Carta aberta à prefeita e aos vereadores de Natal

Rodolfo Alves

por Rodolfo Alves

Publicitário, Esp. em Gestão Pública e Produtor Cultural. Seu modo de fazer – textos curtos, críticos, bem humorado e de fácil entendimento.

Carta publicada na seção Colunas da Diginet – 7/jul/2010

Moro no bairro de Ponta Negra desde que nasci e nunca vi tanto abandono, coisas erradas e enganação pública, a negligência desleixada da prefeitura parece corroborada por vereadores omissos com o nosso bairro, onde falta tudo. É hora de respeitar o cidadão que não é esquecido na hora de enviar o carnê do IPTU, reajustado a cada ano, sem oferecer contrapartida alguma pelo reajuste, nem justificativa, nem o básico do básico. Um lugar seguro para se andar, nem pensar.

Neste bairro, imensos buracos deixam as ruas intransitáveis, em dias de chuva, verdadeiras crateras assemelham o cenário a um imenso rally. Um dos exemplos mais críticos é a Rua Praia de Areia Branca, também o estado lamentável da praça em frente à lagoa de captação. Aqui temos calçadas irregulares, linhas de ônibus que evitam determinadas ruas e, cortando caminho, não obedecem horário nem itinerário, prejudicando estudantes e trabalhadores. Aqui saneamento básico é utopia, um grande índice de casos de dengue é realidade. Temos praças recauchutadas, mas sem nenhuma estrutura além de uma pintura verde, com iluminação incompleta, bancos quebrados, 1,5m de mato, lixeiras destruídas ou abarrotadas de lixos, quadras poli-esportivas quebradas e sem a mínima segurança. As autoridades não lembram das promessas feitas e esquecem as competências e responsabilidades que lhes deviam ser compridas.

Telefonar, protocolar, reclamar, pedir, implorar, de nada adianta. Isso tudo é em vão, por ora se fazem de surdos, inventam desculpas, o responsável pelos serviços está sempre em reunião ou não se encontra. Às vezes renovam-se as promessas: “logo uma equipe estará no local para iniciar os serviços”. Estes senhores deveriam se envergonhar de ocupar um cargo altamente remunerado, deixando um bairro importante até para o turismo neste estado. Se fossem estes funcionários de empresa particular, se fossemos nós os verdadeiros patrões, com poderes demissionais, certamente já teriam perdido o emprego por negligência, falta de produtividade e fraco empenho.

Fica a nota de repúdio e mais um brado de revolta. Até quando vai ser assim?

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