.: Especulação imobiliária atrapalha desapropriações

DIÁRIO DE NATAL – 21/nov/2009

Para Kelps Lima, um dos fatores que influenciam nos congestionamentos o fato de Natal absorver os carros da região metropolitana. “Outro agravante é que a cidade se tornou cara do ponto de vista imobiliário”, diz Kelps Lima, explicando que o fator encarece possíveis desapropriações. “O governo do estado, por exemplo, está investindo no prolongamento da Prudente de Morais, cuja obra está orçada em R$ 37 milhões. Só em desapropriações, serão necessários mais R$ 20 milhões”, apontou.

O jornalista e diagramador Edilson Martins, aponta trechos considerados “precários” no trânsito, como a avenida Bernardo Vieira e o centro do Alecrim. “Principalmente aos sábados, esses são os piores trechos, principalmente depois do que fizeram na Bernardo”, disse, destacando o projeto Via Livre.

“Achei ótimo. Quando chego nas avenidas que adotaram o Via Livre fico despreocupado”, reforçou.

Desordem

Fazendo uma análise geopolítica e histórica do trânsito de Natal, o professor da UFRN Enilson Santos, doutor em Engenharia de Transportes, diz que os problemas em Natal esbarram em três fatores básicos. “Nosso sistema viário foi herdado do passado, sendo alterado de forma desordenada. Ele foi desenvolvido em uma situação de circulação menos grave, em cima de interesses de expansão, mas sem visualizar o tráfego de alta densidade”, apontou um deles e cita como “grande quadrilátero” do século 21 as vias que correspondem às avenidas Mor Gouveia, Bernardo Vieira, Hermes da Fonseca e Napoleão Lourenço, além da BR 226.

“Com o novo aeroporto de São Gonçalo, obra considerada de maior impacto no país, o trânsito nessas avenidas vai crescer bastante”, diz, visualizando como grande alternativa a viabiliação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). “A cidade precisa incorporá esse elemento novo. É preciso começar a construir o futuro”, disse, frisando que, desde 1995, há previsões em torno do aumento acelerado da circulação de carros. “Hoje, acredito ser o maior problema o aumento no número de motos. Ninguém está tratando do problemacomo ele merece”, conclui.

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