cheios de água, e podem se transformar em verdadeiros criadouros do mosquito Aedes Aegypti – transmissor da dengue. É justamente na zona oeste onde os índices da doença já preocupam os órgãos da saúde pública. [...]

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ÁGUA PARADA EM VIADUTO ASSUSTA MORADORES DA ZN
Tribuna do Norte – 09/04/2008
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Foto: João Maria Alves

DENGUE – Moradores estão preocupados com piscina formada em complexo viário

Os moradores de Igapó na Zona Norte reclamam do acúmulo de água parada embaixo do viaduto Ulisses de Góis, no complexo viário. A região que mais apresenta casos de dengue na cidade de Natal tenta diminuir os altos índices com a união da população. Na manhã de ontem uma equipe da TN visitou a área do complexo viário para mostrar o descaso que prejudica o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

“Ainda bem que vocês vieram ver essa situação de descaso com a população e com quem luta contra a dengue”. Essas foram as palavras da comerciante Maria Luisa Rabelo, 40 anos. A comerciante tem seu estabelecimento em frente ao complexo viário em Igapó, na zona Norte da cidade. [...]

Tribuna do Norte – 20/02/08 :: CONTAMINAÇÃO DE POÇOS POR NITRATO PROVOCA FALTA D’ÁGUA

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: João Maria Alves

PROBLEMA – Moradores de Morro Branco enfrentam a falta de água

A contaminação por nitrato dos poços da Caern já começa a comprometer o abastecimento de água em Natal. A administração do condomínio Dorian Gray, em Morro Branco, apelou para a compra de carros-pipas para solucionar a falta de água.

Nos últimos cinco anos, vinte e seis poços foram fechados, nos bairros Nova Descoberta, Morro Branco, Bom Pastor, Felipe Camarão, Bairro Nordeste e Capim Macio, por conterem índice de contaminação acima do permitido.

Desde segunda-feira, os reservatórios que abastecem os 60 apartamentos do condomínio localizado na avenida Rui Barbosa receberam fornecimento extra de 118 mil litros de água, ao custo de R$ 10 cada 10 mil litros. Ou seja, os condôminos pagarão taxa extra de R$ 19,66 por apartamento, se o abastecimento for regularizado logo. Caso contrário, o prejuízo pode ser maior.

“É uma verdadeira anarquia. A Caern alega que o problema é devido à desativação dos poços, mas que não tem previsão para ser solucionado”, reclamou o aposentado Júlio Nóbrega, 72 anos, preocupado com a dimensão do problema. A síndica Maria da Glória Cristo e Silva, 57, é moradora do condomínio há 10 anos e revelou que nunca testemunhou um problema semelhante.

“Foi um horror todo mundo acordar e não ter um pingo de água nas torneiras. O que a gente tinha armazenado acabou e o jeito foi comprar água. Essa despesa não estava prevista”, lamenta. Nas proximidades do condomínio, na rua Desembargador João Dantas Chaves, o problema também existe e persiste. A reportagem visitou uma das casas, por volta das 11h, e constatou a falta de água.

O gerente da regional Natal-Sul da Caern, engenheiro Isaías Costa Filho, desconhecia o problema do condomínio, acredita que não se trata de problema da companhia, mas reconhece a descontinuidade do abastecimento na rua conhecida como antiga Roselândia.

“A diminuição da vazão de água ocorrida com a desativação dos poços atinge alguns lugares mais altos, como é o caso dessa rua em Morro Branco e do bairro Nordeste”, explicou. O impacto do fechamento dos 26 poços reduziu a vazão do abastecimento de Natal à razão de 1.622 metros cúbicos de água por hora, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Mossoró.

Água não tem pressão suficiente

O engenheiro Isaías Costa Filho, gerente da regional Natal/Sul, responsável pelo abastecimento das zonas Sul, Leste e Oeste de Natal, citou que o fechamento dos 26 poços contaminados por índices elevados de nitrato revela o excesso de zelo que a Caern tem pelo produto que distribui, a água.

No entanto, a providência para solucionar o problema causado pelo fechamento dos poços está vindo extremamente atrasada, visto que a população já sente o prejuízo. As obras de ampliação da adutora Jiqui – orçada em 13,6 milhões – começaram na última segunda-feira e devem ser concluídas no período de seis a doze meses.

Nesse meio tempo, o abastecimento tende a ficar comprometido principalmente nos lugares onde a pressão da rede não é plena, ou seja, nos lugares mais altos. Quando concluída, a nova adutora aumentará a vazão de 1.400 metros cúbicos para 2.600 metros cúbicos por hora e, segundo Isaías, resolverá não somente a questão da quantidade, mas principalmente, a qualidade da água.

O gerente da Natal/Sul acredita que logo após o verão o problema tende a diminuir, a tempo da nova adutora entrar em atividade. “A conclusão dependerá do avanço das obras”, foi reticente ao explicar o prazo estendido, de seis a doze meses, para que as obras sejam concluídas.

A terceira adutora da Lagoa do Jiqui virá pela avenida Ayrton Senna, terá uma derivação para abastecer o conjunto Pirangi, seguirá para Lagoa Nova, circundará o anel viário do campus universitário de onde desembocará para Nova Descoberta. Na altura do batalhão, abrirá outra derivação, para finalmente chegar ao reservatório 3 da Caern, na avenida Hermes da Fonseca, ao lado do hospital Walfredo Gurgel.

Prazo dado à Caern expira no próximo dia 28

O prazo concedido pela justiça para a Caern resolver todos os problemas relacionados à questão do abastecimento de água em Natal expira dia 28 de fevereiro. A nova adutora da Lagoa do Jiqui não será concluída nos próximos dias e a promotoria do Meio Ambiente entrará em ação mais uma vez.

