.: Audiências públicas vão discutir laudo que condenou espigões de Ponta Negra

NOMINUTO.COM – 17/fev/2010
Repórter: Melina França

Laudo técnico será discutido pelo Conplam, professores da UFRN e representantes do Ministério Público.

Mesmo após a prefeitura ter barrado a construção de espigões ao lado do Morro do Careca, em Ponta Negra, o debate em torno do assunto deve voltar a mobilizar a opinião pública natalense na próxima semana. É que representantes do Conplan estão questionando a validade do estudo da UFRN que embasou a decisão da prefeita Micarla de Sousa, anunciada no último dia 4.

O embate entre favoráveis e contrários à construção dos prédios deve se materializar através da realização de duas audiências públicas. Uma delas promovida pelo Ministério Público (MP), na próxima segunda-feira (22), às 15h, na sede da Procuradoria Geral de Justiça (Candelária). O encontro deve contar com a participação de representantes do Conselho Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Complan), professores da UFRN e do público em geral, além do próprio MP.

A outra audiência deve acontecer logo depois, na Câmara de Vereadores, às 9h da quarta-feira (24), tendo sido proposta pelo vereador Raniere Barbosa. Enquanto o MP tem se mostrado contrário aos espigões, Barbosa já emitiu opinião favorável à construção dos prédios, e inclusive votou a favor disso no encontro do Complan que emitiu parecer sobre o caso.

Laudo

O questionamento em torno do laudo da UFRN que condenou a construção dos espigões através do argumento de que esse estudo deveria ter levado em consideração apenas a construção de um prédio no local, o Costa Brazilis, que havia sido o objeto da discussão naquele momento, já que os outros projetos ainda estavam em fase de análise.

O estudo elaborado por professores da universidade fez uma projeção de como ficaria a vista do Morro do Careca e do seu entorno (que fazem parte da Zona de Proteção Ambiental 6) caso os empreendimentos fossem levados à frente. Eles constataram que haveria prejuízo ao chamado valor cênico paisagístico do local, considerado o principal cartão postal da cidade.

“A aprovação dos outros ainda estava em trânsito. Mas, ora, se liberaram um prédio, iam liberar todos. Nesse sentido, a projeção tinha de ser completa. Estão questionando o inquestionável”, critica o jornalista e ambientalista Yuno Silva, um dos principais articuladores do movimento contra a construção dos espigões e fundador da ONG SOS Ponta Negra.

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