Archive for the ‘lixo’ Category

.: As Pedras Portuguesas e a sujeira, por João da Mata

A decoração ainda permanece. Queria esquecer. Será que esperam o Carnaval!

A cidade é suja. Feia. A propaganda do Natal pior ainda. E ainda ouço nas rádios e televisões. Um amigo foi correr no calçadão e tropeçou nas pedras portuguesas. Fraturou ossos. As calçadas estão todas arrebentadas. É caro a manutenção das calçadas com essas pedras. Porque não escolher algo mais prático.

A minha Ponta Negra está um lixo. Feia e fedorenta. Andar ali precisa coragem com as calçadas sujas e tomadas de prostitutas, camelôs e trombadinhas. O fedor dos banheiros químicos insuportáveis. Esgotos a céu aberto. Não, não tenho coragem de tomar banho numa das mais belas praias do Brasil. O som é alto. Meu verão é triste.

por João da Mata Costa
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.: Praia de Ponta Negra é um lixo só

TRIBUNA DO NORTE – 16/jan/2010
Foto: Júnior Santos

Turistas nacionais e internacionais que frequentam a praia de Ponta Negra, reagem, indignados, à quantidade de lixo jogado ao chão

Um dos principais cartões postais do turismo em Natal, Ponta Negra é de longe a praia urbana que mais produz lixo durante o verão. Mesmo levando em conta a passagem do Ano Novo, quando milhares de pessoas amanhecem o dia na orla marítima, nos 11 primeiros dias de janeiro a Companhia Municipal de Serviços Urbanos (Urbana) levantou que naquela praia da Zona Sul de Natal a coleta diária dos resíduos sólidos alcançou 17,6 toneladas por dia, volume que supera, inclusive, o lixo coletado nas praias da Redinha e do Meio, incluindo as praias do Forte, dos Artistas e Areia Preta.

“Os dados são apenas da coleta do lixo das praias”, diz o diretor-presidente da Urbana, jornalista Bosco Afonso, a respeito do fato que não conta, aí, o lixo doméstico coletado regularmente nas áreas residenciais adjacentes à orla urbana da cidade.

Segundo a Urbana, a coleta do lixo proveniente da atividade turística e comercial, como bares, restaurantes, vendedores ambulantes e até barracas, chegou a uma média de 10,76 toneladas na praia do Meio e de 4,54 toneladas na praia da Redinha.

Em comparação com a média do lixo coletado num período fora da alta estação, basta dizer em Ponta Negra o volume de resíduos coletados no começo de janeiro deste ano superou, praticamente, o triplo do que foi produzido em apenas uma semana em setembro de 2009, quando foram coletados, em média, 5,74 toneladas entre os dias 7 e 15 desse mês. Já na praia do Meio, o volume de lixo coletado nesse período foi de 4,0 toneladas e e na Redinha, 2,67 toneladas.

Bosco Afonso explicou que a Urbana hoje tem como mensurar o lixo coletado nas praias de Natal porque colocou uma espécie de caixa de coleta, chamada de Mulok devido o nome do fabricante, que é instalada em diversos pontos da praia, ou acima do solo, ou encaixada no próprio solo. Regularmente, um caminhão passa em até três vezes nas praias, diariamente, para recolher o lixo que é posto dentro de uma sacola plástica inserida dentro do Mulok, que é depois retirada sem a necessidade de remover a tal caixa.

O presidente da Urbana explica que os comerciantes e os próprios banhistas podem colocar o lixo nestas caixas, sem que haja a necessidade de que os chamados caminhões compactadores, que fazem regularmente a coleta do lixo doméstico, tenha de passar, necessariamente, pela orla marítima. Ao todo, a Urbana pôs 14 Muloks em Ponta Negra, oito na Praia do Meio e três na Redinha, totalizando 25 caixas de coleta. “Nós adquirimos 40 Muloks e estamos comprando mais 20 para toda a cidade”, informou ele.