A promotora Gilka da Mata explicou que a falta de água fere os princípios da continuidade dos serviços públicos essenciais. “E a água é um serviço essencial dos essenciais. Isso que nós estamos vivendo é o início de um colapso. Não é somente o problema da contaminação, mas é a falta de uma plano diretor de abastecimento de água”, acusa.

Na opinião da promotora, a Caern trabalha de forma amadora e deveria realizar um estudo sobre as demandas e sobre os mananciais. “A Lagoa do Jiqui não tem condições de abastecer por muito tempo. A companhia tem que buscar outros mananciais”.

No dia 28 de maio de 2007, a justiça se pronunciou sobre a ação civil pública requerida pelo Ministério Público, no sentido de que a Caern tomasse providências quanto à contaminação da água, que estava muito acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde. O resultado foi o prazo concedido à companhia, de 28 de fevereiro deste ano.

“A concessionária de serviços públicos tem que prestar serviço seguro, sem risco à saúde humana, eficiente e contínuo”, concluiu Gilka da Mata. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que a concentração de nitrato não deve ser acima de 10mg/l.

Tribuna do Norte – 20/02/08 :: CONTAMINAÇÃO DE POÇOS POR NITRATO PROVOCA FALTA D’ÁGUA

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: João Maria Alves

PROBLEMA – Moradores de Morro Branco enfrentam a falta de água

A contaminação por nitrato dos poços da Caern já começa a comprometer o abastecimento de água em Natal. A administração do condomínio Dorian Gray, em Morro Branco, apelou para a compra de carros-pipas para solucionar a falta de água.

Nos últimos cinco anos, vinte e seis poços foram fechados, nos bairros Nova Descoberta, Morro Branco, Bom Pastor, Felipe Camarão, Bairro Nordeste e Capim Macio, por conterem índice de contaminação acima do permitido.

Desde segunda-feira, os reservatórios que abastecem os 60 apartamentos do condomínio localizado na avenida Rui Barbosa receberam fornecimento extra de 118 mil litros de água, ao custo de R$ 10 cada 10 mil litros. Ou seja, os condôminos pagarão taxa extra de R$ 19,66 por apartamento, se o abastecimento for regularizado logo. Caso contrário, o prejuízo pode ser maior.

“É uma verdadeira anarquia. A Caern alega que o problema é devido à desativação dos poços, mas que não tem previsão para ser solucionado”, reclamou o aposentado Júlio Nóbrega, 72 anos, preocupado com a dimensão do problema. A síndica Maria da Glória Cristo e Silva, 57, é moradora do condomínio há 10 anos e revelou que nunca testemunhou um problema semelhante.

“Foi um horror todo mundo acordar e não ter um pingo de água nas torneiras. O que a gente tinha armazenado acabou e o jeito foi comprar água. Essa despesa não estava prevista”, lamenta. Nas proximidades do condomínio, na rua Desembargador João Dantas Chaves, o problema também existe e persiste. A reportagem visitou uma das casas, por volta das 11h, e constatou a falta de água.

O gerente da regional Natal-Sul da Caern, engenheiro Isaías Costa Filho, desconhecia o problema do condomínio, acredita que não se trata de problema da companhia, mas reconhece a descontinuidade do abastecimento na rua conhecida como antiga Roselândia.

“A diminuição da vazão de água ocorrida com a desativação dos poços atinge alguns lugares mais altos, como é o caso dessa rua em Morro Branco e do bairro Nordeste”, explicou. O impacto do fechamento dos 26 poços reduziu a vazão do abastecimento de Natal à razão de 1.622 metros cúbicos de água por hora, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Mossoró.

Água não tem pressão suficiente

O engenheiro Isaías Costa Filho, gerente da regional Natal/Sul, responsável pelo abastecimento das zonas Sul, Leste e Oeste de Natal, citou que o fechamento dos 26 poços contaminados por índices elevados de nitrato revela o excesso de zelo que a Caern tem pelo produto que distribui, a água.

No entanto, a providência para solucionar o problema causado pelo fechamento dos poços está vindo extremamente atrasada, visto que a população já sente o prejuízo. As obras de ampliação da adutora Jiqui – orçada em 13,6 milhões – começaram na última segunda-feira e devem ser concluídas no período de seis a doze meses.

Nesse meio tempo, o abastecimento tende a ficar comprometido principalmente nos lugares onde a pressão da rede não é plena, ou seja, nos lugares mais altos. Quando concluída, a nova adutora aumentará a vazão de 1.400 metros cúbicos para 2.600 metros cúbicos por hora e, segundo Isaías, resolverá não somente a questão da quantidade, mas principalmente, a qualidade da água.

O gerente da Natal/Sul acredita que logo após o verão o problema tende a diminuir, a tempo da nova adutora entrar em atividade. “A conclusão dependerá do avanço das obras”, foi reticente ao explicar o prazo estendido, de seis a doze meses, para que as obras sejam concluídas.

A terceira adutora da Lagoa do Jiqui virá pela avenida Ayrton Senna, terá uma derivação para abastecer o conjunto Pirangi, seguirá para Lagoa Nova, circundará o anel viário do campus universitário de onde desembocará para Nova Descoberta. Na altura do batalhão, abrirá outra derivação, para finalmente chegar ao reservatório 3 da Caern, na avenida Hermes da Fonseca, ao lado do hospital Walfredo Gurgel.

Prazo dado à Caern expira no próximo dia 28

O prazo concedido pela justiça para a Caern resolver todos os problemas relacionados à questão do abastecimento de água em Natal expira dia 28 de fevereiro. A nova adutora da Lagoa do Jiqui não será concluída nos próximos dias e a promotoria do Meio Ambiente entrará em ação mais uma vez.

A promotora Gilka da Mata explicou que a falta de água fere os princípios da continuidade dos serviços públicos essenciais. “E a água é um serviço essencial dos essenciais. Isso que nós estamos vivendo é o início de um colapso. Não é somente o problema da contaminação, mas é a falta de uma plano diretor de abastecimento de água”, acusa.

