.: Obras viárias da Copa do Mundo de 2014 custarão R$ 400 mi

DIÁRIO DE NATAL – 21/nov/2009
Repórter:Adriana Amorim
Foto: Joana Lima/DN/D.A Press


Projeto será apresentado em Brasília na próxima terça-feira. Na ocasião, governo federal decidirá o quanto vai investir

Projeto, que será apresentado pelos governos estadual e municipal, busca melhorar mobilidade na capital potiguar e facilitar circulação entre os bairros

Ocorre na próxima terça-feira, em Brasília, um encontro com representantes das cidades de Natal e Salvador para decidir quanto o governo federal investirá nas malhas viárias em decorrência da Copa de 2014. O projeto potiguar prevê pouco mais de R$ 400 milhões em investimentos nessa área e será representado, na ocasião, pela governadora Wilma de Faria e pela prefeita Micarla de Sousa, em reunião com 11 ministros de estado. Na visão do secretário de Mobilidade Urbana de Natal, Kelps Lima, caso o presidente Lula “bata o martelo”, o investimento forçará a criação de mais um eixo estratégico da Semob visando melhorias no tráfego de veículos nas principais vias da cidade.

“Um quarto eixo foi acrescentado ao projeto da Semob após a notícia da capital como uma das sedes da Copa de 2014”, destacou Kelps. O primeiro eixo, comentou, visa consertar uma série de deformações no sistema de transporte público. “Hoje, ônibus e alternativos entram diariamente em conflito e a ideia éque eles passem a ser complementares, circulando em rotas distintas”, destacou. Já o segundo eixo propõe estudos de inteligência para o trânsito da capital. “Nisso, está inserido um novo desenho das rotas de ônibus”, apontou, reforçando que o plano da Prefeitura de Natal é que haja uma mudança cultural e reorganizações que não dependam de altos números orçamentários.

“Defendemos uma mudança cultural”, disse, destacando que Natal possui cerca de 275 mil carros e uma média de 2,5 mil veículos passam a circular pelas vias da cidade a cada mês. E cita exemplos que acredita ser viáveis à população e ao trânsito. “Não há planejamento dos órgãos públicos e privados na hora de planejar escolas. Cerca de 80% dos alunos que estudam no Atheneu e Churchil pegam ônibus. Por mim, esses prédios seriam vendidos e, com esse dinheiro, seriam construídas quatro escolas modernas nas zonas Norte e Oeste, onde esses estudantes residem”, citou.

Questionado acerca de possíveis embates em torno de seu argumento, já que, no caso do Colégio Atheneu Norte-Riograndense, pesa a questão histórica, o secretário foi enfático: “Defendo melhor qualidade e melhor mobilidade urbana, além de modernidade na gestão pública”, disse, frisando ainda que a construção do centro administrativo estadual deveria ocorrer na Zona Oeste de Natal. “No local onde está sendo projetado não há ganhos para a cidade. Agora, imagine a revolução que seria se ele estivesse em Felipe Camarão, que, com o tempo, teria sua área valorizada”, visualiza.

Via Livre

O terceiro e último eixo, continuou Kelps, é o projeto Via Livre, cuja proposta é o uso das vias com a finalidade originária. “Não dá para usá-las como cabide de carros. Elas foram construídas para carros transitarem. As vagas não devem ser de responsabilidade do poder público, mas dos donos de comércios”, frisou. Até o momento, o Via Livre acontece nas avenidas Romualdo Galvão e Jaguarari, além da rua São José.

Ao final, serão doze vias com maior liberdade no tráfego de veículos.

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