.: Emissário submarino: quem fez, está desafazendo

ABELHINHA.COM | ELIANA LIMA – 21/dez/2009

A discussão em torno do Emissário Submarino não pode esmorecer, mas sim abrasar, para que detalhes sejam explicados e garantias sacramentadas.

O jornalista Petit das Virgens vem aprofundando conhecimentos em torno do assunto, e faz um alerta que o Rio Grande do Norte deve ficar atento, sobre os danos que um emissário de eca pode causar a varios setores e que pode ser num futuro muito mais dispendioso para desfazer:

“A Florida vai gastar mais de três bilhões de dólares (cerca de 5 bilhões e 400 milhões de reais) para desfazer lá, o que a Caern está querendo fazer aqui no Rio Grande do Norte. Os cientistas, o governo e o senado da Florida chegaram a conclusão que os seis emissários submarinos que despejam água de esgoto tratada no oceano poluíram seriamente a fauna e a flora marinhas provocando sérios danos a saúde da população e à principal atividade econômica do Estado: o turismo.

O primeiro emissário já foi fechado na praia de Delray no último dia 31 de março. Suas águas serão agora reaproveitadas na agricultura e em outras atividades industriais. A lei HR 7139/1302 aprovada em abril do ano passado, por unanimidade das duas casas legislativas da Florida, proíbe a partir de agora a construção de novos emissários submarinos e vai desativar todos os outros, obrigando a construção de estações de tratamento que possam fazer o reuso das águas.

Foi uma luta de mais de dez anos do povo da Florida que pedia a desativação dos emissários mas o departamento de águas e esgotos – a Caern de lá – afirmava categoricamente que os emissários não causavam mal nenhum. No entanto, o cientista Peter Barile denunciou que eles escondiam a verdade da população para não ter que construir um novo sistema de reuso das aguas, muito mais caro.

A nova lei conseguiu estancar a debandada de turistas e de grandes empresários do turismo, mas os danos ambientais e à saúde ainda levarão tempo para se recuperar. Se as autoridades do Rio Grande do Norte insistirem na construção de emissários, vão atingir o coração de sua principal atividade econômica: o turismo. Aliás o RN já está combalido nos rins da falta de segurança, no pulmão da saúde, no cérebro da educação e pelo câncer da corrupção, mal este, que assola todo país. E não será por falta de aviso”.

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