Na opinião da promotora, a Caern trabalha de forma amadora e deveria realizar um estudo sobre as demandas e sobre os mananciais. “A Lagoa do Jiqui não tem condições de abastecer por muito tempo. A companhia tem que buscar outros mananciais”.

No dia 28 de maio de 2007, a justiça se pronunciou sobre a ação civil pública requerida pelo Ministério Público, no sentido de que a Caern tomasse providências quanto à contaminação da água, que estava muito acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde. O resultado foi o prazo concedido à companhia, de 28 de fevereiro deste ano.

“A concessionária de serviços públicos tem que prestar serviço seguro, sem risco à saúde humana, eficiente e contínuo”, concluiu Gilka da Mata. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que a concentração de nitrato não deve ser acima de 10mg/l.

Tribuna do Norte – 20/02/08 :: CONTAMINAÇÃO DE POÇOS POR NITRATO PROVOCA FALTA D’ÁGUA

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: João Maria Alves

PROBLEMA – Moradores de Morro Branco enfrentam a falta de água

A contaminação por nitrato dos poços da Caern já começa a comprometer o abastecimento de água em Natal. A administração do condomínio Dorian Gray, em Morro Branco, apelou para a compra de carros-pipas para solucionar a falta de água.

Nos últimos cinco anos, vinte e seis poços foram fechados, nos bairros Nova Descoberta, Morro Branco, Bom Pastor, Felipe Camarão, Bairro Nordeste e Capim Macio, por conterem índice de contaminação acima do permitido.

Desde segunda-feira, os reservatórios que abastecem os 60 apartamentos do condomínio localizado na avenida Rui Barbosa receberam fornecimento extra de 118 mil litros de água, ao custo de R$ 10 cada 10 mil litros. Ou seja, os condôminos pagarão taxa extra de R$ 19,66 por apartamento, se o abastecimento for regularizado logo. Caso contrário, o prejuízo pode ser maior.

“É uma verdadeira anarquia. A Caern alega que o problema é devido à desativação dos poços, mas que não tem previsão para ser solucionado”, reclamou o aposentado Júlio Nóbrega, 72 anos, preocupado com a dimensão do problema. A síndica Maria da Glória Cristo e Silva, 57, é moradora do condomínio há 10 anos e revelou que nunca testemunhou um problema semelhante.

“Foi um horror todo mundo acordar e não ter um pingo de água nas torneiras. O que a gente tinha armazenado acabou e o jeito foi comprar água. Essa despesa não estava prevista”, lamenta. Nas proximidades do condomínio, na rua Desembargador João Dantas Chaves, o problema também existe e persiste. A reportagem visitou uma das casas, por volta das 11h, e constatou a falta de água.

O gerente da regional Natal-Sul da Caern, engenheiro Isaías Costa Filho, desconhecia o problema do condomínio, acredita que não se trata de problema da companhia, mas reconhece a descontinuidade do abastecimento na rua conhecida como antiga Roselândia.

“A diminuição da vazão de água ocorrida com a desativação dos poços atinge alguns lugares mais altos, como é o caso dessa rua em Morro Branco e do bairro Nordeste”, explicou. O impacto do fechamento dos 26 poços reduziu a vazão do abastecimento de Natal à razão de 1.622 metros cúbicos de água por hora, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Mossoró.

Água não tem pressão suficiente

O engenheiro Isaías Costa Filho, gerente da regional Natal/Sul, responsável pelo abastecimento das zonas Sul, Leste e Oeste de Natal, citou que o fechamento dos 26 poços contaminados por índices elevados de nitrato revela o excesso de zelo que a Caern tem pelo produto que distribui, a água.

No entanto, a providência para solucionar o problema causado pelo fechamento dos poços está vindo extremamente atrasada, visto que a população já sente o prejuízo. As obras de ampliação da adutora Jiqui – orçada em 13,6 milhões – começaram na última segunda-feira e devem ser concluídas no período de seis a doze meses.

Nesse meio tempo, o abastecimento tende a ficar comprometido principalmente nos lugares onde a pressão da rede não é plena, ou seja, nos lugares mais altos. Quando concluída, a nova adutora aumentará a vazão de 1.400 metros cúbicos para 2.600 metros cúbicos por hora e, segundo Isaías, resolverá não somente a questão da quantidade, mas principalmente, a qualidade da água.

O gerente da Natal/Sul acredita que logo após o verão o problema tende a diminuir, a tempo da nova adutora entrar em atividade. “A conclusão dependerá do avanço das obras”, foi reticente ao explicar o prazo estendido, de seis a doze meses, para que as obras sejam concluídas.

A terceira adutora da Lagoa do Jiqui virá pela avenida Ayrton Senna, terá uma derivação para abastecer o conjunto Pirangi, seguirá para Lagoa Nova, circundará o anel viário do campus universitário de onde desembocará para Nova Descoberta. Na altura do batalhão, abrirá outra derivação, para finalmente chegar ao reservatório 3 da Caern, na avenida Hermes da Fonseca, ao lado do hospital Walfredo Gurgel.

Prazo dado à Caern expira no próximo dia 28

O prazo concedido pela justiça para a Caern resolver todos os problemas relacionados à questão do abastecimento de água em Natal expira dia 28 de fevereiro. A nova adutora da Lagoa do Jiqui não será concluída nos próximos dias e a promotoria do Meio Ambiente entrará em ação mais uma vez.

A promotora Gilka da Mata explicou que a falta de água fere os princípios da continuidade dos serviços públicos essenciais. “E a água é um serviço essencial dos essenciais. Isso que nós estamos vivendo é o início de um colapso. Não é somente o problema da contaminação, mas é a falta de uma plano diretor de abastecimento de água”, acusa.