Para atender a crescente produção de lixo durante o veraneio nas praias urbanas, Bosco Afonso explicou que a Urbana ampliou, também por intermédio das empresas terceirizadas, o número de garis que fazem a limpeza diária da orla marítima. Ele disse que 37 homens trabalham em Ponta Negra das 5 às 11 hora, mais 14 das 8 às 14 horas e outros 14 das 14 horas até às 19 horas.

Na praia do Meio são 14 homens trabalhando de 5 às 15 horas e dai em diante, até às 22 horas, mais 14 garis. Na Redinha,l são 36 garis fazendo a limpeza da orla entre 7 e 16 horas. “Isso vai até depois do Carnaval”, garantiu Bosco Afonso.

Gerente de um bar no calçadão da Redinha, Erick Guedes Filho diz que a coleta do lixo naquela praia da Zona Norte de Natal ocorre regularmente, mas ele só reclama de que “quase não existe lixeiras” para os banhistas colocarem lixo.

Guedes chegou a mostrar que só existe uma lixeira, assim mesmo muito pequena, entre o seu bar e o Redinha Clube, além de apontar que “existe uma questão cultural” com relação aos próprios banhistas, que jogam o lixo “na areia”.

Arrendatário do Redinha Clube, Sérgio Goes da Costa diz que em virtude do vento, muito lixo da praia é acumulado em volta do prédio. Como se trata de uma instituição privada, e a Urbana só coleta o lixo da área pública, ele disse que é obrigado a fazer essa limpeza, que podia ser menos dispendiosa, se fosse colocados muitas lixeiras no calçadão da praia.

Bosco Afonso admitiu que, realmente, existe essa deficiência na Redinha, embora a empresa já esteja tomando providência com a aquisição de 200 lixeiras: “Vamos mandar 30 para a Redinha”.

Ao contrário da Redinha, Bosco Afonso admite que “não faltam” lixeiras em Ponta Negra, onde existem o equipamento próximo aos 104 postes daquela orla.

O banhista Júlio Merege é amazonense e mora em Natal há seis anos. A beleza natural da Redinha o levou, principalmente devido a falta de conscientização dos banhistas, a fazer uma campanha, voluntariamente, para que os frequentadores da Redinha “não joguem lixo na areia”. Ele coloca pelo menos quatro placas ao longo da praia, exaltando a necessidade do banhista “manter a praia limpa”.

.: Parque localizado em área nobre está abandonado

TRIBUNA DO NORTE – 15/dez/2009

Um parque construído na década de 1990 para realçar a beleza do Tirol está ameaçado pelo abandono. O parque é o Ney Aranha Marinho, localizado entre as avenidas Beira-Canal e Alexandrino de Alencar, área nobre da cidade, a preferida pelo setor imobiliário para lançamento de prédios de luxo destinados à classe média alta. O parque poderia ter se transformado num local para a prática de esportes, mas com o mato tomando de conta do leito do canal, com equipamentos quebrados, piso afundando, luminárias apagadas à noite em alguns trechos, serve hoje de abrigo para pessoas sem teto e animais sem dono.

“Vez por outra vejo garis da prefeitura por aqui, mas serviço de manutenção faz tempo”, disse Mário Oliveira. Ele usa o espaço mais amplo em frente ao Condomínio Pôr-do-Sol para se exercitar diariamente. “Caminhar eu caminho naquele outro calçadão ali na frente, mas lá o piso já está se soltando também.”

A TN fez um passeio no parque na manhã de domingo. Depósito de lixo, capinzal, sucata, garrafas pláticas, sacos de supermercado são algumas das mazelas que ficam retiras no mato que ocupa todo o leito do canal. Um casal sem-teto aproveitava a torneira, que deveria ser usada no aguamento das plantas, para se refrescar do calor de 29 graus às oito horas da manhã. Debaixo de um pé de árvore dormiam mais cinco pessoas e, um pouco mais adiante, dois bêbados exibiam a garrafa de pinga já no fim, enquanto cantarolavam músicas sertanejas.

