Caern diz que resistência ao Emissário é “falta de informação”

Nominuto.com – 24/nov/2009, por Marília Rocha | Foto: Ohara Oliveira

Gerente de Projetos, Josildo Lourenço, defende a obra como solução para tratamento dos esgotos da zona Sul de Natal.
O emissário submarino foi tema da entrevista do Jornal 96, da 96 FM na manhã dessa terça-feira (24) com o gerente de projetos da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Josildo Lourenço. Ele afirmou que o emissário é a solução para o tratamento dos esgotos da Zona Sul de Natal.
“O movimento contra o projeto do Emissário é motivado pela falta de informação e por isso, a partir dessa semana a Caern realiza encontros com todas as classes envolvidas para explicar o projeto”, destaca Josildo.
O engenheiro e responsável pelo projeto do Emissário Submarino, Josildo Lourenço, conta que o interesse da Caern é tratar o esgoto e não poluir, como dizem os contrários ao projeto. “Não há risco de contaminação. O esgoto que vai ser transportado na estação de tratamento biológica e será tratado de forma que não teremos prejuízos com poluição”, afirma.
As regiões beneficiadas serão as da Zona Sul nos bairros de Capim Macio, Neópolis, Ponta Negra. Ele explicou o que é o Emissário Submarino e os benefícios para a população. “O Emissário é uma tubulação que vai conduzir em alto mar, mais de 2.732 metros de distancia da praia, o esgoto já tratado”, destaca Josildo.
Além disso, Josildo destaca as vantagens para Natal. “Vamos estar coletando o esgoto sul de forma segura do ponto de vista sanitário e ambiental, com estação de tratamento próximo a Rota do Sol. Essa é uma solução técnica, econômica e seguro de tratar os esgotos de Natal”, frisa o engenheiro.
Ele apontou que no Brasil existem 22 projetos de emissários, todos sendo conduzidos por equipes técnicas de engenheiros e sanitaristas. No Rio Grande do Norte, o projeto possui nível secundário, ou seja, o mais desenvolvido, sendo superior ao projeto preliminar e primário.
“O conselhos de especialistas que teria que ter o nível maior de tratamento secundário no Rio Grande do Norte. O projeto potiguar tem estudos de hidrodinâmica costeira, condicionamento e garantia de distanciamento do tratamento preliminar dos esgotos”, destaca.
Sobre o possível mau cheiro causado nos arredores da Barreira do Inferno, Josildo garante. “Os gases vão ser lavados, para evitar mal cheiro no entorno. O presidente pretende instalar a desinfecção total dos coliformes, antes de serem lançados ao mar”, justifica.
O Emissário Submarino tem investimento avaliado em R$ 700 mil com preservação da fauna e da flora marinha e deve ficar pronto em meados de 2012.
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