Na opinião da promotora, a Caern trabalha de forma amadora e deveria realizar um estudo sobre as demandas e sobre os mananciais. “A Lagoa do Jiqui não tem condições de abastecer por muito tempo. A companhia tem que buscar outros mananciais”.

No dia 28 de maio de 2007, a justiça se pronunciou sobre a ação civil pública requerida pelo Ministério Público, no sentido de que a Caern tomasse providências quanto à contaminação da água, que estava muito acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde. O resultado foi o prazo concedido à companhia, de 28 de fevereiro deste ano.

“A concessionária de serviços públicos tem que prestar serviço seguro, sem risco à saúde humana, eficiente e contínuo”, concluiu Gilka da Mata. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que a concentração de nitrato não deve ser acima de 10mg/l.

Tribuna do Norte – 20/02/08 :: CONTAMINAÇÃO DE POÇOS POR NITRATO PROVOCA FALTA D’ÁGUA

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: João Maria Alves

PROBLEMA – Moradores de Morro Branco enfrentam a falta de água

A contaminação por nitrato dos poços da Caern já começa a comprometer o abastecimento de água em Natal. A administração do condomínio Dorian Gray, em Morro Branco, apelou para a compra de carros-pipas para solucionar a falta de água.

Nos últimos cinco anos, vinte e seis poços foram fechados, nos bairros Nova Descoberta, Morro Branco, Bom Pastor, Felipe Camarão, Bairro Nordeste e Capim Macio, por conterem índice de contaminação acima do permitido.

Desde segunda-feira, os reservatórios que abastecem os 60 apartamentos do condomínio localizado na avenida Rui Barbosa receberam fornecimento extra de 118 mil litros de água, ao custo de R$ 10 cada 10 mil litros. Ou seja, os condôminos pagarão taxa extra de R$ 19,66 por apartamento, se o abastecimento for regularizado logo. Caso contrário, o prejuízo pode ser maior.

“É uma verdadeira anarquia. A Caern alega que o problema é devido à desativação dos poços, mas que não tem previsão para ser solucionado”, reclamou o aposentado Júlio Nóbrega, 72 anos, preocupado com a dimensão do problema. A síndica Maria da Glória Cristo e Silva, 57, é moradora do condomínio há 10 anos e revelou que nunca testemunhou um problema semelhante.

“Foi um horror todo mundo acordar e não ter um pingo de água nas torneiras. O que a gente tinha armazenado acabou e o jeito foi comprar água. Essa despesa não estava prevista”, lamenta. Nas proximidades do condomínio, na rua Desembargador João Dantas Chaves, o problema também existe e persiste. A reportagem visitou uma das casas, por volta das 11h, e constatou a falta de água.

O gerente da regional Natal-Sul da Caern, engenheiro Isaías Costa Filho, desconhecia o problema do condomínio, acredita que não se trata de problema da companhia, mas reconhece a descontinuidade do abastecimento na rua conhecida como antiga Roselândia.

“A diminuição da vazão de água ocorrida com a desativação dos poços atinge alguns lugares mais altos, como é o caso dessa rua em Morro Branco e do bairro Nordeste”, explicou. O impacto do fechamento dos 26 poços reduziu a vazão do abastecimento de Natal à razão de 1.622 metros cúbicos de água por hora, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Mossoró.

Água não tem pressão suficiente

O engenheiro Isaías Costa Filho, gerente da regional Natal/Sul, responsável pelo abastecimento das zonas Sul, Leste e Oeste de Natal, citou que o fechamento dos 26 poços contaminados por índices elevados de nitrato revela o excesso de zelo que a Caern tem pelo produto que distribui, a água.

No entanto, a providência para solucionar o problema causado pelo fechamento dos poços está vindo extremamente atrasada, visto que a população já sente o prejuízo. As obras de ampliação da adutora Jiqui – orçada em 13,6 milhões – começaram na última segunda-feira e devem ser concluídas no período de seis a doze meses.

Nesse meio tempo, o abastecimento tende a ficar comprometido principalmente nos lugares onde a pressão da rede não é plena, ou seja, nos lugares mais altos. Quando concluída, a nova adutora aumentará a vazão de 1.400 metros cúbicos para 2.600 metros cúbicos por hora e, segundo Isaías, resolverá não somente a questão da quantidade, mas principalmente, a qualidade da água.

O gerente da Natal/Sul acredita que logo após o verão o problema tende a diminuir, a tempo da nova adutora entrar em atividade. “A conclusão dependerá do avanço das obras”, foi reticente ao explicar o prazo estendido, de seis a doze meses, para que as obras sejam concluídas.

A terceira adutora da Lagoa do Jiqui virá pela avenida Ayrton Senna, terá uma derivação para abastecer o conjunto Pirangi, seguirá para Lagoa Nova, circundará o anel viário do campus universitário de onde desembocará para Nova Descoberta. Na altura do batalhão, abrirá outra derivação, para finalmente chegar ao reservatório 3 da Caern, na avenida Hermes da Fonseca, ao lado do hospital Walfredo Gurgel.

Prazo dado à Caern expira no próximo dia 28

O prazo concedido pela justiça para a Caern resolver todos os problemas relacionados à questão do abastecimento de água em Natal expira dia 28 de fevereiro. A nova adutora da Lagoa do Jiqui não será concluída nos próximos dias e a promotoria do Meio Ambiente entrará em ação mais uma vez.

A promotora Gilka da Mata explicou que a falta de água fere os princípios da continuidade dos serviços públicos essenciais. “E a água é um serviço essencial dos essenciais. Isso que nós estamos vivendo é o início de um colapso. Não é somente o problema da contaminação, mas é a falta de uma plano diretor de abastecimento de água”, acusa.

Na opinião da promotora, a Caern trabalha de forma amadora e deveria realizar um estudo sobre as demandas e sobre os mananciais. “A Lagoa do Jiqui não tem condições de abastecer por muito tempo. A companhia tem que buscar outros mananciais”.