Mesmo com todo o abandono, ainda é possível ver pássaros matando a sede e pequenos peixes nadando nas águas que descem pelo Canal do Baldo em direção ao rio Potengi, fonte de alimento para as dezenas de gatos que vivem na área e usam os bueiros para se proteger.

Os moradores não sabem se o parque é estadual ou municipal. Uma gravura em bloco de pedra com a logomarca da Caern indica que ele foi feito pelo governo do Estado.

.: Ponta Negra: Problemas no paraíso // Sem posto policial há mais de um ano

DIÁRIO DE NATAL – 27/nov/2009
Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press

Assaltos assustam frequentadores da praia, que também se expõem a doenças por causa do esgoto na beira-mar

Viatura solitária patrulha orla mais concorrida da cidade, que não tem mais sequer um trailer fixo para o policiamento

Há mais de um ano, o trailer da Polícia Militar foi retirado da Avenida Erivan França. Membro da Companhia Independente de Turismo, o soldado PM Euzébio conta que não havia qualquer apoio para os policiais no local.

“Não tinha água, alimentação. Seria mesmo muito bom que fizessem uma base da PM aqui”. Ele lamentou a retirada das câmeras de vigilância que haviam na praia, um dos problemas apontados ao Diário.

Sobre outra denúncia, a do consumo de crack por crianças e adolescentes em plena orla, o soldado Euzébio reconheceu o problema. “Estou cansado de levar jovens para o abrigo, mas não demora e eles fogem de lá, voltando para a praia para consumir mais drogas. O pessoal dos abrigos diz que não podem obrigá-los a não pular o muro”.

Outro grave problema é a falta de uma torre de observação do Corpo de Bombeiros, retirada em agosto de 2008. Segundo Marcos Martins, sem salva vidas, já ocorreram duas mortes por afogamento no local. O presidente da Atipon diz que os Bombeiros possuem a estrutura para instalar o posto, mas falta a Semsur determinar o local onde isso deverá ocorrer. Outro exemplo foi o acidente com a bodyboarder Débora Nascimento, em abril, que teve um trauma na coluna cervical intensificado pelo socorro inadequado dado pelos banhistas.

Língua negra

Ainda nas proximidades do Morro do Careca, uma antiga escadaria que dá acesso à vila, bastante utilizada por quem lá mora sofre com a falta de cuidados. Um agravante é o sistema de esgoto que corre por baixo dela e que freqüentemente estoura, lançando um rio de dejetos escada abaixo, o mesmo esgoto que vai parar na praia sem nenhum tratamento.

Segundo o morador Itamar Dantas da Silva o problema existe há pelo menos oito anos. “Quando chove desce m… para todo lado. Isso é serviço mal feito. Depois dizem que a praia é poluída, mas ninguém se preocupa em consertar isso”. Os problemas continuam em outros pontos, onde a reportagem flagrou as chamada línguas negras, esgoto lançado na praia.

.: Praia Limpa e Urbanizada = Mais Turismo

Natal é uma cidade que vive em função do Turismo, sem dúvida a maior fonte de riqueza do município, então por que ainda não temos ACESSOS PÚBLICOS URBANIZADOS em boa parte da orla de Ponta Negra e Mãe Luiza?

Por que não há um só ACESSO PÚBLICO URBANIZADO na Via Costeira?

Por esses e outros motivos, temos que batalhar juntos para mudar esse quadro de total descaso. É preciso repensar a maneira de como tratar e cuidar do nosso litoral: as praias estão poluídas, o monitoramento da qualidade da água nem sempre é confiável, falta saneamento básico, estacionamento, urbanização de acessos e áreas públicas de lazer…

.: Terreno vira depósito de lixo em Ponta Negra

TRIBUNA DO NORTE – 07/out/2009
Foto: Elisa Elsie

Prédio da antiga Churrascaria Tererê e hoje serve como depósito de lixo

Um terreno abandonado e um prédio demolido têm incomodado e preocupado moradores de Ponta Negra, no início da Rota do Sol. Trata-se da antiga Churrascaria Tererê, cujo prédio foi derrubado pela metade e hoje virou depósito de lixo. O abandono no local é motivo de reclamação de moradores e donos de empreendimentos do local, que fica ao lado da Restaurante Piazzale.

