Emissário vai começar a ser construído ainda neste semestre

Nominuto.com – 12/jan/10, por Marília Rocha
Diretor presidente da Caern, Walter Gasi, explicou como a obra vai beneficiar 425 mil pessoas com esgoto tratado.
A obra do emissário submarino, que vai dar destino final a 30% do esgoto tratado de Natal, deverá ser iniciada ainda neste primeiro semestre de 2010. O assunto foi tema da entrevista do Jornal 96, na 96 FM, na manhã desta terça-feira (12), com o diretor presidente da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), Walter Gasi. Ele contou sobre o andamento do projeto e como vai funcionar o processo de tratamento do esgoto.
“Vamos ter uma última audiência em fevereiro para discutir o inicio das obras. O processo licitatório irá durar 120 dias e, depois dessa data, começam as obras”, destaca Walter Gasi.
Os recursos para o emissário submarino já estão garantidos: são R$ 81,4 milhões do Governo Federal e contrapartida do Governo do Estado, financiado pela Caixa Econômica Federal. A previsão de conclusão da obra é até o final de 2013
A obra – que vai beneficiar 425 mil pessoas – está programada para atuar na redução de 99,9% dos coliformes fecais, sendo o único do Brasil com tratamento secundário. Nesse tipo de tratamento sanitário, as impurezas são eliminadas de maneira que o material ejetado no mar não se configura como poluente.
Durante a entrevista Walter Gasi contou que a Caern já fez 4 audiências públicas, inclusive como o especialista Paulo Rosman, para tirar as dúvidas da população. “O maior especialista brasileiro no tratamento de esgotos esteve em Natal para explicar como é feito o tratamento”, destaca.
O projeto do emissário consiste em três fases e tem como modelo os projetos de tratamento de Sidney e de Barcelona. Em Natal, os dejetos serão ejetados na altura da base aérea, saindo da Barreira do Inferno em direção ao sul do litoral.
Sobre as obras da Caern no interior do Rio Grande do Norte, Walter lembrou. “Temos muitas obras na agulha como a ETE do Baldo que vai beneficiar 21 bairros, a adutora do Jiqui e o sistema de ampliação de água de Mossoró”, listou.
Atualmente, o tratamento de esgoto em Natal é de 61%, com perspectiva de crescimento para 2012, chegando a 71% nas regiões da capital.
A adutora de Mossoró também foi destaque na entrevista, defendida pelo diretor da Caern. “A adutora é fundamental para Mossoró porque vai tratar 70% da água subterrânea e 30% que vem da adutora Jeronimo Rosado”, afirma Walter Gasi.
Ele explica que o as reservas de Mossoró estavam entupidas com calcário na tubulação e o manancial estava se esvaindo. “Essa tubulação usada pela Caern irá substituir 220 quilômetros e ampliar 320 quilômetros de rede de água em Mossoró, algo que, em termos de saúde pública, é essencial”, descreve.
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