No dia 28 de maio de 2007, a justiça se pronunciou sobre a ação civil pública requerida pelo Ministério Público, no sentido de que a Caern tomasse providências quanto à contaminação da água, que estava muito acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde. O resultado foi o prazo concedido à companhia, de 28 de fevereiro deste ano.

“A concessionária de serviços públicos tem que prestar serviço seguro, sem risco à saúde humana, eficiente e contínuo”, concluiu Gilka da Mata. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que a concentração de nitrato não deve ser acima de 10mg/l.

Tribuna do Norte – 20/02/08 :: CONTAMINAÇÃO DE POÇOS POR NITRATO PROVOCA FALTA D’ÁGUA

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: João Maria Alves

PROBLEMA – Moradores de Morro Branco enfrentam a falta de água

A contaminação por nitrato dos poços da Caern já começa a comprometer o abastecimento de água em Natal. A administração do condomínio Dorian Gray, em Morro Branco, apelou para a compra de carros-pipas para solucionar a falta de água.

Nos últimos cinco anos, vinte e seis poços foram fechados, nos bairros Nova Descoberta, Morro Branco, Bom Pastor, Felipe Camarão, Bairro Nordeste e Capim Macio, por conterem índice de contaminação acima do permitido.

Desde segunda-feira, os reservatórios que abastecem os 60 apartamentos do condomínio localizado na avenida Rui Barbosa receberam fornecimento extra de 118 mil litros de água, ao custo de R$ 10 cada 10 mil litros. Ou seja, os condôminos pagarão taxa extra de R$ 19,66 por apartamento, se o abastecimento for regularizado logo. Caso contrário, o prejuízo pode ser maior.

“É uma verdadeira anarquia. A Caern alega que o problema é devido à desativação dos poços, mas que não tem previsão para ser solucionado”, reclamou o aposentado Júlio Nóbrega, 72 anos, preocupado com a dimensão do problema. A síndica Maria da Glória Cristo e Silva, 57, é moradora do condomínio há 10 anos e revelou que nunca testemunhou um problema semelhante.

“Foi um horror todo mundo acordar e não ter um pingo de água nas torneiras. O que a gente tinha armazenado acabou e o jeito foi comprar água. Essa despesa não estava prevista”, lamenta. Nas proximidades do condomínio, na rua Desembargador João Dantas Chaves, o problema também existe e persiste. A reportagem visitou uma das casas, por volta das 11h, e constatou a falta de água.

O gerente da regional Natal-Sul da Caern, engenheiro Isaías Costa Filho, desconhecia o problema do condomínio, acredita que não se trata de problema da companhia, mas reconhece a descontinuidade do abastecimento na rua conhecida como antiga Roselândia.

“A diminuição da vazão de água ocorrida com a desativação dos poços atinge alguns lugares mais altos, como é o caso dessa rua em Morro Branco e do bairro Nordeste”, explicou. O impacto do fechamento dos 26 poços reduziu a vazão do abastecimento de Natal à razão de 1.622 metros cúbicos de água por hora, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Mossoró.

Água não tem pressão suficiente

O engenheiro Isaías Costa Filho, gerente da regional Natal/Sul, responsável pelo abastecimento das zonas Sul, Leste e Oeste de Natal, citou que o fechamento dos 26 poços contaminados por índices elevados de nitrato revela o excesso de zelo que a Caern tem pelo produto que distribui, a água.

No entanto, a providência para solucionar o problema causado pelo fechamento dos poços está vindo extremamente atrasada, visto que a população já sente o prejuízo. As obras de ampliação da adutora Jiqui – orçada em 13,6 milhões – começaram na última segunda-feira e devem ser concluídas no período de seis a doze meses.

Nesse meio tempo, o abastecimento tende a ficar comprometido principalmente nos lugares onde a pressão da rede não é plena, ou seja, nos lugares mais altos. Quando concluída, a nova adutora aumentará a vazão de 1.400 metros cúbicos para 2.600 metros cúbicos por hora e, segundo Isaías, resolverá não somente a questão da quantidade, mas principalmente, a qualidade da água.

O gerente da Natal/Sul acredita que logo após o verão o problema tende a diminuir, a tempo da nova adutora entrar em atividade. “A conclusão dependerá do avanço das obras”, foi reticente ao explicar o prazo estendido, de seis a doze meses, para que as obras sejam concluídas.

A terceira adutora da Lagoa do Jiqui virá pela avenida Ayrton Senna, terá uma derivação para abastecer o conjunto Pirangi, seguirá para Lagoa Nova, circundará o anel viário do campus universitário de onde desembocará para Nova Descoberta. Na altura do batalhão, abrirá outra derivação, para finalmente chegar ao reservatório 3 da Caern, na avenida Hermes da Fonseca, ao lado do hospital Walfredo Gurgel.

Prazo dado à Caern expira no próximo dia 28

O prazo concedido pela justiça para a Caern resolver todos os problemas relacionados à questão do abastecimento de água em Natal expira dia 28 de fevereiro. A nova adutora da Lagoa do Jiqui não será concluída nos próximos dias e a promotoria do Meio Ambiente entrará em ação mais uma vez.

A promotora Gilka da Mata explicou que a falta de água fere os princípios da continuidade dos serviços públicos essenciais. “E a água é um serviço essencial dos essenciais. Isso que nós estamos vivendo é o início de um colapso. Não é somente o problema da contaminação, mas é a falta de uma plano diretor de abastecimento de água”, acusa.

Na opinião da promotora, a Caern trabalha de forma amadora e deveria realizar um estudo sobre as demandas e sobre os mananciais. “A Lagoa do Jiqui não tem condições de abastecer por muito tempo. A companhia tem que buscar outros mananciais”.