De acordo com o proprietário do Restaurante, Witame Gomes, o terreno abandonado não incomoda necessariamente, mas preocupa. “Tento impedir que coloquem lixo por lá, mas nem sempre sou bem sucedido. Não dá pra colocar alguém pra vigiar o tempo todo”, diz Witame. Restos de construção e podas de árvores, além de alguns poucos sacos de lixo são um exemplo do entulho que povoa o local.

Já os moradores de um dos condomínios que fica nas proximidades do terreno abandonado reclamam da proliferação de mosquitos e muriçocas, além do acúmulo de lixo. O aposentado Nilbe Gomes diz que tem medo de que o local crie focos de dengue. “Tem uma caixa d’água lá aberta que pode acabar sendo foco de mosquitos da dengue”, diz Nilbe. O morador acrescentou que a situação perdura há dois anos e que ainda não foi tentado um contato com a Prefeitura para resolver o problema.

A reportagem da TN tentou contato com o atual responsável pelo local, mas não conseguiu encontrá-lo.

.: Justiça fixa prazo para município ordenar a orla de Ponta Negra [nov/08]

TRIBUNA DO NORTE – 15/nov/2008
Foto: Mariana do Vale

PONTA NEGRA – Um dos objetivos da ação é coibir o mal uso do passeio público

A Juíza substituta da 2ª Vara da Fazenda Pública, Aline Daniele Belém Cordeiro, acatou na quinta-feira (13) o pedido do Ministério Público obrigando o Município de Natal a cumprir com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2005 para ordenação do uso e ocupação da Orla de Ponta Negra. O Município tem o prazo de 30 dias para colocar as ações em práticas, sob pena de multa diária de R$ 500,00 (quinhentos Reais), incidente sobre as autoridades municipais assinantes do termo. “Já esperava que fosse acatado porque o Termo foi assinado e o descumprimento enseja a cobrança judicial. A idéia agora é que a gente tenha uma praia ordenada, principalmente com o incremento do veraneio, com fiscalização do poder publico no local”, explicou a promotora do Meio Ambiente Gilka da Mata.

Conforme consta da decisão da 2ª Vara, disposta no processo de nº 001.08.033826-8, deve ser traçado e implementado um plano de Fiscalização do local, em especial do trecho relativo à avenida Erivan França. As ações incluem medidas como “coibir a utilização indevida do passeio público, inclusive dos bens acessórios como guarda-corpo do calçadão, árvores, paredes e muros usados por expositores de mercadorias; impedir a colocação de mesas e cadeiras em área de praia ou no calçadão e o uso privativo do comércio ambulante em vagas de estacionamento”.

Além disso, as secretarias envolvidas com o TAC devem estabelecer calendários de operações conjuntas de fiscalização, bem como operações relâmpagos “para reprimir o indevido uso e ocupação de bens públicos integrantes da orla de Ponta Negra”. A fiscalização inclui também as áreas públicas de estacionamento e os estabelecimentos comerciais fixos, notadamente os quiosques, ação a ser realizada por intermédio da Vigilância Sanitária.

O Termo Ajustamento de Conduta foi firmado entre a Promotoria do Meio Ambiente e o Prefeito Carlos Eduardo, o procurador-geral do Município Waldenir Xavier, e os representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SEMSUR), da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito Urbano (STTU), e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB) não se pronunciou sobre a decisão, alegando que o contato deveria ser feito com a Procuradoria Geral do Município. A TRIBUNA DO NORTE tentou entrar em contato com procurador-geral, Waldenir Xavier, mas não obteve retorno.

>>> Comentário pertinente: E Ponta Negra continua ao deus dará! Nada de nada, a praia só piora: é poluição visual, poluição de esgoto, lixo, ambulentes no calçadão, obras inacabadas, calçadão detonado, nada de acesso decente para turistas e moradores, nem banheiros públicos… o estado é calamitoso!