No dia 28 de maio de 2007, a justiça se pronunciou sobre a ação civil pública requerida pelo Ministério Público, no sentido de que a Caern tomasse providências quanto à contaminação da água, que estava muito acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde. O resultado foi o prazo concedido à companhia, de 28 de fevereiro deste ano.

“A concessionária de serviços públicos tem que prestar serviço seguro, sem risco à saúde humana, eficiente e contínuo”, concluiu Gilka da Mata. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que a concentração de nitrato não deve ser acima de 10mg/l.

Tribuna do Norte – 20/02/08 :: CONTAMINAÇÃO DE POÇOS POR NITRATO PROVOCA FALTA D’ÁGUA

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: João Maria Alves

PROBLEMA – Moradores de Morro Branco enfrentam a falta de água

A contaminação por nitrato dos poços da Caern já começa a comprometer o abastecimento de água em Natal. A administração do condomínio Dorian Gray, em Morro Branco, apelou para a compra de carros-pipas para solucionar a falta de água.

Nos últimos cinco anos, vinte e seis poços foram fechados, nos bairros Nova Descoberta, Morro Branco, Bom Pastor, Felipe Camarão, Bairro Nordeste e Capim Macio, por conterem índice de contaminação acima do permitido.

Desde segunda-feira, os reservatórios que abastecem os 60 apartamentos do condomínio localizado na avenida Rui Barbosa receberam fornecimento extra de 118 mil litros de água, ao custo de R$ 10 cada 10 mil litros. Ou seja, os condôminos pagarão taxa extra de R$ 19,66 por apartamento, se o abastecimento for regularizado logo. Caso contrário, o prejuízo pode ser maior.

“É uma verdadeira anarquia. A Caern alega que o problema é devido à desativação dos poços, mas que não tem previsão para ser solucionado”, reclamou o aposentado Júlio Nóbrega, 72 anos, preocupado com a dimensão do problema. A síndica Maria da Glória Cristo e Silva, 57, é moradora do condomínio há 10 anos e revelou que nunca testemunhou um problema semelhante.

“Foi um horror todo mundo acordar e não ter um pingo de água nas torneiras. O que a gente tinha armazenado acabou e o jeito foi comprar água. Essa despesa não estava prevista”, lamenta. Nas proximidades do condomínio, na rua Desembargador João Dantas Chaves, o problema também existe e persiste. A reportagem visitou uma das casas, por volta das 11h, e constatou a falta de água.

O gerente da regional Natal-Sul da Caern, engenheiro Isaías Costa Filho, desconhecia o problema do condomínio, acredita que não se trata de problema da companhia, mas reconhece a descontinuidade do abastecimento na rua conhecida como antiga Roselândia.

“A diminuição da vazão de água ocorrida com a desativação dos poços atinge alguns lugares mais altos, como é o caso dessa rua em Morro Branco e do bairro Nordeste”, explicou. O impacto do fechamento dos 26 poços reduziu a vazão do abastecimento de Natal à razão de 1.622 metros cúbicos de água por hora, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Mossoró.

Água não tem pressão suficiente

O engenheiro Isaías Costa Filho, gerente da regional Natal/Sul, responsável pelo abastecimento das zonas Sul, Leste e Oeste de Natal, citou que o fechamento dos 26 poços contaminados por índices elevados de nitrato revela o excesso de zelo que a Caern tem pelo produto que distribui, a água.

No entanto, a providência para solucionar o problema causado pelo fechamento dos poços está vindo extremamente atrasada, visto que a população já sente o prejuízo. As obras de ampliação da adutora Jiqui – orçada em 13,6 milhões – começaram na última segunda-feira e devem ser concluídas no período de seis a doze meses.

Nesse meio tempo, o abastecimento tende a ficar comprometido principalmente nos lugares onde a pressão da rede não é plena, ou seja, nos lugares mais altos. Quando concluída, a nova adutora aumentará a vazão de 1.400 metros cúbicos para 2.600 metros cúbicos por hora e, segundo Isaías, resolverá não somente a questão da quantidade, mas principalmente, a qualidade da água.

O gerente da Natal/Sul acredita que logo após o verão o problema tende a diminuir, a tempo da nova adutora entrar em atividade. “A conclusão dependerá do avanço das obras”, foi reticente ao explicar o prazo estendido, de seis a doze meses, para que as obras sejam concluídas.

A terceira adutora da Lagoa do Jiqui virá pela avenida Ayrton Senna, terá uma derivação para abastecer o conjunto Pirangi, seguirá para Lagoa Nova, circundará o anel viário do campus universitário de onde desembocará para Nova Descoberta. Na altura do batalhão, abrirá outra derivação, para finalmente chegar ao reservatório 3 da Caern, na avenida Hermes da Fonseca, ao lado do hospital Walfredo Gurgel.

Prazo dado à Caern expira no próximo dia 28

O prazo concedido pela justiça para a Caern resolver todos os problemas relacionados à questão do abastecimento de água em Natal expira dia 28 de fevereiro. A nova adutora da Lagoa do Jiqui não será concluída nos próximos dias e a promotoria do Meio Ambiente entrará em ação mais uma vez.

A promotora Gilka da Mata explicou que a falta de água fere os princípios da continuidade dos serviços públicos essenciais. “E a água é um serviço essencial dos essenciais. Isso que nós estamos vivendo é o início de um colapso. Não é somente o problema da contaminação, mas é a falta de uma plano diretor de abastecimento de água”, acusa.

Na opinião da promotora, a Caern trabalha de forma amadora e deveria realizar um estudo sobre as demandas e sobre os mananciais. “A Lagoa do Jiqui não tem condições de abastecer por muito tempo. A companhia tem que buscar outros mananciais”.

No dia 28 de maio de 2007, a justiça se pronunciou sobre a ação civil pública requerida pelo Ministério Público, no sentido de que a Caern tomasse providências quanto à contaminação da água, que estava muito acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde. O resultado foi o prazo concedido à companhia, de 28 de fevereiro deste ano.

“A concessionária de serviços públicos tem que prestar serviço seguro, sem risco à saúde humana, eficiente e contínuo”, concluiu Gilka da Mata. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que a concentração de nitrato não deve ser acima de 10mg/l.

Tribuna do Norte – 20/02/08 :: CONTAMINAÇÃO DE POÇOS POR NITRATO PROVOCA FALTA D’ÁGUA

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: João Maria Alves

PROBLEMA – Moradores de Morro Branco enfrentam a falta de água

A contaminação por nitrato dos poços da Caern já começa a comprometer o abastecimento de água em Natal. A administração do condomínio Dorian Gray, em Morro Branco, apelou para a compra de carros-pipas para solucionar a falta de água.

Nos últimos cinco anos, vinte e seis poços foram fechados, nos bairros Nova Descoberta, Morro Branco, Bom Pastor, Felipe Camarão, Bairro Nordeste e Capim Macio, por conterem índice de contaminação acima do permitido.

Desde segunda-feira, os reservatórios que abastecem os 60 apartamentos do condomínio localizado na avenida Rui Barbosa receberam fornecimento extra de 118 mil litros de água, ao custo de R$ 10 cada 10 mil litros. Ou seja, os condôminos pagarão taxa extra de R$ 19,66 por apartamento, se o abastecimento for regularizado logo. Caso contrário, o prejuízo pode ser maior.

“É uma verdadeira anarquia. A Caern alega que o problema é devido à desativação dos poços, mas que não tem previsão para ser solucionado”, reclamou o aposentado Júlio Nóbrega, 72 anos, preocupado com a dimensão do problema. A síndica Maria da Glória Cristo e Silva, 57, é moradora do condomínio há 10 anos e revelou que nunca testemunhou um problema semelhante.

“Foi um horror todo mundo acordar e não ter um pingo de água nas torneiras. O que a gente tinha armazenado acabou e o jeito foi comprar água. Essa despesa não estava prevista”, lamenta. Nas proximidades do condomínio, na rua Desembargador João Dantas Chaves, o problema também existe e persiste. A reportagem visitou uma das casas, por volta das 11h, e constatou a falta de água.

O gerente da regional Natal-Sul da Caern, engenheiro Isaías Costa Filho, desconhecia o problema do condomínio, acredita que não se trata de problema da companhia, mas reconhece a descontinuidade do abastecimento na rua conhecida como antiga Roselândia.

“A diminuição da vazão de água ocorrida com a desativação dos poços atinge alguns lugares mais altos, como é o caso dessa rua em Morro Branco e do bairro Nordeste”, explicou. O impacto do fechamento dos 26 poços reduziu a vazão do abastecimento de Natal à razão de 1.622 metros cúbicos de água por hora, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Mossoró.

Água não tem pressão suficiente

O engenheiro Isaías Costa Filho, gerente da regional Natal/Sul, responsável pelo abastecimento das zonas Sul, Leste e Oeste de Natal, citou que o fechamento dos 26 poços contaminados por índices elevados de nitrato revela o excesso de zelo que a Caern tem pelo produto que distribui, a água.

No entanto, a providência para solucionar o problema causado pelo fechamento dos poços está vindo extremamente atrasada, visto que a população já sente o prejuízo. As obras de ampliação da adutora Jiqui – orçada em 13,6 milhões – começaram na última segunda-feira e devem ser concluídas no período de seis a doze meses.

Nesse meio tempo, o abastecimento tende a ficar comprometido principalmente nos lugares onde a pressão da rede não é plena, ou seja, nos lugares mais altos. Quando concluída, a nova adutora aumentará a vazão de 1.400 metros cúbicos para 2.600 metros cúbicos por hora e, segundo Isaías, resolverá não somente a questão da quantidade, mas principalmente, a qualidade da água.

O gerente da Natal/Sul acredita que logo após o verão o problema tende a diminuir, a tempo da nova adutora entrar em atividade. “A conclusão dependerá do avanço das obras”, foi reticente ao explicar o prazo estendido, de seis a doze meses, para que as obras sejam concluídas.

A terceira adutora da Lagoa do Jiqui virá pela avenida Ayrton Senna, terá uma derivação para abastecer o conjunto Pirangi, seguirá para Lagoa Nova, circundará o anel viário do campus universitário de onde desembocará para Nova Descoberta. Na altura do batalhão, abrirá outra derivação, para finalmente chegar ao reservatório 3 da Caern, na avenida Hermes da Fonseca, ao lado do hospital Walfredo Gurgel.

Prazo dado à Caern expira no próximo dia 28

O prazo concedido pela justiça para a Caern resolver todos os problemas relacionados à questão do abastecimento de água em Natal expira dia 28 de fevereiro. A nova adutora da Lagoa do Jiqui não será concluída nos próximos dias e a promotoria do Meio Ambiente entrará em ação mais uma vez.

A promotora Gilka da Mata explicou que a falta de água fere os princípios da continuidade dos serviços públicos essenciais. “E a água é um serviço essencial dos essenciais. Isso que nós estamos vivendo é o início de um colapso. Não é somente o problema da contaminação, mas é a falta de uma plano diretor de abastecimento de água”, acusa.

Na opinião da promotora, a Caern trabalha de forma amadora e deveria realizar um estudo sobre as demandas e sobre os mananciais. “A Lagoa do Jiqui não tem condições de abastecer por muito tempo. A companhia tem que buscar outros mananciais”.

No dia 28 de maio de 2007, a justiça se pronunciou sobre a ação civil pública requerida pelo Ministério Público, no sentido de que a Caern tomasse providências quanto à contaminação da água, que estava muito acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde. O resultado foi o prazo concedido à companhia, de 28 de fevereiro deste ano.

“A concessionária de serviços públicos tem que prestar serviço seguro, sem risco à saúde humana, eficiente e contínuo”, concluiu Gilka da Mata. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que a concentração de nitrato não deve ser acima de 10mg/l.

Tribuna do Norte – 20/02/08 :: CONTAMINAÇÃO DE POÇOS POR NITRATO PROVOCA FALTA D’ÁGUA

Repórter: Eliade Pimentel
Foto: João Maria Alves

PROBLEMA – Moradores de Morro Branco enfrentam a falta de água

A contaminação por nitrato dos poços da Caern já começa a comprometer o abastecimento de água em Natal. A administração do condomínio Dorian Gray, em Morro Branco, apelou para a compra de carros-pipas para solucionar a falta de água.

Nos últimos cinco anos, vinte e seis poços foram fechados, nos bairros Nova Descoberta, Morro Branco, Bom Pastor, Felipe Camarão, Bairro Nordeste e Capim Macio, por conterem índice de contaminação acima do permitido.

Desde segunda-feira, os reservatórios que abastecem os 60 apartamentos do condomínio localizado na avenida Rui Barbosa receberam fornecimento extra de 118 mil litros de água, ao custo de R$ 10 cada 10 mil litros. Ou seja, os condôminos pagarão taxa extra de R$ 19,66 por apartamento, se o abastecimento for regularizado logo. Caso contrário, o prejuízo pode ser maior.

“É uma verdadeira anarquia. A Caern alega que o problema é devido à desativação dos poços, mas que não tem previsão para ser solucionado”, reclamou o aposentado Júlio Nóbrega, 72 anos, preocupado com a dimensão do problema. A síndica Maria da Glória Cristo e Silva, 57, é moradora do condomínio há 10 anos e revelou que nunca testemunhou um problema semelhante.

“Foi um horror todo mundo acordar e não ter um pingo de água nas torneiras. O que a gente tinha armazenado acabou e o jeito foi comprar água. Essa despesa não estava prevista”, lamenta. Nas proximidades do condomínio, na rua Desembargador João Dantas Chaves, o problema também existe e persiste. A reportagem visitou uma das casas, por volta das 11h, e constatou a falta de água.

O gerente da regional Natal-Sul da Caern, engenheiro Isaías Costa Filho, desconhecia o problema do condomínio, acredita que não se trata de problema da companhia, mas reconhece a descontinuidade do abastecimento na rua conhecida como antiga Roselândia.

“A diminuição da vazão de água ocorrida com a desativação dos poços atinge alguns lugares mais altos, como é o caso dessa rua em Morro Branco e do bairro Nordeste”, explicou. O impacto do fechamento dos 26 poços reduziu a vazão do abastecimento de Natal à razão de 1.622 metros cúbicos de água por hora, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Mossoró.

Água não tem pressão suficiente

O engenheiro Isaías Costa Filho, gerente da regional Natal/Sul, responsável pelo abastecimento das zonas Sul, Leste e Oeste de Natal, citou que o fechamento dos 26 poços contaminados por índices elevados de nitrato revela o excesso de zelo que a Caern tem pelo produto que distribui, a água.

No entanto, a providência para solucionar o problema causado pelo fechamento dos poços está vindo extremamente atrasada, visto que a população já sente o prejuízo. As obras de ampliação da adutora Jiqui – orçada em 13,6 milhões – começaram na última segunda-feira e devem ser concluídas no período de seis a doze meses.

Nesse meio tempo, o abastecimento tende a ficar comprometido principalmente nos lugares onde a pressão da rede não é plena, ou seja, nos lugares mais altos. Quando concluída, a nova adutora aumentará a vazão de 1.400 metros cúbicos para 2.600 metros cúbicos por hora e, segundo Isaías, resolverá não somente a questão da quantidade, mas principalmente, a qualidade da água.

O gerente da Natal/Sul acredita que logo após o verão o problema tende a diminuir, a tempo da nova adutora entrar em atividade. “A conclusão dependerá do avanço das obras”, foi reticente ao explicar o prazo estendido, de seis a doze meses, para que as obras sejam concluídas.

A terceira adutora da Lagoa do Jiqui virá pela avenida Ayrton Senna, terá uma derivação para abastecer o conjunto Pirangi, seguirá para Lagoa Nova, circundará o anel viário do campus universitário de onde desembocará para Nova Descoberta. Na altura do batalhão, abrirá outra derivação, para finalmente chegar ao reservatório 3 da Caern, na avenida Hermes da Fonseca, ao lado do hospital Walfredo Gurgel.

Prazo dado à Caern expira no próximo dia 28

O prazo concedido pela justiça para a Caern resolver todos os problemas relacionados à questão do abastecimento de água em Natal expira dia 28 de fevereiro. A nova adutora da Lagoa do Jiqui não será concluída nos próximos dias e a promotoria do Meio Ambiente entrará em ação mais uma vez.

A promotora Gilka da Mata explicou que a falta de água fere os princípios da continuidade dos serviços públicos essenciais. “E a água é um serviço essencial dos essenciais. Isso que nós estamos vivendo é o início de um colapso. Não é somente o problema da contaminação, mas é a falta de uma plano diretor de abastecimento de água”, acusa.

Na opinião da promotora, a Caern trabalha de forma amadora e deveria realizar um estudo sobre as demandas e sobre os mananciais. “A Lagoa do Jiqui não tem condições de abastecer por muito tempo. A companhia tem que buscar outros mananciais”.

No dia 28 de maio de 2007, a justiça se pronunciou sobre a ação civil pública requerida pelo Ministério Público, no sentido de que a Caern tomasse providências quanto à contaminação da água, que estava muito acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde. O resultado foi o prazo concedido à companhia, de 28 de fevereiro deste ano.

“A concessionária de serviços públicos tem que prestar serviço seguro, sem risco à saúde humana, eficiente e contínuo”, concluiu Gilka da Mata. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que a concentração de nitrato não deve ser acima de 10mg/l.